Paris, quarta-feira 7 de janeiro, final da manhã, numa pequena rua: dois homens encapuzados, fortemente armados, saíam do prédio do jornal satírico Charlie Hebdo. Um polícia caiu, ferido, e eles mudaram de direção para acabar com a sua vida e regressaram à viatura, de portas abertas.
O sangue frio demonstrado foi aquele com que deixaram para trás os corpos de outras 11 pessoas, num mar de sangue: oito colaboradores do Charlie Hebdo, entre os quais uma mulher, colunista e psiquiatra, cinco caricaturistas, um jornalista convidado, o guarda costas da polícia e um funcionário da manutenção.
Os dois indivíduos fogem e a viatura em que seguiam foi encontrada, abandonada ao início da tarde, noutro bairro de Paris. No interior, não só tinham deixado um bilhete de identidade como ADN, recolhido pela polícia científica posteriormente. .
Eram dois irmãos: Chérif Kouachi, 32 anos, e Saïd Kouachi, 34 anos, nascidos na capital francesa, filhos de argelinos. O mais novo já era conhecido pela