Para surpresa de muitos, na Grécia, as profissionais da limpeza transformaram-se num símbolo das injustiças geradas pela austeridade.
Grupos de mulheres começaram a protestar depois de perderem os respetivos empregos. Foram vítimas dos cortes orçamentais que o ministro das Finanças considerou necessários para cumprir com as metas da troika, mas recusaram baixar os braços.
Durante meses acamparam em frente ao ministério das Finanças, reclamado a restituição do trabalho. Votaram recentemente no Syriza, que prometeu voltar a contratá-las.
No ar fica uma mensagem de esperança para amenizar o verdadeiro calvário, destas mulheres e dos gregos em geral.
“As pessoas pagaram durante cinco anos por uma crise pela qual não foram responsáveis. Durante esta crise aqueles que ganharam muito dinheiro, continuaram a ganhar e até mais. Mas as classes média e baixa não tinham de ser culpadas por tudo o que estão a pagar. Passámos de um lugar que era um paraíso ao verdadeiro inferno”, desabafa So