A Europa sobrecarregada com a chegada maciça de refugiados sírios. As imagens invadem as televisões, semeiam a confusão e a discórdia entre os europeus e, simultaneamente, servem como a alavanca para a ofensiva diplomática russa. Uma bênção para Vladimir Putin.
“Antes de tudo, eles (os refugiados) fogem dos radicais. Se a Rússia não tivesse apoiado a Síria, as condições seriam bem piores do que na Líbia, e o fluxo de refugiados seria ainda maior,” declarou o Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
A Síria é a peça principal nas mãos do presidente russo. E não a vai deixar cair. Assim como não está pronto para deixar ir Bashar Assad, desde que, pelo menos, isso ajude a preservar os seus interesses. Oficialmente, Moscovo continua a desmentir o reforço de apoio.
Da sua presença militar no terreno, existem muitas imagens de satélite. Como aqui, em Latakia, onde outras mostram o contrário. Damasco recebe aeronaves, armas e homens do seu aliado russo. O que não se alterou, é claro, desde