A Euphorbia tirucalli produz uma seiva branca venenosa (látex), que pode ser facilmente convertida em gasolina. Isso levou o químico Melvin Calvin a propor a exploração da seiva desse arbusto como substituto do petróleo. Este uso é particularmente atraente devido à capacidade do arbusto de crescer (rapidamente) em terras que não são adequadas à sua produção. Calvin estimou que 10 a 50 barris de petróleo por hectare seriam possíveis. Essa seiva também foi utilizada na produção de borracha, porém sem muito sucesso.
Essa seiva também tem usos em medicina tradicional, em muitas culturas. Tem sido usada para tratar cancros, excrescências, tumores e verrugas em lugares diversos como Brasil, Índia, Indonésia e Malásia. Porém, usada em grandes quantidades, é extremamente nociva à saúde.
Conforme o Jornal Folha de S. Paulo, estudos do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo, mostram que essa planta conseguiu estabilizar o quadro clínico de uma pessoa doente com câncer, em estado terminal, e que também foi eficaz no alívio das dores. Porém, em estudo realizado com ratos (Rattus norvegicus) sobre os efeitos mutagênicos causados pela Euphorbia tirucalli em células da medula óssea, verificou-se que seu extrato aumentou a quantidade de mutações nos ratos, e assim pode também causar câncer, fato que demonstra que mais estudos controlados são necessários para conhecer seus reais efeitos sobre o corpo humano, e que deve-se ter cautela no uso desta planta para fins medicinais.
Euphorbia tirucalli produces a white poisonous sap (latex), which can be easily converted into gasoline. This led chemist Melvin Calvin to propose exploiting the sap of this shrub as a substitute for petroleum. This use is particularly attractive due to the shrub's ability to grow (quickly) on land that is not suitable for its production. Calvin estimated that 10 to 50 barrels of oil per hectare would be possible. This sap was also used in the production of rubber, but without much success.
This sap also has uses in traditional medicine in many cultures. It has been used to treat cancers, growths, tumors and warts in places as diverse as Brazil, India, Indonesia and Malaysia. However, when used in large quantities, it is extremely harmful to health.
According to the Folha de S. Paulo newspaper, studies by the Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, in São Paulo, show that this plant managed to stabilize the clinical condition of a terminally ill person with cancer, and that it was also effective in pain relief. However, in a study carried out with rats (Rattus norvegicus) on the mutagenic effects caused by Euphorbia tirucalli in bone marrow cells, it was found that its extract increased the amount of mutations in rats, and thus can also cause cancer, a fact that demonstrates that more controlled studies are needed to know its real effects on the human body, and caution should be exercised in the use of this plant for medicinal purposes.