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Após liderarem Wall Street por uma década, Apple, Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla iniciaram 2025 com desempenho abaixo do S&P 500. Setores tradicionais ganham força, enquanto incertezas políticas e fundamentos financeiros voltam ao centro do debate.

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Transcrição
00:00Depois de uma década dominando Wall Street, gigantes da tecnologia conhecidas como as sete magníficas enfrentam um 2025 de desempenho fraco.
00:11Apple, Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft, NVIDIA e Tesla ficaram para trás do S&P 500, algo raro nos últimos 10 anos.
00:21Enquanto o índice geral sobe 1,3% no ano, o grupo acumula queda de 4,2%.
00:29A mudança de cenário acontece em meio às incertezas das tarifas impostas pelo presidente Trump e a volta do foco nos fundamentos financeiros.
00:39Setores tradicionais como indústrias e finanças lideram a recuperação da bolsa e investidores começam a se reposicionar.
00:48Meta e Microsoft ainda registram ganhos, mas outras como a Apple sofre com a dependência da China e queda nas vendas.
00:56Especialistas não descartam uma virada ainda neste ano, mas alertam para os riscos de um mercado já muito valorizado.
01:04A próxima divulgação de resultados da NVIDIA no fim de maio deve ser decisiva para o rumo do setor.
01:12E a Mariana Almeida vai também falar sobre as sete magníficas que perderam um pouquinho, né Mari?
01:18Este ano, assim, estão com um desempenho um pouquinho mais fraco do que poderia se imaginar.
01:22Pois é, Cláudia, acho que tem dois aspectos aí fundamentais para a gente ressaltar e que você até um deles já trouxe,
01:28que é, são patamares muito altos, né?
01:30Então você perde, mas você estava lá nas alturas, né?
01:33E já vem, se a gente tivesse feito essa mesma matéria uma semana atrás, a perda era um pouquinho maior.
01:39Elas vêm se recuperando por depois do grande choque aí que veio com o tarifácio.
01:44Porque como são empresas muito grandes, com muita exposição no mercado financeiro e uma aposta importante que elas carregam
01:51do ponto de vista da fronteira de desenvolvimento mesmo internacional, elas foram fortemente afetadas.
01:56Então, falando de empresas, a gente ressaltou aqui na matéria a questão da Apple, mas não é só a Apple.
02:00Todas elas são muito internacionalizadas.
02:03A Apple, particularmente para a questão chinesa e do iPhone, é muito simbólico, né?
02:07Mas todas elas são muito internacionalizadas.
02:09E se a mensagem de Donald Trump foi, vamos reduzir o comércio internacional e as relações com os outros países,
02:15isso obviamente pegou as sete magníficas.
02:17Então o primeiro aspecto é que elas eram as grandes apostas, muito provavelmente ainda são muito grandes,
02:23então cuidado no processo de análise, mas é isso, perdem um pouco de força nesse cenário,
02:28que é o meu segundo ponto.
02:29Quer dizer, tem uma novidade aí que Donald Trump inaugura, que aí tanto faz se você tem algum acordo maior agora,
02:35se você suspende tarifa, o que virá depois no final da perda de suspensão, seja com os outros países, seja com a China.
02:41Fato é que eu tenho uma instabilidade mais permanente e uma abertura aí da economia internacional
02:49para decisões mais erráticas do ponto de vista da política.
02:52Algo que não se imaginava tão concretamente antes e agora está posto.
02:56Para essas empresas significa redesenhar estratégia, que é o que a gente está vendo.
02:59Quer dizer, elas vão produzir onde? Vai trazer tudo para os Estados Unidos?
03:03A maioria não está dando esse sinal, mas está dando sinal de algum retorno.
03:07Então qual vai ser a estratégia? Como elas vão viver nesse mundo mais instável, mais fechado
03:12e mais permeado por decisões políticas? É o que a gente vai ter que começar a observar.
03:16Eu tinha brincado aqui que a gente estava sem guidance em boa parte dos anúncios de balanço há algum tempo,
03:22porque era muita novidade, mas para a gente conseguir realmente entender para onde vão as sete magníficas
03:27e o papel que elas vão cumprir, vai ter que ter um reestabelecimento de guidance,
03:30só que um guidance neste novo mundo que se avizinha aí.
03:34E vamos ver em que medida que elas são capazes de, ao longo ainda do próximo trimestre,
03:38dar sinais de como que elas vão reagir, não a cada item do que o presidente Trump vai dizer,
03:44mas a esse cenário maior de vulnerabilidade, de instabilidade que parece ser o novo normal.
03:50É, estava falando, né Mari? A Apple deu sinais de que pode produzir na Índia,
03:54a NVID aí planejando montar uma planta na China para pesquisa e desenvolvimento, né?
04:00Então essas empresas aí criando alternativas também ao tarifácio e às políticas de Donald Trump.
04:07Até já, Mari!

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