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Rodrigo Loureiro detalhou que o Brasil acumula um déficit de US$ 90 bilhões com os EUA desde 2009. Mesmo com recorde de exportações, Trump alega desequilíbrio injusto. Medidas podem afetar petróleo, aeronaves, café e suco de laranja. A crise vai além da economia.

Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra tarifária, com exclusividade CNBC: https://tinyurl.com/guerra-tarifaria-trump

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Transcrição
00:00Estamos de volta com agora desta quinta-feira e Rodrigo Loureiro, a gente vai colocar novamente aquela nossa arte
00:06para explicar essa relação comercial Brasil e Estados Unidos, porque vale a gente relembrar aqui
00:12que na carta enviada por Donald Trump ao presidente Lula, ali nas linhas menores,
00:19depois dele falar da questão política e judicial aqui no Brasil,
00:24ele coloca que é uma injustiça econômica, que é um desequilíbrio na balança comercial brasileira.
00:29Mas os números oficiais do MIDIC, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço,
00:35dizem que é uma injustiça, mas para o lado do Brasil.
00:37E são dados oficiais das vendas do Brasil para os Estados Unidos.
00:41Então, no ano passado, o Brasil vendeu um recorde, bateu um recorde de exportação para os Estados Unidos.
00:47Estados Unidos, vale também a gente lembrar, é o segundo principal destino dos produtos brasileiros.
00:52Então, no ano passado, um recorde de vendas, 40,3 bilhões de dólares em produtos para os Estados Unidos.
00:59Mesmo assim, houve um déficit para o lado brasileiro de 253 milhões de dólares.
01:07Então, Donald Trump aqui já é, vamos dizer assim, desmentido.
01:11De janeiro a junho deste ano, só no primeiro seis meses,
01:14o déficit da balança comercial em desfavor do Brasil é de 1,67 bilhão de dólares.
01:21Então, mais aqui uma injustiça.
01:24É um ano positivo para os Estados Unidos, né?
01:25Positivo, isso.
01:26Já que em 2024 o déficit completo foi de 253, olha como esse déficit aumentou só na primeira metade do ano.
01:32Exatamente.
01:33Na primeira metade do ano já tem um déficit.
01:35Então, isso quer dizer o quê?
01:36Que o Brasil comprou mais dos Estados Unidos do que os Estados Unidos compraram de produtos brasileiros.
01:42E aí, na história, desde que começam a compilar os dados, de 2009 até junho deste ano,
01:50o déficit para o lado brasileiro nessa relação é de 90 bilhões 280 milhões de dólares.
01:58Então, assim, é preciso que Donald Trump veja, analise os dados,
02:04porque isso é um dado oficial do governo brasileiro e também os mesmos dados estão lá na Câmara de Comércio dos Estados Unidos,
02:11que tem esses dados também mostrando que a balança comercial é favorável, superavitária para os Estados Unidos.
02:17Por isso que a gente acha que é uma fumaça, os analistas acham que é uma fumaça nessa questão da injustiça comercial.
02:24Bom, então essa é a relação do Brasil.
02:26Vamos simplificar aqui para o nosso telespectador.
02:31Vamos pegar esse número aqui de 90,28 bilhões de dólares.
02:35Isso aqui foi quanto o Brasil injetou na economia americana, em termos mais simples.
02:39Desde 2009, o Brasil pagou 90,28 bilhões a mais do que os Estados Unidos trouxe para a economia brasileira.
02:49Ou seja, a gente está financiando mais a economia americana do que os Estados Unidos financiar a economia brasileira.
02:55Então, o Trump, quando ele fala até, ele até se confundiu.
02:58Acredito que ele tenha se confundido quando ele falou que o Brasil tem vantagem comercial nessa relação.
03:03Não tem.
03:04Os números aqui, contra números não dá para discutir, né, Clay?
03:08Contra fatos não, argumento.
03:09Exatamente.
03:09Então, 253 milhões em 2024, 1,67 bi só nesse primeiro semestre.
03:16Um déficit muito alto para esse primeiro semestre e 90 bilhões desde 2009.
03:22Os Estados Unidos ganha mais nessa relação com o Brasil do que o Brasil.
03:25Mostra que é um mau humor de Trump em relação ao Brasil, porque lá no 2 de abril ele tinha colocado apenas uma tarifa de 10%
03:32porque entendia que o Brasil não tinha uma vantagem ou não tem uma vantagem e, de repente, ele muda.
03:38Que aí era um argumento que fazia sentido.
03:40É um argumento que fazia sentido.
03:41Apenas 10%.
03:42O Brasil saiu ali, que ileso, da guerra tarifária porque justamente os números mostravam para o presidente norte-americano
03:48que os Estados Unidos tinham superávit em relação ao Brasil na questão comercial.
03:53Vamos dar uma olhadinha agora nos produtos mais vendidos do Brasil para os Estados Unidos?
03:58Então, esses foram os produtos em 2024.
04:01O primeiro ou principal produto foi o petróleo bruto, representou 14% das exportações brasileiras
04:07e com valor 5,8 bilhões de dólares.
04:11Lembrando que esse valor já está incluído o free on board, que na verdade aqui é o que refere-se ao custo da mercadoria
04:17no ponto de embarque, incluindo os custos de produção e embalagem, por exemplo.
04:22Então, já é o free on board com esse valor aí, 5,8 bilhões.
04:25E aí vale a gente comentar porque a gente acabou de falar do petróleo, só ressaltar novamente.
04:30O petróleo é o principal produto aqui, 14%, está na liderança, mas o Brasil vem diminuindo
04:36a sua dependência da exportação de petróleo para os Estados Unidos, também explorando melhor
04:41o mercado asiático, é uma notícia positiva para o Brasil.
04:43Para a China, ele já está exportando mais até, inclusive.
04:45Exatamente.
04:46E do lado dos Estados Unidos, eles importam muito pouco petróleo do Brasil quando você olha
04:52na cadeia como um todo.
04:54O Canadá é o principal parceiro com 65% das importações de petróleo para o mercado
04:59americano, das exportações de petróleo para o mercado americano.
05:02O Brasil tem cerca de 3%.
05:04Então, é um parceiro comercial muito menor para os Estados Unidos, só 3% contra 65% do
05:10Canadá e 7% do México.
05:12O Brasil ali fica só com 3%, é um percentual baixo.
05:15Aqui a gente tem lingotes de ferro também é o segundo principal produto exportado para
05:21os Estados Unidos, 8,8% com um valor de 3,5 bilhões de dólares em venda.
05:27E aqui na Aeronaves, é bom a gente entender e ficar de olho, porque assim, a Aeronaves representou
05:346,7% das vendas para os Estados Unidos, 2,7 bilhões de dólares em faturamento.
05:41Só que, antes do tarifácio de Donald Trump, foi em fevereiro, a Embraer fechou um acordo
05:48com a Flexjet, que é uma empresa norte-americana, que é um acordo histórico, um contrato de
05:527 bilhões de dólares.
05:54Você vê aqui, em 2024 foi 2,7.
05:57Só esse contrato com a Flexjet é de 7 bilhões de dólares.
06:01Fevereiro, em abril veio o tarifácio e agora vem essa taxação de 50%.
06:05Precisamos entender, vai ser retroativo?
06:07Não vai ser retroativo, então é bom a gente ficar bem de olho, atento.
06:11A Embraer, com certeza, está vendo esse número aqui e também a questão dessa taxação
06:17neste momento.
06:18É importante também a gente explicar que, apesar desse contrato ser de 7 bilhões de
06:22dólares, esse valor é diluído ao tempo de contato, porque produzir aeronave demora,
06:27demora alguns meses.
06:28As entregas são diluídas, mas é um contrato importante de 7 bilhões.
06:32Dá um impulso nesse número, com certeza, mas não é que a gente, em 2025, aqui no
06:36final, a gente vai ver de 7,7 aqui, não, não é por aí, mas vai gerar um impacto.
06:41Claro, a Embraer cresceu bastante em 2024, em 2025 teve contratos muito importantes, inclusive
06:46esse contrato com a Flexjet.
06:48Café, o café também é um importante setor, os Estados Unidos compram bastante café, as
06:53exportações se representaram 4,7%, com quase 2 bilhões de dólares em faturamento
06:59dessas vendas.
07:00O café, é interessante a gente também pensar um pouquinho no mercado interno.
07:04O café deve ter uma diminuição aí das vendas para os Estados Unidos e pode ser que
07:09acabe tendo mais produtos ou fique mais esse produto aqui no Brasil.
07:14O café está numa alta, uma sequência de alta muito grande, o café aumentou ali no
07:19supermercado, ali na gôndola, o consumidor que faz o uso do café já percebeu isso.
07:24Isso pode fazer com que o preço diminua aqui porque você vai ter uma oferta maior, porque
07:30a gente não vai conseguir exportar mais, não sei, mas pode ser que com um mercado mais
07:36abastecido de café, um mercado doméstico, o preço possa cair.
07:40É uma vantagem?
07:40A gente vai precisar ver se vai ser vantagem ou não.
07:43Talvez diretamente para o consumidor, no primeiro momento, seja uma vantagem, mas o
07:46café é bom ficar também de olho, né, Rodrigo Lorena?
07:49Eu acho que tanto o café como, por exemplo, os sucos de fruta, a carne bovina, o Brasil
07:54vai abrir agora uma janela de oportunidade, não é uma janela assim que a gente gostaria
07:59que fosse aberta, a gente gostaria que as coisas ficassem do jeito que elas estão, porque
08:03por exemplo, a exportação aqui gera quase 2 bilhões de dólares por ano, é uma exportação
08:07alta.
08:08Mas vai abrir uma janela para que outros países também comecem a negociar, aumentar as suas
08:13vendas de café.
08:14Vendo essa dificuldade que o Brasil vai ter com o mercado americano, os produtores de
08:18café vão começar a procurar por alternativas.
08:21Eles não podem depender só do mercado americano.
08:23Se você vai ter uma tarifa de 50%, uma tarifa que vai cortar os seus ganhos quase pela metade,
08:29né, então se você já tinha uma tarifa de 10, vai aumentar para 50, é péssimo isso
08:33para o produtor.
08:34Então vai ter que começar a procurar outros mercados para exportar.
08:38E aí a gente vai ver pelo menos uma diversificação nessa cadeia.
08:41Se esse número vai continuar em 1,9 bi, a gente ainda não sabe, pode ter um impacto,
08:46que nem o professor Lívio Ribeiro disse, o impacto setorial deve ser maior do que o
08:51impacto geral.
08:52Por isso que o fortalecimento dos BRICS é importante, o Mercosul também cada vez mais
08:58forte é importante, o presidente Lula tentando aí fechar esse acordo com a União Europeia,
09:03inclusive lá na França, com o Macron, ele disse, não sairei da presidência do Mercosul
09:09sem fechar, viu, Macron, esse acordo com a União Europeia.
09:12O presidente francês, Emmanuel Macron, é o que seria a pedra no sapato do Mercosul,
09:17ele que vem emperrando esse acordo.
09:19Inclusive o Lula fez o apelo, falou, abra o seu coração, Macron, para o Mercosul.
09:23Dá até selfie, então é importante também, porque pode incluir alguns desses produtos
09:29que os Estados Unidos talvez deixem de comprar do Brasil, porque vai ficar mais caro, o Brasil
09:34possa repassar, por exemplo, para a União Europeia.
09:38Então, voltando aqui, a gente tem ferro, petróleo refinado, celulose, equipamento de
09:44engenharia, aí entrando o suco de frutas, especialmente o suco de laranja, que a gente vai falar já já,
09:49nós temos uma entrevista importante para falar desse setor aqui e também da carne bovina.
09:54Então, esses são os principais produtos que foram exportados, vendidos para os Estados
09:59Unidos em 2024.
10:01Aqui nos equipamentos de engenharia, vale o destaque, ontem a gente viu as ações da WEG,
10:05empresa catarinense, sofrendo bastante.
10:07Já caíram mais de 4%.
10:09A WEG, que fabrica motores industriais, produtos...
10:12Componentes eletrônicos.
10:12Então, entra aqui nesse setor aqui, do equipamento de engenharia.
10:15Então, é uma companhia que vai sofrer bastante, porque é uma companhia que exporta muito
10:20dos seus produtos.
10:21Então, aqui a gente tem que ficar de olho.
10:23E suco de fruta, daqui a pouquinho a gente vai falar, porque é bem interessante.
10:26É bem interessante.
10:27Aqui é um setor que tem uma entrada nos Estados Unidos importante, o consumidor...
10:33O maior produtor de suco de laranja do mundo é o Brasil.
10:35É, e o consumidor norte-americano faz o uso, consome muito suco de laranja do Brasil,
10:41a gente vai esmiuçar.
10:42E é bom lembrar também que, diante de tudo isso, o Brasil passou recentemente pela
10:46gripe aviária e teve um problema com a exportação de carne de frango.
10:52Agora está voltando, a China está revendo os protocolos para voltar a comprar a carne
10:55do Brasil.
10:56Mas também, vem junto nessa leve e pode ter um impacto importante, não está aqui
11:01entre os principais.
11:03Mas você coloca aqui embaixo, quando você deixa de exportar porque você tem uma questão
11:07sanitária, você entra ali e tem um impacto na balança comercial brasileira, nessa
11:12questão da exportação, né, Lorena?
11:14Exatamente.
11:14A carne de frango, a gente ainda pode comemorar, porque os Estados Unidos não estão nem entre
11:19os principais compradores de carne de frango do Brasil.
11:21Os cinco principais países, dos cinco principais, quatro são do BRICS e um é o Japão.
11:27Então, o principal país é a China, que está revendo os seus protocolos, pode voltar a
11:31comprar carne de frango do Brasil, o que é extremamente positivo para a cadeia.
11:35Aí você tem a África do Sul, você tem outros países ali, agora não vou lembrar a
11:39ordem correta, mas sei que o Japão é o terceiro.
11:41Emirados Árabes Unidos é um importante comprador também do Brasil.
11:45O grande lance é o seguinte, os Estados Unidos não compram, mas de uma forma geral na balança
11:49comercial brasileira, se você tem já uma diminuição dessas vendas, né, pode ter
11:53um impacto nas vendas desses principais produtos.
11:56E você coloca mais a carne de frango, para a balança comercial você tem uma perda aí
12:00razoável e importante.
12:02Exatamente.
12:02Então, foi o que a gente estava discutindo, né, o impacto é mais setorial.
12:06Olha só, principalmente o impacto aqui, olha, petróleo, que é 5,8 bi, lingotes de ferro,
12:113,5 bi, é o impacto mais setorial.
12:14O impacto no PIB, que a gente está vendo alguns analistas falarem de até meio ponto percentual,
12:19eu acho muito também, assim, eu concordo com o professor Livio, pra mim é um impacto
12:23muito grande, quando a gente fala de exportação dos Estados Unidos, principalmente porque a
12:27gente ainda não sabe como que vai ficar.
12:29Essas tarifas de 50%, elas são inviáveis.
12:31E o que a gente tem visto é o Donald Trump, joga essa carta forte e depois ele volta
12:35atrás e começa a negociar.
12:37Então, eu acho muito inviável, muito improvável que vá ficar os 50% e que vá gerar realmente
12:43esse impacto de até meio ponto percentual no PIB brasileiro.
12:46O que a gente vai ver vai ser mesmo o impacto setorial.
12:48A grande questão é saber, neste tabuleiro, qual vai ser a jogada agora do governo brasileiro.
12:52Exatamente.
12:53O Donald Trump fez uma jogada ousada, né, deu um cheque.
12:57E o governo brasileiro?
12:58Qual vai ser a jogada?
12:59Vai para o enfrentamento, que a gente estava conversando agora há pouco, né, na entrevista
13:03com o Livio Ribeiro.
13:04E se o Brasil for para o enfrentamento e colocar também a reciprocidade, taxar os produtos
13:10norte-americanos?
13:12Os Estados Unidos podem dobrar a aposta, podem fazer outra jogada, outra manobra ali nesse
13:17tabuleiro?
13:17A gente não sabe.
13:18A grande questão a partir de agora é saber qual vai ser a reação do governo brasileiro.
13:22Se vai querer negociar, se já vai impor uma taxa, esse é um próximo passo importante.
13:27É, e não tem um caminho fácil, porque não é simplesmente o Brasil, ah, vamos escolher
13:32o caminho da diplomacia e simplesmente aceitar essa tarifa, aliás, vamos negociar essa tarifa.
13:37Não é bem por aí, porque se o Brasil abaixa a cabeça agora também, você abre um precedente
13:41muito perigoso para que, na próxima vez, Trump também force essa carta.
13:46Então, o Brasil precisa ali tomar a melhor decisão, é uma decisão difícil.
13:50Ou você negocia, vai ali no modo mais diplomático possível, tenta negociar, coloca panos quentes
13:56nessa relação, ou você toma uma decisão um pouco mais agressiva de falar assim, olha,
14:00se você vai tarifar a gente, a gente também vai tarifar vocês.
14:04Você pode gerar uma guerra comercial, mas mostra também força do Brasil para negociar.
14:08São dois caminhos opostos, mas dois caminhos que são viáveis e que são difíceis de serem
14:13tomados. Vamos ver o que vai acontecer. Não é uma decisão fácil.
14:16É, porque neste momento a diplomacia já foi para o espaço e há uma crise diplomática
14:22gerada por essa taxação e a justificativa de Donald Trump para isso.
14:26Aliás, só mais um comentário, Klein, porque a gente tem visto até, ah, o presidente Lula
14:31e o Trump, eles não se dão muito bem, né?
14:33Ou alinham ideologicamente.
14:35Mas a gente tem visto o vice-presidente Geraldo Alckmin tentar fazer essa relação com os
14:39Estados Unidos de forma bem diplomática nos últimos meses.
14:42Sereno, né? Como é a postura sempre de Geraldo Alckmin?
14:44Negociou as tarifas, chegou, quando teve a tarifa de 10% que foi anunciada, o Geraldo
14:48Alckmin até em tom ali de comemoração, porque foi uma tarifa baixa, 10%, o mercado
14:53talvez estava esperando até um pouquinho mais.
14:55Então, tem uma relação diplomática, pode não ter entre Trump e Lula, mas tem uma relação
15:01diplomática ainda entre os dois governos, principalmente liderada pelo Geraldo Alckmin, ali o vice-presidente,
15:07que tem adotado um tom um pouquinho mais sereno.
15:09Só que agora, a gente viu a própria entrevista do Geraldo Alckmin falando que ficou surpreso
15:13com essas tarifas e que isso precisa ser conversado no longo prazo.
15:17É isso.

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