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O que é mais importante na hora de promover alguém? André de Angelo, CEO da Acciona, é o convidado do Show Business e responde a essa pergunta fundamental, destacando pontos como saber ouvir e ter “muita relação interpessoal”.

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https://youtu.be/2J-ZZee5Sz8

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Transcrição
00:00Agora, seja jovem, seja um profissional sênior, qual é a característica determinante que faz você promover um profissional?
00:11Tem que estar preparado. Ele tem... a gente faz... provavelmente muitas das pessoas que estão nos vendo aqui têm seus métodos internos,
00:21suas companhias, métodos de avaliações, né? Mas ele tem que estar preparado, né? Ele tem que já ter cumprido as etapas daquela função que ele está, né?
00:34E para poder assumir novos desafios, né? E que hoje é um dos temas, das dificuldades que nós temos com a turma mais jovem,
00:44que realmente as pessoas acham que já estão preparadas e ainda não estão, né?
00:47Então, o fato de já ter coberto todas aquelas necessidades que ele tinha para determinar a função que ele está executando, né?
00:56E desenvolver, principalmente se ele passa de uma função onde ele trabalha sozinho, para uma função onde vai liderar.
01:02E normalmente, quando ele vai liderar, ele vai liderar os ex-colegas, os colegas dele.
01:07Que é mais difícil ainda que hoje todas as grandes pessoas que trabalham em grandes empresas, a maioria já passaram por essa situação, né?
01:13É liderar os seus colegas, né?
01:18Exatamente. Hoje, se eu tenho um par, eu sou promovido, eu vou liderar meu par, né?
01:23Então, estar preparado para isso requer, né?
01:29Muita relação entre o pessoal, saber escutar muito, saber servir também, saber as necessidades das pessoas.
01:39Porque se tu não serve o teu time, né?
01:42Como é que tu vai exigir que eles façam as coisas que você tem que fazer, né?
01:47Então, essa maturidade que é mais difícil, né?
01:52Quantidade. Tenho certeza que várias pessoas já sentaram aqui e conversaram contigo.
01:55Deve ter dito, olha, já cansei de perder um bom gerente, né?
02:00E ganhar um péssimo diretor, né?
02:04Ou perder um belo de um coordenador e ganhar um mau gerente.
02:10Porque quando tu... O fato de liderar pessoas não é simples.
02:14Então, a gente tem que identificar que eles estão preparados.
02:15Mas aí vai do talento seu...
02:18Do líder direto.
02:19Do líder de identificar esses profissionais, né?
02:22Exatamente.
02:23Porque é isso que você está falando.
02:24Um gerente, você promover como diretor, às vezes você vai perder um...
02:28E é muito comum, viu?
02:29E é comum.
02:30É muito comum.
02:31É muito comum.
02:32Agora, numa entrevista de emprego, você que tem experiência aí em tantos cargos de liderança
02:38e que você já passou por muitas entrevistas de emprego,
02:42você do lado do balcão com a caneta ali, está contratado ou não vai seguir aí no processo seletivo.
02:49O que é determinante aí para você eliminar o candidato, André de Ângelo?
02:55Eu vou inverter.
02:56Eu vou dizer o que é determinante para que eu contrate esse candidato.
03:00Tá bom?
03:01Eu vou inverter.
03:02Pode inverter.
03:03Pode inverter.
03:05A pessoa tem que ter vontade.
03:07Ele tem que...
03:07Tem que ter brilho no olho.
03:08Como eu sou um gaúcho, né?
03:12Você tem que ter faca na bota, né?
03:14Tem que estar ali com a faca na bota, né?
03:17Com vontade de entrar, sabe?
03:19Ele tem que vir preparado, ele tem que saber da empresa tanto quanto tu, né?
03:23Pelo menos as informações são públicas.
03:26Ele tem que entender bem a função que ele vai fazer e ter uma posição, uma postura durante
03:34a entrevista, né?
03:35Que tu consiga identificar.
03:36Rapaz, esse cara eu queria ter comigo, né?
03:39Queria ter essa pessoa comigo porque ele vai voar, né?
03:44Então...
03:45Só foi falar que você é gaúcho que voltou o sotaque rapidinho.
03:48Rapidinho, viu só?
03:49Quantos anos longe do Rio Grande do Sul?
03:53Há 18 anos, eu saí em 2007.
03:57Mas você começou como estagiário no Rio Grande do Porto Alegre?
03:58Como estagiário em Porto Alegre.
04:00Aí lá na área comercial, depois fui fazer obras no interior do Rio Grande do Sul, depois
04:04passei pelo Tocantins, Goiás...
04:08E assim foi?
04:08E aí foi.
04:09Aí fui parar na América Latina, Buenos Aires, Argentina, Panamá...
04:14Peraí, daqui a pouco a gente fala um pouco mais...
04:17Muita coisa.
04:17...da carreira de André de Ângelo.
04:20Nós estamos conversando com o diretor-geral da construtora espanhola, Aciona.
04:27O diretor-geral aqui no Brasil, o André de Ângelo.
04:31O show business faz uma breve pausa e volta em instante.
04:40E nós voltamos com o show business nesta edição, falando aí com André de Ângelo,
04:47o diretor-geral da construtora espanhola Aciona, ele que comanda a operação brasileira e que,
04:55segundo você falou, está no meio aí da maior obra da América Latina, que é a linha 6 de São Paulo, né?
05:03Isso aí.
05:04Mais de 11 mil profissionais trabalhando ali diariamente, sendo 900, mais de 900 mulheres.
05:11Você encerrou o último bloco falando da sua trajetória, né?
05:16Gaúcho.
05:17Ele falou de Gaúcho, já começou o sotaque a voltar e falou da trajetória aqui no Brasil.
05:22Mas eu gostaria de chamar a atenção sobre a trajetória do André de Ângelo em vários países da América Latina,
05:30porque você passou pela Argentina, você passou pela Venezuela, pelo Peru, pela Colômbia,
05:36por outros países e em cargos de liderança.
05:42Com essa vivência toda, em todos esses países, como é que você define a América Latina?
05:52Essa pergunta é muito boa, né?
05:56É difícil definir a América Latina como um todo, né?
05:59Porque cada país tem a sua particularidade.
06:03É muito comum nós, as pessoas que conhecem pouco os países, os países vizinhos, né?
06:10E que pensem que trabalhar no Peru é a mesma coisa que trabalhar no Equador, na Colômbia, na Venezuela, né?
06:19Não é porque ele tem o mesmo idioma que é a mesma coisa.
06:22É pelo contrário, né?
06:23Cada país tem a sua particularidade, né?
06:26E fazer negócios em cada país desses também é diferente.
06:31Então, a gente tem que, quando chega num país diferente para desenvolver uma oportunidade de negócio,
06:39a primeira coisa que a gente tem que ver é a adaptabilidade.
06:43Como que a gente se adapta ali, né?
06:44Então, porque são regras distintas, são culturas distintas, desde a alimentação, né?
06:51Da forma de viver em si, desde o mercado de trabalho.
07:00Então, isso, a empresa tem que entender aquilo ali e ver como tu adapta a forma que tu trabalhas.
07:09Mas não adianta, porque se nós sermos um...
07:11Nessa época, eu estava na Andrade Gutierrez, né?
07:16Porque, às vezes, as pessoas vão implantar o jeito brasileiro no Peru.
07:20E não é.
07:20Não vai dar certo.
07:21É como eu adapto a forma que a gente faz obras no Brasil ou o negócio no Brasil
07:28de acordo com as regras no Peru, né?
07:30E com a forma de fazer negócio lá.
07:32Então, é difícil a gente ter uma palavra para definir a América Latina como um todo, né?
07:37Então, eu diria que cada país tem a sua particularidade e a gente tem que estar preparado.
07:43Mas qual foi o país mais difícil de se fazer negócio?
07:46É.
07:47Foi a Venezuela?
07:48A Venezuela eu fiquei lá os últimos...
07:51Eu fiquei em 2014, 2015, né?
07:54Já estava numa situação complicada, né?
07:57Já uma situação de falta de insumos, né?
08:00Então, eu até diria que eu nem tive nada de fazer negócio ali.
08:04Eu estava muito mais na gestão de dois grandes projetos que a empresa tinha lá.
08:08Mas você sentia isso como profissional e também como pessoa?
08:12Falta de insumo?
08:13Sim, sim, sentia.
08:15Supermercado.
08:15No dia do supermercado, sim.
08:17Sim, faltava.
08:18Era...
08:18Eu e muitas pessoas que tinha na equipe,
08:22o pessoal sempre que viajava voltava com malas, com insumos,
08:27desde papel higiênico.
08:28Desde papel higiênico.
08:29Era uma coisa assim, era complicado.
08:33Então, isso na Venezuela, né?
08:36Por outro lado, tem países muito bons, né?
08:39Como o Peru é muito bom, Colômbia é muito bom.
08:44Nós tivemos negócio também na República Dominicana,
08:47que é outra cultura, enfim.
08:49Mas eu não diria difíceis de fazer negócio,
08:53mas o fato de tu ter que te adaptar e aprender,
08:58ele te deixa mais lento até a conclusão do business, né?
09:02Essa adaptação, porque isso é uma palavra recorrente,
09:06eu escuto dos CEOs aqui do show business.
09:09É um dos segredos para estar nesse cargo que você está hoje,
09:15de diretor-geral, né?
09:16Desse cargo máximo no Brasil, da construtora.
09:21Isso foi determinante?
09:23Não dá pouca pergunta.
09:24Foi determinante toda essa sua vivência na América Latina
09:28para você ser convidado a ser o diretor-geral?
09:32Porque você chegou na Aciona como diretor-geral já, né?
09:37Bruno, sem dúvida que isso foi determinante.
09:41Essa experiência que eu tive em diversos países,
09:44desenvolvendo negócios, sendo responsáveis pela operação e desenvolvimento,
09:52tendo que aprender cada cultura,
09:57é claro que isso foi determinante quando me convidaram
10:01para assumir a posição de que eu estou hoje na Aciona.
10:04Eu digo, eu fiquei 11 anos expatriado,
10:08ou seja, um brasileiro expatriado fora do país.
10:10Hoje, eu brinco, eu sou um expatriado no meu país.
10:14Porque hoje, a empresa que eu trabalho e que eu lidero aqui
10:17é um grupo espanhol, né?
10:19Então, mais no meu país, né?
10:20Então, e sem dúvida que a adaptação, inclusive, aí é fundamental
10:24porque se adaptar também a uma empresa que não é brasileira
10:29é diferente.
10:31Eu fiz uma pergunta no primeiro bloco sobre como os espanhóis, né?
10:37Essa empresa centenária tem visto o Brasil em termos macroeconômicos, né?
10:45Sobretudo, eu perguntei especificamente em termos de taxa de juros, né?
10:50Como se adaptar aí um estrangeiro olhando o Brasil com 15% de juros ao ano?
10:56Mas agora, vamos fugir dos juros.
10:59Porque você já explicou muito bem como eles vêm
11:01e eles apostam há 27 anos no Brasil,
11:04ou seja, eles entendem como funciona a maneira de fazer negócios no Brasil.
11:11Mas como é que eles veem o Brasil?
11:14Vamos sair dos juros.
11:16Como é que eles veem o Brasil?
11:18Um país com muita oportunidade.
11:20De negócios.
11:21Muito usado de negócios.
11:22Um país com uma população muito qualificada.
11:30Volto a dizer, eu te dei alguns exemplos aqui da quantidade de engenheiros
11:34que nós estamos formando e levando para outros países, né?
11:37Dando oportunidade de trabalhar, né?
11:39E ver que tem uma qualidade de mão de obra, de pessoas preparadas, né?
11:46Tanto que hoje a nossa operação, com esse número de pessoas específico
11:50que eu te comentei, mais de 11 mil pessoas trabalhando,
11:54mais de 98% das pessoas são brasileiros.
12:02Então, coisas que em outro país é muito difícil disso acontecer.
12:09Por falta de...
12:11Falamos de Dubai no início da entrevista, né?
12:13Dubai, ali, 90% eram estrangeiros.
12:18Então, o...
12:21Para fazer o metrô, ali.
12:22Para fazer o metrô, né?
12:24Então, mas isso é uma...
12:26Vamos dizer, esses são modos operantes do país.
12:28Qualquer...
12:29Não era acionado.
12:29Qualquer outra empresa que estivesse desenvolvendo lá também é assim, né?
12:32Então, o...
12:34E no Brasil nós temos tudo.
12:36No Brasil nós temos mão de obra qualificada,
12:38nós temos bons projetos, né?
12:40E isso faz com que os olhos estejam muito bem para cá, né?
12:46São 40 países, né?
12:4840 países.
12:49A condição está em 40 países.
12:51O Brasil significa o quê?
12:54Se a gente colocar numa escala aí de 1 a 10, a 15, a 20, nós estamos...
12:59Qual que é a prioridade da sede olhando para o Brasil?
13:02Hoje, o Brasil representa, em termos de negócios para a empresa como está hoje, atualmente,
13:10um percentual ainda pequeno quando nós falamos do nível global da empresa, né?
13:16Então, a gente está falando com...
13:18Representa como entre 10%, 10 a 15% da empresa como um todo.
13:22Uma empresa que faturou, ano passado, 19 bilhões de euros.
13:26Então, mas é...
13:31Eu te digo que está entre as três prioridades do grupo.
13:36Espanha, por si só, da região onde está.
13:39Mas, Austrália, que hoje é uma grande...
13:44Uma região onde a Sônia também está investindo muito, né?
13:48Fora da Espanha, onde se fatura mais.
13:50Brasil, né?
13:53Vamos falar da América Latina como um todo, destaque para o Brasil,
13:56porque nós estamos também no Chile há mais de 20 anos também, né?
14:00No México também há muito tempo.
14:02Mas o Brasil seria o destaque da América Latina.
14:06E Estados Unidos hoje, iniciando operações grandes na área de concessão rodoviária também, né?
14:12Empresa centenária, ela é uma empresa familiar?
14:14É uma empresa familiar.
14:16Ela está listada na bolsa?
14:17Ela está na bolsa de Madrid, na Iberts.
14:19Mas o controle é da família?
14:21É familiar, é familiar, está na terceira geração, sim.
14:24É da terceira geração, né?
14:27Você conheceu?
14:28Conheço, conheço bem, conheço.
14:30Você conhece, né?
14:30Você conhece hoje?
14:30Você é o Manuel Entrecanales.
14:32É.
14:32É uma pessoa muito preparada, né?
14:36E que fez com que, né?
14:39Desde que ele assumiu a empresa, chegasse nessa internacionalização,
14:43de estar em mais de 40 países,
14:45com um foco muito forte na sustentabilidade, né?
14:51Que desde a geração de energia renovável,
14:55que hoje é um dos grandes braços do grupo também,
14:57que ainda não estamos no Brasil,
14:58mas temos planos de estar aqui dentro de alguns anos.
15:00Eu já quero falar sobre esse tema,
15:02mas eu adoro levantar essa questão para empresas que são centenárias.
15:07Não é com frequência, mas a gente recebe aqui no Show Business
15:10empresas centenárias, né?
15:14O presidente da Gerdau esteve aqui,
15:16o presidente da Saint-Gobain, a francesa,
15:18esteve aqui, tem mais de 300 anos, né?
15:21Mas você que comanda no Brasil uma empresa centenária,
15:25Você tem a fórmula do sucesso para se tornar relevante
15:29durante as décadas até chegar aos 100?
15:34Olha, é sempre acreditar nas oportunidades,
15:41investir e inovar.
15:45Isso é uma das coisas que a gente faz muito.
15:49Bom, você falou de sustentabilidade, né?
15:52O que seria a infraestrutura sustentável, André?
15:57Eu vou te trazer exemplos.
16:00Claro.
16:01Melhor ainda.
16:02De infraestrutura sustentável, né?
16:05Na linha 6, por exemplo.
16:07Isso.
16:08Hoje, em execução,
16:10nós substituímos o óleo diesel tradicional dos nossos caminhões
16:16por um combustível que chama HVO.
16:20Esse HVO é um, podemos dizer que é um biocombustível
16:24feito de reciclagem de óleos,
16:26óleo de cozinha, óleo de industriais, né?
16:29E com isso a gente reduz mais de 80% das emissões, certo?
16:35Isso é um exemplo de infraestrutura,
16:37como construir com menos emissões, né?
16:40O...
16:41Energia renovável.
16:42Hoje, nós temos garantido,
16:45ou seja, pagamos por isso, né?
16:47Para certificados, né?
16:48De 100% da energia consumida durante a execução do projeto nosso,
16:53renovável.
16:54E assim será quando a linha estiver em operação também.
16:57100% da energia consumida na linha vai ser renovável, né?
17:02Utilização de materiais reciclados, né?
17:06A circularidade em si, ou seja, o aproveitamento da água, certo?
17:12Dos materiais, né?
17:14Todo aquele material de resto de obra, né?
17:18Reciclar e voltar a utilizar.
17:20Então, o...
17:21Tudo isso que a gente pode fazer, né?
17:24Para reduzir as emissões, a gente tem feito num projeto como esse, né?
17:28Então, o...
17:31E fora, depois, o próprio projeto em si, né?
17:34A quantidade de emissões que vai deixar de estar emitindo com essa linha de metrô é tremendo, né?
17:40Então, a gente sempre diz, né?
17:42Que, né?
17:44Hoje não dá mais para separar o investimento em infraestrutura
17:47das ações que tem que fazer para mitigar emissões,
17:54ou seja, tornar um projeto mais sustentável, né?
17:56Então, tem como conviver, sim.
17:59O início não é fácil, ou seja, a Sionis está desde 2016 neutro em carbono,
18:04ou seja, foi uma das primeiras empresas do setor de infraestrutura sem neutro em carbono.
18:08Em 2016, neutro em carbono.
18:09Em 2016, neutro em carbono, certo?
18:12Então, o...
18:13E desde aí, a gente diz, a régua só sobe, né?
18:16A meta só sobe, a gente tem que reduzir mais e mais as emissões, né?
18:20E aí eu vejo que no Brasil, eu tenho conversado muito, né?
18:24Com as agências de regulação, com os próprios clientes, governos, né?
18:29E sempre levo essa pauta.
18:32O que é que se está fazendo para que quem vem a construir
18:35pense nisso, invista nisso, porque não é barato.
18:40Claro.
18:40Não é barato, né?
18:41Então, e isso está surgindo efeito, porque vários projetos que começam a sair também,
18:47e principalmente nas consultas públicas, quando se discute, já existem sugestões de exigir
18:53metodologias mais avançadas de execução, utilização de combustíveis mais limpos,
19:00aquisição de energia renovável, né?
19:04E isso, quando tu bota no teu modelo de negócio, né?
19:08Funciona.
19:09O grande problema que as empresas têm hoje é que quando tu estás investindo no modelo de negócio
19:14onde não previa e passa a ter que fazer, diminui, é tiro, né?
19:18Ou seja, é mais caro.
19:20Então, quando já nasce com essas exigências, fica muito mais fácil.
19:23É.
19:24Nesse tempo todo, né?
19:26Tantos anos aí no setor de engenharia, no setor de infraestrutura,
19:30passando por países da América Latina, mas evidentemente muito tempo no Brasil,
19:36qual história, história, André de Ângelo, mais te impressionou no setor?
19:42Vamos falar de Brasil.
19:45E a história que mais te impressionou nesse setor de infraestrutura pode ser a história
19:51de um profissional, a história pessoal, ou mesmo o que muda na construção de uma linha
19:59de metrô, que é o maior desafio hoje seu.
20:02Sim.
20:03Tem alguma que você lembra?
20:06É difícil eu escolher uma história, né?
20:09Eu gosto sempre de trazer, comentar, que isso que a gente está fazendo hoje aqui, a linha 6,
20:16ela tem tantas coisas bacanas, né?
20:19Não só pelo desafio de engenharia em si, porque eu já comentei aqui no início,
20:24mas todo esse trabalho social que a gente está fazendo com a comunidade.
20:30trouxe aqui exemplos das mulheres, mas nós temos exemplos de escolas, né?
20:37Que a gente traz as escolas para dentro da obra, mostramos, ensinamos, né?
20:44A alegria daquelas crianças ao ver isso, né?
20:48A alegria das mulheres que não tinham antes uma renda e hoje passam a ter uma renda
20:54e valorizam isso muito, né?
20:59Hoje a gente investe em startups também que...
21:03Ah, vocês investem?
21:04Investimos...
21:04A Operação Brasileira investe?
21:06Aqui, sim, nós temos um...
21:08Dentro da linha 6, nós temos um projeto que chama Estação Sustentar.
21:14Esse está associado ao financiamento dessa obra, porque esse foi o primeiro financiamento sustentável
21:18feito no Brasil, né?
21:21E com isso nós definimos algumas metas, né?
21:24E que é empoderamento feminino, que eu já comentei, formação profissional, que eu já comentei também, né?
21:30Com a parceria com o Senai, né?
21:32O...
21:33Mobilidade elétrica, certo?
21:36E investimento em startups, onde essas startups, elas buscam e sugerem projetos, né?
21:43Para que melhore a qualidade de vida, melhore a mobilidade das pessoas nas estações e tudo.
21:48Então, quando tu vê essas coisas, né?
21:51Esses projetos sendo realizados, né?
21:53E tocando nas pessoas, a reação delas, isso é o que mais me marca.

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