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  • há 4 meses
Videocast: retorno presencial do Festival de Cinema de Vitória

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00:03E aí pessoal, estamos no quarto HZ Entrevista, a gente já tá ficando velho, daqui a pouco vai ficar a
00:09produção de Bengala, eu não, né, porque eu sou eternamente jovem, mas desta vez a gente vai falar de assunto
00:15muito bacana e de cultura, é muito bom falar de cultura, num estado que a cultura nem sempre é de
00:22fácil acesso, né, a gente não tá no Eixo Rio e São Paulo,
00:25e essa semana o Espírito Santo recebe com muito carinho a 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o
00:33nosso maior festival, a nossa maior vitrine, e é um festival que eu tenho muito carinho porque ele sempre prestigiou
00:41o novo realizador, o realizador que quer apresentar o seu trabalho com novas tendências de linguagem, com novas tendências visuais,
00:50e o Festival de Cinema de Vitória sempre trabalhou e sempre primou por dar espaço para esses jovens realizadores e
00:56não vai mudar, e já falei demais, a gente tá recebendo Larissa Delboni, uma das organizadoras do evento,
01:02e ela tá aqui pra falar, além do Festival de Cinema de Vitória, o Tenda Lab que cresceu, tá gigante,
01:08tá em Vila Velha, vai ter Erasmo Carlos, a gente vai ter muito assunto.
01:13Larissa, a gente tá chegando no 29º Festival de Cinema de Vitória, são quase três décadas, levando o audiovisual para
01:22um estado que sempre teve dificuldade de acesso ao audiovisual,
01:26a gente tá fora do Eixo Rio e São Paulo, é importante ressaltar esse trabalho pioneiro do Festival de Cinema
01:31de Vitória,
01:32e eu queria que você falasse inicialmente dessa questão de reconexão com o público, né, o festival ficou dois anos
01:40em formato remoto, né, em formato online por conta da pandemia da Covid-19,
01:45a gente teve já nesse final de primeiro semestre esse retorno, né, do Festival de Cinema de Vitória, esse reencontro,
01:55e agora a gente vai ter uma edição inédita, né,
01:58as duas aconteceram no Centro Cultural Sesc e Glória, eu queria que você falasse um pouco dessa reconexão do Festival
02:06de Cinema com o seu público.
02:07Primeiro, obrigadíssimo pelo convite, é muito bom falar com a HZ, é muito bom ter um canal que a gente
02:13possa discutir cinema, cultura, política pública,
02:16e conversar um pouquinho sobre o que acontece no nosso estado.
02:20Foram dois anos, né, de distanciamento social, e foram dois anos que a gente gosta muito de dizer que nós
02:25desterritorializamos o Festival de Cinema de Vitória.
02:28Então, ele acabou alcançando um público que não estaria nas nossas sessões por questões geográficas.
02:35E agora, reencontrar esse público pela primeira vez presencialmente com filmes completamente inéditos,
02:41então a gente tem aí todas as mostras competitivas, temos o retorno do festivalzinho com filmes também em competição.
02:47Para a gente, é um momento novo, é um momento de entender o que esse público quer assistir,
02:53depois de tanto tempo de distanciamento social, é entender qual é o timing dessa nova geração de espectadores do cinema
03:01brasileiro.
03:02A gente tem a sorte de ter um evento já consolidado, são 29 edições consecutivas,
03:08mas a gente precisa sempre ter um pé na formação de plateia.
03:12Eu acho que o cinema brasileiro, o maior legado que ele deixa não só para a nossa cultura,
03:16mas para o consumo de bens culturais, é a formação de plateia.
03:21Então, hoje é uma das nossas maiores preocupações,
03:25preocupações no sentido de incentivar e facilitar a presença do nosso público.
03:30A gente tem sessões em vários horários diferentes do dia,
03:33num ponto estratégico da nossa cidade, que é o Centro de Vitória, e que é o coração do festival.
03:38A gente gosta muito de acontecer nesses endereços.
03:41Então, é esperar agora a presença do nosso público e entender qual é o timing desse público
03:46que está chegando depois de tanto tempo de isolamento.
03:49Você falou uma coisa interessante, essa questão de timing.
03:52O Festival de Cinema sempre foi aglutinador de Vitória.
03:56Ele sempre foi famílias inteiras assistindo o festival, isso que eu acho fantástico.
04:00No Brasil, eu já conheço praticamente todos,
04:03eu acho que o Festival de Vitória é o que mais leva famílias inteiras para assistir.
04:07E a gente tem várias gerações.
04:09Como conquistar esse público jovem, esse público imediatista das redes sociais,
04:16para ficar sentado ali, 80 minutos, vendo um filme?
04:20Como levar esse público jovem para consumir cada vez mais o cinema nacional,
04:25não sendo no streaming?
04:27Fala um pouquinho sobre esse legado de formação de público que o Festival de Vitória tem
04:32e como fisgar esse jovem para curtir esse filme.
04:34Eu acho que é um processo que se movimenta por várias frentes.
04:40A gente tem há 22 anos, completa 22 anos nessa edição,
04:44o Festivalzinho de Cinema de Vitória, que é o nosso maior braço formador de plateia.
04:48A nossa primeira plateia começa aos seis anos de idade
04:51e a gente atende exclusivamente escolas da rede pública estadual e municipal de ensino.
04:56Então, você tem aí uma camada da sociedade que,
05:01ocasionalmente, frequenta os cinemas comerciais.
05:03Não é o público, não é o maior público desses cinemas.
05:07Então, a gente consegue atrair para o cinema brasileiro
05:10esses alunos fazendo essa dobradinha entre cultura e educação,
05:13que eu acho que é uma dobradinha que tem que existir em qualquer idade.
05:17Cultura e educação andam juntos.
05:18O país cresce culturalmente quando ele entende que a cultura é uma ferramenta
05:22de desenvolvimento de educação.
05:24Então, a gente começa as nossas atividades a partir do festivalzinho.
05:27E as mostras, elas são muito diversas.
05:32Então, você tem várias temáticas.
05:34O festival, esse ano, tentou desenvolver uma grade
05:37em que a gente tem uma classificação indicativa
05:40que acompanhe os horários da sessão
05:42e que, principalmente, seja atrativa para o público.
05:45Agora, é a primeira vez que a gente vai sentir
05:48essa experiência de ir ao cinema,
05:50porque o streaming facilitou muito.
05:52Hoje, você tem, no acesso da mão, o filme que está passando no cinema.
05:56Mas eu acho que o festival, por ser esse projeto que vai para a família inteira,
06:01a gente ainda tem o programa mesmo.
06:03É sair, é reencontrar os amigos, é escolher o seu filme favorito.
06:07Esses filmes, normalmente, não fazem parte do circuito comercial.
06:11Eles estão sendo lançados de forma inédita no nosso estado.
06:14Então, a gente tem aí alguns ingredientes.
06:16Filmes inéditos,
06:17a experiência de estar numa sala tradicional de cultura do nosso estado,
06:21uma programação pensada para atender essa família toda,
06:25um projeto que tem uma formação na ponta,
06:28você tem a formação das crianças.
06:30Eu acho que tem todos os ingredientes para que a gente consiga entender esse novo público
06:35e ter essa atenção.
06:37O ideal é, quando a gente entra numa sala de cinema, esperar a luz acender e o filme acabar.
06:42Mas, se isso não for possível, a gente tem uma programação de curtas.
06:46Então, eu acho que dá para aproveitar um pouco dessa programação e curtir cinco dias aí de muito cinema brasileiro.
06:52O festival é gratuito e isso é interessante porque aglutina todas as classes sociais.
06:59Talvez a pessoa que não tenha condições financeiras de ir até um cinema comercial, por exemplo,
07:05ela pode assistir a nova produção do cinema brasileiro gratuitamente.
07:09Você acha que isso também é um agregador?
07:12Sim, isso é um facilitador.
07:15A gente vive um momento de crise.
07:18É um momento pós-pandemia em que a gente está numa situação econômica muito delicada.
07:24Então, acho que o recurso que as famílias têm para a fruição cultural,
07:27se não diminuiu muito, em algumas acabou.
07:29E a gente tem esses facilitadores.
07:31No ano passado, não, na nossa edição de julho,
07:33que foi a nossa edição de reencontro,
07:35nós reexibimos os filmes do 28º Festival,
07:40a gente teve um programa de Vá ao Cinema, Divirta-se,
07:44que a gente pegava mesmo as pessoas nas comunidades
07:48e tinha o transporte até a sessão de cinema
07:51e da sessão de cinema até as comunidades de novo.
07:53O Festival de Cinema de Vitória é conhecido no Brasil
07:56como um festival que privilegia o público.
07:58Obviamente que a gente quer a presença dos diretores, produtores,
08:02mas, para a gente, o mais importante é uma sala de cinema cheia.
08:05O mais importante é que as comunidades do entorno
08:09sintam que o festival foi feito para elas também.
08:12É um festival que acontece no centro da cidade,
08:15mas que privilegia a periferia.
08:17Mas, por falar em periferia e em entorno,
08:21o Festival de Cinema de Vitória tem um trabalho interessante,
08:24que é a sua itinerância.
08:26Vitória durante todo o ano é oferecido em salas montadas,
08:32em praças, em pontos estratégicos de cidades e bairros periféricos
08:37para levar o cinema, para levar o audiovisual
08:40para essas pessoas que têm pouco acesso a ele.
08:43Quer dizer, eu queria que você falasse um pouco dessa itinerância
08:46que o Festival de Cinema de Vitória tem,
08:48que é o ano inteiro, praticamente.
08:51Isso também tem a força da formação de público,
08:54mas a força de levar o audiovisual a quem não tem acesso?
08:57Com certeza.
08:58Eu acho que esse é um dos nossos braços mais importantes.
09:00O festival estrutura as ações principalmente na formação de plateia
09:06e na descentralização das produções.
09:08É importante, sim, ter o cinema montado no Sesc Glória,
09:12mas a experiência de cinema precisa ser palpável e popular.
09:15Então, a gente teve agora, no último mês, na comunidade de Flechal,
09:20onde nós montamos um cinema a céu aberto
09:22e recebemos 250 crianças, além de adultos, além da população do entorno.
09:28Isso é um braço de formação de plateia,
09:30mas isso é um braço muito maior de responsabilidade social.
09:33Um projeto que faz 30 anos, no ano que vem,
09:37ele precisa se responsabilizar pelas comunidades pelas quais ele passa.
09:41E hoje, fruição cultural não é mais artigo de luxo,
09:45é artigo de primeira necessidade.
09:47A gente precisa que as pessoas discutam cultura brasileira,
09:50que elas tenham acesso,
09:51e esse acesso não pode ser delimitado pela condição econômica.
09:55Então, é uma das nossas maiores responsabilidades.
09:57Em relação ao Festival de Cinema de Vitória desse ano,
10:00programação, você acha que tem um norte?
10:04As produções versam mais sobre um tema?
10:07Ou ele é mais diverso?
10:09Eu acho que ele precisa ser diverso.
10:12Nós recebemos mais de 1.200 filmes
10:15e fizemos uma seleção que conseguisse cumprir a nossa grade de produção.
10:20Mas eu não posso ter um festival com uma temática.
10:24Eu preciso que todos os meus públicos sejam privilegiados,
10:27desde aquele espectador especializado,
10:30que é o seu caso, por exemplo,
10:31que conhece cinema, que se apaixona por algumas produções
10:35e que precisa encontrar o cinema denso e intenso,
10:39que é o cinema brasileiro,
10:41até o meu espectador de primeira vez,
10:43que precisa se divertir,
10:45que quer sentar, morrer de rir
10:46e encontrar um filme que leve ele para uma outra realidade.
10:50Então, a gente precisa contemplar todos os públicos.
10:53Por isso que a gente fala que nós temos uma programação equivalente,
10:59mas não é uma programação igual.
11:01Agora, a gente vive num país em crise econômica, social e política.
11:08Fazer cultura no Brasil é mais do que resistência,
11:12é um ato heróico.
11:13A gente vem de um governo federal
11:16que corta verbas de leis de incentivo de cultura.
11:21A gente vem de um governo federal
11:23em que, às vezes, chega a criminalizar a arte.
11:27Então, eu queria que você falasse essa questão
11:30de produzir um evento cultural
11:32em um país onde a cultura não está sendo privilegiada,
11:37onde a cultura está tendo pouco acesso à verba pública.
11:41Então, eu queria que você falasse um pouco
11:44de como vencer esta barreira
11:46de falta de incentivo, de leis de incentivo,
11:49de falta de políticas públicas voltadas para a cultura
11:52e como, ao mesmo tempo,
11:56colocar essa arte na rua
11:58para que ela possa ser fruída gratuitamente.
12:01Eu acho que é mais do que heróico.
12:04É uma questão de salvaguarda social, talvez.
12:07Eu acho que esse momento que a gente vive,
12:11a gente brinca muito no escritório,
12:13que eu estou de saco cheio de viver momento histórico.
12:15Eu acho que já está bom de momento histórico.
12:17A gente podia voltar para aquela vidinha normal
12:18que todo mundo sempre levou.
12:20Quando você fala que é um governo
12:22que não privilegia a cultura,
12:24eu acho que privilegiar
12:25é uma palavra até muito importante.
12:28É um governo que deveria entender a cultura
12:32como um equipamento de mercado.
12:33Hoje, a indústria da cultura
12:37agrega financeiramente ao nosso país
12:38tanto quanto as farmacêuticas.
12:40Então, assim, você criminalizar
12:42um segmento econômico da sociedade
12:44talvez não seja uma das melhores opções.
12:47E colocar na rua um evento
12:49como o Festival de Cinema de Vitória,
12:51para a gente, hoje, é um privilégio muito grande.
12:54porque a gente consegue ainda existir
12:57num terreno que não é tão fértil
13:00para os movimentos culturais.
13:01A gente precisa fazer uma ressalva importantíssima.
13:04O nosso Estado vai na contramão de muitos outros.
13:08A gente tem um Estado que não só incentiva a cultura,
13:10como investe.
13:11Investe em cultura, em desenvolvimento social
13:14e entende que investir em cultura
13:16é responsabilidade do setor público.
13:19Então, a gente tem um momento no Espírito Santo
13:20muito feliz, onde foi aprovada
13:23a Lei Estadual de Incentivo à Cultura
13:25que, hoje, injetou dinheiro nas produções.
13:28Porque, assim, é muito importante
13:30falar de desenvolvimento cultural
13:31e de desenvolvimento social,
13:33mas é preciso dizer que isso tem custo.
13:35Então, você tem que falar
13:36de desenvolvimento social e cultural
13:38através de investimento econômico.
13:40E investir em cultura não é fazer boa ação.
13:44É investir em mercado.
13:45Todo o dinheiro investido na cultura,
13:48cada um real que você investe
13:49num projeto cultural,
13:50ele volta como outros R$ 2,70.
13:53O governo federal precisa entender isso?
13:55Eu acho que o brasileiro, como um todo,
13:57precisa entender isso.
13:58A sociedade.
13:59Porque o governo federal é um reflexo
14:00da nossa sociedade.
14:01Então, a gente também não pode responsabilizar
14:03um governo que chegou lá
14:05pelas vias democráticas.
14:06A gente precisa entender
14:08como coexistir.
14:09E eu gosto muito de dizer
14:11que investimento em cultura
14:13não é favor.
14:15Você não está sendo legal,
14:16você não está sendo mais inteligente,
14:18você está sendo executor
14:21de uma política pública.
14:22A gente precisa ter uma política pública
14:24para o nosso produto.
14:25O Brasil é o país que mais consome
14:28cultura e entretenimento.
14:30Isso é fato.
14:31Nós somos os maiores consumidores
14:32de todas as plataformas por streaming.
14:35A gente faz o Spotify.
14:37Enquanto usuários de podcast,
14:39o Brasil é um dos maiores usuários.
14:41Então, é uma plataforma aqui
14:42que tem milhões de assinaturas.
14:44O que eu preciso é dar a condição
14:46ao produto brasileiro
14:47de disputar com essas grandes produções.
14:50E isso só com investimento em dinheiro.
14:53Não adianta investir.
14:54Não, tem que investir em dinheiro.
14:56Tem que fomentar essas produções.
14:58Tem que pagar
14:58para que esse dinheiro volte circular.
15:00A gente sabe que o festival
15:02precisa de patrocínio, apoio e investimento.
15:05É muito difícil ainda conseguir isso?
15:08É dificílimo.
15:09A gente faz 30 anos,
15:10o ano que vem,
15:10todos os anos a gente precisa
15:12provar as mesmas coisas.
15:13Mas eu vou te dizer
15:14que para a gente ainda é mais fácil.
15:16Porque a gente tem um Estado
15:18que entende cultura,
15:19apesar de ter uma população
15:20que ainda consome muito pouco
15:23o produto brasileiro.
15:24Quando você fala que nós estamos...
15:26A gente não está no eixo Rio-São Paulo.
15:28Então, a gente não está habituado
15:30a ter acesso a essas produções.
15:33Eu acho que a gente não está
15:34no eixo Rio-São Paulo,
15:35mas a gente está muito pertinho.
15:37Então, a gente tem que treinar mesmo
15:39o nosso espectador.
15:41Treinar o olhar,
15:42abrir outros espaços,
15:45entender que a cultura
15:46precisa ocupar as cidades,
15:48os lugares.
15:49A gente precisa conviver
15:50com o movimento cultural
15:51assim como a gente convive
15:53com outras coisas.
15:54Então, eu acho que é um processo
15:56mesmo de formiguinha,
15:57é um processo de investimento.
15:59Eu acho que o Espírito Santo,
16:00nesses últimos quatro anos,
16:01está anos-luz à frente
16:03de muitos lugares do país.
16:05Nós somos hoje um Estado
16:06que é referência
16:07em desenvolvimento cultural.
16:09A gente tem um dos festivais
16:10mais antigos do nosso país.
16:11O Festival de Vitória
16:12vai fazer 30 anos.
16:13E o festival que tem tradição
16:15em formar cineastas,
16:17em mostrar o trabalho
16:18de novos cineastas.
16:19A gente forma cineasta,
16:20a gente forma plateia.
16:21Eu preciso hoje,
16:23na verdade,
16:23mais do que sensibilizar
16:26o meu patrocinador,
16:27eu preciso sensibilizar
16:28o meu patrocinador
16:29dizendo que ele está investindo
16:30num aspecto econômico.
16:32porque a relevância
16:35pessoal da cultura
16:36todo mundo conhece.
16:37A gente sabe que um povo
16:38não se sustenta
16:39se não conhecer de onde vem,
16:41se não conseguir ter pertencimento
16:43pelas suas raízes.
16:44Hoje, a gente precisa fazer
16:44uma mão um pouco diferente.
16:47A gente precisa provar
16:48para os grandes empresários,
16:49tanto do nosso Estado
16:50quanto do país,
16:51que trata-se de investimento.
16:53E quanto mais você investe,
16:54mais retorno você tem.
16:55Agora, a gente vai falar
16:56do Tendalab,
16:57que eu sei que é
16:58A Menina dos Olhos
16:59de Lúcia Caos
17:00e de Larissa Caos.
17:02Já está na sétima edição,
17:04mas agora ele está maior.
17:05Agora ele está maior,
17:07ele está do tamanho...
17:07Ele já está um filho sozinho.
17:09Ele já anda sozinho.
17:10É um projeto
17:11que a gente tem
17:12um orgulho enorme
17:13de ter desenvolvido.
17:14Era um projeto embrionário.
17:15E hoje é um festival de música
17:17com nomes muito importantes.
17:19A gente vai ocupar
17:20o Parque da Prainha,
17:21em Vila Velha.
17:22Por que Vila Velha?
17:23Vila Velha recebeu
17:24o Tendalab de braços abertos.
17:26Foi uma cidade
17:27que acolheu
17:29o lançamento do projeto.
17:30E a gente precisa expandir
17:32um pouco as fronteiras
17:34da nossa capital.
17:35A Grande Vitória
17:36é tudo muito pertinho.
17:37Então, a gente fala
17:38que é um festival
17:39da Grande Vitória,
17:40um festival de música
17:41que foi para Vila Velha
17:43pelo abraço mesmo
17:44que a cidade deu ao projeto.
17:47E Vila Velha
17:48tem tido iniciativas
17:49em prol do desenvolvimento
17:51cultural muito fortes.
17:52Então, a gente encontrou lá
17:54um terreno fértil
17:55para essas atividades.
17:56E qual vai ser o conceito
17:57do Tendalab?
17:58Eu queria que você falasse
17:59um pouco dos shows,
18:00como foi feita
18:00essa questão da seleção.
18:02Tem Erasmo Carlos, né?
18:04Como uma das grandes atrações.
18:06Mas tem Silveiro Pereira.
18:09Enfim.
18:10Tem Johnny Hooker,
18:11maravilhoso.
18:12Maravilhoso, querido.
18:13Uma artista de muito talento,
18:15de sensação cênica
18:18muito grande,
18:19de palco,
18:20de presença de palco
18:21muito grande.
18:22Eu queria que você falasse
18:23um pouco, primeiro,
18:25dessa expectativa
18:26de fazer um festival maior
18:28e dessa expectativa
18:30de trazer nomes tão diversos
18:33da nossa música
18:35e, além disso,
18:36sempre tocando
18:37nessa questão
18:38da formação de público,
18:40ao mesmo tempo
18:41de trazer para a indústria musical
18:44do Estado também
18:45esse intercâmbio
18:46de grandes artistas.
18:48Eu queria que você falasse
18:48um pouco sobre isso.
18:49O Tendalab,
18:50ele nasceu, na verdade,
18:53dessa relação
18:54que o cinema tem
18:55com todas as artes.
18:56O cinema é um...
18:58Eu, particularmente,
18:59acho que é arte completa.
19:01O cinema tem tudo.
19:03E aí a gente sempre...
19:03Também acha?
19:04Eu acho.
19:05Então, estamos combinando nisso.
19:07Puxando o saco
19:07para o nosso lado.
19:07Puxando a sardinha.
19:08Eu acho também.
19:09Eu acho que o cinema
19:11dialoga com tudo.
19:12E ele sempre dialogou
19:13com a música
19:13de forma muito intensa.
19:15A gente sempre teve
19:16grandes músicos
19:17no nosso palco
19:18como apresentadores.
19:19A gente sempre teve shows
19:20que aconteciam
19:21ao longo da semana
19:22do festival.
19:23E esse projeto
19:23foi crescendo.
19:25Aconteceu em algumas
19:26outras edições menores.
19:27Nós fizemos o lançamento dele
19:29no Reencontro
19:30com o show da Letrux.
19:31E o público
19:32é ansioso por música.
19:34O público de música
19:35é um público
19:36muito diferente
19:37de qualquer outro segmento.
19:39É um público
19:40que vai mesmo
19:41para prestigiar
19:42o seu artista favorito
19:43e canta junto.
19:44E é um negócio
19:45que emociona.
19:46A música te toca
19:47de uma outra maneira.
19:48E a curadoria da tenda
19:49parte do que a gente
19:51tem de mais precioso
19:52dentro das atividades.
19:54Tanto da Galpão
19:55quanto do Instituto
19:55que é a pluralidade.
19:57A gente entende
19:58que um projeto
19:58só cumpre
19:59a função social,
20:02econômica,
20:03que ele tem que cumprir
20:04quando ele é plural,
20:05quando ele dialoga
20:06com vários tipos
20:07de plateia.
20:08Então,
20:08o nosso primeiro artista
20:09confirmado
20:10foi o Erasmo.
20:11E do Erasmo
20:12a gente descortinou
20:13uma programação
20:14que passa
20:15por vários gostos,
20:16por vários estilos musicais
20:17e principalmente
20:19privilegiando
20:19a música brasileira,
20:21que é o que a gente
20:21tem de mais forte.
20:22Agora eu vou te botar
20:23da Berlinda.
20:24Qual o show
20:25que você está mais esperando?
20:26Eu.
20:27Não vem com esse papo
20:28de todos,
20:29de organizadores.
20:29Não, não é todos, não.
20:30Eu tenho um favorito,
20:32lógico.
20:33Ai, meu Deus.
20:34Eu estou com muita vontade
20:35de assistir o show da Lolo.
20:36Por quê?
20:37A Roberta de Razão.
20:38Porque eu acho que a Lolo,
20:39ela tem...
20:40A Roberta é maravilhosa.
20:41E ela tem uma irreverência
20:43e uma presença de palco
20:44que eu vi poucas vezes.
20:45E é capixaba.
20:46E é capixaba.
20:47Eu acho que é o show
20:48que eu estou mais ansiosa
20:49para ver.
20:50Ela fez uma música
20:50para a Lúcia.
20:52Então, estou emocionadíssima
20:54para ver a música.
20:56Outro show que eu amo...
20:57Lúcia Caos.
20:57Lúcia Caos.
20:58Minha chefa.
20:59A organizadora do festival.
21:00A organizadora,
21:01nossa chefa.
21:02E outro show
21:03que sempre tem
21:04uma relação muito íntima
21:05com a gente
21:06e muito próxima
21:07é o show do Silvero.
21:08Essa banda ele montou aqui.
21:10Os músicos que acompanham
21:12a banda paralela
21:13que acompanham o show dele
21:14em homenagem ao Belchior
21:15é uma banda daqui.
21:16E a estreia nacional do show?
21:17A estreia nacional do show
21:19é aqui.
21:19E o Silvero é uma pessoa
21:20muito importante
21:22nas nossas vidas.
21:23Ele tem uma relação
21:25de muito carinho
21:26com o festival.
21:26Ele teve com a gente
21:27em dois eventos
21:29que a gente fez online.
21:30Então, num momento delicado
21:32de distanciamento
21:33ele veio
21:33para estar com a gente.
21:35Então, são dois shows
21:36que eu espero
21:37com muito carinho.
21:38Espero ver todo mundo.
21:39Ver vocês, meninos.
21:41Você já sei
21:41que vai me abandonar
21:42nessa semana
21:43o que eu acho um abuso.
21:44Primeira vez, né?
21:45Primeira vez
21:46acho um abuso.
21:48Mas eu vou viajar a trabalho,
21:49gente, calma.
21:50E agora,
21:51para terminar,
21:52essa questão do gratuito.
21:53Eu acho tão importante
21:54a gente bater essa tecla
21:55lá na Prainha,
21:57Vila Velha,
21:58de 20 a...
21:59A data?
21:59De 24...
22:0225, 26, 27?
22:04De 24,
22:05me dá uma cola.
22:07De 22 a 24.
22:10Eu precisei da cola, gente.
22:11De data eu não sou boa, não.
22:12O gratuito
22:13é a nossa motivação.
22:16A gente só faz
22:17se for para todo mundo.
22:18Você fala isso
22:19todos os dias no escritório.
22:20A gente só faz
22:22se for para todo mundo.
22:23Por isso a Prainha,
22:24por isso a escolha
22:25de um espaço aberto,
22:26por isso a nossa marca registrada
22:28é Vem Todo Mundo,
22:30porque a gente precisa
22:31se encontrar.
22:32A gente precisa se encontrar
22:33como público,
22:34a gente precisa se encontrar
22:35como resistência cultural
22:36e, principalmente,
22:37a gente precisa valorizar
22:38o produto capixaba.
22:39Tanto que o festival,
22:41a primeira noite da mostra,
22:42é a mostra Foco Capixaba,
22:44que para a gente
22:44é a mostra
22:45que tem um sentimento diferente.
22:47É a mostra onde a gente se vê,
22:49é a mostra onde a nossa terra
22:50está na tela grande.
22:51A CIDADE NO BRASIL
22:54A CIDADE NO BRASIL
22:55e a mostra gratuita
22:55A TIPADE NO BRASIL

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