Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 4 meses

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Olha, Letícia, primeiro uma honra estar com vocês aqui na Rede Gazeta,
00:04um veículo que a gente já tem alguma tradição em até dar entrevistas,
00:09quando a gente estive aqui várias vezes, com uma análise de petróleo,
00:13enfim, o pessoal sempre muito competente cobrindo essa indústria que é muito importante para o Estado.
00:20O balanço dos 15 anos do pré-sal é, obviamente, extremamente relevante para o Brasil,
00:27para a história da tecnologia de águas profundas, para a tecnologia em si, da produção no mar,
00:35da produção mesmo em termos de formação geológica salina.
00:40Ele tem várias dimensões que você pode analisar esse sucesso do pré-sal.
00:45Ele, na verdade, vence uma barreira muito importante de ceticismo que alguns vão lembrar que à época existiu.
00:54quando se falou que estava-se diante de uma bacia de Campos Nova, num andar de baixo,
01:00abaixo de 3, 4 quilômetros de sal, de rocha salina,
01:05e é bom lembrar para quem não é do ramo, que a rocha salina não é mole, ao contrário,
01:11ela é extremamente dura, extremamente difícil de vencer.
01:14Porque a tecnologia, a forma de visualização abaixo do pré-sal, do sal,
01:20ela levou muito tempo a vingar justamente pelas barreiras físicas, geológicas, naturais que existiam.
01:29E só a tecnologia, a competência, a inteligência vence isso.
01:33E foi o que aconteceu.
01:34Só que não basta isso, precisa ser viável economicamente.
01:37E aí o desafio ainda é maior.
01:40É como se você chegasse numa chegada de uma corrida,
01:43e alguém chegasse e dissesse, olha, tem que correr mais um pouquinho agora para vencer a outra etapa.
01:49Então você vence a barreira tecnológica com o pré-sal, com a produção, etc.
01:53E depois você tem que mostrar para os investidores, para as pessoas,
01:57que você pode prosseguir explorando aquela província petrolífera,
02:01porque aquele óleo será comercialmente viável, ou seja, vai dar mais resultado tirando ele de onde ele está do que
02:09deixando ele lá.
02:10Então quando ele não é viável, obviamente, a decisão é não produzir.
02:13Na época havia muitas vozes que diziam, primeiro que não existia o pré-sal,
02:17que era uma invenção do presidente Lula, que era uma invenção dos geólogos da Petrobras,
02:22para agradar o presidente, o governo, e isso se venceu facilmente.
02:27E depois se dizia que não era viável.
02:29Ah, existe, mas é muito caro.
02:32Existe, mas a qualquer descida de preço do petróleo, ele passa a ser inviável e vão ter que parar de
02:38produzir.
02:38E isso não aconteceu.
02:41E não é porque o petróleo não baixou de preço,
02:43porque ocasionalmente ele chegou aos valores em que se dizia que ele seria inviável.
02:48É porque nós vencemos também tecnologicamente, também de forma competente, em gestão,
02:53em vários aspectos, a barreira da economicidade.
02:57Então essas são as duas importantes.
02:58Tem uma terceira dimensão, que é a dimensão aqui, local, do Espírito Santo.
03:04É um Estado com uma economia espremida ali, entre Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
03:11economia baseada muito na questão da exploração de minérios e da exportação,
03:16do comércio, dos serviços.
03:18É um Estado extremamente pujante, rico, com a própria agricultura também, café, enfim,
03:24tem vários ciclos econômicos que se deram no Estado do Espírito Santo,
03:28porém que não atraiu a atenção nacional que os outros Estados vizinhos têm.
03:33Então, quando você tem um marco como esse,
03:36em que o primeiro óleo dessa dificuldade toda, que era o pré-sal, como era dito,
03:41se dá no Espírito Santo, isso traz o Espírito Santo para a frente da visão do investidor,
03:50do turista, daquele que acompanha a economia em geral dos Estados,
03:57e obviamente, em efeito prático, passa a gerar empregos, passa a gerar expectativa de formação técnica,
04:05passa a ser a inspiração para jovens de todos os Estados virem trabalhar no Espírito Santo
04:12e para as próprias pessoas, para os próprios capixabas,
04:16de se empenharem em se especializar, em ter uma visão de futuro com uma grande empresa como é a Petrobras
04:22e outras que depois também vieram acompanhar a Petrobras na exploração e produção em águas profundas,
04:27no Bacia de Campos, no Bacia do Espírito Santo, que são coordenadas daqui.
04:32Nós temos, de fato, um plano que é de voltar a regionalizar, dar importância às sedes regionais da empresa,
04:43e isso também será muito importante para Vitória, especificamente por causa da sede da Petrobras que está em Vitória,
04:49que é um prédio excepcionalmente funcional, moderno, confortável,
04:56que provê para os funcionários, para os terceirizados, para todos que convivem com a Petrobras aqui no Estado
05:02e na região que ele administra, que é hoje maior do que o próprio Espírito Santo,
05:07uma condição, uma eficiência e principalmente conforto, que é o que vai ser exigido das gerações futuras.
05:14As gerações futuras, e o Covid acirrou mais isso aí, com a questão do teletrabalho, tudo isso,
05:20nós vamos ter que disputar essas pessoas, vamos ter que tirá-las de um conforto que elas normalmente fazem na
05:27sua casa
05:28para vir trabalhar em ambientes de trabalho que não poderão mais ser os ambientes de trabalho que nós tínhamos,
05:33que a nossa geração teve, que eram menos atrativos desse ponto de vista.
05:38Então, nesse sentido, a nossa sede vai continuar recebendo investimentos,
05:43nós não vamos sair de Vitória, nós não vamos sair do Espírito Santo,
05:47nós vamos agregar aqui pelo menos 22 bilhões de reais nos próximos quatro anos de investimento direto
05:55no Estado do Espírito Santo, e é por isso que a gente veio celebrar o óleo do pré-sal,
06:01o primeiro óleo do pré-sal no Espírito Santo, em homenagem a essa importância que se deve dar
06:08ao Estado do Espírito Santo nesse momento.
06:11Você fala desse investimento aqui na sede, digamos, reocupar,
06:14porque a gente sabe que está, inclusive, na pandemia, tem essa questão do trabalho híbrido,
06:20então é também para agoiar todo esse trabalho,
06:24esses investimentos que estão sendo feitos nos próximos anos.
06:26Queria que você falasse um pouquinho, então, sobre essa previsão
06:29dos investimentos aqui no Espírito Santo, as explorações.
06:33É, exatamente. A sede no Espírito Santo, quer dizer,
06:38hoje são 10 mil, cerca de 10 mil pessoas alocadas à Unidade do Espírito Santo,
06:42só que 7 mil estão no mar, estão embarcadas e tal.
06:46Então, aqui são cerca de 3 mil, mais ou menos.
06:50Essas pessoas podem estar trabalhando, claro, primordialmente,
06:53nas áreas que são gerenciadas daqui,
06:55mas, eventualmente, podem estar se apoiando nesse edifício
06:59para trabalhar em uma estação central ou até em outras áreas operacionais.
07:04Como eu disse, é uma sede extremamente confortável, moderna,
07:08e que a Petrobras não pode abrir mão de jeito nenhum, como pensou em fazer.
07:13Houve períodos em que havia planos de alienar essa sede justamente,
07:17por achar que ela não era mais necessária.
07:19Ela é necessária e ela será uma das casas da Petrobras,
07:23uma das principais casas da Petrobras no Brasil.
07:25Como eu disse, nós vamos investir esses 22 bilhões
07:29que são alocados, digamos, territorialmente ao Espírito Santo.
07:33Há mais do que isso porque, como eu disse,
07:36do Espírito Santo se administra também as revitalizações de alguns campos.
07:41A Alba Cora, por exemplo, que é um campo principal, um campo importante,
07:45da época da Bacia de Campos, da época dos anos 80, 90,
07:49onde teve o seu auge, mas que agora nós estamos revitalizando.
07:53Então, esses chamados revites de campos tradicionais, da Bacia de Campos,
07:59que são chamados pós-sal, ou seja, estão mais próximos da superfície,
08:04mas mesmo assim são campos desafiadores, porque são grandes conquistas
08:08de águas ultraprofundas e águas profundas,
08:10que deram a Petrobras vários prêmios internacionais,
08:13essas produções tenderiam a maturar ao longo desse período agora
08:18que nós já vivemos.
08:19Então, o que é que se faz no Revit?
08:21Você substitui unidades de produção,
08:24plataformas antigas, para ser bem corriqueiro na linguagem,
08:30por plataformas novas e mais eficientes.
08:32Então, normalmente, são menos unidades de produção,
08:35menos plataformas, porém, são maiores, mais parrudas,
08:40com mais capacidade, centralizando mais poços, etc.
08:43Então, na verdade, é uma eficientização, uma modernização,
08:47uma racionalização dessas estruturas.
08:51E também é aplicada tecnologia e metodologias novas
08:55para que aquele campo volte a produzir um pouco do que ele já produziu no auge.
09:01Então, é por isso que é a revitalização desses campos.
09:04E elas são importantes, porque até do ponto de vista da descarbonização,
09:08do mundo que nos exige cada vez mais um petróleo menos carbonizado,
09:13ao invés de furar novas áreas, desenvolver toda uma indústria nova,
09:18fazer toda uma operação nova em lugares novos,
09:21que também nós vamos ter que fazer,
09:22mas você reduz isso quando você volta para os mesmos poços
09:26e produz mais desses mesmos poços.
09:29No petróleo existe uma coisa chamada fator recuperação,
09:32que é o quanto você tira do óleo espontaneamente
09:35ou com processos que até aquele nível de economicidade dão lucro.
09:41A partir do momento em que você investe em tecnologia,
09:44você consegue baixar esse sarrafo e produzir mais petróleo
09:47de onde você já produziu.
09:49Então, basicamente, é esse o raciocínio.
09:51E isso é descarbonização também,
09:54porque você evita novos equipamentos em novos locais
09:58e usa as mesmas locações, as mesmas estruturas que você já tinha,
10:02que teoricamente poderiam até ser desconfiguradas,
10:05as descomissionadas, e passa a produzir mais daquele mesmo óleo.
10:11Isso também gera uma outra indústria,
10:13que é muito importante, o Espírito Santo certamente participará,
10:16que é aí sim o descomissionamento dessas plataformas antigas,
10:20que é a desmontagem delas para reciclagem.
10:22Em outros tempos isso se fazia de qualquer jeito.
10:25Se vendia para alguma empresa fantasma por aí,
10:29a plataforma acabava ancorada numa praia lá de um país do Oriente,
10:34onde ela era praticamente transformada em sucata
10:36por quase que trabalho escravo.
10:38Hoje isso é completamente diferente,
10:41e a Petrobras já tem sido reconhecida
10:43por ter feito já o primeiro processo
10:45com descomissionamento, digamos, ecológico
10:50e reciclagem de plataformas.
10:52Então, de 100% daquela estrutura é desmontada,
10:56isso gera empregos aqui no próprio Brasil,
10:58porque nós vamos, a tendência a usar os estaleiros daqui,
11:01e acoplar com indústrias que aproveitam esses materiais,
11:04como indústria siderúrgica, por exemplo.
11:06Então, também é um outro gerador de emprego
11:08ao fazer revitalização, ao produzir mais,
11:11ao gerar emprego nessa situação principal,
11:14que é a Petróleo e Gás,
11:15também gerar no descomissionamento das plataformas.
11:18Tem esse potencial aí para receber, né?
11:22Temos possibilidade de fazer isso,
11:24tem um número grande de plataformas,
11:26duas dezenas, pelo menos, de plataformas
11:28que vão ser descomissionadas nos próximos anos,
11:31e ao longo do tempo é importante que se diga
11:33que vão seguir esses calendários, né?
11:36Porque a tendência é sempre você tentar aprimorar.
11:38E, por fim, tem uma indústria nova,
11:41que é a indústria do offshore eólico,
11:43que é muito parecida com a energia, com o petróleo, né?
11:47A lógica é a mesma, a nossa habilidade, a nossa familiaridade
11:51com o ambiente offshore, que é o ambiente marítimo.
11:54A Petrobras é a empresa famosa globalmente, mundialmente,
11:58por ser a offshore company e por excelência.
12:01Então, eu penso que a gente tem muito futuro
12:05em desenvolver também, claro, com muita calma,
12:09muita responsabilidade, no tempo devido,
12:12com todas as análises de viabilidade organizadas,
12:16mas ingressar nesse novo patamar de indústria,
12:20que é o aproveitamento dos ventos em alto mar.
12:23Isso vai nos exigir, da mesma forma que para o petróleo,
12:27experiência e habilidade nas operações marítimas.
12:30E a Petrobras, mais do que nenhuma empresa,
12:32tem condição de fazer isso.
12:33Nós anunciamos duas áreas, que vão para o Ibama,
12:37uma em parceria com a Equinor, que é a estatal norueguesa de petróleo,
12:42que também é uma empresa em transformação, como nós.
12:45Então, duas petroleiras em transformação
12:47para se tornarem empresas de energia integradas,
12:50estão trabalhando juntas numa área que é no Espírito Santo,
12:53além de outras sete, outras seis no Brasil.
12:56E semana passada, nós anunciamos uma outra área,
13:00que é 100% Petrobras.
13:02Essa nós vamos considerar também parcerias, claro,
13:04mas é uma outra, é um outro grupo de áreas.
13:07Tem sete, se não me engano, com a Equinor,
13:09e dez que são próprias nossas.
13:12E uma no Espírito Santo, então cada uma?
13:13Duas são no Espírito Santo, uma de cada, exatamente, um cada lote.
13:18Isso, semana passada, nós nos catapultamos
13:22para o primeiro lugar em desenvolvimento
13:24de projetos eólicos offshore do Brasil.
13:27Então, nós passamos a ser o principal desenvolvedor
13:30em megawatts de projetos apresentados
13:32para licenciamento ambiental.
13:33Isso quer dizer que todos vão sair ao mesmo tempo?
13:36Isso quer dizer que a gente vai parar de produzir petróleo
13:38de uma hora para a outra?
13:38Não, absolutamente não.
13:40A gente vai fazer isso tudo no tempo certo.
13:42Um parque eólico desse,
13:43provavelmente vai levar de seis a oito anos para existir.
13:47Mas se nós não começarmos a trabalhar agora,
13:49formar pessoas, fazer análises,
13:53coordenar com outras empresas que têm mais experiência do que nós,
13:56e, obviamente, depois nós estaremos no mesmo patamar,
13:59ou melhor do que elas,
13:59nós não começaremos nunca
14:02e teremos um delay muito grande,
14:04uma duração muito mais longa do que as outras.
14:06De todas as empresas globais,
14:09só a Petrobras estava se arrastando
14:11para entrar na transição energética de vez.
14:14Sim, é um assunto que está cada vez mais em alta.
14:19E ela, você acredita que é uma tecnologia também
14:22que vai se conectar com todas as outras atividades da companhia
14:25e também pode ser replicada facilmente
14:28depois desse período de construção?
14:30Sim, sim, sim.
14:32Eu acho que, bom,
14:33primeiro nós vamos atuar em terra também,
14:35há outros portfólios,
14:36há outras formas de fazer transição energética,
14:39ela se dá em várias dimensões na Petrobras.
14:41No refino, por exemplo, você tem a vinda do óleo vegetal
14:46para dentro da refinaria.
14:47Então, nós já estamos colocando 5% de óleo vegetal
14:50numa das nossas refinarias,
14:52a Repar, que é no Paraná,
14:54que é a primeira,
14:55e ainda esse ano vamos estar colocando
14:56em outras quatro refinarias,
14:58óleo vegetal na proporção de 5%
15:00do óleo cru que entra lá.
15:02Então, é óleo fóssil com óleo vegetal,
15:065% processado na refinaria,
15:08e do outro lado sai diesel mesmo,
15:10diesel que não é biodiesel,
15:11diesel em si,
15:13diesel especificado como diesel,
15:14que é muito importante
15:15por causa da questão da perecibilidade,
15:17questão de qualidade, etc.
15:21Outro equiparado à área de petróleo
15:25é o gás natural e o hidrogênio verde.
15:27Então, mesma estrutura,
15:30produtos parecidos,
15:32que aproveitam o mesmo estudo de escoamento,
15:35mesmo tipo de navio,
15:36os mesmos tipos de mercado,
15:38tanto globais quanto locais.
15:40Então, também faz sentido a Petrobras
15:42o quanto antes começar a analisar
15:44e entrar em projetos de hidrogênio.
15:45Também com cuidado,
15:47também com racionalidade,
15:48também devagarinho,
15:50mas é preciso começar a insetar
15:53esses anzóis para o futuro,
15:55o que eu chamo.
15:56São anzóis que são jogados ali
15:58para depois ver o que a gente vai pescar
16:01nesses novos tempos,
16:03que inexoravelmente vão exigir
16:05que a gente faça
16:06uma gradual independentização do petróleo.
16:11A gente tem que,
16:12obviamente, a humanidade está nessa direção,
16:14nós não vamos negar isso.
16:16Só que para uma empresa de petróleo,
16:18transição energética é uma transformação interna,
16:21é uma metamorfose.
16:23Não é só trocar um motor,
16:24não é trocar uma fonte de energia
16:28por um painel solar,
16:29uma coisa assim.
16:31Nós temos que nos transformar
16:32e essa transformação,
16:34se for feita abruptamente,
16:36ela interrompe um ciclo
16:37e nós deixamos de gerar caixa,
16:39deixamos de gerar emprego,
16:40deixamos de participar com os Estados
16:43nas suas economias.
16:44Então, nós temos que fazer isso
16:45de forma parcimoniosa,
16:46de forma tranquila,
16:48racional e gradual.
16:49E nesse caminho até que você está falando
16:51do gás natural,
16:52é uma demanda que é um dos primeiros passos
16:55da transição,
16:56é uma demanda muito do pessoal da indústria,
16:58do que o Instituto Santo pede muito
17:00essa questão da disponibilidade de gás,
17:03ainda fala que é de valores,
17:06como é que está o trabalho na questão de,
17:09tem previsão de aumentar essa produção de gás
17:11no Instituto Santo para atender
17:13essa demanda das indústrias?
17:15Existem planos de aumento de produção
17:17do gás brasileiro, em geral,
17:20mas eles são três ou quatro grandes produções
17:23que devem entrar do offshore,
17:24desde Sergipe Alagoas,
17:26até a Bacia de Campos, Santos,
17:28que tem projeções de incrementar
17:31o gás natural.
17:32Eu, normalmente, tenho dito que
17:35é preciso ter muito cuidado
17:37com a dependência do gás natural,
17:39porque, apesar de ser um combustível de transição,
17:41apesar de ser, vindo com o petróleo,
17:46ser um combustível acessível para nós,
17:49no Brasil, o nosso gás,
17:52normalmente, é mais caro que um gás,
17:54por exemplo, dos Estados Unidos,
17:56que é um gás em terra,
17:57é um gás que também, por outro lado,
17:59vem de operações de fracking,
18:01de fraturamento,
18:02que tem muitas críticas ambientais a ela.
18:06Então, o nosso gás é diferente.
18:08O gás não é como o petróleo
18:10que se transformou numa commodity,
18:13numa mercadoria global.
18:15Ele ainda não se tornou uma mercadoria global,
18:18embora alguns afirmem que sim,
18:20por conta do GNL,
18:21que é o gás natural liquefeito.
18:23Então, acha-se que, ah, não,
18:24liquefez o gás,
18:26então ele virou global.
18:28Não é assim,
18:29tanto não é assim que os mercados do Oriente
18:31praticam preços bem maiores
18:33do que o mercado americano de GNL,
18:35e o próprio mercado europeu também,
18:38que agora teve uma inflação
18:39por causa da questão da Ucrânia,
18:40mas que normalmente também ficava
18:42no meio do caminho
18:43entre o mercado americano
18:44e o mercado do Extremo Oriente.
18:46Então, são commodities muito complexas,
18:49tanto de manipular,
18:50porque a liquefação ainda custa muito caro,
18:52quanto de ficar dependente delas.
18:56O Brasil, eu tenho dito,
18:58precisa escolher em que segmento
19:00vai dedicar o seu gás natural,
19:02porque não dá para todos.
19:03É isso que dá.
19:05Não é que não tenha gás,
19:06é que não dá para tudo.
19:08Não dá para termoelétrica,
19:09fertilizante,
19:10consumo em casa,
19:11consumo em veículo
19:12e ainda por cima para a indústria.
19:14Tem que escolher um segmento
19:15e dizer,
19:16isso aqui vai focar em gás,
19:18eventualmente as termoelétricas algumas
19:20terão que ser ali também,
19:21porque faz sentido,
19:22porque estão próximas
19:23das áreas de produção, etc.
19:25Mas o resto nós vamos buscar
19:27outras fontes.
19:29E nós temos muitas.
19:30E elas já estão sendo usadas.
19:32Então, essa combinação,
19:34e é por isso que é importante
19:35que a Petrobras também
19:36se multidimensione,
19:38passe a ser multissetorial,
19:41ela é necessária para o Brasil,
19:43e mais do que necessária,
19:44ela é meritória,
19:45porque o Brasil tem muitas fontes.
19:48E, por fim,
19:49a questão do gás
19:50ainda encerra uma situação geopolítica
19:52com a Bolívia,
19:53com a Argentina,
19:54com alguns países vizinhos aqui,
19:56contigos,
19:57e que a gente quer retomar.
19:59Então, uma das possibilidades,
20:01e aí, por que tem a ver
20:02com o Espírito Santo?
20:03Tem a ver porque
20:04todo esse sistema está conectado.
20:06O Espírito Santo, inclusive,
20:07é a conexão com o mercado
20:09do Nordeste também,
20:11através do Gazene.
20:13Então,
20:13todo o sistema brasileiro de gás
20:15está conectado.
20:16Então, não importa se você
20:17produzir mais na Bolívia,
20:18mais em Campos,
20:19mais em Santos,
20:20mais no Pré-Sal,
20:21mais em Sergipe e Alagoas,
20:23tudo funciona
20:24para que o mesmo sistema
20:26seja alimentado.
20:27O que acontece é que
20:28ele não funciona
20:29na mesma proporção
20:30que o Brasil crescer
20:32apenas em cima do gás.
20:33Então, esse é o cuidado
20:35que a gente tem que ter.
20:36O que a gente não pode fazer,
20:38certamente,
20:38é depender de GNL importado.
20:40Essa é a grande armadilha
20:42que o Brasil não pode entrar.
20:44Se a gente começar
20:45a depender de GNL importado,
20:46nós vamos nos equiparar
20:48ao que a Alemanha passou agora
20:50com todo o seu setor energético
20:53dependendo do gás da Ucrânia.
20:55O Navi com a plataforma
20:56Maré de Péria,
20:57que está bem aguardada
20:58para aumentar a produção
20:59aqui no Instituto Santo,
21:01ele estava previsto
21:01para começar em 2024,
21:04mas esse último cronograma
21:06foi revisto para 2025.
21:09Eu queria só saber,
21:11esse dia foi o quarto
21:12adiamento da operação
21:13que a gente está acompanhando.
21:15Eu queria saber
21:16por qual motivo
21:16que foi ter esse...
21:19Provavelmente,
21:19nós não vamos ter mais
21:20adiamentos nesse processo.
21:22Eu acho que já foi feito
21:23todo tipo de ajuste
21:25que poderia ser feito.
21:27Eu não falo
21:28pelas administrações anteriores,
21:30não sei exatamente
21:31tecnicamente o que foi,
21:33mas já chegou a unidade
21:37e ela agora está preparada
21:40para entrar em operação
21:42na data devida.
21:43Às vezes,
21:43esses adiamentos
21:44se dão de um ano para o outro,
21:45mas é uma questão
21:46de quatro meses,
21:47é uma questão de três meses.
21:48Eu pulo o calendário,
21:49mas é importante dizer
21:51que é uma instalação
21:55de altíssimo nível,
21:56moderníssima,
21:58que contribui
21:59para um petróleo descarbonizado,
22:01para uma produção
22:02de hidrocarboneto
22:02em geral descarbonizada,
22:04mais descarbonizada,
22:05e isso nos leva
22:07para um patamar
22:07que no futuro
22:08a gente deverá implementar
22:11globalmente,
22:12que é petróleos mais caros,
22:14petróleos com prêmio,
22:16por serem descarbonizados.
22:18Então, refinarias,
22:19compradores de petróleo
22:20em geral,
22:21inclusive as nós,
22:23deveremos receber prêmio,
22:26digamos,
22:26bônus,
22:27eventualmente,
22:28pelos mercados
22:29por produzir petróleo
22:30como esse
22:31aqui do Espírito Santo.
22:33É que ela vai ter que vir
22:33a primeira plataforma
22:34elétrica.
22:35Exatamente.
22:36Então,
22:37essa é uma redução
22:38de emissões importante.
22:40O fato de ser
22:40o que se chama
22:41all electric,
22:42que é totalmente
22:45eletrificada,
22:46emite bem menos emissões.
22:47Então,
22:49é muito importante
22:50que a gente saliente isso,
22:52porque esse petróleo
22:53é um petróleo
22:53do mais baixo nível
22:55de emissões de carbono
22:57hoje na indústria.
22:58E além da Maria Filipe,
23:00que já está no cronograma,
23:02tem alguma intenção
23:03de instalar
23:04alguma nova plataforma
23:05para expandir
23:06essa produção no futuro?
23:07Ixi,
23:07agora é com o Joel.
23:11Tem que pegar a recola
23:12aqui,
23:13vai poder?
23:14emissões de carbono.
23:16Pode pegar.
23:19É, mas
23:21essa pergunta
23:25as plataformas todas,
23:27tudo isso mesmo que tem aqui.
23:29Se quiser,
23:29eu falo tudo.
23:36melhor é para o Joel.
23:37Isso aqui para a televisão
23:38não tem muito.
23:42A bacora é o revite,
23:45a gente já falou.
23:46É que é a revitalização.
23:50Aqui são pré-sal
23:51que não está escrito aqui
23:52se é Espírito Santo.
23:53Se falar,
23:54capaz depois comprometer.
23:56que é Tamandaré,
23:58P80,
23:59P82.
24:01Melhor deixar isso
24:02para o Joel só responder
24:03porque ele sabe.
24:04Todas as P.E. são
24:05Espírito Santo.
24:08É.
24:11Não está aqui não.
24:13Espírito Santo sozinho
24:14não está aqui não.
24:14O que está aqui é
24:17Tamandaré,
24:18Campo de Búzios,
24:20que não é Espírito Santo.
24:2378, 79,
24:2480, 82 e 83.
24:29E Mero?
24:31Mero é Espírito Santo?
24:32Não.
24:33Porque está confundindo.
24:34Aqui fizeram um briefing
24:35para pré-sal.
24:36É.
24:37Não fizeram um briefing
24:38para o Estado do Espírito Santo.
24:40Então,
24:41Mero é Santos.
24:42É.
24:43Então,
24:43só a bacora mesmo.
24:47120 mil barris.
24:49Quer responder assim?
24:51É.
24:51Hein?
24:52É.
24:53Vou dizer que o principal
24:55é esse, né?
24:56Além de Maria Quitéria,
24:57você perguntou,
24:58além de Maria Quitéria, né?
25:00Então,
25:00é a bacora.
25:02Então,
25:02vamos lá?
25:03Pode ir direto?
25:04Pode.
25:07É.
25:08É a principal,
25:10além de Maria Quitéria,
25:11a principal é justamente
25:12a revitalização de albacora.
25:14né?
25:15E aí,
25:15me socorrendo aqui da colinha,
25:16são 120,
25:18até 120 mil barris de as novos
25:20na revitalização de albacora.
25:24Isso vai ocorrer em 2027,
25:28né?
25:28Que é o revite,
25:29termina o revite
25:30e ele atinge a produção
25:31de pico, né?
25:33E isso é interessante dizer
25:34que é pós-sal e pré-sal.
25:37Esse é um campo
25:37que atravessa a estrutura do sal,
25:39produz tanto em cima
25:40quanto embaixo do sal.
25:42Então,
25:42também é uma inovação
25:43nesse sentido.
25:45Um pedido antigo
25:46aqui do governo
25:47do Espírito Santo,
25:48antigo,
25:49há muitos décadas,
25:50é a instalação
25:50da fábrica de fertilizantes,
25:52né?
25:53Netrogenados e Linhares.
25:54Isso vai voltar
25:55a ser analisado?
25:57O governo chegou a levar
25:58em alguma conversa
25:59e retomar essa...
26:00É,
26:01esse é um plano
26:02que existiu
26:03quando havia
26:03uma produção maior
26:04de gás,
26:06né?
26:06Que a gente pode
26:07tentar revisitar,
26:10Rever.
26:11hoje,
26:12claramente,
26:12a produção
26:13do gás
26:14não é tão favorável,
26:15né?
26:16E principalmente
26:17de produção,
26:17volume de produção.
26:19E a gente tem
26:20algumas fábricas
26:22de fertilizantes
26:23que estão
26:24meio que na fila
26:25aí pra gente
26:25tentar voltar
26:26pra essa indústria.
26:28É bom lembrar
26:29que a Petrobras
26:30foi excluída
26:31e não só excluída,
26:32foi proibida
26:33de investir
26:34em fertilizantes
26:35pelo plano estratégico
26:36da gestão passada.
26:38nós fizemos
26:39uma antecipação
26:40de diretrizes
26:41de plano estratégico
26:42do futuro,
26:42que vai ser anunciado
26:43o plano em si
26:45agora
26:45no final do ano,
26:47mas adiantamos
26:48algumas coisas,
26:49entre elas
26:50que nós voltaríamos
26:51pro setor
26:52de fertilizantes,
26:53porque fertilizantes
26:54fazem sentido
26:54pra transição energética
26:56também, né?
26:57Você começa
26:57a fazer
26:58fertilizantes
26:59e componentes
27:00biológicos
27:01além do gás natural.
27:02natural, né?
27:04Então, por exemplo,
27:05a amônia verde
27:06que provém
27:07de energia renovável
27:10e da fabricação
27:11de hidrogênio,
27:13ela é um futuro
27:15importante pra nós.
27:17Enquanto isso
27:17não chega,
27:19a gente ainda tem
27:20gás natural aí
27:21pra usar,
27:22mas é aquela questão,
27:23a gente tem que optar
27:24o que vai usar,
27:25onde vai usar
27:26o gás
27:27que nós temos.
27:28Nós podemos
27:28analisar
27:29linhares
27:30mais uma vez,
27:31mas dentro
27:32de um calendário
27:34coerente
27:35pós as duas
27:37unidades que já existem
27:37na Bahia e Segipe,
27:39pós a retomada
27:40das operações
27:41da unidade
27:41que nós já temos
27:42na Repar
27:43no Paraná,
27:46pós finalizar
27:46uma planta
27:48grande,
27:48moderna,
27:49que ficou 80%
27:50pronta em três lagoas
27:51no Mato Grosso do Sul,
27:53que vem com gás
27:54da Bolívia,
27:55né?
27:55E aí dentro
27:56desses cronogramas
27:57mais à frente,
27:58dali talvez um ano,
27:59a gente possa fazer
28:00um mapa
28:01dos fertilizantes
28:02nacionais
28:03e rever o processo
28:05do Espírito Santo
28:06também com a possibilidade
28:08de hidrogênio verde
28:08e amônia verde.
28:10Uma última pergunta
28:11que o tempo está curta
28:13é que
28:14você tem uma previsão
28:16de novos concursos
28:17onde quando vai sair
28:18um que o técnico
28:20já foi anunciado?
28:20Concurso.
28:21Estamos chamando agora
28:23os dois cadastros
28:25de reserva.
28:25Cadastros de reserva
28:26de 22, né?
28:2821.
28:2920?
28:3020.
28:30Tanto o superou
28:31quanto o biotecno
28:32são mais de 2 mil
28:33vagas
28:34que estão começando
28:35a chamar agora.
28:35Essa turma que já fez
28:37concurso.
28:38Há mil e um concurso
28:39que provavelmente
28:40nos façam.
28:42Então vamos lá.
28:46Se tem previsão...
28:47Quantas pessoas são
28:48do concurso
28:49que a gente está chamando?
28:49Umas 2 mil, né?
28:50É.
28:51E se com toda essa demanda
28:53aí, né,
28:54de novos projetos,
28:54você tem previsão
28:55de novos concursos
28:56aí?
28:57É, nós estamos
28:59com essa felicidade
29:00de ter necessidade
29:02de pessoas, realmente.
29:03A empresa,
29:05ela praticamente
29:06terceirizou metade
29:07da sua mão de obra.
29:08Hoje,
29:09para cada empregado
29:10da Petrobras...
29:11da Petrobras...
29:11...
29:11Obrigado.

Recomendado