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  • há 4 meses
Longa tem estreia de Duda Reis no cinema e Jessica Córes no elenco, e aposta em representatividade feminina, com 80% da equipe formada por mulheres

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Transcrição
00:00Bom, a gente já estava há um tempo pensando em trabalhar uma história de gênero, do terror, né?
00:07E aí tudo começou quando a gente...
00:10Começamos a trabalhar essa questão de qual perfil, público, filme, tamanho de filme que a gente ia fazer.
00:16E aí a gente escolheu trabalhar com a famosa história do monstro na casa, né?
00:20Que já é uma... né? Tipo, um perfil do gênero, né? Já bem conhecido, bem antigo.
00:26E aí a gente tinha muita... a gente tem uma referência... a gente gosta muito do Lovecraft, né?
00:31E aí a gente trouxe referências do mundo da bruxaria e da questão do limbo, do sobrenatural,
00:36pra dentro dessa história e usando elementos também culturais nossos, né?
00:42E do universo aqui, trazendo pro filme aqui pro nosso universo de São Paulo,
00:45a gente adaptou a história à nossa realidade aqui.
00:47Então aí começou assim que começou o desenho do projeto, né?
00:50E aí como a gente resolveu abordar o tema da bruxaria,
00:57a gente achou que seria muito importante ser um filme com uma linguagem mais feminina, né?
01:03Com uma abordagem mais sensível, né?
01:07Assim, mais ligada a esse...
01:10Essa força da natureza mais feminina mesmo, né?
01:13Então a gente acabou não só desenvolvendo o roteiro com esse viés mais feminino,
01:21com a ajuda da roteirista Tarsila Araújo,
01:25mas também compondo a nossa equipe com 80% de mulheres, né?
01:31Era importante pra contar a história.
01:34Então, direção de fotografia, direção de arte,
01:38a edição, todos capitaneadas por mulheres.
01:42Clara, a sua trajetória no cinema, no audiovisual, né?
01:46É muito ligada à comédia, à drama.
01:48Como foi pra você interpretar um personagem de terror?
01:51O que mais te desafiou nesse personagem?
01:54Eu acho que é tornar tudo crível.
01:56A gente tá falando de alguma coisa desconhecida.
01:59A gente tá falando de um elemento completamente desconhecido,
02:02que a gente pode já ter fantasiado,
02:03mas que é desconhecido.
02:05E que 99% das pessoas talvez nunca tenham uma experiência sobrenatural.
02:11Então, é deixar crível pra um público específico que gosta de consumir,
02:16ou pra um público que agora tá chegando no gênero.
02:19Mas é justamente me desafiar nesse lugar também
02:21de acreditar no que eu estou fazendo,
02:24mais do que qualquer outra coisa.
02:26É ter um resultado crível,
02:29mas é acreditar no que eu estou fazendo.
02:31Que é, às vezes, a gente precisa estar um tom acima,
02:33porque a pós-produção vai acrescentar um elemento
02:35que você nunca imaginou na sua vida.
02:36Então, a sua reação vai estar correspondente àquela figura.
02:41Então, acho que essa dinâmica de mundo desconhecido,
02:44de gênero desconhecido,
02:45foi o que mais me chamou atenção
02:47e que mais me desafiou também.
02:49Justamente pra manter uma qualidade,
02:52não só no meu trabalho,
02:53mas também no resultado.
02:56Larissa, você já atuou antes em terror também?
02:59Como que foi essa experiência pra você?
03:01Olá, Lini. Tudo bem?
03:03Eu amo filme de terror, suspense, terror psicológico.
03:07Eu sou uma fã, assim.
03:09Assisto muito.
03:10E eu já atuei.
03:11Eu fiz a série, a minha primeira série da minha vida,
03:14chamada Contos do Edgar,
03:16que foi produção do Fernando Meirelles.
03:18Foi em 2012, foi pra Fox.
03:21E foi a minha primeira experiência, assim.
03:23Eu tive que ler tudo possível dos contos do Edgar Alain Bowe.
03:27E foi divino, assim.
03:28Ali eu comecei a entender que esse gênero
03:30é um gênero que eu amo fazer, sabe?
03:32Então foi uma baita oportunidade
03:36estar revisitando isso agora
03:37no Apanhador de Almas também.

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