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  • há 3 meses

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00:03Muito bom dia, bem você começando e a gente já vai direto para o Centro de Convenções em Olinda,
00:09onde acontece mais uma edição da Fenearte, a maior feira de artesanato da América Latina.
00:15E quem está por lá para mostrar todos os detalhes são os arquitetos Marcelo Nogueira e Malu Carvalho.
00:21Oi gente!
00:23Olá, eu sou Marcelo Nogueira, arquiteto, e eu estou em um dos lugares mais inspiradores de Pernambuco nesta época do
00:30ano,
00:30com minha amiga e parceira Malu.
00:34Olá gente, eu sou Malu Carvalho, também arquiteta, e estamos aqui na 26ª Feira de Negócios do Artesanato de Pernambuco,
00:42a Fenearte,
00:43que acontece desde o dia 8 de julho, na última quarta-feira, e segue até dia 19 de julho, aqui
00:51no Centro de Convenções em Olinda.
00:54Minha gente, aqui são mais de 5 mil expositores distribuídos em 700 estandes de artesãos não só de Pernambuco, mas
01:03do Brasil e de outros países, né?
01:05Gente, aqui você não só encontra compra e venda de objetos de arte, né?
01:09Aqui você também vai encontrar rodas de conversas, desfile de moda, oficinas de um modo geral, gastronomia, aulas de gastronomia,
01:18né?
01:18Aulas também, é, gastronomia, e shows, e shows, e shows, e o tema?
01:23E o tema desse ano está lindo, Celeiros de Pernambuco, ofício que transforma em homenagem aos mestres que trabalham o
01:31couro
01:32e mantém viva a tradição de gerações no sertão de Pernambuco.
01:36E como artesanato tem tudo a ver com nossa área, né, Malu?
01:40Exatamente.
01:41A gente vai convidar vocês para esse passeio com o nosso olhar de arquiteto voltado para a decoração e arquitetura
01:47de interiores de um modo geral.
01:48Vamos lá?
01:49Vamos nessa!
01:55E eu quis começar pelo coração da Fenearte deste ano, o espaço dedicado aos celeiros.
02:01E vejam que trabalho impressionante!
02:04Eu estou aqui no espaço Janete Costa, no espaço destinado a Expedito Celeiro.
02:12E olhem que trabalho lindo!
02:13Expedito Celeiro é um mestre que trabalha o couro.
02:17E aqui a gente tem várias peças, como mesas, cadeiras, bancos, e muitas peças de Expedito Celeiro a gente pode
02:27incluir na decoração de ambientes.
02:30A gente tem aqui as mesinhas também, tá certo?
02:33As mesas que ela tem o tampo todo trabalhado em couro, com esse pés-ponto que é muito peculiar, né?
02:43Ele é muito específico de Expedito.
02:48Esse banquinho, um puff, que lindo um puff.
02:53Esse outro puff menor, que também é um banquinho aqui que a gente tem.
02:57E vejam que incrível, né?
02:58A gente tem capas de almofada, que a gente pode ter um sofá numa cor neutra, mas a gente joga
03:05essas capas de almofada que são lindas, né?
03:08E tem tudo a ver com a nossa cultura, nossa região.
03:15E agora eu vou apresentar pra vocês Irineu do Mestre, um celeiro de Pernambuco, muito conhecido aqui na Fenearte.
03:24E nós estamos na Alameda dos Mestres.
03:26Irineu, me conte aí a história. Como foi que João Gomes chegou até você?
03:31Primeiro, da satisfação enorme de estar aqui nessa feira, desde 2008, né?
03:36A maior feira de artesanato da América Latina.
03:395 mil expositores de 30 países, aonde nos visitam mais de 30 mil pessoas por dia.
03:46E ser homenageado o couro esse ano, pra nós é uma felicidade muito grande, que é...
03:51O couro, a gente entende que é um símbolo forte, que é a segunda pele do raquilo.
03:56Falar de João Gomes, do boné de João Gomes, é falar de uns sertanejos lá de Serrita,
04:04que é João Gomes, eu que sou de Salgueiro, que a gente já tinha uma amizade com o seu Nato
04:10Gomes,
04:11que é o avô de João, eu que sou colega, poeta, colega de Raimundo Nato, tio de João, né?
04:20A gente já se encontrava nas pegas de Boiú, mas Raimundo já tinha tido esse contato forte com o pessoal
04:26da Vazinha dos Gomes.
04:28Quando surgiu o João para o mundo artístico,
04:32Dona Cátia me procurou várias vezes para fazer de alpercata, colete, chapéu,
04:39tanto material que a gente fez para João.
04:42Um determinado dia, Dona Cátia disse,
04:44Serrinho, daqui a três dias é o aniversário de João.
04:49Qual é a ideia do senhor, agora a gente fazer uma peça diferente para João?
04:53Eu peguei um boné que eu já fazia há mais de 30 anos.
04:57E eu disse, Dona Cátia, eu vejo ele usando um boné, eu vou fazer um boné para João.
05:01Fiz o boné, eu mandei ele lá para a Petrolina.
05:03Ela deu de presente a ele no aniversário, um boné branco com vinho.
05:07Branco com vinho.
05:08No outro dia, Dona Cátia liga para mim e disse,
05:10Serrinho, o homem dormiu com o boné na cabeça.
05:13Aí vai João.
05:15Todo encontro que João vai, vai cantar no calçadão de Copacabana,
05:20criei o boné Copacabana, foi cantar com o Roberto Carlos,
05:24criei um boné com a marca de Roberto Carlos, com Ana Maria Braga,
05:28recebeu um prêmio latino lá em Las Vegas.
05:33Vai para a Disney, botar um boné na cabeça do galego lá que faz os desenhos do Toy Story.
05:41Quando chegou a João divulgar no mundo, hoje, com tanta facilidade que tem de divulgação,
05:47a demanda nossa hoje aumentou em 50%.
05:50Ou seja, eu disse, ô Danato, tu me deu, foi um trabalho, Danato.
05:53Estou dormindo só duas horas por noite trabalhando.
06:00O couro trabalhado à mão tem uma coisa que nenhuma produção industrial alcança, a memória.
06:08Cada marca conta uma história.
06:11E por falar em história e material, a gente agora vai encontrar Marcelo,
06:15que ele está no corredor onde a matéria-prima é uma outra paixão nossa, a madeira.
06:23Marcelo, conta essa história pra gente.
06:25Gente, e eu estou chegando aqui no stand do mestre Marcos de Sertânia
06:30pra trocar um papo e conhecer um pouquinho da sua obra de arte.
06:35Oi, Marcos, tudo bom?
06:36Marcos, eu queria que tu falasse um pouquinho da tua história.
06:40Como começou, ainda mais com o cachorro-baleia, que é tão conhecido e tão famoso, né?
06:47Como surgiu? Qual, na verdade, a matéria-prima, qual a madeira que você usa?
06:53Como funciona esse processo, Marcos?
06:55Então, eu descendo de uma família de quatro tios e o meu avô, que já trabalhava com madeira, né?
07:02E mexendo nas ferramentas, eu fui criando um trabalho próprio, um estilo de fazer diferente deles, né?
07:10Tudo que eu fazia saia comprido, magricelo.
07:14Eu acho que era na intenção de mostrar mais o sofrimento do homem sertanejo, a magreza.
07:18E assim foi se passando o tempo e eu sempre fiz as famílias, homem, mulher, criança e o cachorrinho do
07:26lado.
07:27E aí o pessoal começou a pedir só o cachorro que lembrava o cachorrinho dele, ou então o do livro
07:31do Graciliano.
07:32E aí foi deslanchando e até hoje essa peça já é escolhida para estar em interiores, em vários projetos de
07:43arquitetura e tal.
07:44Que madeira você usa, Marcos, para fazer essas peças?
07:49Elas são praticamente todas 100% de cedro.
07:53Quanto tempo, mais ou menos, em média, você leva, por exemplo, para fazer um cachorro-baleia como esse aqui?
08:00Esse processo é interessante, porque na minha oficina, no meu ateliê, são 22 pessoas trabalhando, então cada um faz uma
08:07parte, né?
08:08Como ela é montada, aí cada um faz uma parte, outro faz outra, outro faz o corpo.
08:12E assim se torna um trabalho mais, digamos, comunitário, né?
08:16Como um quebra-cabeça?
08:18Isso é, é um quebra-cabeça, é isso aí.
08:20E como é poder participar aqui da Fenearte, né, que engloba tantos artesãos importantes como você, por exemplo, como é
08:30isso para você?
08:31É muito prazeroso, né?
08:33É uma satisfação, eu posso até dizer assim, incrível, porque eu estou desde a primeira Fenearte, mas cada um, sucessivamente,
08:42traz uma responsabilidade grande para mim, né?
08:45Porque a gente tenta sempre se esmerar, superar o ano anterior e tal.
08:50Mas é muito importante que a gente está mostrando o nosso trabalho, né?
08:54Gente, e falando em madeira, que é um elemento que eu adoro, porque acolhe, né?
09:00Traz aconchego para o espaço, traz elegância.
09:03Eu encontrei uma peça aqui chamada Gamela, que ela é feita em cedro, uma peça leve, lindíssima, de André Unca,
09:11que ela é multiuso.
09:13Digo isso por quê?
09:15Porque aqui você está vendo a peça como uma escultura de parede, mas ela também pode ser uma escultura para
09:22a mesa e, além de tudo, ela tem hipermeabilização, ou seja, você pode servir a peça em uma mesa posta
09:32e isso é incrível, né?
09:34E aí eu estou aqui com o André, que é o artesão que fez essa grande peça.
09:40André, me fala um pouquinho como foi fazer essa peça para você, o significado dela.
09:47Perfeito, Marcelo.
09:48Então, essa peça, na verdade, é uma gamela que se torna escultura de mesa, como você mesmo falou, como também
09:56escultura de parede, né?
09:59Então, veja o desenho dela, que eu me inspirei na célula humana, né?
10:04Que eu sempre gostei muito de células.
10:06E aí tem lá a função tanto de ser decorativa, como também ser uma peça utilitária, porque ela pode servir
10:18alguma comida, uma tábua de frio, ou seja, uma tábua de frio, ou seja, frio, né?
10:24Como também sushi, enfim, lavou, colocou na mesa novamente, porque tem o hidro repelente.
10:31Ou seja, é uma peça que ela vai estar sobreposta à mesa, mas eu posso levar para a parede, como
10:37uma escultura de parede, como vocês viram aqui.
10:45André, me mostra outros trabalhos.
10:47Eu sei que tem as Três Marias, que é uma peça super linda, que remete ao cacto, né?
10:53Isso, as nossas cactáceas, né?
10:56Ou seja, é uma releitura, na verdade, da palma doce.
11:02Então, você veja que tem o traço de uma palma e os botões que lembra, né?
11:13Os botões, realmente, de um cactáceo.
11:15Esses sucos aqui representam os açudes, né?
11:19Representam os açudes do semiárido.
11:21Por ser uma fonte hídrica, eu representei através desses sucos, né?
11:28Então, eu não gosto de fazer uma peça exatamente reproduzindo.
11:35Eu faço releituras.
11:36Imagina poder colocar uma peça dessa em um estante, em um aparador, né?
11:43O quanto isso valoriza.
11:45E fazer uma composição, né, André?
11:46Porque quando a gente fala de madeira, ela está muito associada ao estilo rústico.
11:53Mas a gente pode mesclar esses estilos, que é o que eu acho fantástico, né?
11:57Você pode ter uma casa, um apartamento, um lar totalmente contemporâneo, minimalista, inclusive, clean.
12:04Mas aí você traz uma peça dessa que valoriza o ambiente.
12:08E muito mais que isso, né?
12:10Porque a pessoa que leva uma peça, uma obra de arte dessa pra casa, ela também está levando a memória
12:15do artesão.
12:16Ela está perpetuando, inclusive, uma tradição, não é?
12:19Perfeito.
12:20O feito à mão, né, Marcelo?
12:22Isso realmente agrega muito.
12:25E na minha situação, ou seja, eu, André Runca, eu participo de todo o processo.
12:32Desde a criação à finalização.
12:35Eu não terceirizo mão de obra.
12:36Então, é como você mesmo falou, se torna uma obra de arte, né?
12:40E cada uma tem um formato.
12:44Enfim.
12:45É uma peça exclusiva.
12:46Todas as peças, elas são únicas, né?
12:49Então, se torna realmente uma obra de arte.
12:55A cerâmica de Pernambuco é referência no Brasil inteiro.
12:59E o barro do Alto do Moura, em Caruaru, é patrimônio nosso.
13:04E a gente está aqui no stand do mestre Vitalino.
13:09E tem muitas peças de barro que a gente mostra elementos da nossa cultura,
13:17como o cacto, como as casinhas de Itaipa, Ocupa Meu Boi, as costureiras, Lampião e Maria Bonita.
13:27O trio de sanfoneiro, que é realmente o trio de sanfoneiro.
13:31Quem não tem na sua casa, na decoração, quem é pernambucano, sempre tem um trio de sanfoneiro, né?
13:38Em casa, pra registrar o Alto do Moura, em Caruaru.
13:45E as namoradeiras, as profissões.
13:51Enfim.
13:52O barro realmente de Caruaru, ele é patrimônio nosso.
13:57Emanuel, qual foi a primeira peça que seu avô fez, que você diz que é o Gado Maracajá?
14:03Isso, é.
14:04É Gado Maracajá o nome?
14:05É verdade, é.
14:06Então essa aqui é a cena da primeira obra que ele criou, que é o Caçador de Gato Maracajá, né?
14:11É a primeira obra do avô, perfeito.
14:13Que era um gato selvagem, tinha muito na região, né?
14:15Então ele saiu pra caçar na época e se viu como alimento também.
14:17Isso tornou o caos-chefe da obra do mestre Vitalino.
14:20Do barro nasce tudo, figura, função e afeto.
14:24E agora Marcelo vai nos mostrar que artesanato também é fio, trama e tecido.
14:30É com você, Marcelo.
14:32Gente, eu encontrei aqui uma crocheteira, Selma, que faz um trabalho impecável e belíssimo.
14:39Selma, primeiro eu queria te parabenizar pelo excelente trabalho, lindíssimo, né?
14:46E eu queria saber de você como é esse processo criativo, quanto tempo leva pra fazer, o que é que
14:51você faz com o crochê, como é esse teu trabalho?
14:55Na nossa cidade, trabalhamos muita gente com crochê, entendeu?
14:58Chama-se a cidade do crochê.
15:00A gente trabalha com mantas, com rede, passadeiras, almofadas e a gente gera uma renda pra nossa cidade.
15:08Qual é a cidade, Selma?
15:09A Caparana.
15:11Entendeu?
15:11A gente tem muita gente que faz.
15:13Lá somos veterana.
15:15Ô, Selma, e um tapete como esse, que tá belíssimo, nesse tom mais neutro, quanto tempo você leva pra uma
15:26produção de um tapete desse?
15:27Uma média de tempo?
15:28Uns 15 dias.
15:2915 dias?
15:30É, porque assim, a gente trabalha e faz outras coisas, né?
15:33Sim.
15:34Aí a gente tem que fazer.
15:35Então, uma média de 15 dias pra esse crochê.
15:39Uma manta.
15:40A gente passa um mês numa manta.
15:42Um mês numa manta.
15:44Mas, gente, veja esse detalhe, a delicadeza dessa manta.
15:49É um trabalho realmente que requer tempo, né, Selma?
15:53Requer tempo.
15:54Tem que ter tempo, né, pra fazer.
15:56E paciência.
15:58Paciência.
15:58Imagino que tem que ter muita paciência.
16:01Deixa eu dar uma olhadinha aqui nessa parte de almofadas, que eu gosto muito.
16:06Eu acho que é um elemento que dá pra brincar.
16:10Eu acho que é um elemento que dá realmente pra transformar o ambiente sem grandes intervenções, sem precisar de grandes
16:17reformas, né?
16:19É rústico, né?
16:20Que cabe...
16:21É rústico, mas a gente consegue mesclar com outros estilos, não é?
16:26A gente pode, como eu falei anteriormente, ter um espaço clean, mas trazer a rusticidade, valorizar a sua sala, trazer
16:33esse toque de lá, né?
16:34Com certeza, né? O nosso artesanato valoriza muito o ambiente, não é isso?
16:38Eu costumo dizer que a gente, quando traz uma peça dessa pra nosso lar, a gente também tá trazendo a
16:44sua memória, né?
16:45Porque teve seu tempo, sua dedicação, sua criatividade, né?
16:50Muito lindo, muito obrigado, viu, Selma?
16:59E o Bem Você continua mostrando um pouco mais o Apené Arte. Roda aí!
17:04Estamos de volta na 26ª Apené Arte, aqui no Centro de Convenções, em Olinda.
17:10E nesta segunda parte, eu quero mostrar pra vocês um espaço que é a cara do programa.
17:16Esse espaço, esse estande, é o estande de Alagoas, onde a gente tem a Ilha do Ferro, os artesãos e
17:23artesãs da Ilha do Ferro.
17:24E eu tô aqui com Camille, que ela vai mostrar um pouco da arte dela.
17:29Ultimamente, nós, arquitetos, temos utilizado muito a arte da Ilha do Ferro em nossos ambientes, né?
17:38Em nossa curadoria, nos espaços que a gente decora.
17:42Porque é uma arte muito nossa, é uma arte colorida, bonita, cheia de vida.
17:47Que sempre traz, realmente, uma energia boa, né?
17:52Um cenário muito bonito nos ambientes de decoração.
17:56E Camille é uma artesã de Ilha do Ferro.
17:59Ela vai falar um pouco do processo dela de artesanato.
18:05Olá!
18:07Estamos aqui mostrando o que a gente tem de melhor, né?
18:11Que é o nosso artesanato em madeira.
18:15Trouxemos também o bordado Boa Noite, né?
18:18Típico lá da Ilha do Ferro.
18:21E aqui tá todas as peças.
18:23O meu ateliê, o ateliê Boca do Vento, é um grupo produtivo.
18:28O ateliê Boca do Vento é do saudoso Fernando Rodrigues,
18:32que foi o percussor de toda a arte em madeira lá no povoado
18:36e que passou o seu trabalho de gerações e gerações
18:38e que hoje estamos trazendo mais um ano aqui pra Fenearte
18:43essa riqueza que a gente tem, que é a nossa arte.
18:47Perfeito!
18:47Vamos mostrar um pouco do teu trabalho.
18:49É uma arte realmente muito...
18:54muito típica, né?
18:55Da região, da Ilha do Ferro.
18:59Quais são mais as tuas peças?
19:01Aqui a gente tem algumas cabeças também, né?
19:04As sereias que podem ir pras paredes, os peixes.
19:08Pode pegar a sereia, Camille, pra mostrar pra gente um pouco da sereia.
19:12Ela é linda, belíssima.
19:13Oi, Poliana, tudo bem?
19:15O que é que você tem pra mostrar pra gente o bordado?
19:18Meu bordado é esse, da cooperativa.
19:22Tá.
19:23A gente tem jogos americanos.
19:25Certo.
19:26Que é esse.
19:27Pode pegar.
19:29Que é o jogo americano da gente.
19:32Eu tenho jogo americano, tenho o guardanapo, a gente tem a capa de almofada, a gente tem
19:43os quadros pra fazer a tela também, que é o bordado da gente.
19:48E eu tenho a toalhinha de mão, que a gente trabalha também.
19:52Toalhinha de lavabo.
19:53E agora eu quero apresentar pra vocês Jasson, que é de um povoado do lado da Ilha do Ferro,
19:59Belo Monte, que ele ficou muito conhecido pelas cadeiras.
20:03São peças de decoração lindíssimas.
20:06Me fale um pouco mais sobre o seu trabalho, o tipo de material que você trabalha, como
20:16é o processo, quanto tempo leva pra que o senhor faça cada cadeira dessa.
20:21E o senhor também fez umas miniaturas de cadeirinha que o senhor vai me mostrar ainda
20:24hoje, não é isso?
20:25Isso.
20:26É, aí é um processo bem gratificante, né, trabalhar com essa obra de arte.
20:36Então, o trono, eu primeiro tiro a madeira, porque esses galhos são mortos, raízes.
20:45Que madeira é essa, Sérgio?
20:47Que madeira é essa que o senhor trabalha?
20:49Eu trabalho realmente com muitas qualidades de madeira, né, porque hoje nós não temos
20:54madeira mais disponível pra trabalhar com uma só.
20:57Aí eu trabalho com jurema, eu trabalho com a catingueira, hoje eu tô trabalhando muito
21:03com o ninho.
21:04E quanto tempo o senhor leva pra produzir uma cadeira desse tamanho e pra produzir a miniatura?
21:11Uma cadeira desse tamanho eu trabalho média de 20 a 30 dias.
21:19Porque os enfeitos dão muito trabalho, né, pra fazer.
21:22Aí vai nessa faixa de 25 a 30 dias.
21:25E o senhor, além de produzir a parte da madeira, o senhor também é quem pinta?
21:30É, quem pinta.
21:32Eu tenho alguém por modo de limpar a madeira, tirar a casca que tiver, lixar e eu trabalhar
21:38na parte das montagens, né.
21:41Aí eu gasto nessa média de 25, 30 dias numa.
21:48E nas miniaturas o senhor?
21:51É, dois dias pra eu aprontar uma, os enfeitoszinhos também, as florzinhas pequenininhas.
21:59Aí dá muito trabalho.
22:01Então em dois dias mais ou menos eu tô com uma pronta sem a pintura, né.
22:05Isso é só pra montar ela.
22:07Aí depois vem a pintura.
22:09Fora as cadeiras o senhor também tem as garrafas, não é isso?
22:12Tem as garrafas, tem as bolsas, tem as carranquinhas pequenas.
22:16A 26ª Pene Arte acontece até o dia 19 de julho, aqui no Centro de Convenções em Olinda.
22:24São mais de 5 mil expositores, distribuídos em 700 estandes.
22:29E a programação vai desde oficinas até desfile de moda.
22:33Vem viver essa experiência com a gente.
22:35Vem valorizar os artesãos, tanto locais como os de fora.
22:40Leva uma obra de arte pra sua casa, valorize o espaço e vem conferir que tá tudo lindo.
22:47Tá perfeito.
22:48Tá incrível.
22:48Isso.
22:49Vale a pena conferir.
22:56Obrigada pelo carinho da sua audiência.
22:58A gente se encontra amanhã, às 8h35 da manhã, hein?
23:02Cheiro!
23:02Cheiro!

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