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  • há 2 meses
Cultura, comportamento, "garra" e oposição ao Brasil: o que explicar os gaúchos que torcem pela seleção argentina? Conversamos com porto-alegrenses que se identificam com os hermanos para entender o fenômeno.

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Transcrição
00:14Eu torço para a Argentina desde sempre, na verdade, 94 em diante, desde os meus cinco anos,
00:21na final que o Brasil ganhou, mas já torcia pela Argentina. Eu sou gremista, comecei quando criança
00:27pelas cores, obviamente, mas depois a torcida, o amor, o alento, aquela seleção raçuda,
00:35nunca mais larguei, me apaixonei.
00:37Isso tudo começou, na verdade, quando eu estava lendo um livro, que é Hannibal,
00:42onde o personagem principal fugia para Buenos Aires e tem um pequeno trecho ali
00:48que cita ele na frente do Teatro Colom. Aí eu fui pesquisar e vi o Teatro Colom, achei bonito,
00:55depois uma coisa foi levando à outra, foi uma bola de neve, acabei me encantando com o país,
01:01com a cultura, a semelhança da cultura argentina com a cultura gaúcha e desenvolvi esse amor pela Argentina
01:08e desde então torço por eles.
01:10Simpatizo com os países sul-americanos e mais ainda com a Argentina, que eu fui na Copa de 2014
01:16num jogo da Argentina aqui no Beira Rio e eu vi a torcida insona, o jeito que eles torcem, apaixonado,
01:24e a partir dali comecei a vibrar a gente com eles.
01:27Estamos juntos na mesma batida, somos gaúchos, somos gauchos, somos folclores, somos asado, somos mate, somos imarão.
01:38Vamos juntos na batida.
01:41Vamos, vamos, seleção, vai ser vencido a lutar, para ser campeão, vai ser vencido a lutar.
01:54Argentina, Argentina, Argentina, Argentina.
01:59Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau.
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