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  • há 2 meses
Transcrição
00:00Semana agitada nos lançamentos espaciais.
00:04Hoje, a SpaceX aumentou o número de satélites na órbita da Terra.
00:09E na quinta-feira será a vez da Starship voltar a decolar.
00:14Vamos conferir.
00:19A SpaceX lançou 29 satélites Starlink para a órbita baixa da Terra nesta terça-feira.
00:24O foguete Falcon 9 decolou da Flórida, nos Estados Unidos.
00:27Essa foi a 28ª missão do primeiro estágio do veículo utilizado no lançamento.
00:33Após a separação dos estágios, ele retornou à Terra e pousou com sucesso
00:36numa plataforma marítima autônoma posicionada no Oceano Atlântico.
00:41Atualmente, a SpaceX opera mais de 10 mil satélites Starlink em órbita
00:44e possui autorização para lançar cerca de outros 4 mil.
00:47Desde o início do projeto, mais de 12 mil equipamentos já foram enviados ao espaço,
00:51mas alguns deixaram de operar.
00:53O ritmo da expansão também segue acelerado.
00:56Apenas no primeiro semestre de 2026, a companhia de Lomansk colocou 1.589 satélites Starlink
01:01em órbita baixa da Terra, superando os 1.489 lançados no mesmo período de 2025.
01:08No ano passado, a empresa bateu seu recorde anual ao lançar 3.180 satélites.
01:13E, como informamos aqui no programa, uma importante novidade chega ainda nesta semana.
01:17O Mega Foguete Starship decolará carregado de satélites.
01:21Pela primeira vez, a empresa colocará em órbita 20 modelos Starlink V3,
01:26maiores e mais potentes que os anteriores.
01:28Segundo a SpaceX, eles utilizarão lasers de alta capacidade para se conectar à constelação
01:33principal da Starlink e serão destruídos na atmosfera cerca de 20 minutos depois da liberação.
01:38O lançamento da Starship está previsto para a próxima quinta-feira, entre 7h45 e 9h15 da noite,
01:46no horário de Brasília.
01:47E o olhar de tal, claro, transmite tudo ao vivo.
01:54E a órbita terrestre está repleta de resíduos gerados desde o início da era espacial.
02:03Esse material é composto por satélites inoperantes, estágios de foguetes,
02:09ferramentas perdidas e fragmentos resultantes de colisões.
02:14Viajando a velocidades altíssimas, até mesmo pequenos fragmentos podem causar impactos catastróficos.
02:23E agora, um novo estudo aponta que o problema do lixo espacial pode ser maior do que se pensava.
02:30Vamos saber mais.
02:36Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido,
02:38identificaram uma concentração de pequenos fragmentos de lixo espacial na órbita geoestacionária,
02:43uma faixa localizada a cerca de 36 mil quilômetros da Terra.
02:46A descoberta também representa um alerta.
02:49Esses objetos, até então desconhecidos, podem representar riscos para satélites em operação.
02:53As conclusões foram apresentadas em um estudo publicado no Journal of Astronautical Sciences.
02:58O trabalho analisou imagens obtidas por telescópios com uso de técnicas avançadas de processamento.
03:03Dessa forma, foi possível identificar objetos menores que haviam passado despercebidos nos levantamentos anteriores.
03:09Os cientistas encontraram 25 rastros de detritos com aproximadamente 5 centímetros,
03:14a mãe o suficiente para causar danos em equipamentos espaciais de grande porte.
03:17Conforme os autores do estudo, cerca de 80% desses sinais estavam associados a objetos desconhecidos até então.
03:24A preocupação dos pesquisadores está relacionada ao comportamento desses resíduos na órbita geoestacionária.
03:29Como praticamente não há resistência atmosférica nessa altitude,
03:33os fragmentos podem permanecer no local por períodos extremamente longos.
03:37Além disso, mesmo pequenos objetos podem provocar grandes impactos
03:40devido às altas velocidades relativas entre os corpos no espaço.
03:44A pesquisa chama a atenção porque a órbita geoestacionária abriga satélites usados em serviços
03:49como transmissão de televisão, comunicação por internet, observação da Terra e monitoramento meteorológico.
03:55Muitos possuem painéis solares extensos e foram projetados para missões prolongadas,
03:59o que aumenta o potencial de prejuízo em caso de colisões.
04:02Os pesquisadores agora pretendem ampliar a investigação utilizando imagens de outros telescópios espalhados pelo mundo.
04:08O objetivo é obter uma avaliação mais completa sobre a quantidade de detritos existentes nessa região,
04:13além de criar planos futuros para tentar minimizar os riscos de impactos.
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