00:00Com a expansão da tecnologia da informação, e hoje com o smartphone,
00:04você naturalmente tem visto poucas pessoas fazerem transações comerciais com cédula, com dinheiro e espécie,
00:09e isso se tornou um praxe na nossa sociedade.
00:12Pouquíssimas pessoas hoje vão a uma agência bancária.
00:15Naturalmente também, a criminalidade se especializou, ou seja, aquilo que era feito através de furto, de roubo.
00:21Nós tínhamos no passado, você é uma jornalista muito experiente, já noticiou várias vezes,
00:25roubo a banco, que nós tivemos aquela série de roubo a banco,
00:28sequestros que tivemos aqui de pessoas no Espírito Santo,
00:30e hoje a criminalidade tem atuado no mundo virtual.
00:33O que precisa é que o poder público acompanhe, ou na verdade, que ele esteja à frente daquilo
00:38que os estelionatários, que os bandidos e os criminosos fazem.
00:42Por isso, é fundamental, nós temos uma rede integrada de proteção,
00:46ou seja, nós temos que ter um laboratório de combate aos crimes virtuais.
00:50Nós temos que ter uma estrutura real, efetiva e concreta de investigação,
00:54unindo todas as instituições para combate aos crimes virtuais.
00:58É como nós fizemos na Prefeitura de Vitória.
01:00Quando nós tivemos episódios difíceis na nossa cidade, qual foi a primeira ação da Prefeitura?
01:04Vitória foi a primeira cidade do país a construir, junto com a Polícia Federal,
01:08uma força-tarefa de combate às organizações criminosas.
01:11Em Vitória nasceu o modelo de combate às facções, faccionários e organizações criminosas.
01:16A Prefeitura de Vitória e a Polícia Federal criaram esse modelo que hoje existe em as 27 unidades da federação.
01:22Mas me parece hoje, com muito respeito, que os profissionais não estão tendo esse respaldo,
01:27que a estrutura da Polícia Civil, e eu falo aqui com um pouquinho de propriedade,
01:32com muito respeito, que é a nossa instituição que eu acolho e amo,
01:35mas que esses profissionais não têm um número de servidores suficiente,
01:40que não têm um número de profissionais suficiente.
01:42E vou te dar um exemplo aqui.
01:43A Polícia Civil tem um déficit de 40% hoje no seu efetivo.
01:48Nós só temos 58% do efetivo da Polícia Civil atendido, ocupado.
01:54O que significa isso para você, cidadão?
01:56O antigo cargo de investigador, de escrivão, hoje é tratado como oficial.
02:00De cada 100, você só tem 58.
02:02Tem 42 cargos vagos.
02:05Como que esses profissionais vão investigar?
02:07Como que esses profissionais vão dar o resultado que a sociedade merece?
02:09O governo teve 12 anos para fazer, 3 gestões,
02:13e não conseguiu sequer preencher o quadro da polícia.
02:16O que nós fizemos na Guarda Municipal?
02:17Nós fizemos concurso e nomeamos 100% dos aprovados.
02:20Por isso, Vitória reduziu tanto a criminalidade.
02:23Ao passo que, no governo do Estado, nós temos hoje somente 58% dos cargos
02:28ocupados na Polícia Civil, que é a Polícia Investigativa.
02:31Aí você fala de facções, fala de crimes eletrônicos, crimes virtuais.
02:3542% dos cargos não estão ocupados.
02:38Por isso que você vai à delegacia, não tem profissionais.
02:40Por isso que a investigação é lenta.
02:42Por isso que a impunidade graça e aumenta no Espírito Santo.
02:45Nós temos que ter o compromisso de nomear esses profissionais,
02:48de reforçar o quadro e de garantir soluções de tecnologia da informação.
02:51Obrigado.
02:52Obrigado.
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