00:00Cada ministro no fim é um tribunal, porque eles criaram estruturas que fazem de cada um deles um tribunal.
00:05E ainda tem as decisões monocráticas.
00:07E ainda tem as decisões monocráticas.
00:09O que a gente começou a ver a partir das decisões do Mendonça nas últimas duas semanas?
00:15Que ele tem a maioria na sua turma, onde votam ele, o Fux e o Cássio Nunes,
00:21o Dias Toffoli não vai votar em nada e o Gilmar Mendes vai sempre perder fazendo protesto.
00:27E tem a outra turma, onde está o ministro Moraes,
00:30em que alguns ministros vão assumir uma posição mais firme de defesa
00:36daquilo que eles consideram sendo a institucionalidade.
00:39E aí volta lá na questão do Mendonça, que eu acho que é central,
00:42o quem deu ao Mendonça o direito de investigar outro ministro sem comunicar à presidência.
00:49E efetivamente o impacto disso naquilo que sejam as posturas derivadas.
00:54E a postura do Dino, para mim, está muito clara nesse sentido.
00:57É dizer, olha, já que o Mendonça...
01:01A alegoria que eu ouvi ontem.
01:02O fogo estava no primeiro andar do prédio.
01:05O Mendonça veio com dois galões de querosene, de avião, de auto-octanagem,
01:11e jogou, o fogo subiu para o terceiro andar.
01:14São quatro.
01:15O Dino olhou e falou, ah, já que é para atacar fogo, dois podem jogar.
01:19E ele decidiu atacar fogo no quarto andar do prédio.
01:22Num movimento que, faltando poucos dias para a eleição, é hipercomplexo,
01:28porque mexe com as percepções que as pessoas vão ter de instabilidade e da validade das instituições.
01:33E aí
01:34E aí
01:35O Dino olhou e falou, ah, já que é para atacar fogo no quarto andar do prédio.
01:38E aí
01:38E aí
01:38Obrigado.
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