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  • há 2 horas
SYANNE NENO E RODOLFO SOUZA CONVERSARAM COM NANDO SILVA, MODELO E INFLUENCER BICOLOR.

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Transcrição
00:06Olá pessoal, tudo bom? Nosso entrevistado da semana não é jogador de futebol, mas é a cara do Paysandu
00:14na publicidade das camisas do time. Estou falando de Fernando Silva Júnior, além de modelo e blogueiro
00:23que fala do Paysandu, ele tem o futebol um sangue, ele é filho simplesmente de um dos maiores, de um
00:31dos melhores
00:33preparadores físicos que já passaram, que já atuaram no futebol parêncio, o querido e saudoso Fernando Silva
00:39que já passou por Tuna, Remo e Paysandu. Aqui ao meu lado, Rodolfo Souza, que pela idade, logicamente, não deve
00:48lembrar
00:49muito do Fernando. Eu entrevistei o Fernando, quando eu estava na minha transição, bem no início da minha carreira.
00:54E aqui ao nosso lado, Nando Silva, Nando, é um prazer lhe trazer aqui, tenho muito respeito, muito carinho
01:02pelo seu pai, ele me tratava muito bem, uma pessoa adorável e quando eu o conheci, o Nando é personal
01:09de grandes academias de Belém, eu o conheci enquanto personal, enquanto jogador de beach tennis também,
01:16ele tem uma vida toda ligada ao futebol e eu resolvi o trazer aqui, por ele ser filho de quem
01:24é
01:24e por ele também atuar como blogueiro do Paysandu. Hoje a gente vai conversar, logicamente, sobre o Paysandu,
01:29sobre a carreira dele, sobre esse desafio de ser blogueiro nos tempos de hoje. Nando, muito obrigado pela sua presença.
01:36Eu que agradeço o convite, agradeço, inclusive, a recepção, esse carinho.
01:40Pô, pra mim estar aqui é muito importante, com pessoas que eu admiro, você inclusive,
01:47todos esses anos aí no jornalismo paraense, desde pequeno, acompanho você na televisão,
01:55sei da amizade que você tinha com o meu pai, então fico muito feliz de, nesse momento da minha vida,
02:01eu estar aqui, né, prestigiando você, prestigiando todo esse momento aqui, muito feliz por isso.
02:07Agora, Nando, você é personal em algumas das principais academias do Belém e de repente virou blogueiro do Paysandu
02:18e modelo do Paysandu, o seu rosto está estampado em várias publicidades, nas redes sociais das camisas Lobo.
02:26Como é que foi essa virada de chave na sua carreira?
02:29Então, né, eu, há muitos anos eu já trabalhava como modelo aqui em Belém, mas eu ainda não era tão
02:36reconhecido, assim,
02:38já tinha um certo espaço, já tinha uma certa frequência em desfiles, em saios fotográficos, em marcas e tudo.
02:47E eu lembro que eu via colegas meus, assim, né, atuando como modelo do Paysandu, eu sempre ficava,
02:53cara, um dia vai ser eu ali, um dia vai ser eu.
02:56E aí, os anos se passavam e acabava que eu nunca estava lá.
03:01E acabou que um certo dia, um amigo meu, o Josias, inclusive, Josias, abraço pra você, muito obrigado, irmão,
03:07ele me indicou, assim, na Lobo, falou de mim e tudo mais, e aí a galera gostou.
03:12Me chamou pra uma campanha e aí eu participei.
03:17E, cara, foi, assim, muito legal porque a equipe, os filmmakers, toda a galera, assim, da Lobo, naquele momento,
03:26rolou uma proximidade, uma amizade muito boa.
03:29E aí, pô, quando eu apareci ali, foi um momento realmente de virada de chave na minha carreira,
03:35porque, pô, a marca Lobo é uma marca muito grande aqui em Belém, né, o Paysanduco é sua marca própria,
03:40e eu ali significou muito.
03:43E, depois disso, eu fiz um vídeo na torcida do Paysandu,
03:48e aí esse vídeo ganhou uma proporção gigantesca, que eu não estava nem esperando,
03:53e depois disso, cara, é a história, depois disso eu estou aqui.
03:57E dentro dessa sua carreira de modelo, você, como a cara das camisas Lobo,
04:02você teve essa oportunidade recente, né, eu acho que no ano passado,
04:07desde o ano passado, você já estava como modelo Lobo na época do Sírio?
04:10É, esse é, no Sírio é o meu terceiro ano, o modelo do Paysanduco já estou há quatro anos.
04:15Pois é, como é que é pra você, como é a sua relação com o Sírio,
04:20e como é que é pra você vestir a camisa do time, do seu coração,
04:26simbolizando Nossa Senhora de Nazaré?
04:28Então, né, é engraçado, eu não sou católico, não sou católico,
04:33mas, cara, eu me arrepio, de verdade.
04:37No momento do Sírio, a cidade de Belém, ela fica muito diferente,
04:41ela fica ali com uma atmosfera muito diferente,
04:44e eu acredito que esse momento independe de religião, cara,
04:48entendeu? Independe de religião.
04:50Então, eu acabo me emocionando com o evento,
04:53e aí, quando surgiu a primeira vez a oportunidade de ser modelo do Paysanduco no Sírio,
04:58com a camisa do Sírio, eu enxerguei isso como uma responsabilidade muito grande,
05:02porque é um evento de se respeitar muito, é um evento muito grande na cidade de Belém,
05:06Movimento Brasil, e aí, sempre que eu sou convocado pra estar representando o Paysandu no Sírio,
05:16isso pra mim significa muito, né?
05:18Então, o evento na cidade de Belém tem uma certa importância pra mim,
05:23a minha filha se chama Maria, e ela é de outubro, né?
05:27Ela é do momento do Sírio, então, acaba que juntou tudo ali,
05:31e esse momento, essa época, ela passou a ser, no meu calendário, assim, muito importante,
05:38é algo que eu realmente espero.
05:40Fernando, e como é que foi a tua relação, né, com certeza muito boa com o teu pai,
05:44mas como é que foi, quando criança e adolescente,
05:49dividir o teu pai com o futebol, né?
05:53Porque ele, o Fernando, era um grande profissional, pai Sandu,
05:58mas que também tem uma história muito grande e respeitada dentro do Clube do Remo, né?
06:03O teu pai ganhou títulos como profissional do Clube do Remo,
06:06disputou campeonatos brasileiros como profissional do Clube do Remo.
06:10O teu pai, ele, em um certo momento, ele foi considerado o principal preparador físico
06:16aqui no futebol de Belém, no momento, numa realidade da educação física,
06:21você como profissional da área, é diferente, né?
06:23Educação física, como qualquer área na saúde,
06:27ela avançou muito, desenvolveu muito.
06:29Sim, sim.
06:29E o teu pai, ele era o principal nesse nome, né?
06:32Ganhou muitos prêmios individuais.
06:35Como é que foi pra ti crescer, dividindo o teu pai com o futebol,
06:40em ausência de Dia dos Pais?
06:41Porque em agosto, provavelmente, ele tava viajando, em festas nas escolas,
06:46em aniversários, não sei se teus, mas de primos teus,
06:50em eventos da família como um todo.
06:52Como é que é crescer tendo um pai ligado ao futebol?
06:58Cara, então, eu sou atleta de vôleibol, né?
07:01E aí, depois que eu entrei nesse mundo esportivo
07:07de uma forma muito mais profissional, com responsabilidades muito maiores,
07:12algumas coisas que na minha infância eu não entendia, né?
07:14A ausência dele, eu passei a entender.
07:17Então, eu viajava muito pra jogar e tudo,
07:21acabava me ausentando em casa.
07:23E aí, isso foi algo que, depois de anos sendo atleta
07:28e depois de formado na área, eu comecei a perceber.
07:32Mas naquele momento, ali na minha infância,
07:34pra mim era muito significativo ver o meu pai dando entrevista na televisão, saca?
07:38Pô, eu chegava na escola e falava,
07:39cara, meu pai apareceu na televisão, dando entrevista.
07:42Ele é preparador físico do Pais Sandu.
07:44Pô, tu viu meu pai? Ah, não sei o quê.
07:46Então, eu falava isso com muito orgulho.
07:48A ausência dele eu sentia, né?
07:50Por conta desses compromissos.
07:51Mas a presença dele ali no esporte,
07:55isso era perceptível e incontestável.
07:58O cara era muito bom, pô.
07:59O cara era muito bom.
08:00E eu fico muito feliz, assim, de encontrar profissionais hoje
08:04que trabalharam com ele e tudo.
08:06E os caras me reconhecem pelo nome, pô.
08:08Então, a presença do papai foi muito grande ali no esporte paraense.
08:13O cara, pô, ele era fora da curva naquela época, como você bem falou.
08:18A área da educação física evoluiu bastante.
08:20A preparação física, o desempenho dos atletas, ele se desenvolveu demais.
08:24Então, ali naquele momento, no futebol paraense,
08:27o meu pai já estava apresentando o início, acredito, de uma nova era
08:31da preparação física, do rendimento esportivo.
08:34Então, hoje eu entendo.
08:36E é curioso porque ele teve relação com os três clubes,
08:41dos três principais clubes de Belém.
08:45E, cara, eu também, né?
08:47No voleibol, eu comecei na tuna, né?
08:49Me destaquei no remo.
08:51E hoje eu crio essa relação com o Paysandu, que é, de fato, o meu time.
08:56Pois é.
08:56É isso que eu queria perguntar.
08:58Seu pai, o grande preparador físico, Fernando Silva,
09:00passou pelos três grandes clubes de Belém.
09:02Mas você é um torcedor apaixonado pelo Paysandu.
09:06Como é que foi essa escolha?
09:08E o que o Paysandu representa na sua vida?
09:11Cara, então, foi uma conversa...
09:13Eu lembro que foi uma das grandes conversas que eu tive com ele.
09:18Que ele sempre me ensinou essa questão desse respeito pelo Clube do Remo.
09:23Respeito pela tuna.
09:24Porque são clubes muito...
09:26E mais ainda pelo Paysandu, né?
09:28São clubes muito importantes na formação de atletas, né?
09:33E oportunidades que podem surgir na vida de uma pessoa
09:36e ser uma virada de chave, assim, na vida daquela pessoa.
09:41E, de fato, isso aconteceu comigo, né?
09:43Quando eu cheguei na tuna e ali ainda era...
09:46Pô, ainda era muito garoto e tudo.
09:48E depois, quando surgiu a oportunidade de jogar no Clube do Remo...
09:51Quando você chegou na tuna como goleiro?
09:53Não, não. Como jogador de vôleibol.
09:54Como jogador de vôleibol.
09:55Como jogador de vôleibol.
09:55Eu nunca me destaquei no futebol.
09:57Eu preciso falar isso.
09:58Eu sempre fui muito ruim.
09:58Mesmo com a altura, né?
10:00Exatamente.
10:00Eu sempre fui muito ruim no futebol.
10:01A galera avisou aqui.
10:02Pô, eu vou jogar com a galera.
10:04É uma negação.
10:05Mas no vôleibol eu tive destaque.
10:09Consegui ali estruturar a minha carreira esportiva
10:12e dentro da minha área também, graças ao vôleibol.
10:15E a tuna, inicialmente, os treinadores que passaram...
10:19Que eu tive ali o treinamento e depois o Clube do Remo
10:23foram muito importantes pra mim.
10:24E hoje, com o Paissandu, é onde acredito consolidar a minha carreira.
10:29O Paissandu hoje me dá um suporte onde eu possa estar desenvolvendo o meu trabalho na internet.
10:37E que isso possa...
10:39Eu consigo, através disso, levar pra outras áreas, até na minha esportiva,
10:44e desenvolver de uma forma muito melhor.
10:46Mas como foi a escolha pelo Paissandu?
10:48Por que você decidiu ser Paissandu?
10:50Porque eu sempre fui Paissandu.
10:52Eu sou muito Paissandu apaixonado, cara.
10:54E é esse que é o ponto, né?
10:56Quando eu era criança, eu via o meu pai no Paissandu, cara.
11:00Então, assim, o Paissandu tava ganhando, o meu pai tava lá.
11:02Cara, era impossível eu não me apaixonar por esse clube.
11:08E aí, depois, né, com o passar dos anos, acompanhando na arquibancada os feitos, as vitórias, acessos,
11:15lamentando derrotas e vibrando com os meus amigos, meus irmãos, principalmente.
11:20Então, assim, o Paissandu, ele, de fato, é uma paixão.
11:24É um clube que eu olho, assim, eu fico, cara, eu sou apaixonado por esse clube,
11:28por tudo o que ele é.
11:30E mais ainda, por eu estar lá dentro e conseguir representar...
11:34Ser a cara do clube.
11:36Exatamente. E aí que vem o lance da responsabilidade grande, né, que é...
11:40Então, quando eu faço as minhas produções, os meus vídeos,
11:42e a galera vai lá e se identifica com os vídeos e fala,
11:46cara, isso que é o Paissandu.
11:48Eu gosto de mostrar crianças com os seus pais na arquibancada,
11:52indo pro jogo, porque eu acho que é ali que é o início de uma paixão, de fato.
11:58E quando eu vejo uma cena dessa, eu fico, cara, é isso, é isso.
12:03Eu vou transmitir a minha paixão da vida inteira pro meu filho, pro meu neto.
12:09E aí nasce o amor pelo Paissandu.
12:11Então, quando eu vejo todas essas cenas, quando eu lembro de tudo isso,
12:15eu fico, cara, eu sou apaixonado por esse clube e fico muito feliz de representar dessa forma
12:19e muita gente se identificar também.
12:20Na semana passada, a gente entrevistou o Mazinho e a...
12:23Tem a filha do Mazinho a mais nova, né, que é cantora, né, Sene, que é a Carol, e tem
12:27a mais velha.
12:29E o Mazinho é o grande ídolo do Paissandu, né, campeão brasileiro de 91.
12:33E num outro momento, o Mazinho pediu...
12:37Foi um futebol totalmente impensável, como hoje, né.
12:41O Mazinho chegou e pediu que ele queria jogar no Remo.
12:44Ele queria ter uma história no Remo, tanto que ele marca três gols contra o Paissandu.
12:48Ele vibra nos gols, inclusive, né, e ele pegou a filha dele mais velha e ela, criança,
12:55ela tirou, tem foto com a camisa do Remo.
12:56E o Mazinho brincou aqui e falou que ela não perdoa só isso no pai dela,
13:00porque ela acabou, criança, tendo que tirar.
13:03Então, pra ti, não tem problema nenhum tu ter fotos quando tu ia acompanhar teu pai.
13:10Porque tu chegou a acompanhar teu pai também no Remo, né, que teu pai tem uma história muito bonita.
13:15Teu pai tem uma história muito grande, vitoriosa, também no Remo.
13:18Então, como filho do profissional, entrava no estádio, ia com os jogadores,
13:22mas tinha que usar a camisa do Remo.
13:24Exatamente.
13:25Então, pra ti, não tem problema nenhum ter fotos.
13:27Tem algum irmão teu que também tem foto, assim, acompanhando teu pai ou não?
13:31E você sentou de Paissandu, todo mundo é Paissandu.
13:34Cara, então, né...
13:34Ou algum filho acabou indo pro Remo, porque é sempre repito, né.
13:38O Fernando também tem uma história muito grande no Remo.
13:41Mas, não, a minha família inteira, assim, né, porque...
13:44Por parte de mãe, né, por parte de mãe, a minha mãe é remista.
13:47A minha mãe é muito remista.
13:50E, inclusive, tem um episódio muito legal que teve um repá no Dia das Mães.
13:54E aí, ela entrou comigo na torcida do Paissandu,
13:57e depois a gente colocou ela na torcida do Remo,
13:58e o Remo acabou sendo campeão do Paraense no repá, que o Remo foi campeão.
14:02Ah, esse daí é o presente da mamãe hoje.
14:04Acho que foi ano passado, né, 2015.
14:05Foi ano retrasado.
14:06Retrasado.
14:07Não, foi ano...
14:0824, o Paissandu ganhou.
14:09Eu acho que foi ano retrasado.
14:1123, o Paissandu ganhou e 24, o Paissandu ganhou.
14:13Ou seja, essa revelação de que a tua mãe é remista
14:15valoriza ainda mais, né, o fato da escolha.
14:19Da tua escolha.
14:20É, exatamente.
14:21Valoriza ainda mais.
14:22É, porque, assim, a família da minha mãe é muito remista.
14:24Só que eu foquei em um só.
14:26Falei, cara, meu pai tá ali fazendo o que tava fazendo.
14:29Eu tava escrevendo a história do Paissandu, então...
14:32E a mamãe, assim, tentou por muito tempo fazer o...
14:36E os filhos, geralmente, são mais agarrados às mães, né?
14:39É, a minha irmã, a minha irmã que é remista.
14:41Que elas falam que todas as mulheres da família são remistas.
14:44Agora, Nando, ainda em relação ao seu trabalho como blogueiro,
14:48qual foi o conteúdo mais difícil que você teve que fazer do Paissandu?
14:53Cara, mais difícil, eu acho que foi a final da Copa Verde do ano passado, lá em Goiânia.
15:03Porque o primeiro jogo aqui tinha sido 0x0.
15:07E quando eu decidi ir pra Goiânia, eu tava indo pro aeroporto, eu parei assim, eu falei,
15:14cara, o que é que eu vou fazer?
15:15Porque é muito incerto, né?
15:18O jogo foi 0x0 aqui.
15:19Não foi um 2x0 pra tu ir já com uma mão da taça.
15:25Então, foi desafiador.
15:27Porque, assim, o Paissandu vai ganhar, eu vou fazer uma coisa.
15:31O Paissandu vai perder, eu vou ter que fazer outra coisa.
15:34Como é que eu vou justificar isso e tudo mais?
15:35E foi um jogo complicado, porque logo no início do jogo, o Goiás faz 1x0.
15:41E o placar, ele fica ali e tudo.
15:44E no último lance, o Paissandu vai lá, empata, vai pros pênaltis e o Paissandu é campeão nos pênaltis.
15:51Então, esse foi um vídeo um pouco complicado, porque na minha cabeça eu tava com muita dúvida.
15:58Cara, se o Paissandu perder, o que é que eu vou dizer aqui?
16:02Mas se o Paissandu ganhar, eu já sei, mas e se perder?
16:05Então, graças a Deus, deu tudo certo.
16:08Foi a primeira vez que eu viajei pra outro estado pra acompanhar o Paissandu.
16:11E aí, tu vai com muita dúvida, e a galera tá acompanhando, e tem remista zoando,
16:16mandando mensagem, pô, vai perder tempo, vai perder e tal, não sei o quê.
16:18E tem Paissandu chegando, pô, mano, vai lá, traz essa taça pra gente.
16:21Então, foi um conteúdo, assim, que graças a Deus deu muito certo.
16:25Eu voltei de lá com o prestígio da galera, meus amigos.
16:29Mas esse, sem dúvida, foi um que eu fiquei com frio na barriga.
16:32Eu imagino que o rebaixamento no ano passado também.
16:35Cara, esse rebaixamento foi um rebaixamento que me incomodou, assim, cara.
16:40Assim, foram poucas vezes, assim, que eu parei pra lamentar uma derrota, um momento.
16:48Mas ali, ano passado, foi complicado de lidar.
16:52E esse ano, Nando, como é que você tá vendo, enquanto torcedor e blogueiro do Paissandu,
16:58como é que você tá vendo essa queda?
17:01O que que aconteceu com o time, na sua opinião?
17:04E você acredita no acesso?
17:08Se eu disser que eu não acredito, eu não sou torcedor do Paissandu.
17:11Então, a torcida do Paissandu, ela acredita no time até o último segundo.
17:15E o Paissandu tem mostrado isso nesses jogos.
17:18Foram várias viradas esse ano.
17:19O Paissandu tava com 1x0, 2x0 atrás no placar.
17:23E o time foi lá e virou os jogos dentro de casa, fora de casa.
17:30Então, isso me faz acreditar que o Paissandu tem reais condições de acesso.
17:35A torcida do Paissandu não vai abandonar o time, cara.
17:37Não vai.
17:38Próximo jogo, em casa, eu tenho certeza que o torcedor Biculu vai estar lotando aqui bancada,
17:43porque isso é nosso.
17:44Nós somos assim.
17:45Nós somos de olhar pro Paissandu e acreditar até o último segundo.
17:48É um momento que tu fica ali, né, apreensivo, com raiva, com medo e esperançoso e tudo mais.
17:56Então, eu acredito, cara.
17:59Eu acredito que o Paissandu tem reais condições.
18:02A camisa é pesada.
18:05O nome Paissandu é de se respeitar em qualquer lugar do Brasil.
18:09Então, teve a campanha do Paissandu alcançar um milhão de seguidores no Instagram.
18:18A torcida abraçou a ideia e foi atrás de, enfim, fazer movimentos pra que alcançasse.
18:24Então, isso só mostra que a torcida do Paissandu é unida e que esse momento é normal no âmbito esportivo.
18:32Vai ter ali um momento de queda, oscilação.
18:35Vai ter um momento de queda e vai ter um momento de subida também.
18:37Então, eu acredito que num momento importante do acesso, o Paissandu, a equipe do Paissandu vai trazer esse acesso pra
18:44gente.
18:44Rodolfo, agora eu vou lhe entrevistar.
18:46Fazer uma pergunta, uma curiosidade mínima.
18:48Essa entrevista vai ao ar depois do jogo contra a Ferroviária, na outra semana.
18:53A gente não sabe o resultado.
18:56Mas hoje, no momento que essa entrevista só sendo gravada, foi logo depois da derrota contra o Brusque.
19:05Na sua opinião, o que aconteceu com o Paissandu?
19:08Bem direta a pergunta.
19:09O que está acontecendo contigo?
19:11Sene, pra mim, tem uma questão muito mental pela divisão que o Paissandu está.
19:18Cada divisão...
19:19A gente teve uma fala do Júnior Rocha, técnico do Paissandu.
19:28A gente sabe que o Nando é profissional ligado ao Paissandu.
19:34O Talhari, ele recebe uma bola contra o Flamengo, ele tenta dominar a bola e ele perde o lance.
19:40Se fosse o Bruno Henrique, ele ia ter o poder da antevisão, ele ia tocar a bola, o Galeano ia
19:44sair.
19:45Só ele, o gol ia ser 1x0.
19:46O Ramos ia sair na frente.
19:48O Talhari segurou a bola.
19:49Então, tem um jogador que ele ganha...
19:52Por que o jogador ganha 2 milhões?
19:54Porque ele vai decidir.
19:55Por que o Arrascaeta ele ganha 2, 3 milhões?
19:58Porque gol é caro, assistência é muito cara, é o que dá alegria, que dá calma e que faz a
20:02imprensa não te cobrar.
20:03Ele pegou e impôs o time do Remo, deixou o Samuel Lino pra marcar o gol.
20:09Então, nesse jogo do Remo com o Flamengo, a gente teve um linear da diferença do porquê.
20:16Tem um jogador que ganha, como o Vinícius Júnior, 34 milhões de euros numa temporada, 40 milhões de euros numa
20:24temporada e vai até iniciar.
20:27Isso não é uma verdade, mas porque o próprio Bruno Henrique ganhava mil reais, ele pediu 1.200 reais pra
20:34ser jogador do Manaus.
20:35Mas o Manaus não quis, ele foi pro futebol goiano e aí ele foi depois, se destaca no futebol goiano,
20:41vai pro Goiás e aí Santos, Flamengo.
20:43Essa foi a história do Bruno Henrique.
20:45Então, vai muito isso.
20:46A maioria dos jogadores que estão hoje no País Sandu, com exceção do Marcinho, com exceção do Marcinho,
20:53foi o único que jogou no Cruzeiro, que é uma equipe de massa, nenhum jogou.
20:57A grande maioria joga em grandes times, como o Renan Castro.
21:02O Renan Castro é o segundo, porque ele jogou no Remo.
21:05O Renan Castro disputou o Repá em 2022 pelo lado do Remo no Baenão, que foi 2x2 na Série C
21:11daquele ano.
21:12Então, o Renan é o segundo jogador que jogou numa equipe de massa.
21:15O Cleiton Pego, um bom jogador, que jogou no Operário, mas o Operário coloca 5 mil pessoas.
21:22O Gabriel, que é um grande goleiro que teve aqui com a gente.
21:25Eu não tinha pensado nisso.
21:26O Gabriel jogou no Guarani, campeão brasileiro, beleza.
21:29O Figueirense é uma grande equipe, mas não lota um estádio.
21:32Então, esses jogadores...
21:34Você acha que o time sentiu a pressão?
21:36Esses jogadores de quarta e terceira divisão, eles sentem muito, porque eles nunca jogaram
21:42em uma equipe como o Paysandu, como o Santa Cruz, como o Remo, quando dava na terceira divisão.
21:49Eles são jogadores daquela divisão...
21:52O Pablo jogou no Vitória.
21:53Mas ele era da base do Vitória.
21:56Sem cobrança, né?
21:57Então, eles são jogadores que atuam e ganham financeiramente como jogadores de terceira
22:05e quarta divisão, mas que vêm para uma cidade como o Belém, como o Paysandu, que proporcionalmente
22:12tem a cobrança do Flamengo e do Corinthians na cidade.
22:17Quando acaba o jogo do Paysandu contra...
22:20E isso é uma informação que eu tenho.
22:22Acaba o jogo do Paysandu contra o Ipiranga, lá em Erichim, que eu pego, perde dois, três
22:28gols cara a cara com o goleiro.
22:31Ele é massacrado nas redes sociais.
22:35E aí ele não tem estrutura para melhorar.
22:38O Caio Melo também está com um problema em relação a isso.
22:41Começou, teve um trabalho muito forte com o Caio Melo.
22:44Então, para mim, o principal ponto disso tudo é o mental.
22:51É o que está atrapalhando o Paysandu, porque são jogadores que, historicamente, jogaram
22:54em quarta e terceira divisões, em equipes que não lotam o estádio e que não têm a pressão.
23:01Então, quando eles vêm para uma equipe como o Paysandu, que está na terceira divisão,
23:04mas que coloca 30 mil, 40 mil torcedores, que tem um milhão de seguidores,
23:12Instagram, que quando tu acerta, tu é levado ao céu e quando tu erra, da mesma proporção
23:18que tu é jogado ao limbo, o jogador, se ele não estiver preparado emocionalmente, ele
23:26não vai render.
23:28Isso culmina muito com, a gente pode pegar e ver, com a queda de rendimento do Caio Melo
23:34e do Cleiton Pego.
23:38Principalmente do Cleiton.
23:38Na minha visão, coincidentemente, é quando o Paysandu, ele tem uma diminuição no poder
23:46ofensivo.
23:47Tem jogador que se sai melhor.
23:50O Ítalo é um exemplo disso.
23:52O Ítalo, ele passou por esse momento, ele foi muito criticado, mas aí vai da pessoa,
23:57vai do ser humano.
23:58Porque depois de atletas, antes de atletas, antes de atletas, na verdade, eles são seres
24:03humanos.
24:03O Ítalo soube tranquilamente dar a volta por cima.
24:07O Gabriel Mesquita também.
24:09Então, na minha visão, é isso daí.
24:11E o que fazer para reverter essa, digamos, falta de inteligência emocional?
24:19Falta de preparo psicológico para suportar a pressão?
24:22Existe alguma fórmula ou existe algum caminho para tentar reverter esse quadro?
24:29É trabalhar.
24:30Trabalhar com a Thaís, que é a profissional de psicologia que está dentro do Paysandu.
24:34É conversar com o Júnior Rocha.
24:36São os mais experientes do grupo, infelizmente, pelo fato de estar na terceira divisão.
24:40Imagina a preocupação do Júnior Rocha.
24:42Justamente.
24:43Entendeu?
24:44Então, é aquilo que a gente sempre fala.
24:46O torcedor, ele é muito passional.
24:47A gente, aqui, não pode ser passional.
24:53Entendeu?
24:53Eu sou muito criticado porque eu não sou uma pessoa, por exemplo, a gente sempre fala
24:59muito isso aqui na programação da Liberal.
25:00Quando a gente fala de um, a gente fala do outro.
25:02Eu sou veemente contra mandar o Leocondé embora do Remo.
25:07Para mim, ele não é o grande culpado.
25:09Ele tem as situações dele.
25:11A gente teve até um embate na questão do Pico, mas da mesma forma como ele tem o direito
25:16de não colocar o Pico, eu tenho o meu direito de achar que o Pico deve ser titular na equipe
25:22do Remo.
25:22Então, vai muito disso.
25:24É o trabalho do Júnior Rocha, é o trabalho da comissão técnica, atura do Paysandu.
25:31Infelizmente, pelo fato do Paysandu estar na terceira divisão, e ele fez isso muito bem
25:36ontem no jogo do Bruxa, e foi o que eu senti falta no jogo contra o Maringá, é o Marcinho,
25:40que é o jogador mais experiente do Paysandu, chamar o grupo e cobrar.
25:48Agora, é a personalidade do Marcinho, eu não sei, eu não estou lá dentro para saber
25:54como é que o Marcinho ele é, porque um capitão, ele é um capitão de várias formas.
26:01A gente tem um capitão como foi o Dunga, em 94, 98, que chegava a ter uma imagem muito
26:09forte do Dunga na Copa de 98, contra a Dinamarca, que ele vai esculhamba com o Bebeto e com o
26:16Ronaldinho.
26:17Mas ele era o Dunga, e todo mundo tinha aquela boca, era o Dunga, ele era respeitado.
26:21O Aguinaldo, que trabalhou muito com o pai do Fernando aqui, era um cara assim.
26:26E a gente teve capitãs como o Robson, no Paysandu, que pela parte técnica foi capitão.
26:32Então, eu não sei como é a personalidade, mas é uma situação muito complicada para
26:36mim.
26:36O principal complicador do Paysandu para essa queda foi o mental e, infelizmente, é a
26:47personalidade do jogador.
26:49Eu acredito, eu estou bem preocupada, vou revelar aqui para vocês, eu estou bem preocupada.
26:55Digamos que a minha toalha está quase jogada, mas lá no fundinho, lá no fundinho, existe
27:02a história da mística.
27:04Em 2023, o Amazonas, ele perde os dois primeiros jogos e ganha os quatro depois e é campeão.
27:10Então, foi o que eu falei na transmissão, a torcida dela fica muito chateada, mas tem
27:15que esperar, tem que ver como é que vai ser a postura do time.
27:18O Paysandu, historicamente, quando ele está nesses momentos mais complicados, ele consegue
27:25se reinventar e conseguir grandes vitórias.
27:27Podem acontecer coisas nos bastidores, coisas importantes.
27:32Mas ele tem que ganhar.
27:34O Paysandu agora tem que ir para Araquara e ganhar na ferroviária, conseguir esse bom
27:38resultado, porque complica, complica muito.
27:40Agora, Nando, em relação aos criadores de conteúdo ligados ao futebol, os blogs de
27:48futebol, como é que você enxerga o papel deles em relação à mídia tradicional esportiva?
27:53Então, eu considero, sim, muito importante, porque essa criação de conteúdo, mais da
28:01galera, mais ali na arquibancada ou dentro do campo, coloca o torcedor, traz o torcedor
28:09para uma emoção extra, que talvez aqui na televisão, por algum motivo profissional,
28:16não consiga passar.
28:19E vocês podem torcer, né?
28:21Exatamente, né?
28:22E tem essa conexão ali do criador e do seguidor.
28:27Então, gera essa expectativa, né?
28:29Tipo, vou aqui acompanhar esse conteúdo desse influenciador aqui, porque ele mostra um lance
28:35exclusivo, ele mostra um detalhe, mostra algo que na televisão eu não consiga observar.
28:42E a questão da identificação que tem ali, às vezes o criador ele dá uma forma de enxergar
28:52um jogo, uma partida, um momento do clube de uma forma diferente e que faz com que o torcedor
29:00saia do âmbito da crítica, da raiva, da mágoa de ter perdido, de estar ruim e leva
29:08para aquele momento, não, isso aqui já aconteceu antes, já aconteceu um jogo assim, já aconteceu
29:13um ano que, pô, foi numa situação ruim, mas foi revertida.
29:16Então, eu acho que a criação de conteúdo, os influenciadores que estão ali, tanto de
29:21Remo quanto do Paissandu, acho que estão ali para fazer com que o torcedor não perca
29:28essa paixão, esse interesse pelo clube, né?
29:33No momento ali, seja ele bom ou ruim.
29:35E, Fernando, eu queria te fazer uma pergunta, né, como tu é professor de educação física,
29:40tu é profissional de educação física, o que que tu leva dos ensinamentos do teu pai
29:46daquela época para hoje, para ti como profissional de educação física?
29:53Porque teu pai é da época bem raiz, né, da educação física.
29:57Que subia a chave de bancada da Curuzula.
30:01Do Souza, pô, do...
30:03Correia aqui no Bosque.
30:04É, exatamente.
30:05Mas o que que tu leva de aprendizado daquela época?
30:08O que que tu fala?
30:08Pô, o papai tinha razão nisso daqui, mesmo com toda a modernidade, com o crucifixo pegado
30:18do anterior direito e tudo mais, que tem hoje nas academias, um monte de coisa, um monte de
30:23parede, que é bom pra caramba, porque pega um músculo mais isolado, mas o que que tu
30:27leva dessa época do, acho que do principal professor que tu teve em educação física?
30:33Então, né, eu até tava conversando com a minha irmã duas coisas relacionadas ao meu
30:38pai.
30:38A primeira é que, se ele fosse um profissional de educação física hoje, acho que ele ia
30:44ser três vezes mais do que ele foi, né?
30:47E a outra é que eu e a minha irmã, a gente tem muito essa...
30:52A termina é professora também de educação física.
30:53Não, não, ela não é, mas ela é igual ao meu pai, assim, de não desistir da situação.
31:00Então, isso é o que fica mais forte na minha mente em relação ao meu pai.
31:06Ele não entregava o osso, pô, ele não largava o osso.
31:10Então, isso, quando a gente vai, leva isso pro esporte, faz todo sentido.
31:15Então, ele sempre tinha uma forma diferente de pensar sobre aquela situação que tava
31:19ali contrária, entendeu?
31:22Então, isso é um negócio que eu trouxe, eu carrego comigo como atleta, carrego como
31:28profissional e levo pra minha vida de não desistir.
31:31Sempre existe uma forma de chegar naquele objetivo, de alcançar aquela meta, de reverter
31:36aquela situação e a sede pela vitória.
31:41E como torcedor do Paysandu agora também, né?
31:43Exatamente, exatamente.
31:45Cara, tem lances, assim, que eu olho, assim, cara, o cara consegue correr mais, ele consegue
31:50fazer mais, ele consegue dar a alma dele por aquela dividida, por aquele lance, por aquele
31:55gol.
31:56Então, é isso, é algo que eu carrego comigo, que é muito do meu pai.
32:01Muito do meu pai.
32:02Dentro dessa cartilha de determinação, de garra que você acabou de mencionar, qual
32:09jogador do Paysandu que mais lhe impressiona em relação a essas características, mais
32:13lhe chama a atenção?
32:15Cara, eu gosto muito, assim, hoje...
32:17Primeiro, assim, eu sou, profissionalmente, eu sou fã do Júnior Rocha, assim.
32:22Eu considero ele um bom profissional, eu tive a oportunidade de conversar com ele, né?
32:26Ali num âmbito totalmente profissional, trocar uma ideia e entender como um técnico, né?
32:31Que é importante pra mim, na minha área, trocar ideia com profissionais, né?
32:35De grandes equipes e tudo.
32:36Então, eu vejo muita ambição nele, eu vejo que ele tem uma forma de pensar sobre o
32:42jogo, sobre o futebol, sobre situações que o futebol causa, de uma forma que eu acho
32:49interessante.
32:50E o Ítalo, cara.
32:51O Ítalo é um cara que eu acho, assim, que ele consegue...
32:56Ele consegue perceber a pressão do momento e reverter, entender o momento e reverter
33:02isso em gols.
33:04E ele tem feito isso.
33:05Eu acredito que os gols mais importantes do Paysandu nessa primeira fase foram, partiram
33:12dele, né?
33:12Foram dele.
33:13E eu vejo que ele, em campo, assim, o cara vai pro jogo, pô.
33:16No jogo contra o Brusque, ele tava lá, querendo participar, tinha um zagueiro altão lá no...
33:22Cipriano.
33:23Pois é, o cara é alto e ele dá dividida de bola com o cara e tal.
33:26Então, eu acho que o Ítalo, ele é esse cara, assim.
33:29Ele é o cara que sabe entender o que ia ser Paysandu.
33:34Legal.
33:35Nando, muito obrigada pela sua entrevista.
33:38Rendeu demais.
33:39Mais uma vez, reforçando o quanto eu fiquei feliz aqui com a sua presença.
33:44Fernando Silva, onde estiver lá em cima, com certeza também está feliz em ver o filho
33:48brilhando, com uma carreira bonita, fazendo da comunicação também uma forma de se aproximar
33:58das pessoas, de levar informação, levar entretenimento e ser um canal e ser a cara do Paysandu, né?
34:07Isso deve orgulhar muito o seu pai, de onde estiver.
34:11Muito obrigada pela sua presença e boa sorte ao Paysandu.
34:15Eu que agradeço a oportunidade.
34:17Fico muito feliz de estar aqui, presente, participando desse momento, falando um pouco mais do meu pai,
34:24trazendo memórias dele, a importância dele pro futebol paraense, pro Clube do Remo,
34:28a importância dele pra Tuna, pro Paysandu.
34:30E eu fico muito feliz de estar conseguindo levar esse legado, né?
34:35Levar o nome dele adiante e a responsabilidade que ele carregou de vestir a camisa do Paysandu
34:41e fazer com que o Paysandu fosse o que é hoje.
34:44Então, dentro do que eu represento hoje no clube, dentro do que eu falo sobre o Paysandu
34:50e eu sou parado na rua, porque, pô, eu vi aquela camisa, eu vi aquela propaganda,
34:55eu vi aquele vídeo, gostei, achei legal.
34:57Então, tudo isso faz com que eu olhe pra tudo que ele fez e diga,
35:01cara, a gente acertou, o caminho é esse e ele tá lá no céu, feliz da vida.
35:08Eu fico muito feliz por isso.
35:09Muito obrigado pela oportunidade.
35:10Obrigado mesmo.
35:11Obrigada.
35:12Obrigada, Rodolfo.
35:13Valeu, Ciane.
35:14Um abraço pro Fernando Silva Júnior.
35:17Ainda carrega o nome do pai.
35:18Verdade.
35:19Só a gente tá aqui, o teu mix.
35:20Obrigada, amigo.
35:21Valeu vocês aí de casa.
35:23Muito obrigada mais uma vez pela audiência e até a semana que vem.

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