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  • há 12 horas
O deficiente visual Guilherme Carlos Lubian, 35 anos, é movido a desafios na vida. Trabalha de forma remota como especialista em acessibilidade digital para um banco de São Paulo e, no contraturno, conserta motores de carros. Tudo sem enxergar, pois já nasceu com a condição da cegueira.
Natural de Passo Fundo, no Norte do Estado, Lubian tem um canal no YouTube onde compartilha com os seguidores os serviços que realiza nos veículos de clientes. Sua oficina fica na garagem da casa onde mora com a esposa, em Canoas, na Região Metropolitana. Ele usa aplicativos e ferramentas de inteligência artificial para executar o serviço. E pretende modificar a normativa da fabricação de ferramentas no país e a própria indústria de peças automotivas.

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Transcrição
00:07Meu nome é Guilherme, eu tenho 35 anos, eu nasci com um quadro de retinose pigmentar e desde sempre
00:15eu tenho um resíduo visual muito baixo, assim, em torno menos de 5%, o que me permite identificar
00:22vultos, algumas cores, claridade e tudo mais. Só que esse resíduo visual ele não é suficiente para
00:29eu executar muitas tarefas. Então, em razão disso, a Lubinha Garage nasceu de um sonho
00:35que eu tenho de mudar o mercado automotivo brasileiro por meio da educação, da conscientização
00:42e, principalmente, mudar a vida das pessoas com deficiência no que diz respeito à vida
00:48profissional que as pessoas podem ter. Você pode perguntar para qualquer dono de oficina
00:52qual é o teu maior problema, ele vai te responder mão de obra. Há alguns anos eu venho desenvolvendo
00:57um projeto onde eu comecei a adquirir ferramentas, comecei a adquirir muito, muito, muito conhecimento,
01:03ou seja, estudar muito. O meu projeto também tem uma grande ambição, que é mudar a indústria
01:13que produz as ferramentas para que outras pessoas com deficiência visual possam ser recepcionadas
01:21em um mercado mais inclusivo. Quando eu coloco esse óculos, ele tem por trás todo um recurso
01:28processo de inteligência artificial que é capaz, por exemplo, de me ajudar a identificar coisas.
01:34Ok, Meta, o que você vê?
01:38Vejo que você está de frente para o compartimento do motor de um veículo, com as mãos posicionadas
01:43uma em cada lado. À esquerda da imagem, sua mão está próxima a uma conexão de duto de ar,
01:50e à direita, sua mão repousa sobre uma cobertura protetora.
01:54Se não fosse esse recurso, eu ficaria meio a cegas, literalmente.
02:06Aqui eu tenho um aplicativo que se chama Card Scanner. Com o Card Scanner eu consigo fazer a interação
02:18que eu preciso para poder entender o que o veículo está me apresentando.
02:31A mecânica, mais do que ser vista, a mecânica precisa ser sentida.
02:36Então, a partir do momento que você sente a mecânica, você vê que a visão é importante, sim, claro,
02:43mas você começa a perceber que você tem uma alternativa e que você pode fazer melhor.
02:51Além de tudo isso que a gente acabou de mostrar, é importante reconhecer um recurso muito legal
02:57que existe no Reban Meta, através de uma parceria da própria Meta, com a Be My Eyes.
03:05Em tradução livre, Be My Eyes significa Seja Meus Olhos.
03:09Ela oferece um suporte em tempo real com voluntários que estão conectados ao redor de todo mundo.
03:16E esses voluntários, eles podem, por exemplo, me acompanhar numa caminhada.
03:21Vamos supor que eu esteja num lugar totalmente desconhecido e queira saber, por exemplo,
03:25onde é o toalete, o banheiro, né?
03:27Então, eu posso dar um comando para o óculos com as mãos livres,
03:31ele vai chamar um voluntário, Dobe My Eyes,
03:35e essa pessoa vai enxergar através das minhas lentes, né?
03:38Das lentes do Reban Meta, o que eu estaria vendo.
03:44Eu quero mostrar que sim, é possível que você consegue fazer tudo aquilo que você almeja,
03:50aquilo que você sonha, que você tem vontade, desde que você tenha determinação,
03:55força de vontade e muita resiliência, é claro, né?
03:58Porque as lutas, elas fazem parte da vida da pessoa com deficiência, né?
04:03Muito bom, muito bom.
04:06E aí

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