00:00Secretário, os 50 milhões de reais que foram recebidos, esse aporte do governo do estado,
00:04onde vai ser aplicado esse dinheiro agora diante dessa situação de transmissão comunitária?
00:08Então, nós temos um recurso garantido pelo governador Renato Casagrande
00:12para poder custear tanto investimentos de capital,
00:14tanto investimentos de poder ampliar hospitais, comprar equipamentos,
00:17quanto investimentos de custeio, para poder ampliar a capacidade das equipes de saúde
00:21de poder atender e também a capacidade de testagem,
00:23da realização de exames rápidos e oportunos por parte do Estado do Espírito Santo.
00:27Como é que está hoje essa questão dessa testagem de exames?
00:31São quanto tempo que demora para poder sair?
00:33Então, nós temos hoje, na manhã de hoje, nós temos zero exames aguardando testagem
00:37no nosso laboratório central.
00:39Todos os exames coletados dos pacientes capixabas,
00:43se já tiveram, vão ter no dia de hoje o resultado liberado,
00:46estaremos com a demanda zero de reprimida na testagem de exames dos pacientes com Covid.
00:52Ocorre que muitos pacientes que foram notificados não foram coletados a amostra para o exame.
00:57Então, dos pacientes que foram coletados e que chegaram lá sem,
01:00nós estamos com a capacidade plena, já instalada e sem nenhum teste represado.
01:05O senhor falou da compra de equipamentos aí para a gente agora, desses 50 milhões,
01:08e tem informação de que estão chegando os 50 respiradores aqui no Estado.
01:13Esse número, ele é suficiente? Vai ser suficiente para poder atender essa demanda?
01:18Nós já compramos, então, um conjunto grande de ventiladores.
01:22Tanto o Hospital Jaime de Santos do Neves já comprou 90 ventiladores, já chegaram 39.
01:29Nós compramos 100 ventiladores, já chegaram 50.
01:32Então, nós temos um conjunto grande de equipamentos que nós estamos garantindo
01:34para a capacidade instalada, assistencial do Estado,
01:37toda a tecnologia necessária para cuidar de todos os pacientes capixabas
01:41que possam evoluir com o quadro grave pelo coronavírus
01:44ou qualquer outra doença que também possa necessitar dos mesmos equipamentos.
01:47Uma outra pergunta. A gente conversou ontem aqui com o subsecretário de Saúde
01:50e até aquele momento, quando não tinha confirmação ainda desse quadro de transmissão comunitária,
01:54a gente perguntou sobre a possibilidade da construção de um hospital de campanha.
01:57Eu insisto hoje e pergunto novamente.
01:59O Estado vai pensar nessa possibilidade? Como é que vai ser agora?
02:04Essa possibilidade, ela foi cogitada desde o início,
02:06nosso planejamento estratégico sobre a reação do Estado,
02:10a preparação do Estado para enfrentar o coronavírus.
02:13Nós temos uma capacidade instalada de atenção hospitalar muito grande no Espírito Santo,
02:18tanto na rede pública quanto na rede privada.
02:20Então, nós estamos, semana passada, fizemos um diálogo amplo com a rede privada do Estado,
02:24no sentido de poder ver a possibilidade de preparar uma off-compra
02:27ou até uma requisição por parte do Estado desses serviços da iniciativa privada
02:31e nós estamos preferencialmente optando por atender os nossos pacientes
02:35dentro de estruturas que já existem, com capacidade instalada.
02:38Caso isso não ocorra, a opção do hospital de campanha,
02:42ela está posta não para o paciente grave de Covid,
02:45mas para que eu possa tirar, então, pacientes comuns, não Covid, dos hospitais,
02:50que já tem essa capacidade instalada, que tem condição de ter um atendimento
02:54com qualidade de uma complexidade maior e remanejar um paciente de enfermaria,
02:58pacientes menos complexos para hospitais de campanha.
03:00Secretário, em relação, por exemplo, ao isolamento social,
03:04já que agora a situação mudou um pouco, está mais grave do que antes,
03:08vai haver endurecimento de algumas regras?
03:09Até as pessoas falam, ah, mas por que os ônibus estão rodando ainda,
03:12se é uma fonte de contaminação, o pessoal continua usando os coletivos.
03:15E agora, com essa possibilidade de haver uma velocidade maior na transmissão,
03:20como é que fica isso?
03:21Como é que o Estado pensa essas regras de isolamento?
03:24O governador Casagrande construiu um conjunto de consensos com o setor produtivo,
03:28com o comércio, com os poderes do Estado, com o controle externo,
03:31no sentido de garantir que as medidas de isolamento social fossem tomadas a tempo
03:35para impedir que a explosão que vai ocorrer tenha o seu tamanho achatado,
03:40ela tenha a sua curva de crescimento menor
03:42e numa proporção que os serviços de saúde consigam comportar
03:47todos os pacientes que serão afetados pela doença,
03:49principalmente na condição grave da doença.
03:52Então, neste momento, nós entendemos que não há possibilidade alguma
03:55de flexibilizar as medidas de isolamento social.
03:58Houve uma redução radical da quantidade de pessoas no transporte coletivo,
04:02da mobilidade urbana, da concentração de pessoas em cultos, eventos, congressos.
04:07Então, essas medidas terão uma repercussão no achatamento da curva.
04:10No entanto, elas precisam ser acompanhadas de uma alta disciplina social.
04:14A população precisa entender que nós precisamos mudar a cultura,
04:17de não mais apertar as mãos, abraçar, beijar,
04:20evitar o contato físico com a população idosa
04:22e, caso tenhamos qualquer quadro gripal, ficar em casa.