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  • há 10 minutos
Com a crise financeira que os tempos de pandemia provocou no Estado, muitos trabalhadores que perderam seus empregos foram para as ruas e vendem mercadorias em semáforos para garantir o pão de cada dia.

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Transcrição
00:01Eles estão por todos os lados em tempos normais já fazem parte da nossa rotina e em um número
00:12maior agora durante a pandemia nos sinais de trânsito nos pontos de ônibus pelas calçadas
00:23Desde o início da pandemia tem se tornado frequente a presença de vendedores de sinal, os conhecidos ambulantes
00:34Alguns relatam que perderam seus empregos, o jeito então foi correr para as ruas e vender
00:44A Carolyn viu na venda de salgadinhos, balas e paçoca a maneira de sair do sufoco
00:52Estou desempregada, estou como autônoma e tenho que levar o pão para casa, pago aluguel
00:57Então eu tenho que fazer alguma coisa, foi esse o meio que eu achei de trabalhar para levar pão para
01:02casa
01:02Mas segundo ela, não está fácil vender
01:05O público já está sem trabalho, então fica um pouco difícil
01:10E olha que segundo a vendedora, toma muito cuidado com a higiene dos produtos que oferece
01:17Todo cuidado com a higienização, eu não pego aqui nos materiais que eu trabalho, eu pego sempre em cima
01:24A água, eu tento não pegar aqui em cima, eu pego aqui embaixo
01:27Para a gente manter mais higienização para as pessoas verem que a gente está se cuidando
01:35O Austin também vive do que comercializa nas ruas
01:39E olha que ele já vendeu de tudo
01:41Já vendi fruta, já vendi brinquedo, já vendi óculos
01:46Normalmente já vendi também capa de volante, capa de banco
01:49Um pouco de cada na minha vida
01:51Agora se dedica à venda de panos de prato e paletas de limpar para brisa
01:57Segundo ele, com disciplina e compromisso, dá para levar
02:02Fazer uma meta de venda, manter um horário e manter o mês
02:07Tenho mantido a minha vida com esse sustento aqui
02:10Aqui no bairro Divino Espírito Santo, no município de Vila Velha
02:13Encontramos um outro vendedor que chama muita atenção
02:17É o Romildo, ele vende balas no sinal de trânsito aqui no bairro Divino Espírito Santo
02:23Há seis meses ele veio aqui para o estado
02:26O rapaz veio para cá à procura de oportunidade de emprego
02:32Aí não deu muito certo, eu não acabei encontrando nenhum emprego
02:36Para complicar a situação, estourou a pandemia
02:39Daí mesmo que ele não conseguiu mais nada
02:43A alternativa foi vir para o sinal, vender as famosas e gostosas jujubas
02:50Acabei conquistando uma balinha, uma caixa de balinha
02:53E aí eu fui no dia a dia, eu trabalhando
02:56E as pessoas, tem umas pessoas de bom coração que ainda tem um dinheirinho para poder conseguir uma balinha
03:02Ele garante que não volta para casa sem dinheiro
03:06Mas nada igual como os tempos de vacas gordas de uns três meses atrás
03:13Mesmo com toda essa pandemia aí, está dando para tirar um dinheiro
03:18Consegue tirar quanto?
03:19Ah, consegue tirar uns 80, 90 por dia
03:22Antes estava muito melhor, dava para tirar uns 140 por dia
03:26Se está complicado para quem começou há meses vender na rua
03:31Imagina só para quem já tem experiência no negócio
03:35O seu Vantuiu, no auge de seus quase 80 anos
03:39Se dedica há 25 anos a vender guloseimas no centro de Vitória
03:45Ele garante que as vendas caíram
03:48E afirma nunca ter vivido uma situação dessa antes
04:07O idoso aproveita o trabalho para colocar o papo em dia com os amigos
04:12Mas tem que ficar esperto em seu Vantuiu
04:15Afinal, faz parte do grupo de risco por conta da idade
04:19Vai ter um papo com os amigos aqui, conversando com eles
04:22Passando o dia, fazendo horas para não ficar em casa dormindo, né?
04:25E lembra do baiano Romildo?
04:27Para o jovem, vender mais ou menos no sinal
04:31É o de menos
04:32O que ele gostaria de verdade
04:35Era voltar para a Bahia
04:36Para os braços de manhinha
04:39Sinto muito saudade dela
04:41Ter os meus irmãos também, lá na Bahia
04:45Mas qualquer dia ainda vou ter a oportunidade de vê-la ainda
04:48Tchau!
04:49Tchau!
04:51Tchau!

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