00:01Esses são os integrantes da Força Nacional, de máscara no rosto, protegidos e preparados para nos proteger.
00:08Durante a pandemia, o trabalho mudou, mas o objetivo é o mesmo, combater a violência.
00:14A gente teve que reduzir um pouco, ter mais critérios na hora de abordar.
00:19Mesmo com esses critérios maiores de abordagem, eles ainda continuam abordando muito, né?
00:24E por causa disso, inclusive, é uma curiosidade, né? A gente teve um terço do efetivo afetado pelo Covid, né?
00:33Mas todos já estão bem, todos passam bem.
00:37Quem são eles? O que eles faziam antes de pertencerem à Força Nacional?
00:41Reparem que nas fardas de cada um tem a bandeira do Estado de onde eles vieram.
00:46A Força Nacional, ela é formada por bombeiros militares, policiais militares, policiais civis e também por peritos.
00:53Ela foi criada, baseada na ONU, ou seja, é a união de todos os estados.
01:00A ONU é baseada na união de todos os países, né? Que pertence à ONU.
01:04A federação solicita efetivo ao Estado, através de um ofício, e o Estado fornece esse efetivo com alguns critérios de
01:13seleção.
01:16A presença da Força Nacional aqui no Estado faz parte do programa Em Frente Brasil, do governo federal.
01:23O foco principal é o combate a crimes violentos, como homicídios, feminicídios, estupros e latrocínios.
01:31Cariacica foi escolhida como base da Força justamente porque no ano passado foi considerada a cidade mais violenta do Espírito
01:40Santo.
01:43Eles chegaram em julho do ano passado.
01:45Vieram por determinação do Ministério da Justiça e Segurança Nacional.
01:49O objetivo? Apoiar as forças locais de segurança em ações de policiamento e na preservação da ordem pública.
01:57Então a gente patrulha pelas ruas, faz abordagens a suspeitos, auxilia no atendimento de ocorrências, principalmente as ocorrências de vulto.
02:09Além de atuarem em Cariacica, eles já participaram de várias operações juntamente com a Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia
02:17Rodoviária Federal em outros bairros da Grande Vitória.
02:20Sempre com foco na segurança das comunidades.
02:22Um exemplo? A Operação Caim, que no início de julho prendeu 19 suspeitos de tráfico de drogas.
02:29E também o Boladão, acusado de comandar os ataques ao Morro da Piedade, na capital, quando dois irmãos morreram baleados.
02:37Operação importante para o combate ao crime no Estado.
02:40O indivíduo que tinha mandados de prisão por homicídio em aberto, que trouxe profundo lamentar daquela sociedade, da piedade, daquela
02:51comunidade que sentiu muito por essas mortes, principalmente mortes de pessoas inocentes.
02:59A Força Nacional também participou da Operação Pantanal, que prendeu um homem acusado de chefiar o tráfico na região de
03:06Serra Dourada, na Serra.
03:08Além do tráfico, ele teria envolvimento em tiroteios e outros crimes que tiravam a paz dos moradores.
03:14Trata-se de um bairro de intenso tráfico de drogas, em que tem reflexo direto e indireto em outros crimes
03:20violentos, como homicídio, crimes patrimoniais.
03:23E também temos conhecimento que dentro do alagado do Pantanal existem escondidas armas, drogas que já foram encontradas e também
03:31pessoas executadas que foram ali desovadas e escondidas.
03:38Os números mostram que não tem faltado trabalho para essa turma.
03:41De janeiro a julho deste ano, a Força Nacional já abordou mais de 26 mil pessoas suspeitas.
03:49Fez também 2.989 abordagens a veículos, 5.217 abordagens a motos, 117 a ônibus.
03:59A Força também prendeu em flagrante 144 pessoas, apreendeu 10 veículos, 15 armas de fogo e mais de 13 quilos
04:09de drogas.
04:10O que a gente tem visto, sentido e estudado e também recebido de feedback da comunidade?
04:19Que as pessoas estão se sentindo mais seguras.
04:23Mesmo com todo esse trabalho, a escalada da violência não parou.
04:27Vejam os números de homicídios, somente aqui na Grande Vitória.
04:30De janeiro a junho do ano passado, sem a Força Nacional, foram 286 pessoas assassinadas.
04:38De janeiro a junho deste ano, com a presença da Força, foram 353 pessoas.
04:4567 homicídios a mais.
04:47Sobre esses números, ouvimos um mestre em segurança pública.
04:51Outros fatores, eles podem estar contribuindo para esse aumento da criminalidade.
04:56Por exemplo, a soltura de alguns criminosos.
04:59Por exemplo, o desemprego que está muito alto e aí algumas pessoas podem estar migrando para a criminalidade.
05:07Isso faz com que aumente a chamada disputa entre traficantes e rivais.
05:12O tráfico de drogas, ele é responsável por 90% dos homicídios relacionados, geralmente, nos estados e nos municípios.
05:21Na hora de comparar os números do trabalho da Força Nacional com os registros de crimes, ele diz que o
05:27balanço é positivo.
05:29É claro que esse efetivo por si só, ele não vai acabar com a violência, ele não vai acabar com
05:35a criminalidade violenta.
05:37Outros programas também têm que ser desenvolvidos.
05:41A major reconhece que os números de homicídios não diminuíram, mas outras coisas precisam ser analisadas.
05:49A questão de números, é subjetivo analisar eles, né? Por quê?
05:55Porque a gente não consegue captar o que deixou-se de fazer com a proatividade do patrulhamento, né?
06:04Mas eu acho que é bem positivo, a comunidade está muito contente, a gente tem retornos muito positivos.
06:14A Força Nacional fica no estado pelo menos até dezembro.
06:18A comandante é só elogios ao povo capixá.
06:21Gratidão por nos receber, né?
06:24Tão bem aqui no estado.
06:26Nós estamos aqui com a missão de realmente trazer segurança e tranquilidade a esse povo tão bonito.
06:35É isso.
06:36Sô, Jumalo, muito obrigado.
06:38Eu que agradeço.
06:38Obrigado.
06:40Obrigado.
06:43Obrigado.
06:44Obrigado.
06:45Obrigado.