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  • há 7 minutos
Com a suspensão das cirurgias eletivas pelo SUS, milhares de capixabas esperam na fila para fazer cirurgia bariátrica pela rede pública

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Transcrição
00:00Estou recebendo aqui no estúdio agora o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica aqui do Estado,
00:05Dr. João Alipio Noé.
00:07Boa tarde, Dr. Alipio. Muito bem-vindo ao Fala Espírito Santo.
00:11Bem, existe aí uma fila grande de pessoas querendo fazer a cirurgia,
00:15mas a gente já tem aí quatro meses de procedimentos suspensos, né?
00:19É, a gente tem, assim, uma boa notícia que o Hospital das Clínicas,
00:23essa semana, realizou duas cirurgias bariátricas, já é do SUS.
00:26Existe uma fila de quase três, mais de três mil pacientes aguardando pela cirurgia.
00:33E com a pandemia, Juliana, a coisa aumentou.
00:37Todo mundo entendeu que a obesidade é uma doença crônica grave
00:41que leva o paciente diante de uma infecção do Covid-19, principalmente, à UTI.
00:4670% dos pacientes abaixo de 60 anos que tiveram internação na UTI,
00:52isso é um trabalho, foi publicado na França no mês de abril,
00:56e esses pacientes, 68% dos pacientes que estavam lá eram pacientes obesos.
01:01E esses pacientes são portadores de doenças como diabetes, hipertensão,
01:07não existe obeso saudável.
01:10Então, diante de uma infecção, ele está agravando essa condição dele,
01:16que já não é uma condição saudável.
01:18Pois é, e aí a gente tem um momento, ou seja, já tem muitas pessoas que estão na fila, né?
01:23E aí essa fila vai aumentando quando os procedimentos são suspensos.
01:27E a gente está vivendo um momento de muita angústia, por parte de toda a população,
01:32não só quem tem, quem está já com indicação para uma cirurgia bariátrica,
01:37todo mundo está muito angustiado, e a maioria das pessoas, eu tenho escutado falar que descontam, né?
01:44Aliviam essa tensão, essa angústia na comida.
01:48E aí uma pessoa que já tem problemas de peso, numa situação como essa, muito pior.
01:54É, agrava.
01:57Eu tenho recebido, isso que você acabou de falar, eu tenho recebido assim, todo dia, né?
02:03Um paciente me liga, doutor, o que eu vou fazer?
02:06Eu estou muito ansioso, eu ganhei mais tantos quilos.
02:10Então, a ansiedade, essa angústia de estar dentro de casa,
02:14e o pânico de pegar a doença, de ter a doença,
02:19isso tudo leva a um estado de estresse, e essa ansiedade é descontada toda na comida, né?
02:27Numa forma de compensar essa saciedade, né?
02:30Essa saciedade social, o paciente acaba descontando isso tudo na comida,
02:34e acaba ganhando peso, e acaba ficando entristecido,
02:38e acaba gerando de novo ansiedade, e acaba comendo mais.
02:42Então, isso é um ciclo que não tem fim.
02:44Agora, doutor, quem é indicado para fazer uma cirurgia bariátrica?
02:49Quem são essas pessoas que podem fazer?
02:52E aí a gente pode entrar aí pelo SUS, e uma indicação até em quem quiser fazer no particular.
02:56Não é qualquer um alto, um pouquinho acima do peso, vou fazer uma bariátrica.
02:59Não é assim, né?
03:00Existe uma norma, existe uma regra, existe um protocolo que se cumpre.
03:06Tudo é baseado em um índice, chamado índice de massa corpórea.
03:10As pessoas, às vezes, têm dificuldade em fazer esse cálculo,
03:13mas é simples.
03:14Você pega o peso do paciente, divide pela altura,
03:19e divide pela altura novamente, né?
03:21É o quadrado da altura.
03:23Então, vamos lá, é peso dividido pelo quadrado da altura.
03:25Aí você vai encontrar o índice de massa corpórea.
03:28Se esse índice for entre 35 e 40,
03:33e o paciente for portador de uma comorbidade,
03:37diabetes, hipertensão, apneia do sono, hernia de disco,
03:41uma artropatia de joelho,
03:44esse paciente tem uma indicação de fazer a cirurgia.
03:49Tá certo?
03:49Pela Agência Nacional de Saúde, pelos planos de saúde,
03:52e pelo Ministério da Saúde, pelo SUS.
03:55Pois é, e olha, a gente...
03:56Vamos lá.
03:57Se esse paciente tem um índice de massa maior que 40,
04:01ele não tem necessidade de ter comorbidade.
04:04Ele já tem comorbidade.
04:05A obesidade é dita mórbida.
04:08A palavra do latim já diz, é doente.
04:10O paciente tem uma obesidade, doentia.
04:13E hoje, Juliana, que é uma coisa muito recente,
04:16que está sendo praticada,
04:18já é uma autorização do Conselho Federal de Medicina.
04:23Alguns convênios já estão autorizando.
04:26O paciente que for portador de uma obesidade
04:30com índice de massa entre 30 e 35,
04:34uma obesidade de grau 1, uma obesidade leve,
04:36e portador de diabetes mérito do tipo 2,
04:40ele tem indicação de fazer uma cirurgia,
04:43que hoje é chamada de cirurgia metabólica.
04:46É uma cirurgia bariátrica modificada
04:49para tratar, com alvo no diabetes.
04:53Porque a causa é a obesidade desse paciente.
04:56Mesmo que num grau elevado, um grau leve,
04:59mas é essa a obesidade que está como pano de fundo do diabetes.
05:04E olha, deixa eu colocar aqui na nossa conversa
05:06um exemplo de uma pessoa que tem 33 anos.
05:11Ela está há 3 anos esperando por uma cirurgia.
05:14É pré-diabética, tem apneia do sono,
05:16problemas de pressão.
05:18Vou conversar agora pela internet com a Eusiane Gomes,
05:22que vai bater um papo aqui com a gente.
05:24Boa tarde, Eusiane.
05:25Obrigada por atender o Fala Espírito Santo, viu?
05:29Boa tarde.
05:30E aí, como é que estão esses dias?
05:32Você já está na fila para fazer a bariátrica?
05:35Sim, estou há 3 anos na fila do Hospital das Clínicas,
05:40aguardando.
05:42Muita angústia?
05:45Muita.
05:46Cada dia só aumenta.
05:48E olha, eu estava vendo aqui que você tem alguns problemas de saúde já, né?
05:53Sim.
05:55Já.
05:56Quais problemas você tem?
05:58O que incomoda mais?
06:00Quais as dificuldades?
06:01Bom, eu tenho uma apneia do sono, sou pré-diabética,
06:05tenho gordura no fígado, problemas de pressão,
06:09dores articulares, como dor no joelho, dor no tornozeiro,
06:14muita dificuldade para andar, muito cansaço o dia todo.
06:21E isso vai dificultando a sua vida, o seu dia a dia, né?
06:26Cada vez vai só piorando.
06:30E aí, com esse incômodo, você já fez as consultas,
06:34você já está cadastrada para fazer a cirurgia, é isso?
06:38Então, já passei pelo primeiro atendimento,
06:41que é com a enfermeira no Hospital das Clínicas.
06:44Já tinha alguns exames, já tinha feito 50 tipos de exame,
06:49e o que a enfermeira orientou é que eu aguardasse a qualquer momento
06:53uma ligação, mas desde então já se passaram 3 anos e nada.
06:58Pois é, no caso da Eusiane, doutor, qual a orientação?
07:02Porque existem muitas outras pessoas que também estão nessa espera, né?
07:06Qual a recomendação? O que deve ser feito?
07:08Como é que é o procedimento?
07:10É, assim, eu acho que ela tem que redobrar os cuidados
07:15diante da pandemia, vamos lá, né?
07:18E, ao mesmo tempo, ela tem que ficar atenta ao programa
07:23que se tem no Hospital das Clínicas.
07:25Esse programa, ele é um programa em que as pessoas têm que participar,
07:29elas têm que participar de reunião, né?
07:32E a hora que chegar a vez dela de fazer a cirurgia,
07:36ela vai estar bem preparada para poder estar fazendo a cirurgia.
07:39Ela não deve fazer uma exclusão social, Juliana.
07:43Tipo, não vou mais caminhar, não vou mais fazer um exercício respiratório.
07:47Eu sei que eles têm muita dificuldade para isso, por causa do excesso de peso.
07:52Mas, mesmo assim, o paciente preparado, melhor preparado,
07:56com as doenças controladas, tipo,
07:59ela é pré-diabética, ela é hipertensa,
08:01ela tem que manter o nível de pressão normal,
08:04ela tem que fazer esse acompanhamento.
08:05Para quando ela for operada, ela está sem risco nenhum de ter complicação
08:11ou de ter um prognóstico ruim, de ter uma boa cirurgia.
08:14E, Eusiane, como é que tem sido esse acompanhamento?
08:17Ele tem acontecido? Você tem feito?
08:19Não.
08:20Sim, é...
08:22Bom, acompanhamento com o hospital das clínicas, ainda nenhum.
08:26Está suspenso.
08:29E está suspenso, né, doutor?
08:31O ambulatório, inclusive, de obesidade está suspenso, né?
08:34Não só no hospital das clínicas, como em toda a rede do SUS.
08:38Não só para a obesidade, como para todas as outras doenças, Juliana.
08:41Isso virou um problema social sério.
08:45Os pacientes com câncer, os pacientes que têm que fazer diálise,
08:50os pacientes que estão tratando de leucemia,
08:52os pacientes que têm AIDS, o ambulatório de AIDS está fechado.
08:57Então, quer dizer, isso é um problema social sério.
08:59Tudo devido ao quê?
09:01A reserva de leito, a reserva de um espaço para poder atender o Covid-19,
09:07que foi um impacto muito grande na nossa sociedade.
09:11Pois é, a gente teve aí uma luz chegando,
09:15que isso vai ser retomado, esses atendimentos, a expectativa em agosto.
09:20Olha, Ziane, queria agradecer você ter conversado um pouquinho com a gente.
09:24A expectativa continua.
09:26Vou torcer para que você consiga essa cirurgia
09:28e não deixa de fazer o acompanhamento assim que começar, viu?
09:34Uma boa tarde para você.
09:36Obrigada.
09:36Boa tarde.
09:38E olha, gente, pelo SUS, a previsão é que as cirurgias só voltem a acontecer mesmo,
09:43sejam retomadas de vez em agosto.
09:47A pandemia do novo coronavírus tornou essa espera ainda mais dramática.
09:51As cirurgias eletivas, que não são consideradas de urgência, foram suspensas.
09:56Entre elas, a bariátrica, que pelo SUS, Sistema Único de Saúde,
10:01acontecia no Hospital das Clínicas em Vitória, no Evangelico em Vila Velha
10:06e também no Hospital Evangelico de Cachoeiro de Itapimirim, no sul do Estado.
10:10Desde março, nenhum paciente foi operado nesses lugares.
10:13A Secretaria Estadual de Saúde informou que 90 cirurgias foram feitas antes do coronavírus,
10:20de janeiro a março deste ano, mas não revela qual o tamanho da fila para operar hoje.
10:25Os especialistas falam em milhares de pessoas aguardando.
10:29A cirurgia bariátrica tem uma demanda muito grande, as filas já estavam grandes antes da pandemia, né?
10:38E com a paralisação da realização das cirurgias, né?
10:42Então essa fila aumentou mais, os pacientes ganharam mais peso e ficaram com maiores comorbidades.
10:52Nos hospitais particulares, a cirurgia bariátrica já voltou a ser realizada em um número pequeno e com restrições.
11:00Pelo SUS, a previsão é de que essas cirurgias só voltem a acontecer em agosto.
11:05E atenção, gente, bariátrica não é questão de estética.
11:08A decisão de operar deve ser tomada usando como base os problemas de saúde e o IMC, índice de massa
11:16corporal, ou seja, o peso dividido pela altura ao quadrado.
11:20A gente continua utilizando as mesmas indicações que a gente já usava antes, né?
11:26Os pacientes com índice de massa corpórea acima de 40, né?
11:30E os pacientes que têm índice de massa corpórea entre 35 e 40, mais as comorbidades, tipo hipertensão, diabetes, excesso
11:41de colesterol, problemas articulares, dentre outros, né?
11:47Dona Maria preenche todos os requisitos, só não consegue operar.
11:52Não consigo operar, fazer a cirurgia bariátrica, não consigo mais andar.
11:57A minha perna já está atrofiada, porque eu tenho artrose nas duas pernas.
12:04E olha, tá aí, olha, mais um exemplo de pessoas que precisam fazer a cirurgia e acabam não conseguindo, né,
12:11doutor?
12:11Mas aí, o senhor falou que agora, essa semana, já duas cirurgias foram realizadas.
12:15No hospital das clínicas, né?
12:17Estive conversando com o coordenador do serviço de cirurgia hoje e ele me falou que duas cirurgias já foram realizadas.
12:25Essas cirurgias estão sendo feitas, assim, como um projeto piloto de retorno das cirurgias eletivas.
12:32Por quê, Juliana?
12:33Você precisa de ter um inventário social do paciente, ele tem que ter, né?
12:37Isso é bom para os pacientes que estão na fila, ouvir o que eu vou estar falando, né?
12:42Eles têm que ter oito dias de um isolamento social junto com o acompanhante.
12:47Ele vai chegar no hospital, vai ter uma internação num setor que não existe setor free, setor que não tenha
12:56COVID.
12:57Não é isso.
12:58Mas um setor onde você vai fazer uma separação de pacientes que não tem e pacientes que não estão positivados.
13:06Então, o hospital das clínicas já está fazendo isso, já tem um setor para isso e essas cirurgias acontecem num
13:13centro cirúrgico onde não se tem o vírus, onde não se tem paciente contaminado.
13:19Esses pacientes têm alta do hospital e ficam 15 dias em casa em isolamento, tanto ele quanto o acompanhante.
13:27Isso é muito importante.
13:28Uma outra coisa é todo mundo entender que a pandemia não acabou.
13:31Eu vi você falando de índices ali, a gente ainda tem 70% de ocupação de leito de UTI.
13:38Então, essas cirurgias estão sendo retomadas de uma forma muito gradual e com muita segurança para o paciente.
13:46Não existe, Juliana, nenhum trabalho que diz, científico, que fala que o paciente no pós-operatório, se ele adquirir o
13:57vírus, se ele adquirir o COVID-19,
13:59ele vai ter uma evolução pior ou ele vai ter uma doença pior.
14:03Não existe nenhum trabalho nesse sentido.
14:06A gente fez um trabalho lá no Instituto, são 108 pacientes que eu investiguei, eu operei eles de dezembro, de
14:14novembro a março,
14:16de novembro de 2019 a março, foram 108 pacientes operados.
14:20Nenhum desses pacientes tiveram evolução ruim por adquirir COVID-19.
14:26Um dos pacientes teve a doença, mas não teve uma evolução ruim.
14:31Então, a gente está sim, também monitorando esses pacientes, porque o pós-operatório, existe uma história de que o paciente
14:38se adquirir a doença,
14:39ele pode ter um problema mais sério.
14:41Não existe nada cientificamente comprovado que isso possa acontecer.
14:45Doutor, olha, estou vendo aqui, estão chegando vários comentários na nossa transmissão de pessoas querendo fazer o procedimento,
14:54fazer a cirurgia bariátrica.
14:56Ele dineia aqui, Antônio Pereira.
14:58Juliana, me ajuda, eu preciso de alguém aqui em Colatina que possa me ajudar, me orientar.
15:03Olha o meu caso com carinho, por favor.
15:05O senhor está falando aqui que tem 153, eu acredito que sejam 153 quilos.
15:12E um 5,2 de altura, não consigo, eu tenho pressão alta.
15:17Com orientação para ele, Dinei, que mora em Colatina, no oeste do estado?
15:22Então, eu acho assim, em Colatina tem serviços de cirurgia bariátrica, tem cirurgiões que operam pela Unimed,
15:28de que operam, agora não tem serviço pelo SUS.
15:32Público lá não tem?
15:33Pelo SUS só não, SUS só Cachoeiro do Itapimirim, o Evangélico, o Evangélico de Vila Velha e o Hospital das
15:38Clínicas.
15:39Então, se ele for, se ele não tiver convênio, ele então, ele procura um desses três serviços e vai ter
15:45que entrar...
15:45Acho que o mais próximo para ele, né, estando no noroeste do estado é vir para a região metropolitana, né?
15:50Metropolitana, Vitória.
15:52O Evangélico, o Hospital das Clínicas, o Evangélico de Vila Velha, o Hospital das Clínicas.
15:56E aí, esse procedimento, doutor, é chegar lá no hospital e falar, olha...
16:00Não, ele vai chegar e vai procurar o programa de obesidade.
16:03Sim.
16:04E esse programa, ele é constituído de uma equipe interdisciplinar.
16:07Você tem psicólogo, você tem nutricionista, você tem assistente social.
16:10Então, você vai então estar fazendo uma primeira avaliação.
16:14No caso dele, Juliana, é muito interessante porque se ele tem 150 quilos com 1,52m, ele deve ter um
16:24índice de massa acima de 60.
16:26Né, assim, estou falando por alto, mas ele deve ter um índice de massa muito elevado.
16:30Ele tem uma obesidade, uma super obesidade.
16:32Esse rapaz tem uma indicação formal de se fazer cirurgia bariátrica.
16:36Qual é a chance dele de procurar um serviço e fazer um tratamento clínico?
16:42Nenhuma.
16:43Ele tem 2% de chance de perder peso com o tratamento clínico.
16:47Quando o índice de massa é maior que 40, você só tem 2% de chance de perder peso com
16:54o tratamento clínico.
16:55E isso, às vezes, a gente vê o paciente, vai no consultório e fala assim,
16:58doutor, eu já fiz de tudo, eu já fiz terapia, eu já fiz programa de educação alimentar, dieta, exercício físico.
17:04Existem vários trabalhos na literatura médica mostrando que a perda de peso desses pacientes é muito pequena.
17:11Quando ele tem um índice de massa maior que 40, não passa de 2% dos pacientes que conseguem perder
17:17peso e manter a perda de peso.
17:20Então, foi baseado nessa literatura médica que se criou a cirurgia bariátrica, né?
17:26Que é um tratamento mais de impacto, mas que, na verdade, você tem um resultado.
17:30E o obeso hoje, ele não é mais considerado um paciente que não tem capricho, que come demais.
17:40Não é isso. A obesidade é uma doença.
17:42Ela tem um fundo genético, ela tem um fundo comportamental, ela tem um fundo endocrinológico, ela tem um fundo hormonal.
17:50Então, olha só, a gente hoje, Juliana, estuda a obesidade e cada dia você descobre uma coisa nova, uma coisa
17:57que não se sabia, que não se conhecia.
17:59Então, a gente está vendo a obesidade hoje, durante o Covid-19, imagina, como uma doença inflamatória grave, mas muito
18:10grave.
18:11Então, não dá para tratar a obesidade mais com pouca coisa ou com pouco remédio, entende?
18:18Então, a gente é preciso de buscar ajuda e vamos reforçar que a rede particular tem nos planos de saúde,
18:23que você pode ter acesso.
18:24No SUS, tem o Hospital em Cachoeiro, de Itapemirim, né, doutor?
18:28O Evangelico de Cachoeiro, o Evangelico de Vila Velha e o Hospital das Clínicas, onde são feitas 60, os três
18:36hospitais, cada um faz 20 cirurgias por mês.
18:40Isso antes da pandemia.
18:41Essa é a estatística que eu tenho pelos chefes de serviço.
18:45A gente espera que isso volte agora, né?
18:47Então, imagina, são 60 cirurgias por mês que são realizadas no Estado, né?
18:52Para uma fila de 3 mil, isso vai demorar um pouco.
18:56Mas, assim, eu acho que a Secretaria de Saúde também, um apelo da gente, da sociedade,
19:01podia criar novos serviços de cirurgia bariátrica.
19:05São Mateus tem uma turma boa que opera, Colatina tem uma turma boa que opera.
19:10Então, por que não credenciar mais alguns serviços de cirurgia bariátrica pelo SUS?
19:15Está aí uma cobrança que a gente tem que fazer, né?
19:17Uma solicitação.
19:18É uma solicitação da sociedade capixaba de cirurgia bariátrica, entende?
19:22E a gente segue fazendo a solicitação também.
19:25Vamos entrar em contato com a Secretaria de Saúde.
19:27Amanhã dou mais notícias para vocês, tá?
19:29De casa.
19:30Doutor Alip, muito obrigada pela sua presença aqui, pela orientação.
19:33Uma ótima tarde para o senhor.
19:34Obrigado você também.

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