00:00Essa possibilidade foi levantada principalmente por causa dos bilhetes,
00:03que as reivindicações batem exatamente nessas mudanças nas visitas, também na alimentação.
00:11Segundo os presos, tem sido fornecido uma armita estragada.
00:15Essa reivindicação, inclusive, desde o ano passado, a gente acompanhou incêndios a coletivos também por esse motivo.
00:20No ano passado, inclusive, a fornecedora de alimentos foi incendiada
00:24e a reclamação dos presos era sobre esse fornecimento, esse mal fornecimento.
00:29Este ano, neste mês, na verdade, só em julho, foram quatro ônibus incendiados,
00:34dois em Cariacica, um em Viana e esse mais recente no município de Serra.
00:37A gente vai conversar agora com o secretário de Segurança Pública, Alexandre Ramalho,
00:41para descobrirmos e sabermos, atualizarmos sobre essa situação,
00:45se a secretaria já começou essa investigação e o que ela aponta.
00:49Bom dia, secretário, fica à vontade.
00:50Bom dia a você e a todos que estão nos assistindo.
00:53Fala para a gente, como é que tem sido essa investigação?
00:55A secretaria já conseguiu, ali, fechar, montar esse quebra-cabeça?
01:00Segurança Pública atuou desde o segundo ataque, efetivamente, em Viana,
01:05prendendo em flagrante delito o indivíduo, em posse de uma arma de fogo, uma pistola 9mm.
01:12A partir dali, a Polícia Civil tem trabalhado nas investigações.
01:15Estamos com essas investigações em curso, cabendo agora num trabalho muito forte.
01:20E aí é o recado que vai, é um trabalho muito forte das inteligências das polícias
01:26com a inteligência da Secretaria de Justiça.
01:28Uma vez que o bilhete ou os bilhetes deixados apontam para essa questão dos presídios,
01:34trabalharemos forte com as inteligências e com a investigação do DEIC.
01:38Paralelo a isso, a Polícia Militar intensificará as suas operações de abordagens a coletivos.
01:44Sabemos que essas ações são ações covardes, realizadas em locais de pouca circulação de pessoas
01:53e, obviamente, no momento em que não existe o patrulhamento.
01:56Não é uma situação fácil de prender em flagrante delito, portanto, coibir isso requer
02:02um trabalho pesado, como eu falei, de investigação e das inteligências.
02:06Como é que vai ser feito esse reforço no policiamento, nas ruas,
02:10para garantir a segurança da população e do trabalhador do sistema de transporte?
02:13Olha, a segurança pública trabalha diante de ações que, de um dia para o outro,
02:18acontecem como essa, em uma série de ataques que você bem relacionou,
02:23remodelando todo o seu planejamento.
02:25Vocês têm acompanhado as diversas operações que as polícias têm feito,
02:29principalmente no combate ao tráfico de entorpecentes e prisão de homicidas.
02:34Continuaremos com essas operações, são quase 15 mil operações realizadas pelas nossas polícias mensal.
02:41continuaremos com as operações e, agora, numa vertente de tentar aproximar mais,
02:46para dar segurança ao cidadão, ao usuário e aos profissionais de transporte público,
02:50essa questão das abordagens ao coletivo, cerco tático, viaturas posicionadas em bairros
02:56e na tentativa de inibir essa questão, que, como eu falei, não é fácil.
03:00O trabalho que tem que ser realizado efetivamente é de investigação e apurar efetivamente
03:05de onde estão saindo essas questões, para que essas pessoas respondam na justiça por isso.
03:11Oi, Eduardo Santos. Tem uma pergunta sobre este assunto?
03:14Pode ficar à vontade, Eduardo. O secretário não está te ouvindo, mas eu consigo repassar.
03:18Bom, eu queria saber do secretário Alexandre Ramalho o seguinte,
03:21identificando quem está por trás da ordem de colocar fogo em ônibus,
03:25a Secretaria de Segurança Pública vai pedir ao Ministério da Justiça
03:29vaga em presídios federais para transferir essas pessoas para fora do Estado?
03:37Até agora, secretário, a gente tem uma pessoa presa, suspeita, de participar nessa ação.
03:43Assim que outras pessoas forem identificadas, ou até mesmo este rapaz que foi detido,
03:48vai continuar aqui ou tem a possibilidade de solicitar vaga em presídios federais, fora do Estado?
03:55Não, esse trabalho de vaga federal, isso é uma questão que tem que ser tratada
04:00na nossa equipe de governo, a SESP não tem a competência agora para definir isso,
04:06isso tem que ser tratado numa instância maior, que requer a avaliação de todas as possibilidades.
04:12O que nós temos agora a competência enquanto segurança pública é investigar pesado
04:17quem está cometendo isso. E aí a gente pede o apoio da audiência de vocês,
04:21181 nesse momento é fundamental, essas pessoas circulam nas comunidades,
04:26as informações chegam para as comunidades, então por mais irrelevante que possa parecer
04:31para o cidadão uma informação para a gente, tem uma preciosidade muito grande.
04:36Temos que trabalhar pesado, não vamos admitir esse tipo de situação,
04:40nós não podemos permitir que o cidadão de bem seja prejudicado nesse momento.
04:45Então investigação, inteligência é a linha no momento para coibirmos isso.
04:49Última perguntinha, só para a gente terminar, já se sabe se esses ataques,
04:54essas ordens são de presídios aqui do Estado ou de outros Estados?
04:57Não, como eu falei, os bilhetes têm sido deixados dentro dos coletivos,
05:01nós ainda estamos numa fase de investigação, você bem mencionou,
05:04isso tem ocorrido no período de 15 dias para cá, estamos buscando cada vez mais
05:09fomentar e robustecer esse inquérito para que nós tenhamos todas essas respostas,
05:15bem como a prisão dessas pessoas.
05:17Ok, secretário, muito obrigada por conversar com a gente.
05:20Eduardo, só uma última questão sobre as visitas.
05:24Desde o 1º de abril, a Seju suspendeu por conta da pandemia essa visita presencial.
05:29Antigamente, os presos do regime fechado, que já foram condenados,
05:32recebiam visitas a cada 15 dias de parentes próximos, mãe, pai, filho, agora isso mudou.
05:38Aqueles presos que estavam, que estão aguardando julgamento no regime,
05:42no centro de triagem, por exemplo, eles recebiam visitas no parlatório,
05:45que é uma cabine de vidro. Isso tudo mudou e agora esse contato é feito apenas por telefone.
05:51Hoje, dia 31 de julho, é o último dia, segundo a Sejus, dessa mudança.
05:57Pode ser que amanhã ou no começo da semana que vem, a Sejus divulgue se as visitas retornarão ou não.
06:03Mas hoje, dia 31, é o último dia e válido para essa alteração que começou,
06:08teve início no dia 1º de abril.
06:10E aí