00:00No auge dos 70 anos, depois de passar por problemas no fígado e de vencer um aneurisma,
00:07o seu Manuel descobriu uma nova doença, insuficiência cardíaca.
00:11Uma dor muito forte no peito e como ela era muito grande, eu resolvi procurar recurso.
00:21Porque se fosse uma dorzinha pequena, a gente administrava, né?
00:26Tomava um remédio e tal, mas foi muito forte.
00:29Os sintomas foram percebidos em meados de maio, quando o número de contaminados e mortos pelo novo coronavírus só crescia.
00:37Uma doença nova e que assustou o mundo inteiro.
00:40A maioria preferiu evitar ir ao hospital, mas esse não foi o caso do seu Manuel e que bom.
00:46Simplesmente, eu tive a necessidade e vim atrás.
00:51Durante a pandemia, o número de pacientes à procura de um diagnóstico caiu drasticamente nas unidades hospitalares.
00:59Falando em dados, os médicos cogitam em uma redução de mais de 90% nos primeiros meses da quarentena.
01:06Quem faz tratamento de câncer, como químio e radioterapias, também deixou de comparecer.
01:12Esses pacientes deixaram de ir às unidades de saúde, de vir ao hospital, procurar avaliação médica, por medo de aquisição
01:23da Covid-19.
01:25A infectologista já tem registro de paciente que estava doente e com o quadro se agravando em casa.
01:32E quando procurou a unidade, estava com câncer avançado.
01:36Às vezes, jovens que aparecem com alguma tumoração, alguma coisa e que ficam em casa por medo de procurar uma
01:46avaliação médica, uma unidade hospitalar.
01:48O tratamento de muitas doenças só é eficaz se o atendimento for precoce.
01:54Pensando nisso, o Conselho Regional de Medicina lançou a campanha Não Existe Só Covid.
01:59Devem ir ao médico as pessoas saudáveis que acrescentarem qualquer alteração perceptível da sua saúde, como por exemplo, noro, sangramento,
02:07dificuldade para urinar, crescimento de pintas ou iniciar um pré-natal.
02:12Mas quando a gente fala de grupo de risco, o medo aumenta.
02:16Para essas pessoas, a comunidade médica garante que há segurança para atendê-las.
02:22É, em que nós vimos praias cheias, parques cheios, supermercados cheios, com aglomeração.
02:31Esse risco, eu não tenho dúvida que é muito maior do que o risco hoje de vir uma unidade de
02:37saúde.
02:38Uma estrutura muito mais robusta, que vai dar mais segurança para esse retorno.
02:43É lógico que a gente entende que esse retorno é gradativo, daqueles procedimentos que não eram de urgência, isso volta
02:49de maneira natural.
02:50Mas quando a gente pensa em pacientes oncológicos, realmente isso é um tratamento que deve ter uma continuidade.
02:57Pensando no paciente e na segurança dele, o protocolo é rigoroso.
03:01Esse hospital da rede privada, localizado em Laranjeiras, na Serra, expandiu.
03:06Nós pensamos muito na necessidade do paciente, colocando ele no centro do nosso cuidado.
03:13E a gente olhando essa jornada do paciente aqui dentro, isso refletiu em vários investimentos.
03:19Então, desde o pronto-socorro, a parte de emergência, a recepções eletivas.
03:25Esse quarto que a gente está mostrando aqui agora, todo equipado, muito bem equipado, ele é novo.
03:31Tanto ele quanto a sala todinha que a gente está aqui.
03:34Até há pouquíssimo tempo, essa área não existia.
03:38Teve que existir por conta da necessidade que lançou aí com a pandemia.
03:43Mas tem um lado bom disso também.
03:45A partir de agora, as pessoas, nesse momento, vão começar a procurar mais os hospitais.
03:51Quando elas se sentirem mal, vão vir a uma unidade médica para saber o que elas têm de doença.
03:56E com isso, o hospital tem estrutura para receber os possíveis maiores números de diagnósticos, principalmente de doenças crônicas.
04:04E mesmo enfrentando tantos obstáculos em plena quarentena, o seu Manuel não se arrepende de ter procurado logo um hospital,
04:13para agora poder sonhar com a volta para casa.
04:17E aí, o senhor está querendo ir para casa com certeza, né?
04:19Com certeza.
04:21Muita certeza mesmo.
04:23E saudade de casa.
04:24E aí, o senhor está querendo ir para casa com certeza, né?