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  • há 3 semanas
A capital Vitória enfrenta números altos de infectados pelo novo coronavírus. São mais de 27 mil casos confirmados e mais de 500 mortes desde o início da pandemia.

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Transcrição
00:00Rosângela e Igor, mãe e filho. Eles moram no bairro Jardim Camburi, em Vitória, e no mês passado foi a
00:07vez deles enfrentarem o vírus da Covid-19.
00:10O primeiro a ser contaminado foi Igor. O empresário ainda se lembra dos momentos difíceis durante os dias de isolamento.
00:19A pior fase mesmo desses 14 dias foi que no começo eu ficava muito preocupado se eu tinha passado por
00:24meus pais e por meus irmãos.
00:26Depois do décimo dia eu fiquei já estressado por conta de ficar no quarto por tanto tempo.
00:32Apesar de eu saber que é importante, a gente não tem como controlar essas emoções.
00:37Apesar de todos os cuidados para não contaminar os demais membros da família, Rosângela não conseguiu escapar.
00:45Quando ele estava em quarentena, eu entrei no quarto dele por dois minutos, eu acho que nem isso, e saí.
00:55Depois de uns cinco dias, eu senti sintomas, senti coriza, senti enjoo, coisas que eu não tenho, nunca tive.
01:06Recuperados e de volta à rotina, Rosângela e Igor percebem que nas ruas nem todo mundo respeita os protocolos de
01:14segurança contra a doença.
01:15Em bares, durante o dia, eu vejo muita gente.
01:19A academia também, assim, tem umas pessoas que têm conscientização, mas tem muitas que não têm.
01:25Então, assim, as pessoas têm que ter consciência que essa doença mata.
01:29E essa preocupação da Rosângela pode ser ilustrada pelo número de casos de coronavírus na capital.
01:36Vitória já tem mais de 27 mil pessoas confirmadas com a doença.
01:41E mais de 500 já morreram por causa do vírus.
01:45No ranking dos bairros mais afetados, está Jardim Camburi, com mais de 4 mil casos confirmados e 50 mortes.
01:53Em segundo lugar, vem Jardim da Penha, com mais de 2.300 casos e 34 mortes.
02:00Em seguida, a Praia do Canto, com mais de 1.800 casos.
02:0438 pessoas morreram.
02:06Para esta médica epidemiologista, números representados pelo relaxamento da população, quanto às medidas de prevenção contra a doença.
02:15A gente começou a observar um aumento dessa circulação de pessoas.
02:20O que faz com que o vírus circule.
02:23O vírus está onde tem muitas pessoas.
02:26Quando a gente aumenta essa interação, a interação é o número de pessoas que você encontra durante o seu dia.
02:32Então, em setembro, a gente começou a ver essa movimentação.
02:36Em outubro, novas escolas se abriram.
02:39Então, tudo isso teve impacto.
02:43Ela alerta que mesmo com a previsão de chegada da vacina no Brasil nos próximos meses,
02:48a medicação não será acessível de maneira imediata a todos.
02:52E por isso, a prevenção ainda continuará sendo o único remédio.
02:57Não vai ter vacina para todo mundo.
03:00As empresas não vão conseguir produzir as vacinas na mesma velocidade com que o mundo inteiro quer as vacinas.
03:10Então, a gente vai começar a vacinar os grupos prioritários.
03:14E aqueles que não forem vacinados, e mesmo aqueles que forem vacinados, vai ter uma segunda dose.
03:19Todas as vacinas até agora têm duas doses.
03:22Então, a gente espera a eficácia depois da segunda dose.
03:26Então, a pessoa ainda vai ter que ficar se protegendo, usando máscara, fazendo distanciamento.
03:32Será preciso viver um Natal e uma comemoração de chegada de ano novo diferente.
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