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O fim da missão da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, nesta quarta-feira (30/09), marca uma nova fase para o Iraque, que passa a assumir integralmente a responsabilidade pela segurança do país após a derrota territorial do Estado Islâmico. A retirada, no entanto, ocorre em meio à disputa sobre o desarmamento de milícias pró-Irã e a ameaças contra o governo de Ali al-Zaidi.

Um prazo até 30 de setembro para o desarmamento foi estabelecido, mas depois suspenso, dando espaço para negociações políticas sobre a "regulamentação" das armas, uma questão que levará tempo para ser resolvida. Vários grupos rejeitam depositar armas e estabeleceram como condição não apenas a retirada das tropas estrangeiras, mas também o fim da interferência política e econômica dos Estados Unidos.

O país celebra a soberania no território após mais de 20 anos de conflito, para o governo iraquiano, a saída da coalizão significa que as milícias pró-Irã não têm mais desculpas para manter seus arsenais.

Imagens: AFP

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#Israel #Iraque #EUA

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Transcrição
00:00Após mais de uma década, a Coalizão Internacional Antisirradista, liderada pelos Estados Unidos,
00:05concluiu sua missão no Iraque, onde ajudou a liberar o país do grupo Estado Islâmico
00:09ao mesmo tempo em que provocou constantes atritos.
00:12O primeiro-ministro iraquiano, Ali Al-Zaid, celebrou nesta quarta-feira o fim da missão
00:17e falou de uma nova etapa, definida pela soberania do Iraque, pela força de suas instituições,
00:23pela preparação de suas forças, pela unidade na tomada de decisões e por alianças equilibradas com seus amigos.
00:28O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou em um comunicado o fim oficial da operação no Iraque,
00:34lançado no país e na Síria em 2014, para combater o Estado Islâmico,
00:38que na época tomou o controle de grandes faixas de território nos dois países,
00:43cometeu vários massacres, dizimou a minoria Yazid e escravizou mulheres e crianças.
00:48Com a ajuda indispensável dos combatentes curdos e de milícias iraquianas alinhadas ao Irã,
00:53o movimento foi derrotado em 2017 no Iraque e em 2019 na Síria.
00:58As forças de coalizão, no entanto, permaneceram na região para enfrentar seus remanescentes.
01:04Bagdá e Washington concordaram em 2024 em acabar com a missão.
01:08Os soldados iniciaram uma retirada gradual das bases no Iraque,
01:11limitando-se no final à região autônoma do Kurdistão.
01:15Para o governo iraquiano, a saída da coalizão significa que as milícias pró-Irã
01:19não têm mais desculpas para manter seus arsenais.
01:22Um prazo até 30 de setembro para o desarmamento foi estabelecido, mas depois suspenso,
01:27dando espaço para negociar suas políticas sobre a regulamentação das armas,
01:31uma questão que levará tempo para ser resolvida.
01:34Vários grupos rejeitam depositar armas e estabeleceram como condição não apenas a retirada das tropas estrangeiras,
01:40mas também o fim da interferência política e econômica dos Estados Unidos.
01:45Al-Zaid, que chegou ao poder neste ano com apoio americano,
01:48declarou o 1º de outubro, o primeiro dia após a retirada da coalizão, como o dia da soberania.
01:54Na segunda-feira, os líderes dos poderes legislativos e executivos e judiciários
01:57elogiaram o momento como um marco que consolida a presença do Estado e de suas instituições.
02:03No mesmo dia, o Qataybe Hezbollah ameaçou o governo de Zaid.
02:07Em um comunicado, o grupo disse que um governo que não trabalha pelo bem de seu povo
02:11será deposto por todos os meios possíveis.
02:14Legenda Adriana Zanotto

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