- há 3 semanas
Dona Geralda é uma avó super elétrica.
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00:00E agora, bora mudar de assunto, gente? Junta todo mundo aí na sala que a partir de agora, olha só,
00:05a gente vai falar dessa relação maravilhosa entre avós e netos, porque hoje é o dia dos avós e fala
00:13a verdade, a infância da gente é cheia de boas memórias, muito amor graças a quem? A eles, sorte aí
00:20de quem tem o vovô ou a vovó bem pertinho, não é verdade?
00:24Então, bora falar sobre essa relação linda entre avós e netos e como que esse amor ajuda até mesmo na
00:31saúde dos vovós aqui no estúdio. Olha só, a gente recebe a doutora, a geriatra Valesca Binda e também dona
00:38Geralda Barbosa.
00:40Que prazer recebê-la aqui no programa, gente. Ela assume que é uma vovózona super elétrica, tem cinco netos, cheia
00:49de energia e vai contar agora pra gente como que é a sua relação com essa turma toda em casa,
00:55hein?
00:55Dona Geralda, obrigada pela presença de vocês. Boa tarde.
00:58Boa tarde. Boa tarde. Em primeiro lugar, eu agradeço vocês me darem essa oportunidade, mas a minha relação com meus
01:06netos, eu acho que é igual a de todo avô com todo neto, todo avô e toda avó, porque é
01:13uma coisa muito gostosa que a gente vive no dia a dia, porque quando a gente está com os filhos,
01:20a gente não tem muito tempo, porque a gente tem aquela responsabilidade de criar, de educar.
01:25Agora, não é a minha função mais educar.
01:29É só adoçar.
01:31Isso, isso. Então é só curtir e dar risada com tudo que eles fazem de engraçado.
01:37É melhor ser mãe ou ser avó?
01:39Melhor as duas coisas, que eu não seria avó se eu não fosse mãe, né? Mas avó é muito gostoso.
01:45Aproveita mais?
01:46Aproveita muito mais, muito mais. Tudo que eu não pude fazer com os meus filhos, hoje eu posso fazer pelos
01:52meus netos, entendeu?
01:53Doutora, a gente já vê logo um sorriso, um olhar cheio de brilho, né? Assim como a dona Geralda está
01:59falando, muitas outras vovós estão acompanhando a gente em casa, também pelo Facebook, com o mesmo sorriso.
02:05Qual a importância dos netos nessa relação que a gente vê que é, vamos dizer a verdade, que é uma
02:11relação super doce mesmo, né? Literalmente. Qual a importância?
02:15Exatamente. Muitos idosos que vivem sozinhos podem ter a devida solidão, a depressão e podem até evoluir com perda de
02:24memória no futuro.
02:26Então essa mistura de gerações, o convívio dos avós com os netos é importantíssimo, tanto para a saúde, para a
02:35parte psicológica dos nossos idosos,
02:37mas para esse envelhecimento bem sucedido também, para a prevenção das doenças.
02:42Então ajuda na prevenção de doenças, é isso?
02:44Com certeza. Aquele netinho que vem perto do avô ou da avó para brincar de um baralho, um quebra-cabeça,
02:52um dominó,
02:53ou fazer perguntas de como era a sua infância, ou pedir para o avô contar uma história, ou contar algum
03:00fato,
03:00até mesmo para aqueles idosos que ainda levam ou buscam os seus netos da escola, que se sentem ainda muito
03:08útil no convívio social, no dia a dia.
03:12Isso faz muita diferença.
03:13Agora, a gente percebe que o conceito, aquela imagem que a gente tem do avô e da avó, com o
03:19tempo ele foi mudando.
03:20Não fica apenas restrito àquela cadeira de balanço, com tricô, com agulha, ou então na cozinha.
03:27Não se resume mais a isso, né?
03:28A gente vê aí que tem vovós super modernas, elas estão super atualizadas, né?
03:33Exatamente.
03:34Não quer dizer que você é idoso, que você tem que ficar numa cadeira de balanço ou restrito a um
03:40leito, né?
03:41Acamado.
03:41Mas nós temos os idosos robustos, como a gente está vendo, dona Geralda, aqui, que podem chegar até uma idade
03:48mais avançada,
03:49sem nenhum problema de saúde, sem nenhuma dependência, né?
03:53Mantendo as suas articulações em dia, sem ter tido uma fratura, com a sua pressão diabetes controlada e com a
04:00mente saudável.
04:01Gente, então exatamente isso.
04:03É por esse motivo que a gente convidou a dona Geralda para mostrar para vocês de casa, levar esse ânimo,
04:09essa alegria,
04:09como um exemplo de uma vovó super ativa.
04:13Olha essas imagens, olha isso, doutora Valesca.
04:16A dona Geralda, gente, se você pensa assim, ah, mas ela fez isso a vida toda.
04:20Não, não, né, dona Geralda?
04:21Não, não.
04:21Eu comecei aos 62 anos.
04:24Com 62 anos, você orientou para a academia.
04:26Depois que já estava com filhos criados, já com os netos a caminho, os netos já existiam, já os netos,
04:33eu me senti assim, meio fláfida, meio devagar, estava me sentindo assim, não é que eu tenha medo da velhice,
04:44mas eu tenho medo de ficar assim, parada, na dependência de alguém para te conduzir, entendeu?
04:52E eu não queria, não quero isso para mim.
04:54Então, eu busquei, assim, uma forma de manter a minha musculatura mais rígida e, assim, as minhas articulações também,
05:05também em dia, porque eu vi que eu preciso abaixar, levantar por mim mesma, sem precisar de ficar escorando em
05:13alguém, entendeu?
05:14E a senhora tomou gosto pela atividade física?
05:17Daí eu vi que era tudo que eu queria, que eu devia ter feito a vida toda.
05:21Olha só essa imagem que acabou de passar ali.
05:23Eu queria ter feito isso a vida inteira.
05:26Gente, a dona Geralda, agora na pandemia, você teve que se virar nos 30.
05:29Tive, tive.
05:30E aí, até os netos entraram no treino também, na brincadeira do treino?
05:34Nas brincadeiras, eles ficam lá, juntos, lá, fazendo bagunça.
05:39A pequenininha, de três aninhos, quer disputar a barra comigo.
05:43A gente mostrou ali uma imagem da senhora com a netinha, no carrinho de mão, né?
05:48É, junta todo mundo no carrinho de mão, sai correndo, quer fazer exercício.
05:54Olha aí, que bacana.
05:54Enquanto isso, eles vão dando risada.
05:56O que é brincadeira para os netos, se torna também uma atividade ainda mais prazerosa para os avós, com certeza.
06:02O Roberto, eu costumo dizer que a gente criar neto, eu sempre falei isso, desde que eu tive a minha
06:08primeira netinha, eu falei, é passar a vida da gente a limpo.
06:12Olha, gente.
06:12É, porque aquilo que você não acertou, ou que você acha que não fez bem feito, enquanto está criando filho,
06:19você tem a oportunidade de consertar com os netos.
06:22Olha aí, que lindo.
06:23Então, é passar a limpo, não é?
06:24Olha, muito bacana essa lição.
06:26Nunca mais vou esquecer dessa frase que você não falou, vou carregar pra mim.
06:29Pode, fica à vontade, pode passar adiante.
06:32Tá certo.
06:32E olha só, falando sobre esse amor incrível, né, que é dos avós e os netos, olha só essa história
06:38que você vai acompanhar agora.
06:39Uma avó estava internada há oito dias na UTI e nada fazia a pressão dela baixar, gente.
06:45Adivinha quem foi o remédio?
06:47Sim, o neto dela.
06:49Vamos conversar então com essa vovó, a dona Annalice Goza, que faz, inclusive, aniversário hoje.
06:55Então, parabéns em dobro.
06:57Conta pra gente como é que foi essa história.
06:59Obrigada pela sua participação aqui no Fala Espírito Santo.
07:04Roberto, boa tarde, boa tarde a todos.
07:07Foi maravilhoso.
07:10Primeiro, fiquei 12 dias na UTI, né, infartada.
07:16De repente, recebi a visita de um neto e tudo foi resolvido.
07:20Então, foi maravilhoso.
07:22Tenho um neto só, com 12 anos, ele é autista.
07:26Tenho minha filha aqui do lado, né, que é mãe também, desse neto.
07:33E é filha única também.
07:35Então, foi maravilhoso.
07:37Foi tudo muito maravilhoso.
07:39Eu só tenho a agradecer a Deus.
07:43A Solange, sua filha, tá aí do seu lado.
07:46Solange, conta pra gente detalhes aí desse momento que os médicos não conseguiam fazer,
07:53a sua mãe se recuperar, ela tava ali na UTI, tava complicado.
07:56Como é que foi quando você teve essa ideia, hein?
08:00Pois é, ela é uma pessoa que não se cuidava, né?
08:03Não ia ao médico frequentemente.
08:05E, de repente, eu recebo uma ligação, eu preciso ir ao médico.
08:09Eu liguei logo o alerta.
08:10Peraí, que eu já estou resolvendo isso.
08:12Saí do meu trabalho e vim correndo.
08:15Ela já chegou, já tava no estágio já de infartando mesmo,
08:18o coração já tava, a arritmia muito grande, e foi parar na UTI.
08:23E fez os procedimentos, fez o cateterismo e nada resolvia.
08:27A pressão sempre lá em cima.
08:29Não comia nada de salgado e continuava.
08:32Aí o médico falou assim, não estou entendendo por quê.
08:34Eu disse, doutor, eu sei o que é isso.
08:36Quando eu fiquei grávida, a minha mãe passava a mão na minha barriga e conversava com meu filho.
08:41Eles ficavam 24 horas juntos, que eu fiquei de repouso e ela ficava comigo.
08:46E quando ele nasceu, a primeira pessoa que viu meu filho foi ela, nem eu vi.
08:51Porque ele já teve que ir direto pra UTI, nasceu, em brevatura.
08:55E foi.
08:56E esse amor deles é assim.
08:58Durante 24 horas.
09:00Ele se preocupa toda hora e pergunta a ela, se ela sai, passa 10 minutos fora, ele, cadê a minha
09:05avó?
09:06E na UTI, quando ela tava na UTI, não foi diferente.
09:10Toda hora ele perguntava, cadê minha avó? Cadê minha avó?
09:12Quando eu fui levar ela pra internar, ela chorando dentro, do lado de dentro do hospital e do lado de
09:19fora.
09:20Eu fiquei naquela saia justa, do que, como é que eu vou fazer?
09:22E durante todo dia ele perguntava.
09:24Fizeram cateterismo nela e não resolvia.
09:27Eu cheguei pro médico e falei, doutor, eu sei qual o remédio dela.
09:30É o neto.
09:31Aí, por na época de só ter 3 anos, não era autorizado a entrada de criança, né?
09:37Então, eles deram todo o jeitinho, o hospital foi maravilhoso, a equipe médica maravilhosa.
09:43Conseguiu levar ela na portaria da UTI, na cadeira de rodas.
09:48E isso foi umas 2 horas da tarde, 7 horas da noite, a pressão estava normalíssima.
09:53E passou 2 dias, ela veio embora.
09:57Olha aí, gente, que bacana.
09:59Tô aqui emocionada, tô arrepiada.
10:01Aqui também no Facebook, a Maricilda Borges fala, eu tenho experiência própria sobre isso.
10:07Os netos é a nossa cura, gente.
10:09A gente tá aqui com a doutora Valesca Binda, que é geriatra.
10:13Doutor, e a gente percebe que é uma relação que faz bem pros dois, né?
10:17Tanto pra avó quanto pro neto.
10:19Olha aí o que a Solange contou pra gente sobre o filho dela e sobre a mãe, né?
10:25Com certeza.
10:26É importante que a gente ensine isso pros nossos filhos, né?
10:31Que nós vemos também que tem muitas crianças que não têm avós, né?
10:36Mas os que têm, participar desse envelhecimento, fazer com que os avós possam ter esse contato direto
10:43com os seus netos.
10:44Agora, na pandemia, a gente vê que muitos não conseguem, mas aí existe um telefone,
10:50existe uma videochamada, que eles podem estar isolados, mas não solitários, né?
10:55E muitos agora já conseguiram tomar a vacina, podem ficar mais próximos.
11:00Essa questão do amor, esse amor incondicional que os avós têm pelos netos,
11:05e esse amor que eles recebem dos netos faz a diferença nesse envelhecimento,
11:11nessa questão psicológica dos nossos idosos, pra evitar a solidão, a depressão.
11:17Faz com que eles se sintam verdadeiramente vivos, né?
11:20É assim que a senhora se sente, dona Geraldo?
11:22Quando a senhora...
11:22Se diz pra eu ligar pra dona Geraldo, ela fala assim,
11:24Roberta, eu tô aqui no horário de almoço e tá uma bagunça aqui em casa,
11:28mas ela falou, dando gargalhada, amando tudo isso, né, dona Geraldo?
11:32Mas é, mas...
11:33Fala no microfone pra gente.
11:35O meu domingo, o meu domingo, Roberta, é dedicado exclusivamente a eles.
11:41Pois já era praxe, antes da pandemia, sempre foi assim, o almoço de domingo,
11:46todos lá em casa.
11:46É com a vó, ó.
11:47Todos lá em casa.
11:48Aí veio a pandemia, os almoços ficaram suspensos, aí a semana ficou toda igual, né?
11:55Não tinha nem domingo, nem segundo, tudo igual, tudo era um dia só.
12:00Então, a gente ficou assim, meio triste, né?
12:05A partir do momento que foi liberando, que foi voltando de novo, a alegria voltou,
12:10porque eles fazem uma bagunça, fazem barulho, com certeza.
12:14Mas é um barulho muito bom.
12:16E na hora que sai, depois que sai, mas o silêncio incomoda.
12:20Você acredita?
12:22Depois que sai, fica aquele vazio, né?
12:24Aquele silêncio, fica assim, o eco da vozinha deles fica na cabeça da gente.
12:30Olha só, e a gente preparou uma surpresa pra senhora, dona Geraldo.
12:33A senhora tá aqui falando deles com o olho cheio de lágrimas.
12:36Então, presta bem atenção, olha lá, porque por conta da pandemia, né?
12:40A gente não pôde aqui encher o estúdio, não tinha condições da gente chamar os seus netos pra cá,
12:45mas eles mandaram um recado pra senhora.
12:47É mesmo, Ana?
12:50O que a gente mais gosta do vô e da vó é que eles são muito pacientes e eles nos
12:54ensinam qualquer coisa.
12:56Meu vô me ensina a pescar e ele tá sempre me dando dicas sobre como cuidar dos cachorros e outros
13:01animais.
13:02Já a minha vó nem se fala.
13:04O pudim e o pão de quente dela são os melhores do mundo.
13:07Ninguém ganha dela.
13:09Amamos vocês, vôvô e vóvó.
13:11Amamos vocês.
13:14O que você mais gosta da vóvó, Bia?
13:18Bolo!
13:19Bolo!
13:20Joga um beijo pra vóvó.
13:22Tchau, tchau!
13:23Tchau, tchau, vóvó!
13:25Ô, meu pai.
13:27Olha só que gracinha.
13:29Então, quer dizer que a senhora faz um bolo gostoso, um pão de queijo gostoso?
13:31Mas pra neto, tudo que vó faz é gostoso.
13:35Pode até não ser, né?
13:36Mas foi a vó que fez e tal, então é ótimo.
13:39Eu acho assim, eles falam que vô e vó mima os netos, mimam os netos, mas eles mimam a gente
13:46muito mais.
13:47É.
13:48Os netos, nossa!
13:49Quando eles falam assim, vô, vô com aquela vozinha doce, pronto, desmancha tudo.
13:53Desmancha, né?
13:54Agora, doutora Valesca, tocou num ponto muito importante que a gente tá vivendo aí um momento de pandemia,
13:59ainda não acabou, a gente precisa ter alguns cuidados.
14:03O que é possível ser feito nesse momento, doutora?
14:07Dá pra ver os netos?
14:08É possível encontrar com máscara, manter o distanciamento?
14:13O que está sendo orientado?
14:14Sim, Roberta.
14:16É possível, sim.
14:17Desde que as crianças não estejam com nenhum sintoma gripal, porque a gente sabe que agora a gente também tá
14:23numa temperatura mais baixa,
14:25muitas crianças ficam gripadas e não é Covid.
14:28Mas, mesmo assim, como a gente não tem essa certeza, porque os sintomas são muito parecidos, é importante que tenha
14:35esse contato com segurança.
14:37Pode manter uma máscara no rosto, se abraçar ou beijar.
14:42Mas, assim, evitar beijar ou abraçar as crianças que estão com alguns sintomas de gripe e que tiveram contato com
14:49outras pessoas suspeitas também.
14:52Mas, se tiver segurança, se a família sabe assim, as crianças estão de férias agora, estão ficando mais em casa,
15:01não estão com nenhum sintoma gripal,
15:03e os avós estão com a máscara, estão mantendo um pouquinho de distanciamento, acho que não tem problema desse encontro,
15:10até mesmo porque hoje é um dia muito especial também pra eles.
15:13Merece, né? Merece uma comemoração.
15:16Deixa eu voltar a falar com a vovó que tá com a gente aqui pelo Skype, a Annalise, que tá
15:20junto com a filha, a Solange.
15:22Eu quero saber como é que tá sendo esse momento aí de pandemia, mas, ao mesmo tempo, eu sei que
15:27vocês moram todas juntas, né?
15:28Junto também aí com o neto.
15:30E eu tô sabendo que é ele que fiscaliza a avó, é verdade?
15:40Isso, ele fiscaliza.
15:42Vó, você já tomou vacina, vó, você já tomou sem remédios, vó, usa máscara, sai daqui, não pode sair sem
15:50máscara, não deixa.
15:53E uma coisa que ele fala todos os dias pra mim, a tarde, ele fala assim, vovó, qual foi seu
15:59dia?
16:00Foi legal? Foi bom? Aí foi, foi, foi, foi ótimo.
16:05Ele não esquece, tem todos os cuidados comigo.
16:08Olha que bacana, gente, a gente vê que é uma relação recíproca, né?
16:11Que é a avó que tem todo amor e carinho pelo neto e ele também te corresponde da mesma forma,
16:17é isso, vó?
16:20Isso.
16:20E eu costumo dizer que é melhor ser vó do que ser mãe.
16:25Porque a gente aprende em dobro.
16:28Tudo que eu não aprendi na adolescência, né, como criança, cuidando dela, eu aprendi com ele agora.
16:38Então, em dobro.
16:41Tudo em dobro, tudo melhor.
16:43Doutora, é muito importante essa fala dessa avó aí, né?
16:47Porque a gente mostra que ela tá com a mente aberta pra continuar aprendendo.
16:54Exatamente.
16:56Como ela mesmo falou, né?
16:57A avó é ser mãe duas vezes, né?
17:00Então, é importante ela também aprender com o neto o que ele tem pra ensinar.
17:05Essa mistura de gerações, como eu tava dizendo, é importantíssima pra questão mental dos idosos, né?
17:12Pra eles se atualizarem, que seja nesses joguinhos agora, as crianças estão muito, assim,
17:16na internet, no celular, mexer no celular, olhar um WhatsApp, ver um Facebook, pra que esses idosos também possam interagir
17:25com pessoas distantes.
17:27Que seja um familiar, que seja um amigo, um parente, né?
17:31Agora que os grupos estão sem atividades, mas que tem alguns grupos de idosos que a gente vê que tem
17:37atividades na internet,
17:39que passam exercícios pra que os idosos possam fazer em casa, né?
17:43Então, os netos também podem ajudar os seus avós a aprender também, né?
17:48Nessa questão da tecnologia, é importantíssimo.
17:50Aconteceu isso com você, dona Geralda?
17:52Seus netos te ajudaram?
17:53Eles me ajudam até hoje.
17:55Olha que bacana.
17:56Até eu, às vezes, eu sou totalmente crua em relação à tecnologia.
18:03Eu pego um celular, não sei nem manusear aquele direito.
18:06Aí eles dizem, não vou, é aqui, é aqui, aí eles me ensinam, sabe?
18:09Agora, uma coisa que eu queria saber, já que a senhora é toda aí voltada pra atividade física,
18:13a gente mostrou as imagens, a senhora treinando em casa com os netos, fazendo essa brincadeira gostosa,
18:19eles te influenciaram a isso?
18:22Houve alguma influência dos netos nessa sua busca pela atividade?
18:25Ou, por acaso, a senhora influenciou eles?
18:29Eu acredito que, de início, eles me incentivaram.
18:34Porque, a partir do momento que eu vi todo mundo pulando, pulando, eu falei, eu tenho que
18:39me manter elétrica também pra acompanhar esse ritmo, né?
18:43Se eu ficasse com os movimentos presos, eu não ia conseguir brincar com eles, nem brincar,
18:51e muito menos pegar no colo uma criança, né?
18:53Porque pra você pegar uma criança no colo, você tem que ter uma coluna boa, você tem
18:57que estar com tudo em dia, né?
18:59Senão, você não consegue, porque eles não ficam parados.
19:03Não é um boneco que você pega e ele fica quietinho, ele tá sempre pulando.
19:07Aí você tem que acompanhar aquele ritmo.
19:09Então, isso me incentivou a buscar um exercício, uma academia pra me movimentar.
19:18E, doutora...
19:18A partir do momento que isso me incentivou, que eu comecei e que deu o resultado, eu acho
19:25que isso acaba influenciando eles também.
19:27Porque eles veem que agora eles precisam não só de seguir a vidinha deles, mas eles
19:33têm que buscar sempre um exercício.
19:37Não pode ficar parado.
19:38Você vê que lá em casa, hoje, eu não tenho neto gordinho.
19:41Olha que legal.
19:42São todos...
19:43E olha que a senhora faz pão de queijo, faz bolo e ainda assim...
19:47Tá de parabéns a sua vovó, né, doutora?
19:49É, e a exemplo da dona Geralda, acho que é muito importante os nossos telespectadores
19:54pensarem que, assim, não tem idade pra começar, nunca é tarde pra começar.
19:59A dona Geralda começou aos 62 anos, mas nós podemos começar em qualquer idade.
20:05sair do sofá, de frente da televisão e fazer uma atividade física.
20:10A pandemia ensinou muito isso a gente, que a gente pode ser orientado até mesmo pelo
20:15celular ou por um computador ou pela televisão.
20:18Lógico que eu não tô mandando vocês que estão aí de frente pra televisão ir direto
20:22pra um calçadão, pegar um tênis e sair andando sem antes ter a certeza que você pode fazer o exercício.
20:30Dona Geralda faz musculação?
20:32Com certeza ela deve ter passado pelo cardiologista dela ou o médico antes de começar a fazer os exercícios
20:37pra saber se ela podia ou não se exercitar.
20:41Não é verdade?
20:42Olha aí que bacana.
20:44Gente, agradeço muito a participação de vocês aqui no Fala Espírito Santo.
20:47Nossa, que agradecer.
20:48Mostrando como, né, que a gente pode manter toda essa disposição pra cuidar dos netos.
20:54E se de repente não gosta de academia, busca uma outra atividade.
20:57Pode ser a dança, né, pode ser cantar em casa, esteja com os netos.
21:01Isso é muito gostoso.
21:02E não acabou por aí nossas homenagens aos vovós, não, tá bom, gente?
21:06Daqui a pouquinho a gente continua aqui com mais curiosidades, mais entrevistas especiais.
21:11Obrigada, gente.
21:11Obrigada também à vovó, à Annalice, que tá aí acompanhando a gente,
21:15participou aqui no Fala Espírito Santo.
21:17Um beijo pra senhora, pra Solange e também aí pro neto, tá bom?
21:20Obrigada, gente.
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