Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 5 semanas
Mulher reclama de som alto e é agredida na cabeça.

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Você já se desentendeu com seus vizinhos?
00:03Você é daqueles assim, paz e amor, leva tudo na paz?
00:06Ou você se dá bem com eles, mas daquele jeito assim, ó, ele lá no canto dele e eu no
00:11meu?
00:11Pois é, tem briga que chega até a agressão física, tá?
00:15No bairro de Fátima, na Serra, uma mulher foi atingida na cabeça após reclamar de som alto.
00:22Acredite.
00:24Aglomeração e som alto no meio da madrugada.
00:31Minutos depois, a confusão começa do outro lado da rua.
00:35Repare que um homem de camisa e bermuda entra em casa e uma mulher vai atrás e fecha o portão.
00:42Mas os ânimos continuam exaltados.
00:46Veja que um homem de camisa escura e calça aparece nervoso e de repente se aproxima do portão e atinge
00:54alguém com a caneca de alumínio.
00:56A pessoa agredida é a moradora, que leva a mão à cabeça.
01:01O agressor continua nervoso e é contido por esse outro homem de vermelho.
01:06A briga aconteceu às duas horas da madrugada.
01:10Essa confusão que você acabou de acompanhar no vídeo aconteceu aqui nessa avenida de bairro de Fátima, na Serra, na
01:17madrugada deste domingo.
01:19A nossa equipe conversou com a mulher que foi agredida e aparece apanhando nas imagens.
01:26Ela disse que a confusão começou porque ela e o irmão saíram de casa para reclamar do som alto com
01:33os clientes de uma distribuidora de bebidas que estava funcionando.
01:38Ela disse que o irmão é guarda municipal, saiu de casa armado, se identificou, só que os clientes não aceitaram
01:45e começaram a confusão.
01:47A agressão resultou em um corte na cabeça da moradora e ela levou quatro pontos no local.
01:53O irmão da vítima é esse que aparece de bermuda junto com ela antes do crime.
01:59Já que você está protegido pelo portão, eu vou na sua irmã que está aqui de fora.
02:03E foi isso que aconteceu.
02:05E eu acho que isso foi o de menos que aconteceu.
02:10Eu não estou aqui querendo que feche, nada disso.
02:14Eu quero que a pessoa trabalhe, mas com respeito com os vizinhos.
02:20Complicado, né, gente?
02:21Olha só, os problemas entre vizinhos aumentaram e muito durante a pandemia.
02:26Olha só esse dado.
02:27Segundo a Associação das Administradoras de Bens, Imóveis e Condomínios,
02:32entre março e agosto do ano passado, houve um aumento, sabe de quanto?
02:37300%.
02:38Isso mesmo, você não ouviu errado.
02:40300% nas reclamações entre vizinhos.
02:43Então, bora bater um papo sobre esse assunto?
02:45Hoje aqui a gente recebe, olha, a Cristiane Lirio, que ela é síndica profissional,
02:50muito experiente aí no mercado.
02:51E também com o advogado imobiliário, Vitor Lirio Rocha,
02:55que também é especialista nesse segmento.
02:58Vai falar pra gente agora qual é o principal motivo, gente, de briga entre os vizinhos.
03:04Boa tarde, sejam bem-vindos, viu?
03:06Boa tarde.
03:07Boa tarde.
03:07Quer começar?
03:08Pode começar, colega.
03:09Bom, o que eu tenho verificado...
03:11Olha a política da boa vizinhança aqui, hein?
03:13O que eu tenho verificado é que com a pandemia, realmente, essa situação se agravou.
03:17Porque muita gente está trabalhando de home office em casa,
03:20e agora as aulas estão retornando, mas as crianças ficavam em casa,
03:24na atividade online também.
03:26Então, tinha um certo ruído, diferente do que tinha nesse período, enfim.
03:32Agora tem algumas unidades em obra e algumas liberalidades que não tinham algum tempo atrás.
03:38Então, certamente, isso acaba causando um certo descontentamento em um condomínio e outro não.
03:46Eu tenho tido muitos problemas nos condomínios nos quais eu sou síndica com obras, por exemplo, em unidades.
03:52Porque aquela pessoa que está ali em home office, ela está trabalhando,
03:56mas aquela unidade que está ali em obra, o proprietário está doido para acabar aquela obra,
04:00para ele poder ou retornar, porque ele está morando fora dali,
04:03ou para acabar com aquele movimento, aqueles ruídos dentro da casa dele,
04:07e, enfim, ter o imóvel dele reformado.
04:09Então, o meu trabalho entra aí, para intermediar esses dois lados.
04:13Eu sou uma pessoa neutra, mas eu tenho verificado também outras questões.
04:17O som alto é um fator complicado, as pessoas estão mais em casa,
04:22então, aquele cigarrinho que, às vezes, a pessoa, um pouco, com uma falta de bom senso,
04:26fuma e acaba jogando pela janela e cai no vizinho.
04:29Enfim, uma série de coisas que têm trazido mais problemas para os condomínios
04:33e têm tornado o nosso trabalho um pouco mais difícil.
04:36E aí, tem casos que, como a gente já contou aqui, vão parar até na justiça, né, Vitor?
04:40Sim.
04:42Quando a colega falou, a questão do bom senso, muitas vezes, não é observada
04:47e os próprios vizinhos conseguem resolver essa situação
04:52se tiverem um olhar mais empático com o outro vizinho,
04:56se não vai parar na justiça.
04:58Então, você perde a oportunidade de resolver o problema direto com quem está te atrapalhando
05:02ou direto com quem possa resolver, para deixar nas mãos do judiciário,
05:06num processo, às vezes, muito lento, muito demorado,
05:09que não vai entregar a solução que os dois querem,
05:12porque sempre tem uma parte que ganha e outra que perde.
05:15Eu sabia que esse assunto ia dar o que falar aqui no programa,
05:17aqui no Facebook, olha, a Tamires Barcelos já está falando,
05:21ó, meu vizinho joga água na minha casa.
05:23Já falei com ele, mas ele não respeita.
05:26Você se acha no direito, pois a casa dele está na divisa, né?
05:30Ou então, se acha no direito por ele ser idoso.
05:33Como que lida com uma situação dessa, por exemplo?
05:35Você deve conversar com o vizinho, primeiramente, amigavelmente?
05:39Como que faz para contornar essa situação, Cristiana?
05:42Então, no caso, eu sou síndica profissional.
05:44Então, nos condomínios no qual eu atuo, existe uma convenção,
05:47existe um regimento interno.
05:48E, como eu disse, eu tento intermediar essa situação,
05:52mas baseado nessas regras, né?
05:54Então, assim, é quase certo da gente ter um sucesso nessa situação.
06:00Eu chego, converso com a parte e tento conversar da melhor forma possível,
06:06assim, tratando da melhor forma possível o assunto,
06:08para que ele entenda que aquilo não pode acontecer,
06:10que aquilo está causando um transtorno no vizinho, enfim.
06:14E se isso não surtir efeito, aí sim que a gente entra,
06:17eu converso com o meu conselho e a gente entra com uma notificação,
06:20se for o caso, se reincidir multa e parar na justiça, né?
06:24Enfim, mas a ideia é que não chegue, não chegue.
06:27Você está falando aí no caso de condomínios,
06:29mas os nossos telespectadores que moram numa casa,
06:32e é o vizinho parede com parede,
06:33ou então o vizinho de casas que também,
06:36ah, dividem aí o primeiro andar, o segundo andar,
06:37como que a gente vive com isso?
06:38Olha, eu posso dizer um exemplo pessoal,
06:41eu tive uma péssima experiência relacionada a barulhos,
06:44eu morava na casa de cima,
06:46a vizinha morava na casa de baixo,
06:48e todos os dias, sons absurdamente altos,
06:51eu com uma criança pequena.
06:52Então, assim, nesse caso, que é uma casa,
06:55e é uma experiência minha, pessoal,
06:58o que eu posso dizer é que procurem os órgãos competentes,
07:02ligue para o Disque Silêncio, se for o caso,
07:04depois o doutor pode até me corrigir aqui,
07:07chame a polícia, corra atrás dos seus direitos,
07:10e tente se afastar,
07:11se você tiver a oportunidade de sair deste local algum dia,
07:14saia, porque não vale a pena bater na porta do vizinho,
07:19isso eu, é a minha opinião,
07:20e tentar conversar, porque você não sabe o que te espera ali.
07:25Então, eu realmente recomendo que ou chame o síndico,
07:27se for um prédio ou um condomínio de casas,
07:30ou se for uma casa de rua,
07:32que chame os órgãos competentes para poder tratar o assunto.
07:34Você não está sozinho,
07:35você tem quem possa olhar por você,
07:37e se for o caso, contacte um advogado
07:39para você tratar da melhor maneira possível,
07:41enquanto isso for oportuno, né?
07:44Ô, Vitor, você tem muitos casos
07:45de pessoas que moram em casas, em residências, assim, na rua,
07:49e tem problemas entre vizinhos?
07:51Sim, sim, é muito comum.
07:53Hoje, o Código Civil trata disso aí,
07:55numa questão cível, do direito de vizinhança, né?
07:58Das paredes, limítrofes, das obras,
08:00e até da perturbação do sossego ali,
08:03que todos devem guardar.
08:04E é uma contravenção penal.
08:07É um crime de menor potencial,
08:09ele está na lei de contravenção penal,
08:11a perturbação ao sossego, né?
08:13Mas aí a gente chega numa esfera proposital,
08:16numa situação assim.
08:17O que a gente vivencia hoje é o dia a dia.
08:19As pessoas, elas têm que conhecer,
08:22fatalmente, quem é que está morando do lado,
08:24quem que está ocasionando essa perturbação ao sossego,
08:28tentar, se tiver essa via,
08:30se não conseguir a via amigável,
08:32buscar realmente o desquilêncio,
08:34por ser uma contravenção penal,
08:36buscar o apoio, às vezes, né?
08:38Quem sabe da polícia, militar,
08:40se for uma situação muito gritante,
08:43muito grave, assim,
08:44órgãos de disque silêncio e tudo mais,
08:46e por fim, o judiciário.
08:47Agora, quando a gente liga para o disque silêncio
08:49e nada acontece, quer ver?
08:51Olha só, por exemplo,
08:52foi o que aconteceu nessa reportagem,
08:53que a gente mostrou, né?
08:55Que essa dona aí da casa,
08:56eu já tinha ligado várias vezes,
08:57nada adianto.
08:58A Cida Gonçalves também está aqui falando,
09:01aqui onde eu moro,
09:02chega sexta-feira,
09:03a gente, para poder dormir,
09:04precisa fechar a casa toda, gente.
09:06Os vizinhos acham que somos obrigados
09:09a ouvir o som altíssimo e tenebroso.
09:12Já a Andrea Lopes fala,
09:14aqui onde eu moro, em Vila Palestina,
09:15tem uma casa dançante embaixo do prédio onde eu moro.
09:19Muito barulho na rua também,
09:21muita briga,
09:22já foi feito até abaixo assinado também,
09:25nada se resolve.
09:26A gente chama a polícia e eles nem aparecem.
09:30E aí, nesses casos?
09:31Os próprios órgãos têm os seus mecanismos
09:35de fiscalização dos próprios funcionários servidores.
09:38Se está com dificuldade no chamar da disque silêncio,
09:43por exemplo,
09:44existe a corrigidoria ou ouvidoria do município
09:46que pode suprir essa lacuna que está acontecendo.
09:49Porque, realmente, a demanda é muito grande,
09:51às vezes a municipalidade não dá conta
09:53e a dica da colega é boa.
09:55Busque um lugar onde você não vai ter esses problemas,
09:57porque, muitas vezes, transmitir para o órgão público resolver,
10:01talvez ele não vai no tempo que você espera resolver essa situação.
10:05Agora, é complicado, né?
10:06A gente trabalha a vida toda,
10:10a gente, com muita dificuldade, compra um imóvel, sua casa,
10:14você, às vezes, cria uma relação afetiva ali com aquele ambiente,
10:17mas, do mesmo jeito que você tem esse direito,
10:19o vizinho também tem,
10:20e cada um tem uma visão diferente, né?
10:23Por exemplo, esse caso que a gente contou aqui,
10:25do que lava a janela, respinga água na janela do outro,
10:28cada um tem sua razão.
10:30Como que a gente faz para, então, tentar conciliar?
10:32Você, por exemplo, que atua nessa conciliação,
10:34é difícil?
10:35Como é que é essa tarefa?
10:37É muito difícil.
10:38É uma tarefa que você tem que ter muita paciência e bom senso,
10:42porque você tem que filtrar o que é dito pelas partes
10:45e tentar fazer com que elas se entendam.
10:47E, nisso, você tem as regras.
10:48Só que nem sempre as duas partes vão compreender essas regras.
10:52Eu tenho problemas em prédios de condomínios de cima
10:55que jogam água e caem na varanda.
10:57Às vezes, está molhando uma plantinha
10:59e acaba pingando, a outra pessoa se incomoda
11:01porque a faxineira já fez a limpeza.
11:03Enfim, tem uma série de coisas que acontecem.
11:06Tem coisas que o condomínio de cima
11:07sequer sabe que está acontecendo alguma situação
11:09que envolve a faxina,
11:11que é realizada na unidade dele.
11:12Então, a gente tem que procurar, primeiro,
11:14esclarecer o que está acontecendo entre as partes
11:16para poder tratar o problema.
11:18Eu acho que isso é simples.
11:20É claro que tem alguns casos
11:21que são mais complicados de resolver,
11:22mas eu posso dizer que em 90% das tentativas
11:25a gente obtém sucesso
11:26porque a gente tenta entender as duas partes
11:29e ver uma saída que atenda a todos.
11:32É, gente, viver em sociedade,
11:33a gente sabe que não é fácil.
11:35Mas tem quem também, olha só,
11:37tem vizinhos, gente boa.
11:39Eu, por exemplo, sou apaixonada com meus vizinhos,
11:41até comentei isso no Instagram esses dias.
11:44A gente troca açúcar,
11:45a gente pede farinha emprestada,
11:46um liga para o outro, pede ajuda, né?
11:49Então, enfim, tem vizinhos que são aliados,
11:51que são parceiros e até salvam a gente
11:53aí na hora do aperto.
11:54E assim também é com a Irlene,
11:56que está participando agora aqui com a gente
11:58pela internet.
11:59Uma fofa, bati um papo com ela,
12:02super alta astral.
12:03Eu acho que eu adoraria ser sua vizinha,
12:05viu, Irlene?
12:07Oba, eu também ia gostar de ser sua vizinha, hein, Roberta?
12:09É massagar aquele menino seu lá.
12:11Ai, que delícia, gente.
12:13Vem cá, Irlene.
12:14Estou sabendo que vocês até são,
12:16vocês, suas vizinhas,
12:17são tão amigas que vocês criaram um grupo até de WhatsApp,
12:21que vocês vão até para velório juntas, é isso?
12:25Isso aí.
12:26A gente, quando a gente se casou, separou,
12:29a gente mudou de bairro,
12:30cada uma ficou em um bairro, né?
12:32Mas a gente criou um grupo,
12:33a gente está sempre juntas.
12:34E nesse grupo, assim,
12:36se morre um parente,
12:37todo mundo vai para o velório.
12:38Então, não existe isso.
12:40E outra coisa que é,
12:41não abre mão, o aniversário.
12:43O aniversário não existe,
12:45não passar o aniversário.
12:46Mesmo que tenha outros compromissos.
12:48O almoço,
12:50seja um almoço,
12:51um café da tarde,
12:52mas a gente tem que estar juntas.
12:54Não existe não estar juntas.
12:56Agora, como é que foi criada
12:57essa relação de amizade?
12:59Porque a gente está contando aqui casos, né,
13:01de vizinhos que,
13:02muitas das vezes,
13:04chegam aí a agressão,
13:06mas você está mostrando que dá, sim,
13:08para viver em harmonia.
13:09Como que foi criado esse laço?
13:11Então, nós morávamos todo mundo junto,
13:14lá no horizonte,
13:15na mesma rua,
13:16no mesmo bairro.
13:17Todo mundo mesmo,
13:17comunidade mesmo.
13:19Então, assim,
13:20era uma casa após a outra.
13:22Inclusive,
13:23uma das casas que eu morava,
13:25eu sou inquilina
13:26de uma dessas minhas amigas,
13:28que eu morava de aluguel.
13:30E quando nós estávamos lá,
13:32à tarde,
13:33chegava do trabalho,
13:35tinha café da tarde,
13:36a gente juntava na rua,
13:36fazer café,
13:37juntava todo mundo.
13:39E foi construído mesmo.
13:41A Thelma, inclusive,
13:43a Thelma,
13:44ela tinha a chave da minha casa,
13:45porque eu trabalhava fora
13:47e, às vezes,
13:47ela estava em casa
13:49e ela precisava de alguma coisa,
13:51ela já tinha que ter a chave da minha casa,
13:52vai lá e pega, entendeu?
13:54A gente sempre teve essa boa vizinhança.
13:56Olha que bacana.
13:57Agora, vem cá,
13:57fala a verdade, hein?
13:59Já aconteceu também tretas aí entre vocês?
14:04Aconteciam algumas coisas,
14:04porque a gente se aumenta,
14:05mas uma da outra,
14:06a gente tem ciúmes.
14:08Mas aí,
14:08quando acontecia a confusão,
14:10a parecida que resolvia a confusão,
14:12porque ela muito disse assim,
14:13vocês não sabem que fulano é assim?
14:15Deixa ele,
14:15depois começa e resolve.
14:17Vocês é adulto,
14:18aí tinha sempre a parecida.
14:19E a Graziele,
14:20que é a calma,
14:21a Grazie,
14:22a Grazie é toda calma,
14:23toda gente,
14:24vamos conversar,
14:25vamos resolver.
14:26Grazie,
14:27calma,
14:27é a parecida que chega falando tudo mesmo.
14:30Olha só que bacana.
14:31A gente vê que o diálogo entre vocês
14:34é algo que existe, né?
14:36Então,
14:36quando não está satisfeita,
14:37senta,
14:38conversa.
14:40É,
14:40sim.
14:41Na verdade,
14:42a gente se respeita uma a outra,
14:45as opiniões,
14:46claro que não são sempre as mesmas opiniões,
14:49tem divergência,
14:50tem isso,
14:50mas a gente aprendeu a respeitar uma o espaço da outra.
14:54Tinha dia que eu me tracava dentro de casa,
14:57aí a Thelma dizia bem assim,
14:59Erlene,
15:00não veio aqui hoje.
15:01Como é que você está de mau humor,
15:03você fica quieta no seu canto.
15:04Aí ela dizia assim,
15:05deve estar doida,
15:06daqui a pouco passa e ela vem.
15:10Bacana de falar.
15:10Aí eu chegava,
15:12aí quando eu chegava,
15:13ela dizia bem,
15:14se futucava as meninas e dizia assim,
15:15não falei,
15:16passou,
15:16já está boa.
15:19Está vendo só?
15:20Deixa eu voltar aqui
15:21para perguntar aqui para os nossos especialistas,
15:24como que a gente conversa com o vizinho
15:26sobre algo que não está agradando,
15:28mas que não crie um ambiente,
15:31sabe,
15:31que piore aquela relação,
15:33que não crie uma relação de estresse,
15:35como que a gente pode iniciar essa conversa?
15:38Então, depende do grau,
15:38de intimidade que você tem com esse vizinho.
15:40Se for desta forma,
15:43é tranquilo.
15:44Agora,
15:44se você não tem intimidade,
15:45não tem um relacionamento,
15:47fica um pouco mais difícil.
15:48Mas eu acho que a educação,
15:50o bom senso,
15:51tentar expor o que incomoda,
15:52de repente já oferecer uma solução
15:54que não vá te incomodar tanto
15:56e que também não deixe ele
15:58sem ter aquele acesso que ele precisa.
16:00Eu acho que o bom senso
16:01é a palavra-chave
16:02para uma situação como essa.
16:03O que é que o doutor acha?
16:04Com certeza é o bom senso,
16:06o que é bom senso para um,
16:07talvez não é para o outro.
16:09É aí que está o problema,
16:10né?
16:10É a subjetividade do bom senso,
16:13mas a educação tem que nortear isso aí,
16:16a gente tem que abordar as pessoas com educação,
16:18numa coletividade,
16:20num condomínio,
16:21numa vizinhança,
16:22busca saber quem é a pessoa que está lá
16:25e quais são os motivos,
16:26porque às vezes é uma criança que faz barulho
16:29por ter alguma dificuldade,
16:31talvez essa mãe precise de alguma ajuda
16:32ou esse pai precise de alguma ajuda
16:34ali para caminhar, né?
16:37Com as dificuldades que ele enfrenta
16:39e o bom senso,
16:40ele é a palavra-chave.
16:42Quando ele não existe,
16:44vamos buscar uma intermediação de um terceiro,
16:46quando é um condomínio,
16:47a maioria dos condomínios tem as normas,
16:49mas às vezes também não tem as normas expressas,
16:53então vai da interpretação,
16:54vai do acionamento
16:56e da boa vontade de resolver a situação.
16:58E a gente sabe que esse é um assunto muito grave,
17:00que a gente já noticiou aqui,
17:02a gente vê casos acontecendo aqui no Brasil,
17:05no mundo,
17:06de brigas entre moradores,
17:08seja no mesmo condomínio,
17:09seja na mesma rua,
17:11e que às vezes levam até a morte.
17:14Existe, inclusive, alguma mudança
17:16quando se trata de condomínio,
17:18quando se trata de casas,
17:20alguma mudança em relação à lei, Vitor?
17:23Sim, o condomínio tem os regramentos próprios.
17:26O direito de vizinhança é um direito como um todo,
17:28é próximo,
17:29o vizinho de parede é parecido com o vizinho de condomínio.
17:33Agora, o condomínio tem a vantagem,
17:36no caso de ter o regramento interno,
17:38que já pode falar o que é violador,
17:41o que vai causar o incômodo em outro morador,
17:44e o condomínio tratar essas questões de forma administrativa.
17:47Mas, muitas vezes, as questões não envolvem o condomínio,
17:51envolvem apenas os dois vizinhos,
17:53ou os três vizinhos ali,
17:54e o condomínio é meio que lançado no meio da situação,
17:57sem ter até uma responsabilidade,
17:59porque o condomínio, a administração do condomínio,
18:01não tem como acalmar os ânimos, né?
18:04Ela tem condições de administrar,
18:07contratar, orientar, intermediar no primeiro momento,
18:10mas, se a briga continuar,
18:12as partes têm que se entender,
18:13até judicialmente entre si, né?
18:15E deixando o condomínio de fora.
18:17Olha só, a Marilé Araújo está aqui falando assim,
18:19aqui no bloco onde eu moro,
18:21tem alguém que resolve arrastar os móveis toda noite,
18:25ninguém aguenta.
18:26Já a Josiléia Andrade fala,
18:29aqui é barulho de som, cachorro, papagaio, galo, galinha, gato,
18:33no telhado fazendo barulho de madrugada.
18:36Deixa eu ver, mas o Roberto do Rosário também fala,
18:40olha, com o vizinho embriagado e cheio da cachaça,
18:44não adianta dialogar,
18:46ou sai briga ou morte,
18:47quando liga para o Disque Silêncio e 190,
18:50nada acontece, o que fazer?
18:53Então, com aqueles vizinhos que, não adianta,
18:56já foi, vamos dizer assim,
18:58declarado que a gente não se dá bem,
19:00é melhor, então, se esquivar?
19:03Bom, se for no condomínio,
19:04se for uma questão de barulho,
19:06é registrar a ocorrência,
19:07que, aliás, é uma situação que também é bem complicada,
19:10porque nem todo mundo quer ir lá no livro de ocorrências,
19:13registrar a ocorrência,
19:14para que o síndico possa ter embasamento
19:16para seguir adiante.
19:17E registrar a ocorrência
19:19e a gente poder seguir adiante
19:21de acordo com as regras do condomínio.
19:22Mas a pessoa pode chegar a esse ponto
19:26de ser convidada a ser retirada do condomínio?
19:29Bom, eu posso até, sim,
19:32porque é um comportamento antissocial,
19:33existe o regramento interno do condomínio,
19:35e eu vou pedir até para o doutor falar mais sobre isso,
19:38porque envolve a lei.
19:39Sim, na verdade, a legislação,
19:41ela é omissa quanto a isso.
19:42E isso é tratado casuisticamente, caso a caso.
19:46E, então, quando acontece de chegar a esse extremo,
19:49existe todo um histórico que tem que acontecer,
19:52de reclamações, de aplicações das penalidades administrativas,
19:55de aplicações de multas,
19:57até você chegar ao extremo,
19:59que é limitar o direito da propriedade
20:01ou o direito de posse que aquela pessoa tenha,
20:03e isso só judicial.
20:05Você não tem elementos extrajudiciais para que isso aconteça.
20:08Vocês já atenderam algum caso assim?
20:10Que é uma situação bem delicada, né?
20:12Sim, é uma situação que tem que ser tratada com,
20:14como eu falei, com escalonamento.
20:17Não adianta chegar agora o condomínio e falar,
20:19olha, esse morador está causando muito encrenca,
20:21eu quero colocar ele para fora.
20:22Tem toda uma trajetória disso acontecer
20:25antes de entrar com uma ação judicial,
20:27pedindo que esse morador seja retirado,
20:31convidado a se retirar do edifício.
20:33São poucas as decisões no país que tem.
20:35Vitória tem uma decisão dessa,
20:37que foi até uma decisão amplamente divulgada,
20:40aproximadamente dois ou três anos,
20:42e pelo país afora também tem,
20:44mas é muito pontual, caso a caso,
20:47para não violar o direito de propriedade,
20:48nem para não violar outros direitos
20:51que a pessoa tenha sobre o imóvel.
20:52A gente tem uma pergunta aqui,
20:54até me perdi, mas eu lembro que falava
20:56sobre a relação de vizinhos quando tem parentesco,
20:59quando tem irmãos, né?
21:02Que moram na mesma área, no mesmo terreno.
21:05E aí, quando começa a ter uma desavença,
21:07nesse tipo, nesse perfil de vizinhança, o que fazer?
21:10Bom, se for numa casa,
21:12eu acredito que tem que chamar os órgãos
21:14ou recorrer juridicamente a um advogado e se orientar.
21:17Agora, se for em condomínio, está tranquilo, entre aspas,
21:20porque existem as regras, o regimento interno e a convenção.
21:23E pode recorrer ao síndico, que vai sempre intermediar.
21:26Agora, num terreno de uma casa,
21:28onde os dois compartilham,
21:31fica um pouco mais complicado, né?
21:32E sendo da mesma família, é ainda mais delicado, né?
21:35Sim, é uma questão que envolve já a criação de todos ali.
21:39Às vezes, um patriarca ou uma matriarca ali
21:41para conduzir uma situação.
21:43Muitas vezes, envolve bens e heranças
21:45e brigas judiciais já que se arrastam por anos
21:49e inventários.
21:50E é muito complexa essa situação
21:53até alguém ceder ou realmente acontecer uma tragédia, né?
21:57Como a gente vê por aí.
21:58Mas existem mecanismos judiciais,
22:01existem mecanismos administrativos
22:03para que isso seja menos traumático possível.
22:06Certo.
22:07Deixa eu voltar a falar com a Irlene, então.
22:09Para falar o seguinte, Irlene,
22:11vamos ver se um dia a gente se encontra.
22:13Que eu queria ser sua vizinha, viu?
22:15Com essa alegria toda que você tem.
22:17Ah, eu também queria ser sua vizinha.
22:19Deixa uma dica aí para os nossos telespectadores.
22:22Como é que faz para ter essa harmonia?
22:26Eu acho que a questão do bom senso,
22:28do respeito mesmo, da educação,
22:30é muito válido mesmo para se preservar.
22:33E bons vizinhos, eu acho que cada um fazendo sua parte,
22:37você consegue viver bem, gente, harmonicamente.
22:40Hoje eu moro em um bairro onde eu tenho minha casa,
22:43eu quase não vejo meus vizinhos, né?
22:45Mas tenho contato com eles, não tenho como em Novo Horizonte.
22:50Mas eu tenho contato com eles, se eu precisar,
22:53também por ser mais a maioria toda família, né?
22:56Eu posso contar com eles aqui do lado para qualquer eventualidade,
22:59então acho que eu estou bem.
23:01Maravilha.
23:02Então tá bom.
23:02Acho que vai para toda pessoa.
23:04Obrigada, Roberta.
23:05Foi um prazer.
23:07Irlene, ó, um beijo no seu coração, tá bom?
23:10Vai ser um prazer um dia recebê-la aqui no Fala Espírito Santo.
23:13Passando a pandemia, eu quero te dar um abraço,
23:15que você é muito fofa.
23:16Obrigada pela sua participação, viu?
23:19E obrigada a vocês também,
23:20levando essas dicas tão preciosas aí para os nossos telespectadores.
23:23Eu que agradeço.
23:24Boa tarde.
23:25Boa tarde.

Recomendado