00:00Quando o autor do crime foi preso, dia 26 de julho, ele contou para a gente uma versão meio que
00:07fantasiosa.
00:08Que sequestraram o rapaz, o levaram para o alto de um morro, ir lá no imóvel com a ajuda de
00:14outras pessoas, desmembraram o corpo dele.
00:19Inclusive envolveu um amigo, só que a gente checando essa versão dele para identificar onde foi o fato,
00:25e identificar quem teria sido essas pessoas que teriam auxiliado, a gente não conseguiu confirmar.
00:34A apelição dele não batia, mas era o que a gente tinha.
00:38Ele narrava uma situação para a gente e nós verificando em loco o que ele havia narrado, o que ele
00:48teria levado para determinado lugar.
00:50E com o auxílio de determinadas pessoas, isso não fechava.
00:58E com a prisão do amigo dele, que ele informou que estava participando do crime,
01:04Essa pessoa chegou e falou, só que fala pelo estímulo do local do crime, entendeu?
01:08Depois que o crime ocorreu, ele me pediu o auxílio e eu falei que eu não ia auxiliar.
01:13Na verdade, o crime ocorreu foi em 500 residências.
01:17A companheira dele estava no local. Ele, na hora que me narrou, que havia matado esse indivíduo, a vítima,
01:25dentro da residência, eu falei, eu não vou participar disso, eu não tenho como te ajudar.
01:30Isso não está fora de quantitação a gente ajudar na situação dessas.
01:36E nós demos credibilidade a essa versão e tentamos confrontá-la com os tempos que a gente tinha de informação
01:46dentro do Ikea.
01:49E a gente conseguia verificar que o que o amigo apresentou era compatível com o que a gente tinha.
01:56Porque a companheira da vida, a gente falou dois nomes de aparecimento,
02:01alguém que fica dois meses sem ligar para o pai do seu filho para pedir uma pensão, para pedir uma
02:07ajuda financeira.
02:08Eu entendi.
02:09Ou morreu, o cara some, você não liga para ele, não registra uma ocorrência, nem nada.
02:15Só passou a fazer isso depois que foi pressionado pela família.
02:19Então, desde o início, a gente já havia uma suspeita sobre ela, só que a gente não tinha como provar
02:24até então.
02:25No entanto, quando o amigo foi novamente interrogado a respeito do fato, ele narrou toda a situação.
02:32que o Ikea havia morrido dentro de casa, que dentro de casa mesmo, ele havia sido desmembrado.
02:39Dali, ele passou por trás do hospital Paulo Pereira para evitar a via pública, carregando os membros do Ikea para
02:48reiniciar ao Rio.
02:50Então, assim, ele deu uma... ele contou uma história que era verossímil com os demais elementos de destino interno.
02:57Entendi.
02:58Então, ante esse novo depoimento desse indivíduo, nós representamos pela prisão aí da companheira da vítima,
03:06aí nós representamos pela prisão dela e representamos também pela decretação de busca e apreensão,
03:14uma nova busca e apreensão para que a gente pudesse colher vestígios lá no local,
03:17se ainda, por meio de reagente, para verificar se ainda havia vestígio de sangue, né?
03:23Então, assim, mesmo depois disso todo o tempo, quatro meses, ainda com a utilização do reagente,
03:29foi possível identificar, né?
03:31A presença tanto de sangue no quarto do casal, de sangue na sala, na sala não,
03:41entre o banheiro e o quarto e na porta e a entrada do quarto do filho, né?
03:44com uma mancha de arrastamento, que eles chamam, né?
03:49Como se fosse uma tentativa de limpeza ali no local.
03:52Ela foi presa ontem à noite, né?
03:53Durante a entrevista lá, ela pegou e informou que estava sendo uma forma agredida por ela,
03:59e ameaçada, não acredita não, ameaçada pela vítima, e esse novo companheiro dela,
04:05aparento desse quadro e não suportando mais,
04:09pediu para que ela abrisse a porta do equilíbrio.
04:12E aí, ele esperou, ele esperou, ele dormiu,
04:16e ele dormiu, dormiu, dormiu, dormiu, dormiu, dormiu, dormiu, dormiu, dormiu e deu um golpe de faca na região do
04:29pescoço.
04:30Esse golpe não foi fatal, ele entrou e compriu luta corporal com ele,
04:34ele conseguiu acessar essa lesão com a mão, e com a mão ele fez um burro de acusões,
04:39mas, ele fez um burro de acusões pra ele,
04:42ele deu um golpe de faca, a vítima não morreu e rasou um golpe.
04:47Ele tentou expulsar uma reação.
04:50Esse indivíduo segurou-o pelo pescoço em uma espécie de mata-leão,
04:55e com a outra mão ele conseguiu acessar essa lesão que estava, que foi feita com a faca.
05:02Ele conseguiu acessar aqui a traqueia,
05:04hoje, nessa que ele puxou a vítima para esse falecer.
05:10O corpo ainda ficou dentro do imóvel lá, ela residiu em cima da casa dos pais, né?
05:16Então, o corpo ainda ficou dentro do imóvel por cerca de uns dois dias.
05:21Esse namorado dela pediu para que ela fosse até a rua, para que ele comprasse aí no
05:29foro, para a serrinha também, para que ele pudesse colocar, para que ele pudesse desmembrar
05:35o hábito.
05:39E também o corpo ainda foi atuado, com o vizinho, que a gente vai fazer o ativo dele também.
05:44É o hábito dele que possivelmente vai ser solto, né?
05:46Mas nós apresentamos aí pela provocação da prisão dele.