- há 12 horas
Homem de 42 anos mata a esposa e os 3 filhos a marretadas e tira a própria vida.
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NotíciasTranscrição
00:00Aqui no estúdio a gente recebe o psicólogo Alexandre Brito.
00:04Boa tarde, Alexandre. Obrigada pela sua presença mais uma vez aqui no Fala Espírito Santo.
00:09Boa tarde, Roberta.
00:09Uma pena que é para falar sobre essa tragédia que aconteceu lá em São Domingos do Norte, né?
00:15Se não for o caso de uma doença, Alexandre, não vamos levar isso em consideração nesse momento, né?
00:21A polícia ainda está investigando o caso.
00:23O que leva uma pessoa a cometer um crime tão bárbaro assim?
00:27A gente tem alguns elementos que apareceram nesses depoimentos de agora, como por exemplo,
00:32um processo de separação, indícios de uma depressão, enfim.
00:36E também nós estamos em um estado que tem um alto índice de feminicídio.
00:40Então a gente pode reunir, vamos dizer assim, esses ingredientes para tentar entender o que pode ter acontecido.
00:45É claro que nós não podemos cair no erro de tentar diagnosticar ou fazer algumas considerações equivocadas,
00:53porque ainda temos poucos elementos, mas esses temas como a depressão, o feminicídio,
00:59a questão dessa não aceitação da separação, podem ser alguns indícios de uns caminhos que a gente pode percorrer aqui
01:08e conversar.
01:08Inclusive a nossa equipe, o Asley Leite, está a caminho de São Domingos do Norte,
01:14que fica a cerca de 180 quilômetros aqui da capital de Vitória, gente,
01:18para acolher exatamente mais informações e tentar entender junto aos policiais, aos médicos,
01:24o que realmente motivou esse crime, mas levando, juntando esses elementos que você disse aí para a gente, Alexandre.
01:32Então, você acredita que pode ter sido premeditado um crime o fato dessa separação, dele não aceitar essa separação?
01:42É difícil a gente saber se a gente consegue premeditar, mas em geral, a violência contra a mulher aparece em
01:48muitos sinais.
01:50A violência contra a família, a violência contra a mulher apresentam alguns sinais que nós precisamos considerar.
01:55Porque muitas vezes, Alberto, o que acontece?
01:57Tem alguns ditados que a gente ouve, como, por exemplo, entre briga de marido e mulher não se mete a
02:02colher,
02:02mas é necessário, sim, que a gente faça intervenções, colegas, amigos, a rede de apoio, as pessoas que estão ao
02:09redor dessa família,
02:10para que possam, sim, saber como lidar com isso, com a relação do casal, com a relação da família, também
02:17tudo isso é importante.
02:19Existe um outro ditado também que, infelizmente, faz com que a gente acredite que a mulher nasce para o homem.
02:24Por exemplo, um exemplo simples que a gente dá no cotidiano, quando uma mulher faz um bolo muito gostoso, o
02:29que a gente fala?
02:30Elogia, né?
02:31Ou já serve para casar.
02:33Só que muitas vezes, o quê?
02:34A gente acaba fazendo essa consideração como se a mulher, ela tivesse um destino que é um homem,
02:41um destino que é fazer e se oferecer para uma família.
02:44Mas não, então, a gente pode até mudar esse ditado, né?
02:47Quando a mulher tem a sua habilidade, ela já pode morar sozinha.
02:50Então, esses são, claro, são pequenos traços que eu estou trazendo, mostrando que essa cultura de que a mulher é
02:56posse de alguém,
02:57que a mulher, ela nasceu para, né, para servir, por exemplo,
03:03tudo isso são contribuições para que o feminicídio aconteça, para que haja essa posse da mulher na família,
03:09e não aceitar o término, por exemplo.
03:12Olha só, sobre esse assunto, o que a gente fez hoje na produção?
03:16A gente entrou em contato com diversos moradores da região, a gente conversou com vários empresários,
03:21donos de padaria, supermercados, eu procurei saber como que era o perfil do Flávio, né?
03:27Que era o pedreiro, que ajudava muito, ele sustentava a família, a esposa dele era a cozinheira de um restaurante.
03:35E eu tive informações que até então ele não apresentava, Alexandre, nenhum sinal de que ele era violento,
03:43ele não apresentava nenhuma característica de que maltratava os filhos, a esposa,
03:50inclusive soube que ontem ele foi à rua, comprou duas camisas, né?
03:56Não sei se essa é uma informação relevante ou não, mas enfim, uma pessoa que tinha uma vida normal.
04:01Então, sobre esses sinais que você está aí falando, que a pessoa geralmente, ela vem apresentando,
04:06no caso, nesse caso específico do Flávio, até então, o que a gente levantou é que não tinha nenhum sinal.
04:13Mas antes mostrou sim que um amigo dele disse que ele tinha um sinal de depressão.
04:17Então, às vezes o silêncio, a gente nunca sabe o que se passa no silêncio.
04:21Às vezes o silêncio é um sinal?
04:22Pode ser um sinal.
04:23Então, por exemplo, é claro que não dá para a gente tentar aqui criar uma teoria de uma previsibilidade
04:28do que pode acontecer ou não.
04:30Isso não foge, foge ao nosso controle.
04:33E a gente nem pretende fazer isso, né?
04:35Isso, foge ao nosso controle.
04:36Esses casos podem ser, casos como esse, a gente não consegue prever muitas vezes, nem mesmo evitar.
04:42Mas quando acontece, a gente chama atenção para algumas coisas que a gente pode se atentar.
04:47Então, muitas vezes, eu estava falando da mulher até então, então vamos falar do homem, né?
04:51Que muitas vezes a gente fala que o homem não pode mostrar sentimento, o homem não pode falar o que
04:55sente.
04:55O homem, às vezes, não tem com quem dividir alguma coisa.
04:58O homem, quando fala o que sente, muitas vezes é sinal de fraqueza.
05:01Não sei se é o caso dele, mas essa é a possibilidade, por exemplo, de haver indícios disso também.
05:08Então, muitas vezes, o silêncio não significa que não há sofrimento.
05:11Não significa que há pensamentos suicidas ou há mesmo homicidas.
05:15Então, é fundamental sempre o diálogo e se prestar atenção em sinais como esse,
05:20é fundamental que encaminhe para a saúde mental, algum acompanhamento em saúde mental, um tratamento e dar atenção.
05:26Por exemplo, a gente deu uma olhada também nas redes sociais do Flávio
05:29e a gente viu vídeos com trilhas religiosas, com músicas religiosas, imagem dos filhos juntinhos, sabe?
05:37Aparentava ser uma família que podia ter ali a ausência, por exemplo, às vezes financeira, uma dificuldade financeira,
05:46mas falta de amor não aparecia, não aparentava nesses vídeos.
05:52Mas, às vezes, por trás disso, nem sempre rede social é o mundo real, né?
05:56É, pelo contrário, né?
05:57A rede social, muitas vezes, é uma imagem que deveria ser e não é.
06:01Você mostra aquilo que você gostaria, não necessariamente aquilo que você vive.
06:05Pode até ser que sim, mas nem sempre.
06:08Então, é difícil a gente tentar prever realmente por esses sinais.
06:11Talvez ele estava com a espiritualidade em dia, a família também, a gente não sabe sobre isso.
06:16Mas é importante sempre dar essa atenção à saúde mental.
06:19Sempre que a gente fique atento, mesmo que sejam sinais muito pequenos,
06:24para que possa haver um acolhimento, tanto dele quanto da família.
06:29Você falou de amor, pode ser que havia amor, mas, às vezes, a gente confunde amor com posse
06:32e acredita que eu não posso perder.
06:34Então, às vezes, acredita que aquilo ali é meu e, se não for meu, não é de mais de ninguém.
06:39Então, a gente não sabe o que acontecia.
06:41Não se trata aqui, como eu falei, de tentar prever ou tentar diagnosticar o que acontece,
06:46mas com alguns sinais, que a gente possa dar mais atenção para a saúde mental,
06:51para a saúde da mulher, principalmente em casos de violência e para a saúde da família.
06:55E a gente sabe que ele não só destruiu o núcleo familiar dele,
06:59até mesmo os pais, os irmãos, que eram vizinhos dele.
07:04É uma família completa que vai ficar agora com esse trauma, com sequelas dessa tragédia.
07:12E não só o núcleo familiar ao entorno, mas também a cidade toda, uma cidade pequena.
07:18E a gente vê que hoje a cidade acordou em luto com isso.
07:22É, o luto é um processo necessário, ainda mais em casos como esse, que é uma perda tão trágica,
07:26e uma perda em grande número, uma família.
07:29Então, que a gente respeite esse luto, que a gente possa respeitar as famílias,
07:35respeitar a cidade, a cidade está em luto.
07:36E que essas situações como essas, inesperadas, mas que acontecem,
07:42possam, mais uma vez, nos chamar a atenção para a necessidade dos cuidados com a saúde mental,
07:48da família e da mulher.
07:50Isso tudo é fundamental.
07:51Todo esse caso demonstra essa necessidade.
07:54Porque eu sempre falo que a gente pensar no que aconteceu nos próximos passos,
07:59é talvez até trágico e algo até mais simples,
08:03porque já aconteceu a forma de julgar o caso, enfim.
08:06Mas é a forma de prever e tentar criar ali mecanismos que tentem evitar essa situação.
08:12E ontem, inclusive ontem, gente, nós mostramos aqui na TV Vitória,
08:16mais um caso de violência, depois de briga com o ex-marido,
08:20uma mulher teve o corpo queimado dentro de casa, incendiada, tá?
08:24E olha só que tristeza.
08:25Tudo isso aconteceu na frente da filha do casal,
08:29de apenas dois anos, gente.
08:31De acordo com o corpo de bombeiros, o homem simplesmente jogou o álcool no apartamento da família
08:36e, em seguida, colocou fogo.
08:38A mulher de 22 anos foi socorrida pelo SAMU e levada para um hospital da Grande Vitória.
08:43Ela teve aí aproximadamente 16% do corpo queimado e está na UTI.
08:49A bebê de dois anos inalou muita fumaça e, por isso, foi socorrida para o hospital infantil de Vitória.
08:55Mas já teve alta a bebê, a mãe continua na UTI e a bebê está sob os cuidados da família
09:02da mãe.
09:03Ou seja, nesse caso aí, a gente sabe que se trata de uma violência doméstica, né?
09:09Uma violência contra a mulher.
09:10Acabou que a filha também foi envolvida nessa consequência.
09:14Por que que quando o homem quer se vingar da mãe, ele nem se sensibiliza com a presença dos filhos?
09:23Por que que acontece isso?
09:25Muitas vezes você vê que essa forma de ser homem é uma forma muito primitiva e agressiva.
09:30É aquela forma de ser homem que compete com o outro,
09:33aquela forma de ser homem que tem a questão da posse,
09:36aquela forma de ser homem que, muitas vezes, parte por meio da violência
09:41para alcançar os seus objetivos, né?
09:43Infelizmente, isso é uma manifestação desse machismo, né?
09:49Que, infelizmente, é muito presente em nossa comunidade, em nossa sociedade, no Brasil em si.
09:54É muito difícil ser mulher no Brasil.
09:56Então, essas questões passam por essa via também, né?
10:01Então, muitas vezes, também, o adulto não tem esse cuidado com as crianças, né?
10:07E acaba que confundindo e não lidando com essa separação dos problemas do mundo adulto
10:13com os problemas do mundo infantil.
10:15E como proteger, então, as nossas crianças?
10:17É fundamental dar atenção a essas crianças.
10:20No caso da criança que já passa por essa situação,
10:22ela precisa de uma atenção na sua saúde mental, um apoio familiar, a comunidade também.
10:27Não tratá-la simplesmente como aquela criança que já foi destruída pelo que aconteceu,
10:32porque você destrói ela tratando ela como destruída,
10:34mas vai acolher ela e vendo nela as possibilidades, as forças, as intensidades,
10:39fazer com que ela possa elaborar esse luto, essa perda, essa violência,
10:43mas também saber acolhê-la de forma que ela possa também ter o seu desenvolvimento.
10:48Por exemplo, Alexandre, o caso dessa bebê aí de dois anos que estava ali nesse ambiente,
10:54o pai tacou fogo na casa, tacou fogo na mãe, né?
10:57Essa bebezinha de dois anos, ela precisa, ela vai precisar de um acompanhamento psicológico?
11:02E todos os envolvidos, e todos os envolvidos.
11:05É fundamental para que ela possa ter o seu desenvolvimento, né?
11:09Para que ela possa compreender que ela pode se relacionar com uma pessoa
11:14e que essa pessoa não vai agredi-la necessariamente,
11:17que a sua história não necessariamente vai se repetir no futuro,
11:20que ela pode ter uma vida saudável, né?
11:23Então, tudo isso é fundamental para que a criança, ela possa se desenvolver,
11:27não necessariamente repetindo padrões, ou necessariamente também presa ao passado,
11:32nesse ressentimento, nessa tristeza, e que ela possa avançar.
11:35E aí a gente vê que esses casos de violência têm aumentado muito na pandemia,
11:40quando a gente fala de violência doméstica, né?
11:42Violência contra a mulher, contra as crianças também.
11:45Agora, na pandemia, parece que isso intensificou.
11:48Com certeza.
11:49Com a questão da quarentena também, Roberta, não só a violência contra a mulher,
11:52como as crianças também.
11:53Até porque 70% dos casos, por exemplo, de abuso infantil,
11:57são de alguém próximo à criança.
12:00Então, tudo isso são algumas questões que, na pandemia, se agravaram
12:04e que é muito importante que a gente dê atenção,
12:07que a gente ofereça meios de comunicação para crianças e mulheres possam pedir ajuda.
12:12E qual é a consequência que uma criança pode levar para a vida dela,
12:17principalmente se ela não fizer um acompanhamento, se ela não tiver a devida atenção?
12:20Ela pode ter várias consequências, mas se ela não elabora isso,
12:25se ela não tem uma rede de apoio, se ela não tem um tratamento,
12:28um acompanhamento psicológico, se ela não consegue falar sobre isso,
12:31vai muito de cada um.
12:33Ela pode manifestar de diversas formas, sintomas, dificuldades nos relacionamentos,
12:38pode somatizar, enfim, se transformar em algo psicossomático,
12:42mas pode ser que ela simplesmente supere.
12:45Nem sempre uma marca vai te definir.
12:47Às vezes, uma marca te torna mais forte.
12:50Então, às vezes, essa criança pode, sim, superar isso,
12:53mas é fundamental que ela possa ser escutada e acolhida.
12:57Agora, Alexandre, você tocou num ponto muito importante,
12:59que é de denunciar como que a gente encoraja,
13:02como que uma mulher não baça na vida dela.
13:06Não é o caso que a gente está falando aí, daí o Silvânia,
13:08a gente ainda está, a nossa equipe foi até o local,
13:11está a caminho de São Domingos do Norte,
13:14próximo à Colatina, 180 quilômetros aqui de Vitória,
13:17a nossa equipe está a caminho.
13:19A gente ainda está trabalhando na hipótese de ter sido violência doméstica
13:25por motivo de ciúmes, de não aceitar o fim do relacionamento.
13:28Aliás, isso não é motivo, isso não pode ser definido como motivo.
13:32Mas como que uma mulher denuncia, como que ela tem a coragem de denunciar o companheiro?
13:37Isso que você falou é importante, nunca tem causa para a violência.
13:40Não existe nada que justifique a violência, né?
13:43Mas voltando, existem várias formas de denunciar.
13:46Primeiro passo, geralmente as pessoas procuram alguém muito próximo,
13:49uma amiga, um parente, uma familiar,
13:53ou alguém mais próximo, um vizinho, uma vizinha,
13:55que pode ajudar a você ter forças,
13:58porque a mulher muitas vezes tem medo de denunciar
14:01e as agressões aumentarem, esse ciclo de relação abusiva.
14:05Então, existem também telefones que você pode entrar em contato,
14:09se não me engano é 181.
14:11181, diz que denúncia.
14:12Você pode entrar em contato, você também tem aplicativos,
14:14SOS Maria, se não me engano, você também pode ir lá,
14:17por meio dele, fazer, acionar a ajuda.
14:22Existe apoio jurídico, por exemplo, na Defensoria Pública.
14:25Você também pode hoje, mulher, nas farmácias,
14:28são treinadas para que se você, por exemplo,
14:30marca um X na sua mão e mostra para o atendente,
14:33ele sabe e vai te encaminhar ali, tomar as providências ali
14:37de forma sigilosa, atenciosa e cautelosa,
14:41para que você também seja encaminhada para uma assistência.
14:45E é um X de batom mesmo, tá, gente?
14:46Você pode fazer simplesmente com batom, com uma caneta,
14:49chega numa farmácia, mostra a palma da mão.
14:52Tem agora também mulheres pedindo socorro,
14:55fazendo uma ligação, simulando, né,
14:57como se fosse fazer o pedido de uma pizza.
14:59Está ligando para a pizzaria?
15:00Eu queria fazer o pedido de uma pizza.
15:02Então, a gente sabe que hoje
15:04a polícia já está bem treinada também para isso,
15:08já está sendo safa em relação a isso, né?
15:11Deixa eu só confirmar aqui com a minha diretora
15:13que chegou uma informação nova.
15:16Adriana?
15:17Certo, olha só, vamos fazer o seguinte agora.
15:19A prefeita de São Domingos do Norte,
15:22a Ana Malacarne de Oliveira,
15:23enviou um vídeo agora há pouco para a imprensa.
15:27Vamos ver.
15:39Que Deus conforte os corações dos amigos e familiares
15:44nesse momento de tanta dor.
15:47Nós já colocamos à disposição dos familiares,
15:52os psicólogos e assistentes sociais da cidade.
15:56E estamos à disposição nesse momento trágico.
16:03A gente viu aí, né, Alexandre,
16:04que agora, então, tem esse serviço
16:06que a prefeitura vai oferecer, né,
16:08que os psicólogos vão atender a população, né,
16:11porque é uma cidade pequena,
16:13muita gente conhece todo mundo,
16:15as pessoas se conhecem,
16:17e a família vai precisar disso.
16:18Vai, sim, é importante essa movimentação,
16:22todo esse acolhimento, né.
16:24Também é importante que a gente não seja obsceno
16:27com as famílias, né,
16:28obsceno aquilo que vai para além da cena,
16:30que você, às vezes, tenta invadir uma intimidade, né,
16:33é importante a gente respeitar esse espaço
16:34das famílias também, né,
16:36e saber acolher e dar toda a atenção necessária, né.
16:41Existem serviços também para as famílias,
16:43como CREAS, né,
16:45que pode dar uma atenção, né,
16:46de referência à assistência social
16:47para familiares, que passam por isso,
16:50pessoas que também podem...
16:51E os próprios amigos também que conviviam
16:52com essas crianças na escola, né,
16:54imagina, não tem como esconder isso
16:56das crianças e nem deve, né.
16:58Não, é um assunto que talvez seja tratado
17:01de forma delicada, respeitosa,
17:04e que muitas vezes as pessoas têm medo
17:06de falar sobre esses assuntos.
17:08Só que falar sobre esses assuntos
17:09não incentivam esses assuntos,
17:11pelo contrário,
17:12falar sobre isso faz com que você abra os olhos,
17:15faz com que você sensibilize,
17:17faz com que você veja,
17:18com que a pessoa se aproxime, às vezes,
17:20de uma realidade que ela está passando
17:21e não sabe o que fazer.
17:22Então, muitas vezes,
17:23falar desse assunto,
17:24inclusive com crianças,
17:26é necessário,
17:27claro que não há linguagem da criança
17:29sem ser obsceno,
17:30mas para a criança entenda também
17:32e possa, inclusive, se proteger.
17:34Tá certo, Alexandre.
17:35Obrigada pela sua presença,
17:36mais uma vez, aqui no Fala Espírito Santo.
17:38Uma pena que é para falar desse assunto
17:39tão trágico, tão triste,
17:41que aconteceu hoje em São Domingos do Norte.
17:43Obrigada, viu?
17:44Obrigado, Roberta.
17:45Até a próxima.
17:45Até a próxima.