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  • há 1 semana
A família de um rapaz que tem transtorno mental e ateou fogo na casa da própria família clama por ajuda. O drama, a dor e a preocupação constante, agora se somam ao prejuízo financeiro.

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Transcrição
00:00Na hora da nossa reportagem especial, hoje a gente mostra o drama de uma família que sofre com as ações
00:07de uma pessoa que tem transtorno mental.
00:09A dor e a preocupação são grandes e agora o prejuízo financeiro. A casa foi incendiada. Balança!
00:17Na entrada da residência, sinais de destruição.
00:24No terraço, a família tentou improvisar um fogão a lenha, mas foi impossível ficar no imóvel.
00:30No local, morava o irmão da Sinara, que desde os 13 anos sofre de esquizofrenia.
00:37Nós começamos a notar pela agressividade dele, por ele falar que tinha gente atrás dele, vultos.
00:49E qualquer coisinha que falasse com ele, ele começava a dar soco nas portas, nas janelas, a quebrar as coisas,
00:58né?
00:58O tempo foi passando e a saúde mental do rapaz foi piorando.
01:03Quando ele começou a agredir as pessoas na rua, querer agredir as pessoas, sabe?
01:10Não assim por vontade própria, mas por causa da doença mesmo, né?
01:15E quando ele começou a apanhar muito, então, né, nós procuramos psiquiatra, né?
01:20Levamos ele no psiquiatra, ele começou a tomar o remédio, né?
01:25Aí depois ele foi e parou com a medicação.
01:28Mas foi o último surto do rapaz que deixou a família bastante assustado.
01:34Essa daqui é a residência onde ele morava, junto com a companheira e duas crianças, dois filhos dele.
01:42No último final de semana, o rapaz teve uma crise e surtou.
01:48Acabou colocando fogo em tudo que tinha dentro da residência.
01:52Veja aqui a cozinha.
01:53Aqui tinha fogão, tinha mesa, tinha geladeira.
01:57Tudo foi consumido pelo fogo.
02:01A gente vai andando um pouco mais aqui.
02:03É uma casa bem pequena, de três cômodos.
02:06Tem a cozinha, o banheiro e esse quarto aqui, onde a família também dormia.
02:12Aqui nesse local, onde o Wanderson mostra pra gente, aqui tinha uma cômoda.
02:17Veja só que a cômoda foi toda consumida pelo fogo.
02:22Aqui desse outro lado, olha só, tem até um pedaço de madeira aqui da cama.
02:27Porque nesse espaço aqui ficava uma cama.
02:29Veja só, pedaços de piso, de cerâmica.
02:33Tudo acabou caindo.
02:35As paredes, se você perceber, veja só, toda suja por conta da fuligem do fogo.
02:42Gente, a família perdeu tudo.
02:46Absolutamente tudo.
02:47Aqui desse lado, tem uma varanda.
02:50E aqui a gente se depara também.
02:52Veja só como ficou esse ventilador.
02:55Olha só, completamente derretido, completamente destruído.
03:02Só sobrou essa parte aqui.
03:05E olha lá, isso porque a família já deu uma limpada aqui no grosso, conseguiu tirar o grosso pra poder
03:14dar uma limpada.
03:16Mas não sobrou absolutamente nada aqui dessa residência.
03:23Infelizmente, né, ele tava muito alterado.
03:26Isso aconteceu, né, que ele já tava alterado.
03:29E ofereceram cachaça pra ele.
03:31Ele tomou essa cachaça, né, e a esposa tava na igreja, né, com as crianças.
03:36E ele, quando ela chegou em casa, tinha gente, né, ali fora.
03:43E a casa simplesmente tava pegando fogo.
03:46Conversamos com esse médico psiquiatra por chamada de vídeo.
03:51O profissional chama a atenção.
03:53Pessoas diagnosticadas com esses transtornos são pessoas doentes.
03:59A princípio, né, essas pessoas não devem ser encaradas como criminosas, aliás, pessoa alguma, né, até que se prove o
04:08contrário.
04:10E quem tem um transtorno mental, muito menos, né, ela tem uma doença mental, ela não é culpada por ter
04:19nascido, né, ou ter desenvolvido esse transtorno.
04:24E elas precisam de tratamento adequado.
04:28O caso dessa família não é o único que mostramos em nosso jornalismo.
04:34Vídeos feitos por vizinhos mostram as chamas, consumindo uma residência em Barra Mares, Vila Velha.
04:41Nela moravam um aposentado de 73 anos e a esposa de 58, e o filho deles, de 21 anos.
04:49Segundo o casal, o incêndio foi provocado pelo jovem.
04:53Meu esposo tinha acendido o fogo, né, pra cozinhar um feijão com a carne, aí meu menino foi lá e
04:59pegou uma torta de fogo e levou pra varanda.
05:01E nele levar a varanda, meu esposo foi lá e pegou dele.
05:04E depois ele foi lá e pegou outra vez aquela torta de fogo.
05:07Aí, na hora que nós voltou, a mufada já tá pegando fogo.
05:11E ali, a gente ficou com pânico ali e meu menino deixou a escada correndo.
05:17E eu falei com meu esposo, desde de perto, meu esposo foi lá e pegou.
05:20Meu esposo até gritou comigo, vamos apagar o fogo.
05:22Não, não tem como apagar o fogo, não.
05:24A dona de casa conta que o filho é doente, viciado em drogas, e chegou em casa com um comportamento
05:31alterado.
05:33Logo depois, colocou fogo na residência.
05:36Eu notei que eu tava nervoso, deu de cedo, deu de cedo, já tava alterado, ele saía pro bar, voltava.
05:42Aí eu saí pra ir comprar dois sucos e duas caras de fósforo, aí na hora que cheguei ali, tá
05:48com um vermelho já, o outro até vermelho.
05:50Na rua, a gente encara as pessoas como, como se diz, normal, né, sem nenhum problema.
05:57Você não tá pensando se a outra pessoa de lá tem uma doença, outra ou não, né.
06:03Você pode entrar até embate com alguém que tem um problema mental, isso acontece muitas vezes até no trânsito, né.
06:11Então o melhor é a gente estar sempre se imprevenido e se colocando no lugar do outro.
06:18De volta ao caso da família da Serra, o suspeito de ter colocado fogo na casa foi preso por causa
06:26de mais um surto na rua.
06:29Ele quis agredir a ex-mulher e até tem quase ainda que, né, que pra ele, como ele tava muito
06:36alterado, a pessoa pegou um pedaço de pau, né, pra ver se ele parava.
06:42Mas assim, por sorte, a polícia chegou, né, e levou ele pro presídio.
06:47Apesar das dificuldades e das incertezas, Sinara ainda tem esperança de ver o irmão bem e de volta para a
06:57família.
06:57O meu maior sonho hoje é isso, é que ele seja internado.
07:02Que eu possa ir lá na clínica, dar um abraço dele.
07:10Gente, a família desse rapaz precisa de ajuda, sabe por quê?
07:14Porque a esposa dele tá com câncer, tá morando na casa de uma pessoa que tá ajudando ela, e ela
07:25precisa da casinha dela.
07:27Esse aqui é o local onde a família vivia e esse rapaz doente acabou botando fogo.
07:32Então a família precisa de cama, fogão, pia pra cozinha, gelado.
07:39Então precisando de tudo, porque acabou tudo.
07:41Quem puder ajudar, entre em contato com o telefone que tá aparecendo aí na tela, 997-23-9333.
07:49É o telefone da irmã desse rapaz, né, que apareceu ali, a Sinara.
07:54Quem puder entrar em contato, tá?
07:56E com relação ao atendimento, a Secretaria da Saúde, tá, informou que os pacientes são atendidos e acompanhados
08:04nas unidades básicas de saúde e pelas equipes de saúde da família.
08:08Olha, os casos graves são encaminhados para atenção especializada e são atendidos nos centros de atenção psicossocial.
08:16E atenção, em caso de surto psiquiátrico, a orientação é acionar o SAMU via 192.
08:24Olha, eu quero pedir aqui, encarecidamente, tanto a Secretaria Municipal de Saúde lá da Serra,
08:32como a Secretaria Estadual de Saúde também, que vocês possam não somente ficar na nota escrita, né,
08:42informando as pessoas que isso é muito importante, as orientações que vocês estão dando ali,
08:46mas eu quero fazer um apelo em nome dessa família que vocês possam, de alguma forma,
08:51auxiliar essa família também a como procurar ajuda, né, auxiliar de uma maneira mais eficaz,
08:59não só essa família, mas tantas outras que precisam dessa ajuda, né, porque isso é muito importante.
09:05Hoje mesmo fui levar meu pai para poder tomar a terceira dose da vacina aqui em Vitória
09:10e uma senhora me procurou lá no posto de saúde que eu estava com meu pai, Camargão,
09:14perdi meu marido, preciso de um psicólogo, eu não estou bem, eu não consigo psicólogo na rede pública de saúde.
09:22Então, assim, as pessoas precisam de mais informações, né, as pessoas precisam ter acesso melhor à informação.
09:31Hoje a gente avançou mil anos com informação por conta da internet, por conta, né, das redes sociais,
09:37mas tem gente que ainda não consegue ter informação.
09:40Então, que a gente possa ajudar essas pessoas efetivamente.
09:43O telefone da família está aí na tela.
09:45Minha gente, olha só.

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