- há 3 semanas
chuva
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NotíciasTranscrição
00:00Olha, a chuva até que deu uma trégua, a água até que baixou um pouquinho.
00:03Agora os comerciantes e moradores lá de Cobilândia começaram a contabilizar os prejuízos,
00:08que eu acredito que não serão pequenos.
00:11Ao vivo, a Apoliana vai trazer informações pra gente, só que tem um detalhe.
00:16Nesse trecho que a Apoliana está, ainda tem muita água na rua.
00:21Apesar dos carros estarem passando hoje com um pouco mais de facilidade se comparado com ontem,
00:26mas ainda tem muita água, né Apoliana?
00:31Exatamente, Dudu. A gente está na rua que nós estivemos ontem, no começo do Espírito Santo Mar,
00:36que é uma das ruas principais que dá acesso ao bairro Cobilândia.
00:39A gente vai mostrar aqui, ó.
00:41Ontem, Dudu, a gente não via o asfalto, tá?
00:43Hoje a gente consegue ver pelo menos o centro dele.
00:46As laterais, como a gente pode perceber, ainda tem bastante água.
00:49Mas como você bem falou aí, os carros hoje conseguem passar com um pouco mais de facilidade
00:54comparando com o dia de ontem, né?
00:56A gente percebe, enquanto a gente está aqui, Dudu, que os carros não usam todas as faixas.
01:01Usam só uma faixa pra vir e uma faixa pra ir, justamente porque as laterais ainda estão com muita água.
01:08Agora, do lado de cá, ó, tem uma calçada, por exemplo, que está completamente livre.
01:12Ontem ela não estava, ontem ela estava completamente coberta também por água.
01:15Então, isso também vai facilitando o dia a dia, né?
01:19A travessia dos pedestres e dos ciclistas.
01:22Agora, o problema maior, Dudu, é do lado de cá, ó, onde o Everaldo Monteiro está mostrando agora.
01:27Essa rua, que é uma transversal aqui dessa principal, ela ainda está completamente alagada.
01:32Hoje a gente está vendo ali o canteiro central, um pouquinho dele,
01:36mas as calçadas mesmo a gente quase não vê.
01:38E a rua é impossível de enxergar, Dudu.
01:41Está completamente alagada.
01:42A gente consegue ter uma noção do nível da água olhando aquele primeiro carro estacionado lá, Dudu.
01:48Olha só, a gente quase não vê a roda do carro.
01:51A gente percebe também que a lateral, né, por ser mais baixa, a lateral da rua,
01:55acaba ficando com o nível de água ainda maior.
01:58Então, pra quem mora nessa rua, pra quem tem comércio nessa rua,
02:02a situação ainda é muito complicada e os prejuízos nem se fala, né, Dudu?
02:07É muito prejuízo pra quem tem comércio e também pra quem mora.
02:11Agora, em pouco, enquanto a gente estava aqui esperando pra entrar ao vivo,
02:15estava vindo um senhorzinho nessa rua aqui que a gente está mostrando agora,
02:18e aí a gente parou ele aqui pra conversar, né, pra saber de onde ele estava vindo.
02:22Ele disse que estava vindo de casa, ele mora nessa rua que está completamente alagada
02:26e está cansado, Eduardo.
02:28Toda chuva é a mesma coisa.
02:30A sorte dele, pelo que a gente estava conversando, é que ele mora no segundo não.
02:34O primeiro é só garagem, porque se fosse o contrário, seria mais uma chuva com perdas.
02:39Vamos ouvir o que ele falou com a gente, Dudu.
02:42A gente passa a perda, né, a rua alagada, né, chove muito aqui.
02:48Então, nessa época de chuva assim, alagada, todas as casas aí estão tudo inundadas.
02:54Inclusive, eu tenho um colega meu de serviço que ele perdeu os novos tudinho em casa
02:59e vai, mas dá pra São Antônio, porque encheu demais aí.
03:03E ele é pobre, então não tem como você não pagar.
03:06Aí arrumaram uma casa pra ele lá, pra ele não pagar aluguel, aí ele vai morar lá agora.
03:11É triste, né? A casa do senhor também entrou água?
03:14É, na parte baixa entrou.
03:16Agora, como eu moro na parte superior, né, então embaixo está tudo alagado, tudo alagado ainda.
03:27Pois é, Dudu, a realidade desse senhor é a mesma de muitas outras pessoas, né?
03:31É complicado realmente.
03:33Passou um outro rapazinho agora há pouco aqui também, com a calça toda molhada, vindo dessa mesma rua.
03:37E ele falou que na casa dele ainda está cheio d'água.
03:40Ele está indo trabalhar por consideração mesmo na empresa, porque ele queria mesmo era ficar em casa cuidando da situação
03:45lá, tá?
03:46Mas olha só, um outro problema.
03:48Ontem a gente falou, Dudu, sobre os riscos que essa água toda esconde, né?
03:52Quando a gente não consegue enxergar a calçada e a rua.
03:54Hoje a gente consegue ver esse risco, olha só.
03:58Olha esse bueiro aqui, Eduardo.
04:00Ele está sem tampa.
04:02Até sinalizaram, né?
04:03Colocaram um pneu ali dentro, colocaram essa ripa aqui pra cima, esse galho de árvore aqui,
04:07pra sinalizar que aqui existe um buraco.
04:10Mas a gente não sabe nem quando essa madeira, por exemplo, foi colocada, né, Dudu?
04:14Se ela foi colocada hoje, quando a água já estava baixando,
04:17então ontem quem passou por aqui se arriscou demais.
04:21Porque a gente sabe que esses bueiros, eles não são rasinhos, eles são fundos.
04:25Então imagina só uma pessoa cair aqui dentro.
04:26A gente já viu várias pessoas passando aqui agora e tentando desviar desse bueiro
04:30pra poder não se acidentar, obviamente.
04:33A gente estava olhando aqui hoje mais cedo, tinha um senhor aqui levantando esse galho aqui
04:38e realmente não é um buraco rasinho não, tá, Dudu?
04:41É um bueiro fundo e com certeza, se alguém caísse aqui, era um risco de um acidente grave, com toda
04:48certeza.
04:49Mas esse não é o único, tá, Eduardo?
04:51Por onde a gente passou hoje de manhã, nas ruas que ontem estavam muito alagadas,
04:55a gente viu várias situações semelhantes, vários buracos no meio da pista, vários bueiros sem tampa.
05:00Então, com certeza, o risco, ele existe.
05:04E agora que a água vai baixando, a gente consegue entender com mais clareza quais são esses riscos, né?
05:09Gente, olha só essa imagem aqui, tá vendo que eu falei agora há pouco a respeito do perigo deste bueiro
05:15aberto, né?
05:16Um pneu ali pra sinalizar que o bueiro tá aberto, alguém passava por ali, tudo alagado, poderia correr o risco
05:22de sofrer um acidente?
05:23Essa imagem aí é de hoje, né?
05:24Olha só a imagem de ontem, era exatamente aqui, ó, exatamente nesse local.
05:29Dá pra pessoa saber que ali tem um bueiro?
05:31Claro que não dá, claro que não dá pra saber.
05:33Correr o risco de sofrer um acidente que passou por ali, de cair num bueiro desse e se machucar gravemente.
05:40Pois bem, deixa eu voltar a chamar a Poliana, porque Poliana está neste local,
05:46que aquele restaurante ali, gente, dá até pena desse comerciante.
05:48Ele é dono de um restaurante, exatamente nessa avenida de Cobilândia.
05:53Toda vez que chove, este comerciante tem prejuízo.
05:57O restaurante dele para, não tem como funcionar.
06:00É brincadeira, sempre que chove é a mesma coisa.
06:03Coitado desse comerciante.
06:04Poliana, fala com a gente. Fala, Poliana.
06:08Dudu, a última vez que ele abriu o restaurante foi na sexta-feira.
06:12Sábado ele já não abre mesmo, depois da pandemia ele passou a não abrir no sábado.
06:15Domingo também não.
06:16Segunda ele veio pra abrir, mas era impossível por conta do alagamento.
06:20Ontem ele voltou aqui e fez esse vídeo que nós mostramos agora, também não deu pra abrir.
06:26Hoje ele conseguiu abrir, porque a gente percebe que a água baixou.
06:29Mas olha a situação lá dentro do restaurante dele, Dudu.
06:33É água, tá?
06:34Ó, tava pior, tá, Eduardo?
06:35É porque ele abriu uns ralos que tem aqui dentro pra água já começar a escoar.
06:40Mas hoje ele abriu pra limpar.
06:42Vai ser mais um dia sem funcionar.
06:44Ou seja, prejuízo na certa.
06:47Agora a gente vai conversar ao vivo com ele, Dudu.
06:49Com o Sérgio.
06:50Ele é dono aqui desse restaurante.
06:51E tá cansado aí de sofrer tanto com essa situação.
06:55Já é mais um alagamento, mais uma enchente que ele fica, que ele sofre aqui nessa região.
07:01E a gente vai entender dele, né, Dudu?
07:03Sobre essa situação.
07:04Sérgio, bom dia de novo.
07:06Bem-vindo ao Espírito Santo do ar.
07:08Mais uma chuva, mais uma enchente aqui no seu restaurante, né?
07:11É mais um ano de prejuízo, né?
07:14São 20 anos que a gente tá aqui nesse restaurante.
07:18E sempre, antes era só na rua, agora dentro do restaurante.
07:242019 foi a pior enchente que tivemos.
07:27Tivemos 40 mil de prejuízo.
07:29Duas enchentes.
07:31Veio a pandemia, que achatou a gente mais ainda.
07:36A gente tentou se recuperar e agora mais dessa vez.
07:39Então, estamos trabalhando no vermelho e a gente não consegue trabalhar.
07:44São quatro dias agora com água dentro do restaurante.
07:47O governo falou que ia ajudar a gente na pandemia.
07:50Não ajudou em nada.
07:51Porque a gente tá em inadimplente, lógico.
07:54E agora, como que a gente trabalha?
07:57Como a gente sobrevive, né?
07:59Então, é mais um ano aí de prejuízo.
08:04O fim vai ser fechar, né?
08:07A gente só não fechou pra não deixar os funcionários na mão.
08:10Porque a gente tem rescisão pra fazer e a gente não tem dinheiro pra fazer isso.
08:15É uma situação muito complicada, né?
08:23Dudu, ele se emociona aqui conversando com a gente porque ele falou que eles tinham 12 funcionários, né?
08:29Antes da pandemia.
08:31E aí vem os prejuízos.
08:32É um prejuízo atrás do outro.
08:34E agora, quando eles tentam se recuperar da situação complicada que é manter um restaurante, manter funcionários.
08:40Porque a gente imagina que, de fato, não é fácil.
08:42E aí vem mais uma chuva, alaga mais uma vez, estraga as coisas.
08:47É, de fato, uma situação que entristece, né?
08:49É muito triste.
08:52É muito triste.
08:54Não dá nem pra falar mais.
08:57Dudu, agora eles estão limpando, né?
08:59Pra tentar, pelo menos, reabrir o restaurante nos próximos dias.
09:02Hoje, ele já falou pra mim que é impossível porque eles não têm nem muito funcionário mais, Eduardo.
09:07Hoje eles são em quatro pessoas contando com ele e com a esposa dele que são donos.
09:11Então imagina, são só quatro pessoas que têm que tomar conta de tudo.
09:15De cozinhar, de limpar, de servir, de entregar a comida, porque eles também fazem entrega.
09:20Mas hoje, essas quatro pessoas vão ficar aí por conta mesmo da limpeza.
09:24Hoje, amanhã, a gente não sabe até quando, né, Eduardo?
09:27Porque até limpar tudo, higienizar tudo, serão aí alguns dias pra conseguir reabrir.
09:32Então é prejuízo em cima de prejuízo.
09:34A gente, claro, se solidariza, Eduardo, com esse comerciante e com tantos outros que passam por situações como essa toda
09:41vez que chove.
09:42A gente torce também, claro, pra que essa obra que está acontecendo aqui perto, que nós falamos ontem sobre essa
09:47obra,
09:48que ela, de fato, venha pra ajudar essas pessoas, pra que eles tenham aí dias melhores, passem por chuvas, mas
09:54não tenham prejuízos.
09:56E, Dudu, só um detalhe.
09:57Nós perguntamos pra ele sobre esse bueiro, né, se ele já estava sem tampa antes da chuva.
10:02E ele falou que sim.
10:04Tem mais de um mês, Eduardo, que a situação tá assim.
10:07Eles já chamaram a prefeitura, a prefeitura veio, colocou uma tampa, roubaram a tampa.
10:11A prefeitura colocou uma outra tampa de concreto, a tampa quebrou, colocaram outra tampa de ferro, roubaram a tampa de
10:18novo.
10:18Então, o bueiro fica aqui, o buraco fica aqui, causando risco pras pessoas que passam.
10:23Então, uma situação complicada e fica aí, mais uma vez, a nossa solidariedade a esse e a todos os comerciantes
10:29e moradores mesmo que tiveram prejuízo aí com essas chuvas, né, Dudu?
10:33Obrigado.