- há 3 semanas
Um estudo mostra que é grande o número de jovens passando por problemas assim.
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00:00E agora a gente vai fazer um alerta para os pais, para os avós, presta atenção, gente, esse assunto é
00:05sério.
00:06Seis em cada dez jovens relatam ter sentido ansiedade nos últimos seis meses.
00:13Os dados são da pesquisa Juventudes e Pandemia, olha aí.
00:17Os dados mostram ainda que 50% dos jovens sentem cansaço e exaustão frequentes.
00:2418% relataram depressão, 9% automutilação ou pensamento suicida.
00:32Na educação, 55% sentem que ficaram para trás na aprendizagem e 34% já pensaram em não querer mais
00:41estudar.
00:4211% ainda cogitam largar os estudos.
00:46Foram ouvidos mais de 16 mil jovens de 15 a 29 anos em todo o Brasil.
00:52Gente, esses números são muito preocupantes.
00:54A gente está falando aí de uma geração que está doente.
00:58A gente precisa ter um olhar mais atencioso para os nossos adolescentes, os nossos jovens,
01:04que vai ser a geração produtiva de amanhã.
01:07Vamos bater um papo sobre isso aqui no nosso estúdio?
01:10Eu recebo a psicóloga Aline Hessel e também a Luene.
01:14Luene tem 21 anos, está nessa faixa etária aí que foi feita essa pesquisa.
01:18E se identifica, Luene? Boa tarde, seja bem-vinda.
01:22Obrigada. Sim, identifico.
01:24A minha ansiedade é ao extremo.
01:27Dá aquela dor no peito, dá aquele suor que dá na mão, a pressão cai, fica tremendo.
01:35Aquela ansiedade que até se você ficar dentro de casa está incomodando.
01:39Te faz mal?
01:40Faz mal. É uma ansiedade que dói, que vem de dentro.
01:43Você não sabe explicar o motivo, porque tudo para você, você está nervosa.
01:47Você acaba fazendo ignorância com algumas pessoas por perto, você não consegue dormir direito.
01:53É uma ansiedade que é horrível, né?
01:55Então, é uma coisa que até uma criança se sente incomodada.
02:01Uma criança não consegue dormir, chora por qualquer coisa, não aguenta esperar nada.
02:06Tudo pergunta por que incomoda.
02:09Eu queria que você, de casa, prestasse bastante atenção, porque quando a gente fala ansiedade,
02:13a gente não está falando daquele sentimento, daquela expectativa, às vezes até mesmo gostosa.
02:18Ah, está chegando uma viagem, uma festa de aniversário, uma ansiedade.
02:21Não, não é esse tipo de sentimento.
02:23Quem dera se fosse, né, Aline?
02:25Aline Ress, o psicólogo, vai explicar para a gente o que diferencia.
02:28Boa tarde.
02:29Boa tarde, Roberta. Boa tarde a todos.
02:31É muito importante essa diferenciação, Roberta.
02:34A ansiedade, o medo, ele pode ter, ele tem uma função na nossa vida.
02:39Então, se a gente, por exemplo, tem medo de ir mal numa prova, é comum a gente se motivar com
02:44isso,
02:45a estudar para essa prova.
02:46Se a gente tem medo de ser atropelado numa rua, a gente olha para os dois lados antes de ser
02:50atropelado.
02:51Agora, quando esse medo e essa ansiedade impede a gente de realizar funções que seriam esperadas,
02:58normais nesse dia a dia, essa ansiedade para de ter essa característica positiva
03:03e começa a ter uma outra característica, que é o prejuízo no estilo de vida,
03:08nas opções de vida daquela pessoa.
03:10Então, quando essa ansiedade começa a interferir no desempenho,
03:15começa a interferir nas suas relações,
03:17começa a interferir nas ações que você tem que ter no seu dia a dia,
03:21no seu sono, na sua alimentação,
03:23começa, de alguma forma, a interferir de forma negativa na sua qualidade de vida,
03:27é uma ansiedade que a gente tem que estar muito atenta e fazer uma intervenção,
03:32não só estar atento.
03:33Então, a gente não pode considerar isso normal, Aline,
03:37ainda mais quando a gente vê um número como esse que nós anunciamos, né?
03:4060% dos jovens que participaram dessa pesquisa, né?
03:43Acaba apresentando aí um quadro, uma característica de ser uma pessoa que tem essa ansiedade.
03:51Então, isso é preocupante?
03:53Sim, Roberta, é muito preocupante.
03:55Inclusive, os dados mostram que no pós-pandemia,
03:58o número de pessoas com ansiedade e depressão aumentou 25%.
04:02Quer dizer, um aumento significativo num país, o Brasil,
04:07que já é considerado um dos países com o maior número de pessoas que sofrem com a ansiedade.
04:12Então, achar que é uma bobeira, ou que é frescura,
04:16ou qualquer outra expressão que diminua esse sofrimento da pessoa,
04:22não vai contribuir, não vai ajudar.
04:23Precisa, sim, de uma ajuda profissional e, muitas vezes, com medicamento.
04:27Luene, você sempre foi assim ou tem percebido que, de uns anos pra cá,
04:32esse quadro tem piorado?
04:34Então, Roberta, desde menor, né?
04:36Sempre tive.
04:37Só que, de uns dois, três meses pra cá, tem piorado bastante.
04:41Mas, é em casa.
04:44Você fica muito em casa, é dona de casa, aí tem que fazer as tarefas,
04:48aí tem filho pra tomar conta, a ansiedade vai tomando conta, né?
04:53E quando vai na rua, às vezes, se tem muita gente em volta,
04:58dá aquele incomodozinho, aquela ansiedade vem, dá vontade de chorar.
05:02Sente até vontade de chorar?
05:04Sente vontade de chorar.
05:05É normal isso, Aline?
05:07Pode chegar a esse ponto?
05:08É o normal dentro do adoecimento, né?
05:11Então, dentro da ansiedade, do sofrimento da ansiedade,
05:16se ela não cuidar, se não olhar com atenção, procurar profissionais,
05:20essa ansiedade, ela pode ir evoluindo, até mesmo a um quadro de depressão,
05:25onde traz, sim, o choro, a desesperança, a falta de vontade.
05:29Porque a pessoa que sofre com ansiedade, Roberta, é uma pessoa que geralmente fica tensa o tempo todo.
05:38Qualquer pequena coisa, então, se precisa fazer compras pra casa,
05:42se tá perto de acabar a comida ali, precisa fazer compras,
05:46aquilo se torna um grande problema, uma grande fonte de preocupação,
05:51como se fosse algo muito maior do que realmente é.
05:54Só que isso foge ao controle da pessoa, não é que ela deseja ter aquele sofrimento.
05:59Então, não basta simplesmente falar, ah, você precisa ter uma força de vontade
06:03e enxergar essa situação de uma outra forma.
06:06A pessoa já sabe disso, mas ela não consegue, foge do controle dessa pessoa.
06:11Agora, o que é assustador, nós já falamos aqui em outros momentos, né,
06:14que o brasileiro é o povo mais ansioso do mundo.
06:17Agora, o que chama a atenção é que a gente tá falando de adolescentes.
06:21A gente tá falando de jovens, pessoas a partir de 15 anos de idade até 29 anos.
06:26Qual é o papel da família nessas horas?
06:28Como que a família pode ajudar?
06:30Porque quando a gente fala assim, Aline, tem que buscar uma ajuda, né, um psicólogo,
06:35a gente também sabe da realidade no SUS, que não é algo tão simples assim,
06:39é uma fila longa.
06:40De que forma que a família pode contribuir?
06:42Olha, Roberta, a gente tem que lembrar, e isso é muito importante,
06:46nós estamos vivendo um pós-pandemia.
06:48Então, muitos desses jovens, numa época que eles buscariam os seus iguais,
06:54o convívio social, em estar em grupo, que é muito importante na adolescência,
06:58eles não tiveram e foram privados disso.
07:00Sem contar o método escolar, que foi passado para o online,
07:05que também teve impacto sobre a ansiedade, a expectativa e o desempenho desses jovens.
07:10Então, o primeiro passo que esses pais precisam ter,
07:13é ter consciência de que esses jovens precisam de ajuda,
07:16que não é frescura, que a cobrança excessiva nessas horas pode piorar,
07:21e buscar recursos, mesmo que, por exemplo, no SUS seja difícil,
07:24vai lá, bota o nome, fica na fila, espera,
07:27porque se não tiver demanda nesses lugares,
07:29não vai ter um olhar do serviço público ali para proporcionar mais profissionais.
07:34Então, precisa ter demanda.
07:35É possível hoje a gente encontrar, por exemplo, Roberta,
07:39em universidades onde tem o curso de psicologia,
07:41o acesso a atendimento psicológico gratuito,
07:45ou com um valor extremamente simbólico.
07:48Então, busquem essas universidades federais ou particulares,
07:51que também têm a possibilidade desses acessos.
07:54Bem como também muitos profissionais da psicologia
07:57têm dentro da sua agenda um horário,
08:00alguns horários guardados para o que a gente chama de atendimento social,
08:04que são atendimentos voltados para o público de baixa renda.
08:06Então, é importante ter esse movimento.
08:08Mas dentro de casa, o que é importante essa família também fazer?
08:12Diminuir a cobrança, dar apoio,
08:15proporcionar momentos de lazer,
08:17momentos para relaxar, para diminuir essa cobrança,
08:22e buscar dentro desse contexto situações que podem proporcionar
08:28para aquele jovem uma sensação de bem-estar.
08:31Mas confesso, Roberta, que o tratamento de ansiedade,
08:35ele vai ser necessário um acompanhamento médico,
08:38com psicólogo e, eventualmente, até mesmo o psiquiatra.
08:41Por mais difícil que seja, a gente tem que ser persistente,
08:45seja através desses meios que você disse,
08:48tentando buscar essa agenda social que alguns profissionais
08:51oferecem, ou então na fila do SUS, isso é fundamental.
08:55E olha só, gente, a Nayara, que vai participar com a gente agora,
08:57ela tem uma filha de 9 anos que é bastante ansiosa.
09:00A gente está falando agora de 9 anos, olha aí.
09:04Eu sou a mãe da Laura, a Laura tem 9 anos.
09:06A Laura há uns anos já, ela vem sofrendo muito com ansiedade.
09:10Hoje ela está bem melhor, mas na escola a gente teve muita dificuldade,
09:14porque até na hora de fazer prova, ela chorava,
09:17ela sentia dor de barriga, e a gente foi descobrir isso depois,
09:20que esse choro dela, essas dores de barriga dela que a escola ligava para buscar,
09:24era ansiedade por causa das provas.
09:26Então, hoje, assim, a escola já sabe, a escola já trabalha isso com ela.
09:30Para viajar, a gente não fala com ela, porque a gente não pode falar com ela,
09:33a gente tem que falar no dia, assim, que for viajar, o que vai fazer?
09:36Porque se fala antes, ela acorda de madrugada,
09:39ela fica perguntando o tempo inteiro, ela é muito, muito ansiosa.
09:43Então, assim, a gente está trabalhando isso.
09:44Igual agora, ela vai ser da minha de um casamento,
09:47a gente teve que falar, porque ela tem que se preparar e receber o vestido, né?
09:52Mas se pudesse, não falaria, porque senão ela ia deixar a gente angustiada
09:55até o momento do casamento.
09:57Então é isso, é cada dia conversar e tentar melhorar.
10:00Obrigada, Nay, pela sua participação.
10:02Um beijo para a sua família.
10:03E ela trouxe um ponto interessante, né?
10:06Essa questão da escola, porque tem muitos alunos que até cogitam
10:11abandonar os estudos.
10:12A gente está falando de uma geração que a gente precisa ajudar.
10:16Quais são as consequências que a gente pode ver a longo prazo?
10:19Porque a gente, é uma classe que amanhã vai ser a classe produtiva.
10:23Olha, Roberta, essas consequências, de fato, a gente vai poder ter uma consciência maior
10:27no momento que chegar nesse futuro.
10:30Mas a gente já consegue antecipar que boa coisa não é.
10:34Então a gente precisa estar atento agora para tentar, de alguma forma,
10:38minimizar essas consequências.
10:40Então uma criança ansiosa, se a gente fala de uma criança de 9 anos que é ansiosa,
10:45grandes chances desse comportamento de ansiedade ter sido aprendido no convívio com os pais.
10:50Muitas vezes são pais ansiosos também, né?
10:53Então é importante que esses pais se cuidem, cuidem da sua própria ansiedade
10:57para poder proporcionar para essa criança um ambiente menos ansioso.
11:02E essas situações de prova, hoje em dia as escolas têm tomado um pouco mais de cuidado,
11:06mas os pais também precisam ter em casa.
11:08Muitas vezes, olha lá, hein, para uma criança de 9 anos, tem que ir bem na prova,
11:12não pode vir com nota baixa.
11:14E vai com uma pressão para uma criança que ainda não tem uma estrutura psíquica
11:18para lidar com aquilo.
11:20Então, óbvio que a gente quer um bom desempenho das crianças na escola,
11:23mas a gente tem que tomar cuidado e levar em consideração que uma criança de 9 anos
11:27está começando a desenvolver a relação com os estudos.
11:31E se ela já, desde esse primeiro momento, constrói uma relação negativa,
11:35onde ela chora, ela tem dor de barriga, onde ela não tem o interesse de ir para a escola,
11:40há grandes chances de haver uma evasão escolar no futuro.
11:44Então, a gente precisa tomar cuidado e o objetivo hoje,
11:47principalmente nesses primeiros anos escolares,
11:50é ensinar a criança a gostar dos estudos
11:53e não simplesmente ter um bom desempenho a qualquer custo.
11:56Luênia, você já identificou quais são os principais fatores que influenciam na sua ansiedade?
12:04Então, Roberto, na minha ansiedade, mais é casa.
12:08Aí fica aquela pressãozinha, realmente, foi como ela falou, na escola,
12:11não, você tem que estudar, você tem que chegar com nota boa,
12:14a ansiedade dela piora, acaba que a minha piora,
12:17perco o sono de madrugada.
12:19Eu sou o tipo de pessoa, como ela disse, né?
12:22A ansiedade, ela chega ao ponto que você perde o sono,
12:26você não pode falar nada na hora, porque senão você fica muito ansiosa,
12:30o peito dói, ele lateja, chega a acelerar na hora.
12:35Então, sou o tipo de pessoa que é aquela ansiedade,
12:37você tem que falar as coisas depois, bem depois,
12:41quando está perto de acontecer, ou se tiver que sair, tem que falar antes de sair,
12:46nunca pode falar as coisas antes.
12:48E a família, às vezes, pensa que é frescura?
12:50A família pensa. Minha mãe mesmo, antes de chorar.
12:53Isso te deixa ainda mais angustiada?
12:55Deixa, a vontade de chorar é maior, aí vem aquele enjouzinho,
12:58para poder, nada, come, tudo, joga para fora,
13:01vem aquela dor de cabeça, até passar para o médico,
13:05o médico passar um remédio que acalma,
13:07tem certos remédios também que não fazem muito efeito.
13:10E olha só, agora a gente vai ver o depoimento da Cristielle,
13:13a filha dela também sofre com ansiedade, olha aí.
13:17Eu tenho uma filha de 20 anos, ela é super ansiosa,
13:22e nós fazemos esse tratamento de ansiedade com o psicólogo e a medicação,
13:27e eu vejo que ela está muito ansiosa quando ela me começa a fazer muitas perguntas,
13:32ou até mesmo quando ela começa a executar uma tarefa e não termina.
13:36A ansiedade também é tratada em vários momentos, assim, como muita comida, né?
13:41Ela desconta na comida, então logo sei que ela está por um período bem ansiosa.
13:50E a gente tenta tratar com a medicação e o psicólogo.
13:56Obrigada também, Cristielle, pela sua participação.
13:58Ela trouxe um detalhe muito importante, como que a gente identifica.
14:02Essa mãe percebeu que às vezes é através da alimentação,
14:05atividades que ela não consegue concluir, mas cada um manifesta de um jeito.
14:10Como que nós podemos observar os nossos filhos,
14:12se eles estão se desenvolvendo, crescendo nesse quadro de ansiedade?
14:16A manifestação, ela se torna realmente bem individual, bem particular.
14:21Então a gente tem que levar em consideração a manifestação da ansiedade em si,
14:25então geralmente com palpitação do coração, suor, enjoo,
14:29aquelas famosas borboletas na barriga, diarreia, vontade de urinar com frequência,
14:34boca seca, sintomas físicos mesmo e de sofrimento psíquico, de sofrimento emocional,
14:41onde a pessoa sente angústia, vontade de chorar, tristeza ou acelerada falando muito.
14:48Então esses são sintomas que muitas vezes aparecem sem necessariamente ter um gatilho.
14:54Às vezes isso tudo pode acontecer sem que de fato alguma coisa aconteça imediatamente
14:58antes desses sintomas aparecerem, mas provavelmente tem algum elemento estressor ali para aquela pessoa.
15:06E outro comportamento que a gente tem que ficar atento é que muitas vezes a pessoa,
15:10para tentar compensar essa ansiedade ou até mesmo baixar essa ansiedade,
15:14começa a desenvolver comportamentos inadequados, como compulsão alimentar, se machucar,
15:20compras, abusos de álcool e droga, que são comportamentos inadequados,
15:27que num primeiro momento até baixa a ansiedade daquela pessoa, mas que obviamente não resolve.
15:32Você, Luane, está aqui concordando com a fala da Aline.
15:35Você se identifica com algum desses pontos que ela trouxe?
15:40Você acaba indo, se desafogando em algum desses pontos?
15:44Eu mesmo sou viciada em compras.
15:46Se eu ficar muito com a ansiedade muito em cima, eu prefiro ir para a rua fazer compras.
15:52Ou é roupa, ou ir ao supermercado, fazer compras tudo dentro de casa.
15:56Sempre alguma coisinha para tentar sair daquele momento.
16:00Mas assim, você sai daquele momento, daquela melhoradinha,
16:03mas quando você chega em casa, a ansiedade volta tudo de novo, você fica agoniada de novo.
16:07Aí bate aquela tristeza toda de novo.
16:10Para não desafogar nas compras, porque senão vai vir outro problema.
16:12Daqui a pouco vem a fatura do cartão.
16:14Exatamente.
16:15Aí, minha filha, você vai virando só uma bola de neve na sua vida.
16:18O que a gente pode fazer nessas horas, diante dessas crises que acabam incomodando, machucando, como ela bem disse?
16:26Muito bem, Roberta.
16:27Eu acho que essa é uma informação que é muito importante,
16:29mas que as pessoas muitas vezes não dão valor pela simplicidade que é você conseguir, de alguma forma, manejar essa
16:38ansiedade.
16:39Então, o primeiro passo é uma respiração lenta.
16:43Então, o que acontece?
16:44O ansioso, ele começa a ficar com uma respiração curta e traz a falsa sensação de falta de ar.
16:49E essa respiração acelerada gera uma série de outros sintomas físicos mesmo na pessoa.
16:55Confusão mental, vista turva, formigamento nas mãos, boca seca.
17:00Então, o primeiro passo para reverter todos esses sintomas é uma respiração lentificada.
17:06Então, respirar fundo e devagar.
17:09Práticas de meditação, de relaxamento.
17:13Muitas pessoas, às vezes, falam, poxa, Línia, mas eu sou muito acelerada, eu não consigo meditar.
17:17Coloque uma música tranquila, coloque, às vezes, uma meditação guiada.
17:22Tudo que desacelera, que tranquilize aquela pessoa.
17:26E a substituição dos pensamentos.
17:28Então, se, por exemplo, preciso fazer compras, né?
17:30Aquele exemplo, preciso fazer compras, preciso fazer alguma coisa, preciso resolver calma.
17:33E se eu não fizer?
17:34E se eu não der conta?
17:36E se minha filha vier com uma nota ruim?
17:38Traga aquele fantasma que fica ali acometendo a cabeça e encare ele.
17:42Tá, se minha filha tirar uma nota ruim, eu vou ter que estudar mais com ela, eu vou ter que
17:47me esforçar junto com ela para ajudá-la.
17:49Se eu não conseguir fazer compras hoje, vamos comer o que tiver na dispensa.
17:54Trazer soluções para aquilo que ameaça, de uma certa forma.
17:58Então, isso é o que pode ser feito imediatamente.
18:01Façam, dá certo.
18:03Mas é preciso persistência.
18:05Não pense que na primeira respiração profunda tem que estar tudo resolvido, porque o ansioso tem disso, que é a
18:09resposta rápida.
18:10Mas precisa de um tempo.
18:11Tá certo, gente.
18:12Obrigada pela participação de vocês.
18:14E aqui no nosso Facebook, a gente até agradece a interação dos telespectadores, porque muita gente se identificou.
18:21Tem aqui casos até de filhos que abandonaram o trabalho por conta da ansiedade.
18:27Então, aqui a gente viu várias dicas.
18:28Obrigada, Luene.
18:29Eu agradeço.
18:30Obrigada também, Aline.
18:31Eu agradeço.