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  • há 3 semanas
É cada vez maior o número de pessoas que precisam de medicamento para conseguir dormir.

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Transcrição
00:00Agora vamos dar um pouquinho de assunto. Nós já falamos várias vezes aqui no programa sobre ansiedade
00:05e que o povo brasileiro é o povo mais ansioso do mundo.
00:09Pois é, e tem muita gente que vem sofrendo da chamada ansiedade noturna.
00:14É aquela dificuldade de se desligar no final do dia, de esquecer dos problemas, descansar a cabeça, o corpo.
00:21Aí o que acontece? Você deita na cama e começa, vira para o lado, vira para o outro.
00:25Nada de conseguir pegar no sono. Fique irritado, nervoso. Já aconteceu com você?
00:31Gente, um estudo da USP revela que 65,5% da população brasileira tem problemas relacionados ao sono.
00:40As mulheres, é nós mulheres, nós somos as mais afetadas.
00:44Então bora aprender como lidar com essa ansiedade noturna e dormir melhor, ter mais qualidade de vida?
00:50Vem cá, aqui no nosso estúdio. Eu recebo a pneumologista, a doutora Jéssica Polesse.
00:55Muito obrigada, ela é especialista em sono. Doutora, obrigada pela sua participação.
01:00E também recebo Davi Ramos, que vai contar para a gente como é que são as noites de sono dele.
01:07Boa tarde, Davi. Seja bem-vindo ao Fala Espírito Santo.
01:10Boa tarde, obrigada.
01:10Como é que são suas noites? Você consegue se desligar depois de um dia inteiro de trabalho?
01:16Não. É, tipo assim, muito difícil, sabe?
01:19Por exemplo, eu posso chegar muito cansado, tarde da noite, e você sente que o corpo está cansado,
01:26ele vai desligar a qualquer momento, sabe? Quando você está ali na rua.
01:29Só que a partir do momento que eu tomo um banho, eu deito na cama, parece que não existe mais
01:32sono.
01:33E aí você fica de um lado para o outro, exatamente isso que você diz.
01:36Você fica de um lado para o outro e você fica, caraca, cadê aquele sono que estava aqui, sabe?
01:40Tipo, como assim já sumiu?
01:42E aí você fica irritado, e aí você tenta mexer no celular para ver se distrai,
01:46ou tipo, o sono vem e nada, e ali gera insônia, né, meio horrível.
01:51Você fica mexendo no celular. Já vi aqui, ó, a expressão da doutora Jéssica.
01:55Doutora, primeiro, explica para a gente o que é essa ansiedade noturna que o Davi já trouxe para a gente,
02:02que ele já vem sofrendo também com isso. Por que que isso acontece?
02:07Então, no geral, as pessoas acham que dormir é como se fosse um interruptor, né?
02:11Que você desligasse e, de repente, dormisse. E não funciona bem assim, né?
02:17A gente precisa de um tempo para conseguir descansar, baixar a poeira, para conseguir iniciar o sono.
02:25E é aí que as pessoas perdem a paciência, né? Que aí elas não entendem esse mecanismo
02:31e procuram, às vezes, soluções para iniciar o sono, que são mais prejudiciais do que ajudam.
02:38Ele falou em ficar rolando na cama, a gente chama fritando, né?
02:41Que parece que a cama, você fica fritando na cama.
02:44Esse é um comportamento que, se você deixar ele perpetuar, a pessoa desenvolve uma relação com a cama,
02:53com o estar na cama para dormir ruim.
02:56E aí, ele vai se lembrar daquele mecanismo de que ele deita na cama e fica fritando.
03:02E isso aí já começa a dar receio, inclusive, da noite.
03:05Então, tem muita gente que desenvolve medo da noite, porque fala assim,
03:08Oh, meu Deus, está todo mundo dormindo, menos eu.
03:11Então, eu vou ficar lá fritando na cama e não vou conseguir dormir.
03:15É uma situação que a gente tem muita preocupação, principalmente por causa da supermedicação, né?
03:22Hoje, a gente vem tendo uma situação que a gente está precisando medicar muito.
03:29Isso não é bom.
03:31Eu costumo falar que, assim, nada se compara a uma noite de sono ruim.
03:36Então, é melhor medicar do que você ter uma noite de sono ruim.
03:41Mas é muito melhor a gente aprender a dormir por outros mecanismos sem precisar de medicação.
03:48Medicação deveria ser por um último caso.
03:51E hoje, a gente não consegue mais com que as pessoas mudem o comportamento,
03:58reajustem horários, reajuste o modelo de vida,
04:01para que esse sono aconteça naturalmente, que é como deveria ser.
04:05O mundo também tem uma exigência muito grande, né?
04:08A gente vive momentos muito ruins, muito conturbados.
04:12Isso tudo gera uma ansiedade maior.
04:15Então, é uma somatória de fatores.
04:17E a gente hoje tem uma problemática que é o uso, o superuso de medicações, né?
04:22Então, a gente tem que recuar um pouco e tentar entender quais os mecanismos
04:27que estão atuando ali para aquela pessoa não estar conseguindo dormir e atuar neles.
04:32E as pessoas querem simplesmente desligar.
04:35E não funciona bem, assim.
04:36Para desligar é só com medicação.
04:38E isso não é uma coisa a longo prazo legal.
04:41Já que você tocou nesse ponto da medicação, olha só, gente.
04:44É cada vez maior o número de pessoas que estão recorrendo aos medicamentos, né?
04:50Para indução do sono, como bem disse agora a doutora Jéssica.
04:53E um desses medicamentos acendeu o alerta entre os médicos por causa do uso descontrolado entre os jovens.
05:00Estamos falando do Zolpidem.
05:02Em apenas 7 anos, a venda aumentou mais de 500% aqui no Brasil.
05:08O fenômeno.
05:09Mas o remédio, ele é eficaz, ele é seguro.
05:11Só que tem um detalhe.
05:12Se usado por pouco tempo, com orientação, o que não vem acontecendo.
05:17E aí ele pode causar dependência, alucinações, surto.
05:21E o pior, surtos, né?
05:22E o pior, tem jovens misturando o Zolpidem com bebida alcoólica.
05:26Gente, pelo amor de Deus.
05:28Doutora, quais são os riscos de misturar medicamentos para induzir o sono com bebida alcoólica?
05:35O que pode acontecer com o nosso organismo?
05:37Falando um pouquinho aí do Zolpidem, o que aconteceu?
05:41O Zolpidem é chamado drogazê.
05:43Ela veio como uma coisa meio que uma inovação, uma coisa muito maravilhosa na medicina do sono, né?
05:50Então, teoricamente, é uma medicação sem tantos efeitos colaterais, que não daria tanto rebote, tanta dependência química.
05:58Então, ela veio para substituir os benzodiazepínicos.
06:02Então, a gente realmente prescreveu isso largamente, porque isso foi a coisa que foi apresentada aí pelos protocolos, enfim, pela
06:10ciência.
06:10O que a gente vê na prática é uma droga que tem efeito colateral, sim.
06:15Se mantém uma dependência psicológica importantíssima dessa medicação, ou seja, persistem os mesmos problemas que a gente tinha com os
06:23benzodiazepínicos.
06:24E não é uma droga isenta de efeito colateral.
06:28Hoje, a gente tem muito caso de sonambulismo, alguns casos muito elaborados, graves mesmo, de pessoas conseguirem sair na rua.
06:37Isso é o uso da medicação mesmo.
06:39A gente tira a medicação, o paciente melhora.
06:41Então, assim, realmente é alarmante o número de pessoas usando.
06:46É alarmante o número de pessoas que estão precisando usar, porque às vezes a gente tem que lançar a mão
06:51de medicação.
06:51A pessoa está sofrendo, é melhor medicado que deixar aquela pessoa sofrendo.
06:55E os efeitos colaterais vêm chegando, não é aquela coisa maravilhosa como foi pintado inicialmente, tem lá seus problemas, né?
07:03E a gente vai ter que lidar com isso.
07:05Em relação a misturar isso com bebida alcoólica, toda medicação para dormir, todo sedativo, e esse é um hipnótico, na
07:14verdade, né?
07:15Ele tem interação com medicação, ou seja, ele é aditivo, ele vai somar efeitos colaterais.
07:21Então, a pessoa vai ter mais sono, ele vai ter uma sedação maior.
07:27Não acredito que isso vai dar muito barato, não.
07:30Assim, as pessoas talvez estejam buscando algum grau de excitação, não.
07:35Não acredito que vai dar muito mais sonolência.
07:38Estaria mais para uma boa noite cinderela, vamos dizer assim, do que propriamente uma droga que vai agitar e vai
07:46animar, por exemplo, na balada, misturar aquilo para poder curtir.
07:49Vai ser muito mais hipnótico, vai fazer mais o indivíduo ficar caído do que propriamente levantar.
07:58Então, está mais para uma medicação sedativa, mais um hipnótico, mais uma medicação que vai deprimir do que animar.
08:06O que pode deixar a pessoa até mesmo vulnerável, igual a gente mostrou na reportagem que a gente abriu o
08:12programa, né?
08:13De pessoas que acabam se tornando, tem mais chances de ser vítimas de roubo, de estupro, né?
08:19Então, fica esse alerta.
08:21Você, David, já precisou recorrer a algum medicamento para dormir?
08:26Então, minha mãe sempre teve esse medo, né?
08:29Porque eu sou muito novo, tenho só 20 anos, mas eu já tomei na época da pandemia, que ficou um
08:35pouco mais severa, assim.
08:37E aí, eu não dormia tanto, eu tinha mais dificuldade por passar muito tempo dentro de casa,
08:42por não saber o que estava acontecendo com o mundo, quando a gente ia sair daquilo, e entre todas as
08:48outras coisas.
08:49E aí, eu tomei um remédio um pouco mais leve, assim, só mesmo para conseguir dormir.
08:55A gente medicou?
08:56Minha mãe, gente.
08:58É aí que está o perigo, né?
08:59Porque às vezes a gente vê...
09:01Sim.
09:01Ah, já ouvi, já vi vários casos de manhã, não, toma aqui da metadinha, da metade, da metade, né?
09:07Qual é o risco disso, doutora?
09:09Então, tem que saber o que ela deu, né?
09:12Que tem os fitoterápicos que são vendidos largamente no mercado, que não tem problema nenhum, né?
09:17Agora, vamos falar um pouquinho de pandemia, que eu achei interessante o que ele falou.
09:21Isso foi muito real.
09:23Teve um trabalho que mostrou que, não me lembro o certo número, mas mais que 50% da população tinha
09:31queixas depressivas
09:32e mais de 50% da população tinha queixo de insônia e ansiedade.
09:37Só que quando eles foram ver, o número de pessoas que procuraram ajuda médica, seja lá telemedicina, seja lá qualquer
09:43coisa,
09:44era menos que 20%.
09:45Ou seja, toda essa população estava em casa, sintomática e sem medicar.
09:51Isso aí foi uma coisa muito preocupante, principalmente com o que ia acontecer agora, né?
09:58No pós-pandemia.
09:59E essas pessoas estão...
10:00O mundo está muito mais ansioso pós-pandemia.
10:04O nível de exigência, a velocidade com que as coisas foram apresentadas pós-pandemia.
10:10A gente parou muito tempo e, de repente, vem uma avalanche de informação, uma avalanche de situações, coisas a resolver,
10:16colocar em dia naqueles dois anos que se passaram, as perdas, o luto, o medo todo que as pessoas passaram.
10:24E isso aí, a nossa preocupação durante a pandemia seria, ao sair da pandemia, qual vai ser as sequelas?
10:30Qual vai ser as consequências para a saúde mental das pessoas esse pós-pandemia?
10:36E é o que a gente vivencia hoje, né?
10:38As pessoas estão, de uma maneira geral, muito piores, muito mais doentes, às vezes sem medicar.
10:44No caso, eu e dele, a mãe dele medico.
10:47Mas, assim, sub-medicadas, às vezes as pessoas têm vergonha de procurar ajuda, vergonha de falar que está mal,
10:54que está deprimido, que está chateado e que está precisando, às vezes, de medicação, de psicoterapia, de ajuda mesmo.
11:02Às vezes, do amigo, enfim, de que está precisando de ajuda.
11:06E aí, eleva-se o número de suicídios.
11:08E aí, a gente tem toda essa quantidade de pessoas insônias.
11:13E a insônia, ela está muito aliada à depressão e à ansiedade.
11:17Então, quando a gente fala ansiedade, a gente associa muito, porque é meio que um perfil, né?
11:22Então, o ansioso, ele tem mais dificuldade de iniciar o sono,
11:26mas o depressivo tem muito mais dificuldade de manter aquele cara que acorda de madrugada
11:31e não consegue dormir, fica remoendo, remoendo, remoendo o que ele vai fazer.
11:35E aí, vem os problemas do dia anterior e o que ele vai fazer no outro dia.
11:39Então, assim, essas coisas, elas andam muito juntas e têm a ver com a saúde mental,
11:43que é uma coisa muito pouco abordada ainda.
11:46Agora, Davi, você disse, na sua primeira resposta, eu prestei atenção,
11:50você falou que aí, na hora que o sono não vem, você tenta até pegar o celular, né?
11:55É, gente, doutora, eu sei que é errado, tá?
11:57Não, estou falando que é certo, mas...
11:59Vou até olhar para você.
12:01Olha para ele.
12:02Eu sei que é super errado, doutora.
12:04Não, e o que é interessante é que Davi não é o único.
12:07Quantas vezes eu já acordei no meio da madrugada para ir ao banheiro e pronto?
12:11Se eu for ao banheiro de madrugada, eu perco o sono.
12:13E já me peguei de madrugada, já que eu perdi o sono, deixa eu olhar no celular.
12:17O que aconteceu, né?
12:18Sim.
12:19E aí, doutora?
12:20Então, olha só, a gente busca às vezes coisas que às vezes deixam a gente mais desperto.
12:26A luminosidade é um forte estímulo, né?
12:29Para você se manter acordado.
12:31Então, é a luz do quarto, é a luz do...
12:33Eu costumo falar assim, se vai no banheiro, vai no escuro, acerta o vaso de alguma maneira,
12:40se não acertar o vaso também está bom.
12:42E volta para a cama com só metade do cérebro funcionando, não liga nada, vai dormindo e volta dormindo.
12:50Porque se você ligar alguma coisa de alerta, você vai ter dificuldade em retomar o sono.
12:56Quer dizer, a maioria das pessoas tem dificuldade, né?
12:58Alguns dormem de qualquer jeito, tem gente que dorme em qualquer circunstância, graças a Deus, né?
13:04Tem esse grupo.
13:05Mas, assim, eu falo assim, vai só com a metade do cérebro.
13:08E, assim, perto do horário de dormir, não faça nada estimulante.
13:14Então, o uso de equipamentos que têm luz, que deixam estímulo, seja lá jogos ou WhatsApp,
13:23aí vai discutir alguma coisa no grupo da família, aí vai lá e vai.
13:28Então, assim, coisas estimulantes devem ser evitadas próximo do horário de dormir.
13:32Na verdade, a gente costuma falar que tem que ter um ritual, a gente tem que se organizar para dormir,
13:38né?
13:38Então, antigamente eles falavam tomar um banho, o fato de vestir o pijama, o fato de você se organizar,
13:49ter aquele tempo de organização para deitar e dormir e a cama ser vinculado.
13:54Deitei e vou dormir.
13:56Eu não posso deitar e ficar fritando enquanto o sono não vem.
14:00Então, a gente costuma falar assim, está sem sono, levanta e vai fazer alguma coisa chata.
14:05Vai fazer alguma coisa chata, bem monótona, de preferência, e sem luminosidade, para esperar o sono vir.
14:12E, assim, tentar diminuir os estímulos perto do horário de dormir.
14:19Evitar líquidos, evitar situações que precisam ficar despertando, né?
14:24Enfim, cuidar desse momento de ir para a cama, que as pessoas estão esquecendo, né?
14:29A vida está tudo tumultuada, o que eu vou fazer com os meninos amanhã, que tem que acordar seis horas,
14:33ir lá com aquela conta que eu não paguei ainda, enfim.
14:36Isso aí tem que ficar fora e as pessoas têm que retomar aí esse hábito de preparar a tua casa,
14:42teu ambiente.
14:43Olha só, agora a gente vai ver o depoimento da Renata.
14:46Gente, a insônia.
14:47Trouxe vários problemas para a vida dela e um deles foi a enxaqueca.
14:52Olha aí.
14:52Olá, Roberta. Eu me chamo Renata.
14:56Eu tenho 38 anos e, desde os 20, eu sou diagnosticada com insônia.
15:04Eu não tinha sono durante a noite, então eu passava as madrugadas inteiras acordadas,
15:10eu assistia televisão, eu mexia em computador, eu fazia mil coisas.
15:15Eu cozinhava de madrugada, fazia bolo, fazia muitas coisas de madrugada, porque eu tinha essa insônia.
15:25E uma das coisas que essa insônia me causa é a enxaqueca.
15:31Eu sofro de enxaqueca crônica e um dos gatilhos dessa enxaqueca é justamente o fator da insônia.
15:40Meia-noite sem dormir, vinda, que geralmente vem por algum fator de ansiedade.
15:48Hoje em dia, eu sou medicada.
15:51Eu tomo uma medicação que me induz ao sono.
15:55E quando eu tomo esse remédio, eu não posso estar com televisão ligada, aparelhos telefônicos, nada,
16:02porque ele pode me levar a fazer atos aos quais eu não vou me recordar depois.
16:13Gente, que depoimento, hein, Renata? Obrigada pela sua participação.
16:16Ela falou que faz até bolo de madrugada. Você já fez o que, Davi? Você estava contando aqui?
16:20Eu já fiz uma faxininha, uma coisa básica em casa.
16:22Na madrugada?
16:23De madrugada.
16:24Agora, doutora, até que ponto essa privação do sono pode afetar a nossa vida?
16:30Ela vive agora, então, com um problema, que é a enxaqueca.
16:33Quando a gente perde uma noite de sono, o outro dia parece que eu estou destruída.
16:38Quem dirá? Quem convive com isso todas as noites?
16:43Então, hoje já está muito bem documentado que as pessoas privadas de sono,
16:47elas vão morrer mais cedo, vão ter muito mais problema cardiovascular,
16:53vão ter muito mais infarto, acidente vascular cerebral, encefálico,
16:58vão ter muito mais problemas de saúde, vão ter mais tendência à obesidade, à diabetes.
17:02Isso já está documentado, né?
17:04Essa privação de sono, a gente considera dormir pouco ou dormir mal.
17:11No caso dela, ela dorme pouco, né?
17:14Então, ela dorme aquém do que deveria e que o corpo dela pede para se manter sadio.
17:20Então, isso aí, hoje, já muito bem documentado.
17:23Aumento de acidente automobilístico, dia ruim, cefaleia, maior tendência à depressão,
17:29maior tendência à ansiedade e, a longo prazo, uma maior mortalidade mesmo,
17:33com problemas cardiovasculares aí em grande número.
17:37E a privação também pode ser por qualidade de sono ruim.
17:41Às vezes, as pessoas têm algum distúrbio do sono, mas aí já é uma outra coisa.
17:45Mas também é importante falar que alguns distúrbios do sono atrapalham o início do sono.
17:51Por exemplo, em idosos, a gente tem síndrome de perna inquieta, que é um desconforto na perna.
17:55E o idoso confunde isso com insônia, porque ele não consegue começar a dormir.
17:59Mas, na verdade, quando você conversa com ele, ele não dorme porque ele está incomodado.
18:02A perna coça, dói, queima e ele precisa mexer a perna.
18:06E, às vezes, você trata esse sintoma, que é uma coisa bem comum em idoso,
18:10você trata, entre aspas, a insônia dele, que, na verdade, nem insônia é, é uma outra doença.
18:15Então, tem que pensar aí nos distúrbios do sono, causando esse sono com qualidade ruim,
18:21que também não deixa de ser uma privação de um sono de qualidade.
18:25Então, isso aí também vai levar à mortalidade, ter problema cardiovascular,
18:29ou seja, dormiu mal ou pouco, vive mal.
18:32Tá certo.
18:32Doutora, obrigada pela sua participação.
18:35Agora, eu achei muito interessante esse recado que você disse,
18:37que o medicamento está aí para ajudar, é claro, né?
18:39Tudo muito prescrito com o médico, mas o principal é tratar a causa, né?
18:44A gente lá na base, o que está tirando o seu sono?
18:47Acho que fica esse recado para você aí de casa.
18:50Davi, obrigada, viu?
18:51Boas noites de sono para você, viu?
18:54Ai, que bom, gente.
18:55Vai ter muitas noites boas.
18:56Amém.
18:57Que Deus quiser.
18:57Égodã.
18:58Agradeço.
18:58Agradeço.
18:58Agradeço.

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