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De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional.
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00:07Olá, bem-vindos ao Check-Up Saúde. Eu sou a Alice Sarsinelli e essa é a sua conexão com os
00:13maiores
00:13especialistas em saúde do estado. O assunto de hoje, gente, é de muita importância. Acho que todo mundo
00:20conhece alguém que tem diabetes ou que teve pré-diabetes ou que durante a gestação passou
00:26a ser tratada como uma diabética. Para tirar todas as dúvidas sobre essa doença que acomete hoje quase 7
00:34milhões de brasileiros, nós temos aqui dois especialistas, Dr. Rodrigo Brandão, que é cirurgião
00:40dentista e vai tratar um pouquinho sobre a relação entre diabetes e saúde bucal e a nossa endocrinologista,
00:47Dr. Gisele Dazi Lorenzoni. Sejam bem-vindos. Obrigada, Alice. Obrigada pelo convite. É um assunto de suma
00:56importância que acomete milhões de brasileiros, como você já falou. É um prazer estar aqui para poder
01:02tirar as dúvidas e falar um pouquinho sobre esse tema tão importante.
01:07Obrigado, Dr. Alice, pelo convite. É um prazer estar aqui e para a gente poder falar sobre a saúde bucal
01:14e a
01:15relação dela com a diabetes. Os acometimentos e os sinais de alerta da saúde bucal, hoje, no ranking do
01:24Brasil, ele está em sexto lugar dos sinais e sintomas para a diabetes. E, às vezes, numa consulta
01:31odontológica ou, às vezes, numa rotina de escovação com a sua saúde bucal, pode ser um start para o
01:40descobrimento da diabetes. Muitas vezes, o paciente não sabe que ele é diabético, como o Dr. Alice falou, né?
01:46Às vezes, o paciente descobre ou na sua gravidez ou quando vai numa consulta de rotina. E, com a saúde
01:51bucal, às vezes,
01:54pode ser o start para o descobrimento que esse paciente é portador da diabetes.
01:58E quais são, Dr. Rodrigo? Que isso desperta curiosidade, né? O que a pessoa percebe na sua boca,
02:05hoje, em casa, lá, ao escovar os seus dentes, que pode levá-la a suspeitar que ele é portador de
02:10diabetes?
02:11Então, para a gente poder... O mais importante que acontece com esse paciente, né? Com essa pessoa, na hora que
02:18ela vai
02:18fazer a sua escovação, um sinal de alerta para ela, é o que a gente chama de xerostomia. O que
02:24é a xerostomia?
02:25É a boca seca. E como que o paciente sabe que ele está com boca seca? Não é só a
02:29ausência de saliva.
02:30É quando a língua está pegajosa, ele tem dificuldade de deglutição, ele tem um sangramento excessivo na sua
02:37gengiva sem fazer força pelo fio dental, simplesmente no ato de conversar ou de escovar os dentes, a sua gengiva
02:44sangra.
02:46Ele tem dificuldade, às vezes, de fazer a deglutição dos alimentos. E aí, essa boca seca acontece por quê?
02:54Porque tem uma diminuição da produção de saliva através das glândulas salivares. A doutora vai explicar melhor
03:00para a gente, né? A diabetes, ela é um problema endócrino, ela é um problema hormonal e, como todo problema
03:06hormonal,
03:06ela também pode ter alguma alteração nas glândulas salivares, que faz a diminuição ou até a paralisação da formação
03:12de saliva. Então, um grande sinal de alerta, o principal, a gente ainda vai conversar um pouco mais aqui ao
03:17decorrer
03:18do nosso bate-papo, mas, assim, o principal é quando o paciente tem rachaduras no lábio, ele tem dificuldade
03:26de deglutição, na hora que ele vai fazer a escovação, ele reclama que, às vezes, a pasta de dente não
03:31está escovando
03:32direito, ele tem dificuldade, ele sente muita sede, né? Isso, assim, não pode ser confundido também que a diminuição
03:41do fluxo salivar pode se dar por diversos motivos. Paciente que faz uso de medicamento, psicotrópicos...
03:46Aí tem que procurar um especialista para saber, mas seria um alerta.
03:50É o principal alerta. Boca seca e sangramento gengival.
03:55Seria o principal alerta. E aí, aqui, agora, no bate-papo, a gente vai explicando um pouquinho melhor
03:59como que isso pode interferir, como que isso pode ser o sinal de alerta para diabetes.
04:05E aí, doutora Gisele, explica pra gente, do começo, o que é o diabetes?
04:10O diabetes, como o doutor Rodrigo até já mencionou, ele é um problema endócrino, é um problema de glândula,
04:17onde você tem uma diminuição ou a falta da produção de um hormônio chamado insulina,
04:25que é um hormônio fundamental para poder manter os níveis de glicose normais no sangue.
04:30Isso é o diabetes. E aí, a glicose, pela falta de insulina, ele acaba ficando elevada.
04:37E aí, quais são os tipos de diabetes? Porque a gente tem algumas pessoas que falam que é uma diabetes
04:42hereditária,
04:43já tem desde pequeno, outras adquirem isso com a idade, a gente tem uma subdivisão, né?
04:50Tem a diabetes que a gente adquire. Explica pra gente um pouquinho.
04:53Existe o diabetes do tipo 2, que é o diabetes mais comum, é o mais frequente,
04:59que é o mais conhecido e que acomete a maioria da população portadora de diabetes,
05:05que é o diabetes hereditário, é aquele diabetes adquirido,
05:09aquele diabetes em que você, quando você vai fazer a anamnese do paciente,
05:13você vê que familiares também são portadores de diabetes.
05:17Então, são aqueles pacientes que desenvolvem uma alteração de glicose um pouco mais velhos,
05:23não na infância, menos, né? Na verdade, na infância e menos na adolescência,
05:28mas após os 40, 50 anos de idade, normalmente tem uma história familiar relacionada.
05:33No diabetes tipo 1, na grande maioria das vezes, o diagnóstico, ele é feito na primeira infância e na adolescência.
05:43Esse diabetes, ele acontece pela falta de produção da insulina,
05:48o pâncreas, que é o órgão responsável, ele para de produzir insulina,
05:53mas acontecem algumas vezes em pacientes acima de 30 anos também.
05:59Eles são quadros um pouco mais difíceis da gente ver, são um pouco mais raros,
06:06mas acomete a população também acima de 30 anos.
06:09E tem o diabetes gestacional, que é aquele diabetes adquirido durante a gestação.
06:16E aí, explica um pouquinho desse diabetes gestacional.
06:19Toda mulher grávida está sujeita a ele e aí, ao descobrir, tem que tomar medicação?
06:25Isso pode afetar o bebê?
06:26Sim. O diabetes gestacional, qualquer mulher pode ter.
06:30Claro que aquelas mulheres que têm uma predisposição familiar,
06:34ou aquelas mulheres que têm filhos, depois dos 35, 40 anos de idade,
06:39têm uma chance maior de desenvolver esse tipo de diabetes.
06:43Pacientes que ganham muito peso durante a gestação,
06:47também têm uma chance maior de desenvolver esse diabetes.
06:50E nem sempre é necessário o uso de medicação.
06:54Na maioria das vezes, uma dieta balanceada,
06:58uma caminhada ou uma prática de qualquer outro tipo de atividade física,
07:02claro que sempre com orientação, liberado pelo médico,
07:06ajuda no controle dessa glicose.
07:08E essas pacientes conseguem manter níveis normais de açúcar no sangue durante a gestação.
07:14Em alguns casos, quando a alimentação não foi suficiente para controlar esses níveis de glicemia,
07:20aí a gente faz uso de medicação.
07:23E a medicação que a gente usa durante a gestação, no caso de diabetes gestacional, é a insulina.
07:29Também.
07:30Também.
07:31E a mulher com diabetes gestacional, quando a glicose não está controlada,
07:38glicemia controlada durante a gestação, a gravidez é normal.
07:42E mulheres que têm diabetes gestacional ou mulheres que são diabéticas e engravidam e não têm o bom controle desse
07:52diabetes,
07:53pode trazer consequências para o bebê também.
07:55E que consequências seriam essas?
07:58Pode trazer malformações para os fetos.
08:01Essas crianças, elas podem, a mulher pode sofrer um aborto ou pode ter um parto prematuro durante,
08:10no final ou no início da gestação.
08:13Então, são consequências relacionadas ao diabetes.
08:16E aí, essa mulher que recebeu esse diagnóstico de diabetes gestacional,
08:21que precisou fazer uso de insulina,
08:23depois que o bebê nasce, ela tem risco de continuar diabética para o resto da vida, se ela não era
08:28antes?
08:29Tem. Mulheres que desenvolveram diabetes gestacional têm uma chance maior de ficarem diabéticas depois do parto.
08:39Normalmente, depois que a criança nasce, essas mulheres que precisaram de insulina,
08:44a gente vai tirando essa insulina.
08:47Na grande maioria das vezes, o quadro de diabetes se resolve,
08:51mas ao longo da vida, ela precisa fazer o acompanhamento
08:55com dosagens de glicose, hemoglobina glicada, insulina,
08:59porque elas podem, sim, ter uma chance maior de desenvolver o diabetes.
09:03Tem que vigiar isso depois da gestação também.
09:06Tem que vigiar, tem que fazer o controle alimentar,
09:08introduzir práticas de atividades físicas,
09:11para poder ajudar a diminuir o risco.
09:13Aí, doutora, você falou sobre o diabetes tipo 2,
09:17que é o hereditário ser mais frequente,
09:19esse que é desenvolvido após os 40 anos.
09:22Então, se eu tenho uma família com diabéticos,
09:25isso é uma sentença?
09:26O que a pessoa que carrega essa notícia?
09:32Tenho uma família, familiares cheias de diabéticos,
09:36não quero chegar aos meus 40 e repetir essa história familiar.
09:39O que a gente pode fazer para essa genética
09:42realmente não aparecer em forma de doença?
09:45Isso é uma forma de prevenção, né?
09:48É o que a gente mais trabalha hoje em relação ao diabetes.
09:52Então, realmente, esse familiar,
09:54essa pessoa que tem familiares diabéticos,
09:57já tem uma chance maior de desenvolver o diabetes,
10:00principalmente após os 40 anos de idade.
10:02A prevenção é dada através de uma boa alimentação,
10:06prática de atividade física e exames regulares.
10:10A alimentação, ela é fundamental nesse controle.
10:13Eu até converso muito com os pacientes em relação a esse assunto,
10:18porque eu falo que depende da gente.
10:21A gente que tem que buscar ficar melhor,
10:25evitar de aparecer essa glicose através de mudança de hábitos.
10:29Então, se você vê, você tem um pai, você tem uma mãe,
10:32você tem tios que são diabéticos,
10:33que já tem doença coronariana associada,
10:36já tem quadro de dislipidemia,
10:38se você já sabe que seu futuro, se você não se cuidar,
10:41pode caminhar para isso, por que não se cuidar agora?
10:45Isso você tem que fazer para evitar que você desenvolva esse quadro depois.
10:49É cuidar da alimentação, fazer atividade física,
10:53fazer exames regulares.
10:54Seria o excesso de açúcar o principal vilão, no caso da diabetes?
10:58O principal vilão do diabetes é, sim, o excesso de açúcar,
11:02mas a gente não pode esquecer que o açúcar, ele não vem só do doce.
11:05O açúcar, ele vem de qualquer tipo de alimentos que tenham carboidratos.
11:10Ele é um carboidrato, então, o pão, o bolo, o macarrão, o arroz...
11:14O pão salgado mesmo, o macarrão salgado mesmo,
11:17ele acaba gerando o efeito de açúcar.
11:20As farinhas são açúcares, então, é um controle geral da alimentação.
11:25É você manter o equilíbrio,
11:27introduzir também alimentos mais saudáveis,
11:30como verduras, legumes, frutas,
11:34consumo de proteínas, que é muito importante
11:36para ajudar a manter o nível de glicemia normal.
11:39É um equilíbrio, o que você tem que fazer da alimentação.
11:43Sobre essa correlação entre doenças cardiovasculares e o diabetes,
11:47quem vai falar para a gente um pouquinho é a doutora Tati Emerick.
11:52Estima-se que a gente tenha mais de 16 milhões de brasileiros
11:55diagnosticados com diabetes.
11:57E isso é um problema sério de saúde pública,
12:00porque está relacionado diretamente com a doença
12:03que mais leva a mortes no nosso país e até no mundo,
12:07que é a doença cardiovascular.
12:09O paciente com diabetes, quando ele chega no consultório do cardiologista,
12:13na maioria das vezes, ou ele já vem com uma doença cardiovascular estabelecida,
12:18infarto, AVC,
12:20ou ele está prestes a desenvolver com alto risco.
12:23A gente já considera o diabetes um paciente de alto risco
12:28para desenvolver doença cardiovascular,
12:30doença aterosclerótica principalmente,
12:32que é aquela que obstrui os vasos.
12:35E isso é fácil da gente entender,
12:37porque o diabetes, a glicose alta,
12:40ela promove um estado inflamatório no nosso organismo.
12:43É como se os vasos estivessem inflamados, por exemplo.
12:46E facilita com que a gordura penetre nesses vasos,
12:50formando então as placas de gordura,
12:53que obstruem a passagem do fluxo sanguíneo para os nossos órgãos.
12:57Aí causando, por fim, um infarto e o AVC.
13:01Então o principal é a gente saber primeiro,
13:05diagnosticar diabetes.
13:06Isso a gente acaba tendo sinais, sintomas,
13:09aquela sede excessiva,
13:11levantar várias vezes para urinar.
13:13Além disso, o histórico familiar é importante.
13:16E além da gente fazer o diagnóstico,
13:19é uma vez o diagnóstico estabelecido,
13:21a gente fazer o tratamento efetivo do diabetes.
13:24E sim pensar em prevenção sempre.
13:27Combater a obesidade,
13:29que é a raiz do problema do diabetes, né?
13:31O diabetes tipo 2,
13:33que está relacionado aí com uma obesidade.
13:36Então quando a gente fala em prevenção,
13:38a gente tem que lembrar do combate à obesidade,
13:41da atividade física,
13:42de uma boa alimentação.
13:44Por fim, investir em saúde
13:46para não chegar ao ponto
13:49de ter uma doença cardiovascular estabelecida.
13:54É prevenção mesmo, né, doutora?
13:56É prevenção.
13:57Hoje a gente trabalha em cima de prevenção.
13:59Doutor Rodrigo,
14:00e aí quem tem diabetes,
14:02já teve esse diagnóstico de diabetes tipo 2,
14:05esse hereditário,
14:06quais são as doenças bucais
14:08que mais acometem quem tem essa doença?
14:10É a doença periodontal.
14:13Então como ela falou, né, doutora,
14:14estava explicando aqui,
14:15a diabetes nem sempre precisa do medicamento,
14:18porque ela pode ser controlada
14:20de acordo com a rotina do seu paciente,
14:22ele entender que ele tem aquela,
14:25que ele é cometido por aquela doença
14:26e que ele tem que fazer o controle
14:28da sua alimentação, dos seus hábitos.
14:30Assim é também na saúde bucal.
14:33A principal infecção da cavidade bucal
14:38que interfere diretamente na diabetes
14:40é a doença periodontal.
14:42O que seria a doença periodontal?
14:44O que é a doença periodontal?
14:45A doença periodontal é uma infecção bacteriana
14:47que ocasiona lesões no tecido periodontal.
14:51O tecido periodontal é o tecido que circunda o dente,
14:55porque tanto a infecção,
14:57tanto a doença da cárie
15:00como a doença periodontal
15:01são causadas por bactérias.
15:03A doença da cárie, ela comete o quê?
15:05O dente.
15:06A doença periodontal, ela comete o quê?
15:09Os tecidos periodontais,
15:11os ligamentos periodontais,
15:12o osso alveolar.
15:14E aí o que acontece?
15:15Tem um excesso de sangramento naquela gengiva,
15:18por isso que no início eu estava falando.
15:19O sangramento gengival exacerbado naquele paciente,
15:23na hora da escovação, na hora da alimentação,
15:26ou na hora de passar o fio dental,
15:29ele pode ser um indício de doença periodontal.
15:32E o que é interessante, doutora,
15:34que a doença periodontal e a diabetes,
15:37a gente fala que ela é bidirecional.
15:39Por quê?
15:40Porque, assim como qualquer outro tipo de infecção
15:43que o paciente venha a ter,
15:45não estou falando de infecção bacteriana
15:46que causa a doença periodontal,
15:48qualquer infecção no organismo desse paciente diabético
15:51pode interferir diretamente na taxa de insulina
15:54e na própria recuperação do organismo do paciente
15:57para combater a diabetes.
15:59Assim como qualquer outra infecção do organismo,
16:02a doença periodontal é uma infecção bacteriana.
16:04Por que a gente fala que ela é bidirecional?
16:07Porque a diabetes pode interferir na doença periodontal
16:13e a doença periodontal pode interferir na diabetes desse paciente.
16:17Então, o periodontista, que é o especialista,
16:20o cirurgião dentista especialista,
16:22nessa área desse tecido periodontal,
16:25ele tem que estar muito atento na sua consulta,
16:27por quê?
16:28Já aconteceu diversas vezes,
16:30de ir no consultório o paciente chegar com lábio ressecado,
16:35com boca seca e com muito sangramento
16:37e aí a gente, numa conversa com a mãe,
16:40fala, você já procurou um endocrinologista?
16:42Na hora a gente vai fazer alguns exames,
16:44a gente desconfia que tem alguma alteração ali,
16:48além da doença periodontal em si,
16:49que quem vai tratar é o cirurgião dentista,
16:52através do tratamento periodontal.
16:54Um especialista faz esse tratamento.
16:56E aí, 15, 20 dias depois,
16:58esse paciente retorna pra gente falando,
17:01doutor, eu fui no endócrino,
17:02meu filho está com diabetes
17:03e eu nunca imaginei, nunca podia imaginar,
17:06porque ele realmente tinha uma sudorese,
17:08ele tinha uma boca seca,
17:09ele tinha rachaduras no lábio,
17:11mas eu achava que era da idade,
17:13criança, que corre,
17:14e isso num consultório odontológico.
17:17Não só criança, mas também o adulto.
17:20Como a doutora Gisele explicou,
17:22a diabetes pode ser diagnosticada na fase adulta também.
17:24E alguns pacientes com doença periodontal,
17:27a primeira pergunta que a gente faz na nossa anamnese,
17:30num consultório odontológico,
17:31é se ele é portador de diabetes,
17:33se alguém na família tem diabetes,
17:34ou se ele já fez exame pra detectar.
17:37Então, essa correlação da diabetes
17:40com a doença periodontal é muito importante.
17:43Uma outra coisa importante, Alice,
17:46é que o paciente com doença periodontal,
17:49ele tem de duas a três vezes chances
17:52de desenvolver a diabetes.
17:54O que fique muito claro,
17:56a doença periodontal,
17:57ela não causa a diabetes.
17:59Ela pode interferir nos níveis de insulina.
18:02E aumentar a chance da pessoa ter o cuidado.
18:05E aumentar de ter o cuidado.
18:06Como a doutora Gisele falou,
18:07é um cuidado da pessoa.
18:09Ela não tem que ter um cuidado com a sua alimentação,
18:11tem que ter um cuidado com a sua...
18:13fazer uma atividade física.
18:14Como a doutora acabou de falar,
18:16a cardiologista tem um cuidado com o seu coração,
18:18que isso tudo pode interferir na diabetes,
18:20na diabetes, no controle da diabetes,
18:22a questão da doença periodontal é a mesma questão.
18:25Porque é uma infecção bacteriana.
18:27Perfeito.
18:28Gente, a gente sempre tem um compromisso aqui
18:30de sentir na pele de quem passou,
18:32por exemplo, pelo diagnóstico do diabetes na sua família.
18:36Vamos ouvir a doutora Daisy
18:37contar a experiência familiar dela.
18:40Oi, meu nome é Daisy.
18:42Eu sou mãe do Lucas.
18:44O Lucas tem 16 anos.
18:46E há 10 meses nós fizemos um diagnóstico,
18:50descobrimos que ele tem diabetes tipo 1.
18:53Acho que muitas mães têm essa dúvida
18:56e me perguntam como eu descobri isso,
18:59como chegamos a esse diagnóstico,
19:01como o que me chamou a atenção no meu filho
19:04para descobrir essa doença.
19:08Nós descobrimos, eu percebi
19:10que ele começou a beber muita água.
19:13Ele tomava, depois do café da manhã
19:16ele começava a tomar água,
19:17tomava vários copos de água.
19:19Eu comecei a notar aquilo no Natal, mais ou menos.
19:23O diagnóstico foi dia 4 de janeiro
19:26e eu percebi no Natal
19:28ele bebendo muito mais água do que o habitual.
19:31Notei também um aumento
19:32ao número de idas ao banheiro,
19:34ele começou a fazer mais xixi.
19:36Então, o que me chamou a atenção primeiro
19:38foi o fato dele tomar muita água
19:40depois das refeições,
19:41começar a fazer mais xixi que o habitual.
19:44Ele começou a ir ao banheiro com muita frequência.
19:49Aquilo me chamou a atenção,
19:50eu fiquei mais atenta
19:51e resolvi fazer uma glicemia capilar.
19:54Eu comprei um aparelho
19:56para ver como a glicose dele
19:58estava pela manhã em jejum.
19:59Para mim, a surpresa
20:02eu acordei, pedi para ele não se alimentar
20:05até realizar esse exame.
20:08Eu fiz uma pontinha de dedo
20:10e a glicemia estava
20:12extremamente fora do normal.
20:15Entrei em contato com o endocrinologista
20:17e imediatamente
20:17já foi prescrita a medicação,
20:20insulina
20:21e já colocamos um aparelho que ele utiliza,
20:24o Libre, que é um sensor
20:25que nos ajuda
20:26a ter o maior controle
20:28ou melhor,
20:28a ter o maior,
20:29para vigiar melhor
20:31essa glicemia dele.
20:32E a partir desse momento,
20:33nós começamos a fazer
20:34um controle da glicemia
20:36com a utilização
20:37de dois tipos de insulina,
20:39uma insulina rápida,
20:40que ele utiliza antes das refeições,
20:42e uma insulina basal,
20:43que é utilizada à noite
20:45para manter um controle glicêmico
20:47durante todo o dia.
20:49Não é fácil, obviamente,
20:51não é fácil você convencer
20:52um adolescente de 16 anos
20:53que ele precisa
20:55ter uma tensão
20:56com a alimentação,
20:57mas graças a Deus
20:58as coisas têm saído bem,
21:00graças a Deus
21:01está tudo caminhando bem.
21:02Ele é um menino
21:03muito disciplinado,
21:04em nenhum momento
21:05ele demonstrou
21:07revolta
21:08ou resolveu
21:09não se cuidar,
21:10muito pelo contrário.
21:11Eu expliquei o caso
21:12específico do Lucas,
21:13mas existem outras formas
21:14do diagnóstico.
21:15Algumas crianças
21:16começam a fazer xixi
21:17na cama
21:19mais frequentemente,
21:21outras crianças
21:23passam a se alimentar
21:24muito mais,
21:25perda de peso também
21:26é uma característica,
21:27também é um sinal
21:28que chama a atenção,
21:29além de beber muita água,
21:31fazer mais xixi,
21:32poder fazer xixi na cama,
21:34são sinais que chamam a atenção,
21:35que deveriam chamar a atenção
21:37dos pais.
21:41E se você ouviu tudo isso
21:43em relação à medicação,
21:44ficou preocupado
21:45sobre o acesso,
21:46a gente também tem
21:47um compromisso aqui
21:48com a saúde pública,
21:49com quem depende
21:50do SUS.
21:51Doutora,
21:52essa medicação
21:53para o tratamento
21:54e controle do diabetes,
21:55ela está disponível
21:56no Sistema Único de Saúde?
21:58Sim,
21:59a gente tem
21:59tanto a insulina
22:00para o diabetes do tipo 1
22:02e algumas medicações
22:03também para o diabetes
22:04do tipo 2
22:05disponíveis pelo SUS.
22:06E uma coisa
22:07que eu só gostaria
22:08de finalizar com você
22:10é falar para as pessoas
22:12que precisarem usar a insulina
22:14para manter o controle
22:15da glicose,
22:15que não tenham medo.
22:17Muitas pessoas perguntam,
22:18ah, mas dizem
22:19que a insulina vicia.
22:20Não existe de insulina viciar,
22:23é o que o seu corpo
22:23está precisando
22:24para manter a glicemia normal.
22:26E não precisa ter medo.
22:28Hoje, existem vários tipos
22:29de insulina,
22:30insulina que você precisa usar
22:31uma vez ao dia,
22:33são insulinas subcutâneas
22:34que você aplica só na pele,
22:36agulhas pequenas.
22:38Então, não precisa ter medo,
22:39não pode deixar de se cuidar
22:40por causa disso.
22:42Perfeito.
22:42Gostaria de agradecer muito
22:44a presença do Dr. Rodrigo.
22:46Eu que agradeço, né?
22:47Então, deixo aí também
22:48o alerta
22:48quando estiver na consulta odontológica,
22:51quando estiver fazendo
22:52a sua higiene diária,
22:53bucal,
22:54se atentar
22:55para esses sinais
22:56de alerta
22:56de boca seca,
22:58rachadura no lábio,
22:59quando o seu filho
23:00ou você mesmo
23:01estiver reclamando,
23:02sentir algo de diferente,
23:03não deixe perguntar
23:04ao seu dentista,
23:05não deixe procurar
23:06um endotonologista,
23:07porque as coisas
23:08podem estar interligadas,
23:09a saúde bucal
23:10e a diabetes.
23:11Eu agradeço muito
23:12a oportunidade.
23:13Obrigada,
23:14doutora Gisele.
23:15Obrigada, Liz,
23:16mais uma vez
23:17pelo convite
23:18e por ter
23:20falado sobre um assunto
23:21de extrema relevância.
23:23Espero ter conseguido
23:24tirar algumas dúvidas também.
23:26Estou à disposição
23:27para quaisquer outras dúvidas
23:28que aparecerem.
23:29Esse foi o Check-Up Saúde.
23:31Nos vemos na próxima semana.