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  • há 3 semanas
As medidas que o Governo vai tomar

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Transcrição
00:00Então a gente vai falar sobre isso, conto também com a sua participação.
00:03Aqui no nosso estúdio eu recebo o secretário de Educação, Vitor DeAngelo.
00:07Muito obrigada pela sua participação, secretário.
00:09Seja bem-vindo ao programa.
00:11Eu queria que você já começasse explicando pra gente, acalmando as famílias,
00:16porque a gente pensa em crianças, a gente sabe que foi toda uma comunidade que é afetada.
00:22O que está sendo planejado, quais vão ser as etapas desse plano de ação
00:27pra que aconteça tanto a acolhida, quanto a retomada posteriormente dessas aulas?
00:34Boa tarde primeiro a todos que acompanham o programa.
00:38Por favor, o microfone está aqui, perdão.
00:41Força do hábito, desculpe.
00:43Boa tarde a todos e a quem acompanha a gente nesse programa.
00:48Os atentados, o ataque, cada um tem chamado de uma maneira o crime, aconteceu em duas escolas.
00:55Então, o plano a que você se refere, ele diz respeito à Escola Primo Bit,
00:59mas ele também diz respeito ao Centro Educacional Praia de Coqueiral
01:03e também, por uma indicação da Secretaria Municipal de Aracruz,
01:08a escola municipal que existe ao lado da Escola Primo Bit.
01:12Ela é uma escola municipal, mas ela é contígua, ela divide o muro.
01:16E a gente entendeu que se não houve ali uma invasão e um ataque físico,
01:21houve um dano psicológico muito grande, talvez semelhante ao dano psicológico
01:26daqueles que na Primo Bit não foram fisicamente alvo do adolescente que invadiu a nossa escola
01:31e que, por isso, deveriam ser essas três consideradas um grupo que é o público-alvo,
01:37escolas atingidas.
01:39O plano de ação que você mencionou, ele foi produzido pela Sala de Situação,
01:43que a gente criou na segunda-feira, uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado,
01:48reunindo sete secretarias, a Secretaria de Segurança Pública,
01:53as Secretarias de Estado de Educação, Saúde e Assistência
01:56e as suas correspondentes no município, as de Assistência, Educação e Saúde
02:00do município de Aracruz.
02:02Não significa que não existam outras instituições,
02:06não existam outros organismos privados, públicos, do Espírito Santo ou de fora
02:10que não tenham algum nível de participação em momentos distintos da execução desse plano.
02:15É um plano inicial que estabeleceu quatro públicos-alvo,
02:18eu falei aqui de um, que são as escolas atingidas,
02:21estabeleceu quatro fases.
02:23Então, a fase 1 é esta semana, a fase 2 vai da próxima semana até o Natal,
02:28são apenas datas de referência para a gente arredondar.
02:31Do Natal até o final de janeiro, que seria férias escolares, é a fase 3.
02:36E, a partir de 1º de fevereiro, que corresponderia ao início do ano letivo de 2023,
02:41é a fase 4.
02:43Então, no plano divulgado ontem, a gente tem os públicos-alvo, as fases
02:47e o que cada uma dessas áreas propõe para cada fase.
02:50Já está sendo prestado algum apoio psicológico para essas vítimas?
02:55Essa é a ação limitada, porque a educação e a segurança pública não têm este objetivo,
03:01muito menos nessa semana, no caso da educação, em que as escolas estão fechadas.
03:04Mas a saúde e a assistência social são as secretarias, tanto em nível estadual quanto municipal,
03:10que fazem esse atendimento a que você se refere.
03:14E esse atendimento prioritário é uma das ações da saúde e da assistência,
03:18justamente na fase 1, que é esta semana.
03:19Como é que vocês estão acompanhando?
03:21Como é que a secretaria está acompanhando de perto todos esses casos?
03:25Vocês ouviram relatos desses estudantes?
03:29Como é que está sendo isso?
03:31Bom, tem uma dinâmica que é um pouquinho distinta, porque, naturalmente, a escola particular,
03:35a gente não está aqui fazendo qualquer distinção de uma coisa para outra,
03:37mas ela tem uma outra realidade, tem relação com seus clientes, né?
03:42Enfim, então, tem algumas coisas ali que eu não teria sequer condições de informar aqui aos seus telespectadores.
03:47Vou falar pela escola estadual.
03:49Apesar de o plano ser para todo mundo, eu sou gestor também de uma secretaria que é responsável pela escola
03:55Primobit.
03:56Então, nós estivemos ontem, eu estive pessoalmente ontem em Aracruz, conversando com um conselho de escola.
04:00Para uma escola particular, o conselho de escola da nossa escola é como se fosse um conselho de pais.
04:05É isso.
04:06Então, é um coletivo, é um colegiado que reúne professores, representantes de família, a gestão escolar,
04:14mesmo a equipe terceirizada, estudantes.
04:16É verdade que não era exatamente o conselho de escola como ele tem na sua composição, que estava lá ontem,
04:23porque uma professora que faleceu fazia parte do conselho de escola,
04:27uma outra que também faz parte, é uma das hospitalizadas que você mencionou.
04:31Então, a gente fez uma reunião de uma espécie de conselho ampliado, né?
04:34Mas todo mundo que era da escola, representando todos esses grupos,
04:38familiares, professores, equipe gestora e estudantes.
04:42Acompanhado de psicólogos, acompanhado de assistentes sociais, mais a equipe da gestão da secretaria,
04:47justamente para a gente explicar um pouco isso que eu estou te falando aqui,
04:50o que a gente estava pensando, como a gente se organizou, e especificamente no caso da PrimoBit,
04:54o que a gente poderia fazer nos próximos dias, nas próximas semanas,
04:58porque isso depende menos da gente, muito mais deles.
05:02Afinal, daqui partem decisões, mas essas decisões seriam arbitrárias,
05:06porque são eles que vão para a escola, se a escola reabrir,
05:09são eles que precisam estar confortáveis de seguir por algum caminho,
05:14porque, embora a gente esteja em luta e esteja muito entristecido,
05:18esse luto e essa tristeza não se comparam a esses sentimentos das pessoas que fazem parte daquela comunidade.
05:24Então, essa escuta, para saber exatamente qual era o caminho que a gente seguiria,
05:29dentro de algumas opções, em termos até de gestão, de tomada de decisão,
05:32que a gente colocou ali como caminho, foi o objetivo dessa reunião.
05:35Eu acredito que a maior pergunta que muitos pais se fazem nesse momento é
05:40como é que vai ficar a segurança dos nossos filhos?
05:42Porque, até então, secretário, a gente não tinha essa realidade.
05:46Isso era um assunto que a gente pensava que acontecia em outros países, mas não.
05:50Infelizmente, a gente noticiou outros casos também.
05:53Teve o caso de Agenda Penha, em agosto desse ano.
05:56E aí, como é que fica essa questão da segurança?
05:58De que forma que a Secretaria de Educação, junto com as outras secretarias, principalmente
06:03envolvendo a segurança pública, o que vocês estão planejando para garantir mais segurança
06:09para os estudantes ali na escola?
06:12Eu acho que a gente precisa diferenciar duas coisas, que é a segurança, seja ela patrimonial,
06:19seja ela física, a integridade física de pessoas que estão dentro da escola,
06:22ou trabalhando, ou sobre a guarda de uma secretaria, ou mesmo de uma escola privada,
06:28porque uma mãe, um pai, um responsável, deixou um filho ali.
06:32Então, nós somos responsáveis por eles, do ponto de vista da sua guarda.
06:35Uma criança, né?
06:36Uma criança, numa creche, cidadãos ainda mais novos.
06:42Então, essa é uma discussão que é diferente da violência em si.
06:46Porque a violência tem uma dimensão que extrapola em muito os muros de uma unidade escolar.
06:51Isso até pode acontecer dentro da unidade escolar, e ninguém está dizendo que o ato deste adolescente
06:55não foi um ato de violência.
06:57Mas ele não decorreu, por exemplo, da falta de segurança na nossa escola.
07:01Tudo o que você, hoje, encontra numa escola pública estadual, existia ali.
07:08É lógico que o que aconteceu na sexta-feira passada...
07:10Tudo o que você disse, secretário?
07:11É lógico que o que aconteceu na sexta-feira passada pode suscitar um debate sobre se outras
07:15coisas podem ser acrescidas a isso.
07:18Mas não era uma escola sequer onde ele teve fácil acesso.
07:21Vale lembrar, ele precisou romper cadeados de dois portões para chegar à escola.
07:27A escola tinha vigilante?
07:29A escola tinha vigilante, a escola tem acionamento automático dos portões remoto pelo vigilante
07:34que estava com controle, a escola tem câmeras.
07:37Então, a gente pode discutir outras questões.
07:40Muita gente tem falado, ah, e se a escola tivesse detector de metal?
07:43Eu penso que para este caso não teria evitado nada, porque o detector de metal é para a
07:48entrada da escola, isso estaria na porta da frente.
07:50Ele invadiu a escola pelos fundos.
07:53Como foi algo planejado, se por qualquer razão tivesse um detector de metal nos fundos,
07:57que é uma área por onde ninguém circula, ele não teria planejado entrar por ali,
08:01porque ele teve tempo para planejar.
08:02Ele planejaria entrar por outro lugar.
08:05Então, eu...
08:06E o mesmo aconteceu também em Jardim da Penha, né?
08:08Se a gente parte por esse princípio.
08:10Em Jardim da Penha, eu não estou certo dos detalhes, porque foi uma escola municipal de Vitória.
08:15Confesso que aqui eu, assim, poderia cometer um equívoco.
08:18Mas também não foi pelo portão principal, foi através de uma outra alternativa, porque
08:23o porteiro da escola chegou a barrar o Henrique Lira Tradi, e aí ele buscou uma outra alternativa.
08:28Lógico, e aí nesse caso a gente pode colocar uma pergunta.
08:31Será que essa outra entrada por onde a pessoa entrou era uma entrada vulnerável?
08:36Essa é uma pergunta pertinente.
08:37Na nossa escola, eu tenho certeza que não, porque nós estamos falando de uma unidade
08:42escolar que tinha dois portões, não era um portão, são dois portões.
08:46E como é que ele conseguiu ainda, então, pular o muro?
08:48E o segundo portão, ele não pulou, ele rompeu os cadeados desses portões, porque eles
08:52estavam trancados com o cadeado.
08:54Do primeiro, embora o muro tivesse uma certa altura, de fato ele poderia pular.
08:59Talvez isso tivesse feito um barulho, chamado a atenção, dado tempo de alguém ver ele
09:04fazendo isso. Então, ele preferiu, optou por romper o cadeado.
09:09O segundo não tinha nem o que ser escalado, porque é uma grade de parede toda, até em
09:16cima ainda tem um teto.
09:17Então, ele não teria por onde ter passado, a não ser quebrado o cadeado.
09:21E vale lembrar que ele quebrou esse cadeado com um alicate específico para isso, que a
09:25polícia usa.
09:26Então, também não é um instrumento qualquer que ele adquire em qualquer lugar.
09:30Ou seja, foi algo planejado.
09:31Olha só, eu tenho aqui uma série de perguntas que a gente, como ser humano, como pai, como
09:36mãe, a gente se faz à medida que a gente vai noticiando os fatos, mas a gente abriu
09:40o espaço também para esses pais, desses alunos, estudantes dessas escolas.
09:45E a gente vai ver agora o vídeo do Auro.
09:48A filha dele, gente, estuda na escola onde fica em anexo ao Primo Bit.
09:53E ele mandou uma pergunta para o secretário.
09:55Vamos ver.
09:55Meu nome é secretário, meu nome é Auro, sou pai de uma aluna do MF, Colégio do Ensino
10:02Fundamental, anexo ao Colégio Primo Bit.
10:05E gostaria de saber do senhor quais as medidas preventivas e protetivas serão adotadas a
10:11partir de agora e quando elas entrarão em vigor pela Secretaria de Educação.
10:16Obrigado.
10:17Pergunto que vai de encontro um pouco com a resposta que a gente já foi adiantando.
10:20Mas já está sendo, então, secretário, estudado novas alternativas, tendo esse princípio
10:27que o senhor disse de, ah, detector de metais já mostra, já traz uma outra análise, mas
10:34o que pode ser reforçado nas escolas em relação à segurança?
10:38Perfeito.
10:39Só um exemplo também, acho que simples de entender a respeito do detector de metais.
10:43O detector de metais, ele, por exemplo, pegaria um estilete, que é uma arma cortante, é um
10:51instrumento cortante, com o qual é possível ferir fatalmente alguém.
10:55Porque a gente teve um caso também semana passada.
10:57Mas que não tinha a ver com um ato de violência, era uma outra questão, acabou sendo confundido
11:01porque aconteceu no mesmo dia.
11:02Mas estilete é usado numa aula de arte.
11:05Então, assim, você não tem como não ter estilete na escola.
11:08Se alguém levar um estilete para a escola, ele pode muito bem alegar que é para aula de
11:12arte, se o detector de metais acusar a presença daquele metal.
11:15Então, veja que algumas soluções, e é compreensível, viu?
11:19É compreensível que o primeiro sentimento de um pai como esse que nós acabamos de ver
11:23seja uma pergunta como essa.
11:24Eu também sou pai e me pergunto exatamente a mesma coisa.
11:28Mas a gente só tem que ter cuidado porque algumas soluções, elas parecem ser muito simples
11:33e acabam não resolvendo o problema.
11:36Mas respondendo a essa pergunta de forma bem direta, existem as questões que nós temos
11:42questões de natureza, eu vou chamar de patrimonial, mas tem a ver com a integridade física também,
11:46como eu falei.
11:47E na nossa escola eu já dei aqui as explicações.
11:49Na MF Coqueiral, que é a escola onde a filha dele estuda, é uma questão que, naturalmente,
11:56apenas a Secretaria Municipal de Educação poderia responder porque ela precisa fazer uma avaliação
12:00da escola, do que ela dispõe de mecanismo de segurança e uma avaliação se alguma coisa
12:05merece e precisa ser aprimorada.
12:07Agora, do ponto de vista da segurança pública, então, saindo da esfera da educação, uma
12:11das ações nessa fase 1 e também na fase 2, portanto, até o Natal, que seria um período
12:16em que nós poderemos ter alunos e professores na escola, será fazer um atendimento prioritário
12:23às escolas.
12:23Então, a primeira coisa é essa.
12:25Qualquer chamado vindo de uma escola terá atendimento prioritário por parte da polícia.
12:29Além disso, um policiamento mais efetivo nas imediações das unidades escolares para
12:38trazer...
12:39Isso lá em Aracruz.
12:39Lá em Aracruz.
12:40Para trazer este sentimento, essa sensação de segurança.
12:44Lógico que segurança não precisa e nem deve ser só a sensação, ela tem que ser
12:47segurança mesmo.
12:48Mas a gente sabe que hoje, até em decorrência dos fatos, mesmo havendo segurança, fica
12:53um sentimento de que não existe.
12:55E fica esse temor, esse medo.
12:57Então, para trazer esse conforto, mas claro, a efetividade da segurança, a polícia já
13:02está estabelecendo dentro desse plano de ação medidas de curto, médio e longo prazo
13:07e a curto prazo, respondendo a esse pai, um atendimento prioritário às escolas e nas
13:12imediações das unidades escolares, públicas e privadas.
13:15Agora, secretário, eu já ouvi depoimento da polícia, infelizmente, falando que casos
13:20como esse, acabam servindo de gatilho para possíveis outros casos.
13:27E aí, a gente precisa trabalhar com prevenção.
13:30Se tratando de escolas, em geral, eu queria que o senhor falasse, se todas possuem vigilantes,
13:39se você tem esse número, se de fato estão ali.
13:41E se tratando de prevenção desse gatilho de possíveis novos casos, o que está sendo
13:48talvez, assim, pensado, planejado para combater, para que isso não aconteça?
13:54Um assunto que até então a gente não tinha essa preocupação e que hoje a gente tem.
13:59Por exemplo, nos Estados Unidos, tem estados lá que os professores tiveram, chegou a esse
14:05ponto de ter que fazer até treinamento.
14:08Vai correr, vai correr para onde?
14:10Quero saber também, se a gente já chegou a esse ponto, são ações que estão sendo
14:14pensadas, planejadas, pensando nesses gatilhos?
14:18Quando a gente fala de gatilho, basicamente a gente está dizendo o quanto situações como
14:23essa inspiram outras pessoas a repetir coisas semelhantes.
14:27E isso diz respeito às escolas e diz respeito a todos os que, de alguma maneira, interagem
14:34com essa situação, cidadãos comuns como eu e você, a cobertura que fazemos, o tipo
14:40de...
14:40O ângulo pelo qual a gente analisa tudo isso.
14:45Por isso que é importante a gente dar vazão a todas as discussões, como, por exemplo,
14:50vai ter detector de metal?
14:52Vai para quê?
14:53Não vai por quê?
14:54É uma questão que sai do campo da paixão e que é do medo, naturalmente, porque senão
15:01a gente acaba achando que vai solucionar uma situação que pode só vir a se repetir
15:06lamentavelmente.
15:07Você citou os Estados Unidos, é um país que parece de lá a gente estar importando
15:12essas coisas.
15:13Quando a gente começa a assistir o que aconteceu aqui, no Rio de Janeiro há alguns anos,
15:17Sobral, Goiânia, Goiás, melhor dizendo.
15:19Bahia, agora recente.
15:20Bahia, São Paulo em 2019, eu já era secretário quando houve um ataque semelhante ao nosso
15:25aqui numa escola na cidade de Suzano.
15:27É tudo muito parecido.
15:29Então, não é a mesma coisa, são países com características bem distintas, mas eu
15:34acho que a gente pode aprender algumas coisas.
15:37Porque se nós também importamos o que há de mais lamentável, que é o fato em si,
15:42a gente também pode importar algumas soluções e alguns debates.
15:46E já começam a levantar essa hipótese também de aprender com esses outros países?
15:51Não, sem dúvida nenhuma.
15:52Eu tenho, inclusive, dito isso nas minhas primeiras falas.
15:55O que as experiências no Brasil e fora do Brasil, Estados Unidos é sempre um exemplo
16:01citado, mostram para esse primeiríssimo momento?
16:05A longo prazo, acho que tem outras questões que requerem, inclusive, aprofundamento.
16:09Nós não devemos sair fechando as outras escolas.
16:11Muita gente, além de temer pela segurança, eu falei que essa é uma reação natural, a outra
16:18reação natural é querer que feche tudo.
16:19Porque quando você fecha todas as escolas, cria-se um pânico ainda maior e alastra-se
16:24um dano que é circunscrito às escolas que foram invadidas e, talvez, dentro de algum
16:31critério, a outras escolas.
16:33Reabrir as escolas no menor espaço de tempo possível também é o que as experiências
16:39mostram.
16:39Não é para aula.
16:40É porque, enquanto algumas pessoas certamente não vão querer mais botar o pé na escola
16:44Primo Bit, por exemplo, seja até no ano que vem, mas agora, não querem, não querem.
16:49Estão traumatizados, não sabem como encaminhar esse luto.
16:52Tem outras pessoas que querem vivenciar esse luto coletivamente, querem dar um abraço na
16:57diretora.
16:58A diretora, ontem, na reunião que eu mencionei do Conselho de Escola, falou que tinha gente
17:02entrando em contato porque queria vê-la.
17:03Aquela história de que a diretora estaria recebendo ameaças desse adolescente, né?
17:11Isso procede?
17:11Não, não procede.
17:12Ela não recebeu nenhuma ameaça?
17:14Não.
17:14Muita gente também se pergunta, secretário, por que esse adolescente estudou até junho
17:18na escola?
17:19Porque não é tão simples assim, né?
17:21Simples que a gente quer dizer, ah, não é porque eu quero parar de estudar, vou parar
17:24de estudar.
17:25O que aconteceu com esse adolescente que ele só cumpriu as aulas, o ano letivo dele foi
17:30até junho?
17:30Com a anuência da família, ele solicitou transferência, saída da escola Primubit.
17:37E aí já não compete porque esse é um poder parental e quem tem que fiscalizar não é
17:41a escola Primubit.
17:44Para onde ele foi e se os pais matricularam esse estudante e não matricularam, até a
17:49informação que eu tenho é essa, em outra unidade escolar.
17:52Então ele não tem, por exemplo, nenhuma relação com a escola particular.
17:55Ele não foi para lá porque saiu da Primubit e era estudante de lá, não.
17:59Ele não tem nenhuma relação com aquela escola, é uma relação, me parece, de proximidade
18:03apenas, né?
18:03Porque uma está razoavelmente próxima da outra.
18:06E da nossa escola estadual, onde ele entrou esse ano, ele saiu em junho com a anuência
18:10da família.
18:11E olha só, a gente vai ver o vídeo da Carla.
18:13A filha dela estuda na escola Primubit e ela também tem uma pergunta para o secretário.
18:18Eu venho aqui, né, como mãe de uma aluna que estuda na escola Primubit, tenho filhos
18:25também que estudam em outras escolas.
18:27Eu venho aqui para fazer uma pergunta para o secretário de Educação.
18:31Secretário, o senhor não acha que chegamos ao ponto de termos vigias, guardas preparados
18:39e treinados para proteger as nossas crianças, trabalhando armados nas escolas para a proteção
18:46maiores das nossas crianças e também de todo o grupo escolar.
18:50O senhor acha que não chegamos ao ponto de precisarmos de usar esse tipo de forças
18:56nas escolas?
18:58Essa é a pergunta que eu faço para o secretário de Educação.
19:01E olha só, aí eu volto para uma pergunta anterior que eu tinha de feito, secretário.
19:06Se todas as escolas possuem segurança, até porque eu vejo aqui o relato da Noabia, ela
19:13está falando que na escola que o filho dela estuda não tem nenhum tipo de segurança Noabia.
19:20Por favor, manda para a gente qual é a escola que o seu filho estuda, tá bom?
19:23A região também, para ficar fácil essa resposta aqui, para a gente possa esclarecer isso.
19:28E aí, secretário, chegamos a esse ponto também?
19:31Então, não existe, vou falar pela escola estadual, não existe nenhuma escola estadual
19:36que não tenha nenhum tipo de segurança, entende?
19:38Porque a segurança, o guarda, ele é uma parte da segurança, que pode ser composta por
19:45outras, por outros elementos.
19:48O guarda tem em todas?
19:49O guarda não tem em todas as escolas, porque o guarda, ele não é, ele é um guarda patrimonial.
19:56Então, ele faz um papel de apoio logístico que o coordenador de turno, por exemplo, executa
20:03na escola estadual e mesmo em escolas privadas, em escolas municipais.
20:06Então, temos todo tipo de realidade.
20:08Rapidinho, secretário, só para a gente entender.
20:10A gente está falando ao mesmo tempo de crianças, adolescentes.
20:12Então, não tem em todas as escolas, algumas podem ser que sim, outras não, uma pessoa,
20:17um vigilante que fica ali na porta, pensando, controlando a entrada e saída dessas crianças.
20:24Então, por exemplo, uma criança, 5, 6 anos, se ela conseguir sair por ali, está tudo bem?
20:29Não, absolutamente, eu não disse isso.
20:32O que eu disse é que este guarda, ele faz um papel logístico, por exemplo, controle de
20:37acesso, que na sua ausência é feito por um coordenador de turno.
20:41A ausência do guarda não implica em acesso de um público externo de forma descontrolada.
20:49Uma outra pessoa está fazendo isso, até porque a presença do guarda ali não é apenas,
20:55então, somente para esse fim, porque é um guarda patrimonial.
20:58Então, essa avaliação é feita segundo a necessidade da unidade escolar.
21:02Então, por exemplo, uma unidade escolar que fica numa área, talvez,erma, numa situação
21:07específica que exige a presença deste profissional, ali é que, prioritariamente, essa pessoa é
21:14localizada.
21:15Assim como o tipo de câmeras.
21:18Nós não temos a necessidade, por exemplo, de câmeras mais complexas em lugares onde algumas
21:26câmeras que a gente utiliza já são suficientes para garantir a filmagem, o controle e o monitoramento
21:32do espaço.
21:33A escola Primo Beach, para quem conhece, ela se localiza num lugar, até pelas características
21:38de Coqueral, cuja urbanização é muito singular.
21:42A rua lateral por onde esse adolescente acessou o portão a que eu me referi, é uma rua que
21:49parece uma espécie de um caminho sem árvores, sem galhos, mas ela sequer é uma rua.
21:54É um lugar por onde você entra com o carro.
21:56No fundo, existe uma mata, por exemplo.
21:59Então, é o tipo de lugar onde você precisa ter uma câmera específica, talvez um guarda
22:04patrimonial.
22:05Então, essa avaliação é feita caso a caso.
22:09Respondendo à pergunta desta mãe, que é uma questão importante, eu tenho uma opinião,
22:15mas eu acho que é precipitada uma opinião particular, porque esse debate, acho que ele
22:19precisa ser coletivo agora.
22:20É mais do que minha opinião.
22:22Minha filha não estuda lá na Primo Beach, a filha dela estuda.
22:26Então, é uma preocupação minha, certamente, mas dela ainda mais, porque ela está olhando
22:30e pensando, poxa, será que se aqui tiver um guarda armado, uma coisa como essa pode
22:35não se repetir no lugar onde minha filha estuda?
22:37É uma pergunta absolutamente legítima.
22:39E a gente precisará envolver o Conselho de Escola, pais e outros fóruns que discutem
22:46isso.
22:46Eu só queria colocar alguns elementos, se você me permitir.
22:50Primeiro, a gente analisar até que ponto a ausência disso tem explicado eventuais casos
22:57de violência nas nossas escolas.
22:59Essa é a primeira pergunta.
23:00Porque, se não explica, a gente começa a fazer uma escalada de armamento dentro de
23:07um ambiente escolar para responder a uma coisa que não tem diretamente a ver com isso.
23:10Ou seja, não foi a falta de arma deste profissional que estava lá que ocasionou os fatos ocorridos
23:18na Primo Beach.
23:19Mas você não concorda que seria mais uma camada de proteção?
23:24Seria um instrumento... porque todo mundo fica ali de bons atados.
23:29E aí?
23:30Não seria mais uma camada de proteção?
23:32Não sei.
23:32Eu não sou um especialista em segurança pública.
23:34Existem pessoas que respondem sim à sua pergunta.
23:39Intuitivamente, as pessoas que não são especialistas normalmente respondem sim.
23:43Mas...
23:44Tem um caso recente no Rio de Janeiro que foi através...
23:46Infelizmente, a gente chegou nesse ponto.
23:48Mas é para isso, para esses casos que a gente tem que ver o uso de arma de fogo.
23:53Para cessar, foi o que aconteceu recente no Rio de Janeiro, um ataque como esse.
23:58Mas há outros casos, sejam eles reais, sejam casos hipotéticos a partir do que os especialistas
24:06analisam, em que nós podemos ter situação de um aluno render este guarda e tomar a sua
24:12arma.
24:14O guarda trocar tiros com alguém dentro da escola.
24:19Mas só o fato de ter uma pessoa ali armada, isso já não inibiria o pensamento, a ação
24:25desse sujeito?
24:26Neste caso?
24:29É mais uma proteção.
24:30O portão dessa escola particular estava aberto.
24:34Facilitou a entrada?
24:36Eu não sei.
24:37Nós estamos só conjecturando.
24:39Mas esse é um crime que, ao que tudo indica, é um crime de ódio, certo?
24:42Sim.
24:42Não é um latrocínio, né?
24:45Não é um roubo seguido de morte.
24:47Então, muito provavelmente, num crime de ódio, dado que a motivação é o ódio, do
24:55pouco que eu conheço, a minha área é as ciências sociais, mas por aí também a gente pode
25:00tirar alguma conclusão, mas do pouco que eu conheço, eu acho muito improvável que uma
25:06arma, e uma só, de uma pessoa, inibisse a tentativa dele dar vazão ao seu ódio.
25:13Porque, num crime de ódio dessa natureza, o objetivo é matar e, muitas vezes, é morrer.
25:19Então, matar ou morrer não é uma questão... morrer não é uma questão relevante.
25:24Matar é o objetivo e, portanto, ter... morrer, eu digo o autor, né?
25:29Morrer, matar é o objetivo.
25:31E ter uma arma no local não me parece, assim, numa primeira olhada, sem qualquer análise,
25:38né?
25:38Porque eu não sou especialista nisso, algo que inibiria.
25:42Para um furto, sim.
25:45Para um roubo, sim.
25:47Para um latrocínio, eu acho que a gente começa a entrar nesse campo.
25:50Mas nós não estamos falando disso.
25:53Alguma dessas professoras, que infelizmente morreram, foram professoras dele?
26:00Houve esse levantamento?
26:01Elas deram aula para esse aluno?
26:04Confesso que, de memória, não tem essa informação aqui.
26:08Mas é possível que isso tenha acontecido, porque, apesar de...
26:12Certamente, na sua pergunta, você está pensando na regência ali, quer dizer, tem a professora
26:15e a sala de aula.
26:16Mas os professores atuam, muitas vezes, em projetos interdisciplinares.
26:20Então, o contato, ainda que não tenha sido aluno daquela sala, daquela disciplina,
26:25o contato com o estudante, muito provavelmente, aconteceu.
26:28A julgar até pelos relatos de alguns professores, uma em particular, que conversava comigo ontem,
26:34falando, assim, dele com um conhecimento de quem sabia do seu dia a dia e do seu desempenho
26:41escolar.
26:42Olha só, tem aqui uma pergunta da Mara Ruas, está falando.
26:46Então, o senhor disse que os guardas são patrimoniais.
26:50A minha pergunta para ele é, e quem guarda a vida das crianças?
26:55A segurança das escolas.
26:58E, então, na prática, é quem?
27:00Como que isso se traduz, na prática?
27:03Nós temos a guarda de uma pessoa.
27:05Imagine que nós temos pessoas que levaram seus filhos à escola.
27:11Nós somos responsáveis por garantir a sua integridade.
27:13Isso não tem limite, você concorda comigo?
27:16Porque, no limite, eu poderia fazer tudo o que existe à disposição, hoje, para garantir
27:23essa integridade.
27:23Então, por exemplo, poderia ter dois guardas ao invés de um.
27:28Eles poderiam estar armados ao invés de estarem desarmados.
27:32Eles poderiam estar fortemente armados ao invés de ter um revólver.
27:36Nós poderíamos ter um muro de quatro metros.
27:40Nós poderíamos ter dois muros.
27:42Nós poderíamos ter torres nas pontas das escolas vigiando o pátio.
27:47Nós poderíamos ter cercas elétricas.
27:50Só que isso que eu acabei aqui de citar não é uma escola.
27:54Isso é uma unidade prisional.
27:56Então, quando eu digo que esse debate precisa ser feito com serenidade, é porque não é
28:01uma resposta sequer que uma secretaria tem como dar.
28:05A resposta é da sociedade.
28:07Nós queremos uma escola ou nós queremos converter escolas em unidades prisionais?
28:12É essa a pergunta.
28:14Quando eu mando minha filha para a escola, eu não imagino que a segurança dela, e ela
28:19está na escola neste momento, por exemplo, passa pela escola ser uma unidade prisional,
28:24porque eu estou mandando ela para uma escola.
28:27Se não escola como escola, não fará diferença.
28:29Vai ser uma prisão.
28:30Mas eu quero que a escola tenha controle de acesso.
28:34Eu quero que a escola tenha câmeras.
28:36Então, a segurança que existe na escola, que pode envolver a presença de um guarda
28:42ou pode não envolver, é o que uma escola precisa garantir para garantir a integridade
28:47física das pessoas que estão lá dentro.
28:49É isso.
28:50Agora, secretário, só para a gente finalizar, não é de hoje que a gente tem mostrado casos
28:55de violências na escola, seja aluno com aluno, professor com professor.
28:58E aí a gente sempre chega no mesmo ponto, independentemente do caso, do tipo de violência,
29:04que é o quê?
29:05A falta de apoio psicológico.
29:07Eu queria que você falasse para a gente se as escolas, as escolas, não só a rede,
29:12possui, se cada unidade possui e se não possui um psicólogo, um assistente social,
29:16se já não chegou nessa hora.
29:18Nós temos várias entradas para esse assunto que a gente está falando.
29:21A gente falou de infraestrutura das escolas, você fala aqui da questão socioemocional,
29:27tem a questão das famílias, que a gente não citou ainda.
29:30Nós temos a violência e a intolerância como um todo, uma coisa que vai para muito
29:35além da escola.
29:36Tem o neonazismo, há indicativos, isso ainda vai ser investigado, de que alguma coisa passa
29:42por aí.
29:43Então, nós temos várias coisas, algumas dizem respeito diretamente à educação,
29:48porque aí não estou nem falando se é pública ou privada, e outras dizem respeito à sociedade
29:51como um todo.
29:52Isso que você pergunta é um assunto importante, não é só da esfera da escola pública,
29:58porque na escola particular a gente também tem essa demanda e não é de hoje.
30:02Nós, na Sedu, quando eu cheguei em 2019, criamos um programa chamado Apoi.
30:07O Apoi é justamente uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos e assistentes sociais.
30:13Então, é um projeto recente, ele está sendo estruturado ainda, com presença na Secretaria
30:18de Estado da Educação.
30:19Depois, a gente desdobrou.
30:21Então, em cada superintendência, nós temos essa mesma equipe multidisciplinar, responsável
30:25por estabelecer formação para os nossos professores e coordenar a rede de apoio psicossocial
30:33que existe pela saúde e pela assistência.
30:37Agora, é lógico que no caso da Primubit, aqui existe uma singularidade, que a gente ainda
30:42vai ter que definir e acho que passa certamente pela presença, ou dedicada ali, ou dedicada
30:49a atender prioritariamente à escola.
30:50Está certo, secretário.
30:51Obrigada pelas suas informações, seus esclarecimentos.
30:54Eu que agradeço.
30:54Uma boa tarde.
30:55E agora, vem cá, porque pela internet eu vou conversar com a professora Priscila Queiroz.
31:00Ela, gente, é uma das vítimas do ataque, ela foi baleada nas costas e agora se recupera
31:06em casa.
31:06Priscila, boa tarde.
31:07Obrigada pela sua participação, viu?
31:10Que bom que você está aqui para trazer esse relato para a gente.
31:13Explica como é que está sendo esse processo de recuperação.
31:17Olá, boa tarde.
31:19Então, já estou em casa, graças a Deus.
31:24Estou me recuperando bem fisicamente, já que tem até um quadro tranquilo.
31:31E agora a questão mais, no caso, seria recuperar aquilo que é mental, aquilo que é psicológico,
31:41o que realmente é bem puxado, está sendo muito difícil.
31:47Estou tendo uma rede de apoio de amigos, de ex-estudantes, de estudantes, de colegas, mas ainda
31:54assim, tentando falar, está sendo bom falar sobre, mas ainda fica com certeza esse trauma.
32:02Já que você disse, né, que está sendo bom para você falar sobre, o que você consegue
32:07se lembrar, se recordar do que aconteceu?
32:10Então, eu estive acordado o tempo todo, né?
32:15Eu lembro que a gente estava terminando já o horário do recreio e aí o atirador já
32:21chegou disparando e foi assim, tudo muito rápido.
32:25A gente demorou alguns segundos para tentar entender o que estava acontecendo ali e assim,
32:33foi um filme de terror, foi um cenário de guerra, né?
32:36Apesar de ter sido tão rápido, né?
32:39O ataque dele foi algo devastador.
32:42Na hora, você se deu conta, foi tudo muito rápido, mas você conseguiu entender o que estava
32:48acontecendo, que se tratava de um ataque, igual aqueles que a gente pensa assim, ah, acontece
32:52lá nos Estados Unidos ou então acontece lá na Tailândia, você se deu conta disso?
32:58Não.
32:59Quando eu comecei a ouvir o barulho de tiro, eu simplesmente não entendi o que era nem de
33:04onde vinha.
33:06Só quando eu fui alvejada, né, nas costas e já caindo, né, que eu olhei para trás e
33:14vi o que era.
33:15E aqui, naquele segundo, eu falei assim, não, isso não está acontecendo, é um absurdo tão
33:20grande, é uma violência tão grande que eu falei assim, não, não está acontecendo.
33:25E aí, né, foi aquela coisa de colegas caindo ao lado e aquele desespero todo e aí sim, né,
33:32infelizmente veio a certeza de que era um ataque, que era, né, ali as nossas vidas todas estavam
33:40em risco e a gente estava como se fosse num filme de terror, de muito maluco.
33:46Você já consegue, diante do que aconteceu, parar para pensar, planejar o seu futuro, ver o que você quer
33:52fazer de agora em diante?
33:54É, assim, parar para pensar de forma muito fria ainda não dá.
34:01Eu tenho uma certeza, eu quero continuar lecionando, eu quero continuar, né, dando aula, ministrando as minhas
34:10aulas de língua portuguesa e eu quero lutar pela educação.
34:14Eu acho que a gente precisa de dignidade, a gente precisa de segurança e a gente precisa, sim, levantar
34:22essa bandeira para que o ódio não vença, né?
34:26Eu tenho dito que educação é amor e o amor que dá a última palavra.
34:33Então, a gente não pode deixar, né, a cultura do ódio vencer.
34:37E a educação é amor e ela com certeza vai vencer.
34:39E a educação, ela é transformadora.
34:41Priscila, obrigada pela sua participação, uma excelente recuperação para você, viu?
34:46Muito obrigada.
34:47E a gente segue também na expectativa pelas outras pessoas que estão internadas, inclusive
34:51atualizando aqui notícia dia após dia, o estado de saúde de cada uma delas e com
34:56muita oração também.
34:57Obrigada, viu?
34:58Muito obrigada a você.
35:00Um abraço.
35:01Um abraço.
35:01Tchau.
35:02Tchau.
35:02Tchau.

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