Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 6 dias
Foi no bairro Morrinhos, em Cariacica. Dias atrás, professoras foram assaltadas.

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Na semana passada, bandidos fizeram um arrastão e roubaram professoras de uma escola, lá em Morrinhos, região de Cariacica, sede.
00:07Nós mostramos aqui. Na manhã de hoje, criminosos voltaram a aterrorizar a população.
00:13Dessa vez, gente, nem as crianças que iam para a escola escaparam. Balançaram.
00:20Mais uma vez, o bairro Morrinhos, em Cariacica, sede, foi alvo de criminosos.
00:25A ação acontece sempre do mesmo jeito. Dois homens, em uma moto, se aproximam, já abordando as vítimas e exigindo
00:34todos os pertences de valor.
00:36Há exatos dez dias, nossa equipe esteve aqui no bairro Morrinhos, em Cariacica, sede, para contar a história de três
00:44professoras.
00:45Elas estavam chegando para trabalhar quando foram assaltadas. Os bandidos estavam de moto, armados e levaram o celular dessas mulheres.
00:53O assalto aconteceu entre seis e quarenta e sete horas da manhã.
00:58Aí, nós viemos aqui, fizemos a reportagem e a população contou que a bandidagem deixou essa comunidade aqui de folga,
01:05deu paz, por cerca de nove dias, porque hoje os crimes voltaram a acontecer.
01:12Segundo os moradores, os bandidos voltaram ao bairro e cometeram um arrastão na manhã desta segunda-feira.
01:19Só que desta vez, nem as crianças escaparam.
01:22O número exato de crianças que foram assaltadas ainda é indefinido.
01:27Pelo que os moradores contam, pelo menos sete crianças e adolescentes foram abordados em ruas diferentes
01:35enquanto iam para a escola, na manhã desta segunda-feira.
01:39Essa menina de doze anos mal conseguiu contar o que aconteceu.
01:44Está traumatizada.
01:45Ela foi vítima dos bandidos e relata que, além do celular roubado, teve o corpo apalpado pelos criminosos.
01:53Já chegou me alisando, aí me ameaçou de morte, aí tomou meu celular e depois foi na minha prima e
02:00revistou a bolsa dela todinha e ameaçou todo mundo de morte.
02:03Chegou o cara de morte, rodeou, virou a curva da morte, voltou para trás e assaltou ela, mandou ela levantar
02:10a roupa.
02:11Ela não quis levantar a roupa, você levanta a roupa, aí ela levantou a roupa e eles pegaram a alisar
02:15ela de baixo e em cima.
02:17Quando eu cheguei lá, ela já estava no desespero chorando.
02:19Além desta jovem de doze anos e da amiguinha dela de dez, a filha da dona Maria da Penha também
02:26foi assaltada.
02:28A mãe estava junto, mas reagiu.
02:31A minha menina foi, tirou o celular, o relógio do braço, para poder entregar a ex.
02:35Eu fui e falei com ela, para que você vai entregar o relógio?
02:38Falei, aí até então que o celular desse foi, puf, caiu no chão, aí eu falei, eles não estão amados.
02:43Aí eles foram e falaram assim, não tem celular não? Passa celular, passa celular, estou pedindo celular.
02:48Falei, nós não temos celular não? Aí até então, comecei a combater coisas, eles foram, saíram e foram embora.
02:53As câmeras de segurança do bairro registraram os suspeitos passando de moto, entre uma rua e outra.
03:01Em câmera lenta, dá para ver que um está de blusa vermelha e o outro de blusa branca.
03:07A imagem, de acordo com a população, foi registrada durante o arrastão.
03:11Neste momento, eles estariam procurando mais vítimas.
03:15Veja que é bem cedo, por volta das 6h34 da manhã.
03:20Botar uma polícia aí, do lado, para ficar vigiando essas crianças e vigiando nós mesmos.
03:25Todo dia de manhã, porque nós não podemos sair de casa.
03:28A primeira vez que nossa equipe esteve no bairro, foi também para registrar um arrastão.
03:33Nas imagens, duas mulheres são assaltadas por bandidos em uma moto.
03:36Além delas, algumas professoras desta escola foram vítimas.
03:40Foram abordadas quando estavam chegando para trabalhar.
03:43Tiveram um celular roubado e foram ameaçadas.
03:48Emocionadas, elas contam o sufoco que viveram.
03:51Eu vi um momento de terror, de pânico.
03:54Eu saltei do ônibus, eu e mais três colegas.
03:59E aí a gente veio caminhando, não demora, veio dois indivíduos que a gente achava que fosse trabalhador.
04:05Pela velocidade que eles vinha, com camisa de trabalhador, de uma empresa.
04:11Eles acorreram a gente ali, em frente daquela casa lá, e jogaram a moto em cima da gente.
04:17Queria porque queria celular e dinheiro.
04:20Nesta segunda-feira, a liderança comunitária contou que quando eles pedem segurança,
04:25quando eles solicitam a guarda municipal no local, a resposta é sempre a mesma.
04:32Quando a gente cobra, é citado que segurança pública não é dever deles.
04:38A gente tem que pagar IPTU, tem que...
04:40É chegando cobrança de energia, tudo certinho a gente tem que pagar.
04:44E fica complicado, para os moradores só se cobrar, e quando querem cobrar, da prefeitura ou dos órgãos,
04:50não obtêm uma resposta positiva.
04:52Por aqui, apenas um policial ajuda os moradores, de forma mais efetiva.
04:58E quando ele está de folga, a coisa fica feia.
05:02A gente tem apoio do sargento Sabino, que quando ele está no plantão dele,
05:07ele dá as rondas aqui e fica no ponto de ônibus, na parte da manhã e na parte da tarde.
05:11Só que quando ele está de folga, o policiamento aqui é zero.
05:14Os moradores já não aguentam mais e pedem ajuda.
05:18Eu falo e repito, porque se eu tiver com um troço na mão, um porrete ou um pau,
05:21eu vou sentar no meio da cara.
05:23Eu não vou perdoar, porque eu não tenho sangue de barata, nem coisa não.
05:26Porque se não tem justiça, a gente vai ter que fazer justiça com as próprias mãos da gente.
05:32Porque a gente não tem delegacia, não tem nada para poder resolver, então a gente tem que resolver.

Recomendado