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Briga entre irmãos: até que ponto é normal?

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Transcrição
00:00Aqui no nosso estúdio eu recebo a psicóloga Letícia Santana.
00:03Letícia, obrigada. Boa tarde. Seja bem-vinda, viu?
00:06Boa tarde.
00:06Camila Dias, advogada, vai participar também com a gente aqui desse debate.
00:11E hoje a gente tem uma participação especial, que é da Flaviane Ventura.
00:15Ela é mãe da Fernanda, gente, que em novembro do ano passado foi morta pelo irmão
00:20no sítio que era do pai em Guarapari.
00:25Flaviane, conta pra gente como é que tem sido a sua vida de lá pra cá.
00:29Boa tarde.
00:30Boa tarde. A minha vida tem sido muito difícil, muito difícil.
00:36A demora da justiça, a falta que eu sinto, o jeito que ela se expressava com a família.
00:47É sobreviver a cada dia.
00:51Como que era a relação da Fernanda com esse irmão dela?
00:55Só fazendo um parênteses aí, gente, que se trata de filhos do mesmo pai,
01:01mas de mães diferentes, né?
01:03Como que era essa relação?
01:05Antes do pai falecer, eles se davam bem, ele frequentava a nossa casa,
01:11ela era muito carinhosa com ele, ele sorria muito com ela.
01:14Tudo começou após a morte do pai.
01:18E aí houve uma necessidade de conversar sobre a divisão dos bens do pai, não é isso?
01:26Isso.
01:28Ele, daí pra cá, na morte do pai, ele queria ficar em frente de tudo, tomando decisões,
01:35e ela não aceitou.
01:36Ela falou que tudo seria conversado entre os cinco irmãos,
01:40e não só ele que iria tomar decisões.
01:43E aí, a partir desse momento, começaram os atritos?
01:47Sim.
01:48Você arrastou por quanto tempo?
01:51Eu acho que uns cinco meses, uns cinco meses, depois da morte do pai.
01:57A família tentou, de alguma forma, intervir, ajudar nessa relação dos dois?
02:04Eu tinha pouco conhecimento do que estava acontecendo em relação aos dois de certo tipo de confusão,
02:13porque Fernanda, ela, devido ao meu histórico de saúde, ela não falava muito.
02:21Ela te poupava de alguns assuntos?
02:23Sim, sim.
02:25E, daí pra cá, começou a confusão, eles começaram a discutir, teve violências, ele chegou a bater nela.
02:33E isso ela falou em casa, que eles tiveram tido uma discussão, mas eu desconfiei porque ela chegou roxa.
02:39E eu tive o conhecimento que ele havia agredido ela duas vezes, já, logo depois da morte do pai.
02:47E essas confusões começaram a ficar mais fortes, até que ele tomou uma decisão de ir morar no sítio.
02:53Onde ele achava que ele era dono sozinho.
02:56E ela não aceitou, não gostou muito, porque, até então, ele queria proibir ela de frequentar o sítio.
03:05Que ela sempre frequentou, sempre acompanhou o pai, sempre teve participações na vida do pai.
03:11Inclusive, quando o pai adoeceu, ela ficava lá e cá, lá e cá.
03:16Ela tomou a decisão de trazer ele pra dentro de casa.
03:19E essa confusão começou devido a ele querer tomar posse de tudo, à frente de tudo.
03:26Letícia, a gente tá ouvindo aqui o relato de uma mãe que vai carregar eternamente essa dor.
03:31E quantas outras mães, quantas outras famílias também se identificam?
03:35O que que explica essa rivalidade de irmãos, como a Flaviane bem disse aqui, eles se davam bem?
03:42E aí, de repente, chega numa fase, em determinado momento da vida adulta, começa a ter desavenças, divergências,
03:48e chega a um final trágico como esse.
03:52Sim, boa tarde, Roberta.
03:54Boa tarde a todas.
03:55Você não tem uma explicação linear, né, pra esse tipo de coisa.
03:59O que a gente sabe é que a família é um recorte social.
04:02E hoje a gente vive num cenário de violência, de intransigência, de instabilidade, de agressividade, de impulsividade muito grande.
04:10Então, o que a gente precisa considerar é que, mesmo num contexto familiar, existem divergências,
04:16porque se tratam de pessoas diversas morando dentro de um contexto.
04:20Muitas vezes, essas pessoas têm traços peculiares de agressividade ou, de repente, de impulsividade,
04:26que não são conversados, não são acolhidos dentro do contexto familiar.
04:30E não é porque é irmão, Roberta, infelizmente, não é porque existe um laço de sangue que esse tipo de
04:37questão não acontece.
04:39Isso é uma pena, porque quando acontece dentro de casa, a dor ainda é maior, porque existe esse vínculo afetivo,
04:46às vezes, de ambas as partes.
04:47No caso dela, ela não era mãe do agressor, mas muitas vezes até acontece da mãe ter que administrar essa
04:55dor entre dois filhos.
04:56Mas o que a gente percebe é que a família é um recorte social.
05:01E o que acontece hoje na sociedade, muitas vezes, começa na família.
05:05E esse indicativo precisa mostrar para nós o quão é necessário esse investimento na conexão familiar,
05:13na relação entre os irmãos, na relação entre pais e filhos.
05:16Porque famílias saudáveis repercutem em sociedade saudável.
05:20E, Camila, por que esses crimes de proximidade, que assim são chamados, são tão difíceis de prevenir?
05:28Boa tarde.
05:30Nós costumamos falar que a gente conhece, de fato, quem a gente está ao lado quando alguém vem a falecer.
05:38No caso, ela relatou no crime que aconteceu com a filha dela.
05:42Foi após a morte do pai e aí começou a levar em consideração as questões de inventário, de dinheiro.
05:49Então, às vezes, irmãos que tinham tudo ok no relacionamento, quando veio essa questão financeira, começaram a ter problemas.
05:55De poder e dinheiro, né? Não tem essa frase, né?
05:58Que a gente sabe quem é a outra pessoa realmente.
06:00Enquanto estava ali vivo, com seus problemas familiares, todo mundo tem, mas estava ainda administrável.
06:05E depois, infelizmente, o poder e as questões financeiras, elas levantaram.
06:10Uma questão importante também é que em relações familiares há muita proximidade.
06:15Então, o respeito, ele acaba muito mais rápido, né?
06:18Uma coisa é você ter que lidar com um estranho, com um vizinho, com alguém do trabalho.
06:21Agora, dentro de casa, entre tios, primos, pai, mãe, infelizmente, os crimes, eles estão cada vez maiores, ao invés de
06:29diminuir.
06:29E você disse um ponto importante, né?
06:31Quando é um estranho, uma pessoa que você não tem tanta relação assim no dia a dia,
06:37vou lá na polícia e já realizo logo o boletim de ocorrência.
06:41E aí, quando é em família, isso é mais difícil?
06:44Mais difícil.
06:45Você vê que a mãe relatou que ela havia, né?
06:49Provavelmente, a filha foi agredida antes pelo próprio irmão.
06:51Ela poderia ter denunciado o irmão, se fosse o caso.
06:54Mas aí você está ali, seu irmão, não, estava nervoso, deixa, né?
06:58Vai passando por cima de formando.
07:00E aí, infelizmente, chegou a essa fatalidade.
07:04Mas, assim, o que eu posso deixar de alerta para as famílias é que, independente do laço sanguíneo,
07:09quando é cometido um crime contra a vida, enfim, uma tentativa, seja de qual for, né?
07:14O âmbito que é importante, sim, também denunciar, também levar à frente,
07:17porque a gente nunca sabe o que isso pode ocasionar, né?
07:20E, Flaviane, no caso da Fernanda, eu peço até desculpa, gente, que ela está emocionada.
07:25Se você quiser um tempinho tomar uma água, fica à vontade aqui no programa, viu?
07:29No caso da Fernanda, ela chegou, né? A fazer um boletim de ocorrência?
07:32Sim.
07:33Fala no microfone com a gente.
07:34Ela chegou a fazer duas vezes boletim de ocorrência contra ele.
07:40Porque, até então, eu sabia que ele agredia em palavras.
07:46Eu não tinha o conhecimento que ele tinha batido nela.
07:50Então, assim, é muito difícil, porque a gente espera que o irmão defende, o irmão protege.
07:56E, assim, ele era uma pessoa onde a gente gostava dele.
07:59Ele frequentava a minha casa, ele sentava com a gente.
08:03Então, assim, eu nunca imaginei na minha vida que ele ia levar a vida da minha filha.
08:08Dessa forma tão cruel.
08:10Mesmo chegando às vias de fato, nem ela acreditava nessa possibilidade?
08:16Tipo, que ela estava ali correndo um risco de vida?
08:20Não, ela não acreditava que um dia ele seria capaz de matá-la.
08:25Ela não.
08:26Porque, mesmo assim, ela ia até o sítio.
08:29Ela não tinha esse medo, essa preocupação de ele chegar a fazer o que ele fez.
08:36Nem a gente.
08:38O assassinato dela foi no sábado.
08:40Na sexta-feira mesmo, a gente se reuniu lá entre famílias e a gente conversando até então sobre isso.
08:46Eu, como mãe, eu até me citei que ele poderia ser, assim, nervoso.
08:53Ele era um pouco agressivo, mas até então chegar a matá-la, eu não acreditava que ele ia fazer isso
09:03com ela.
09:04Eu não acreditava.
09:05É isso, né, Letícia?
09:06Se tratando de uma pessoa da sua família, uma pessoa que é sangue do seu sangue, você não vai imaginar
09:11isso, né?
09:12Sim, existe essa premissa, né, que mesmo que a pessoa tenha alguns comportamentos que denotem uma agressividade,
09:19a gente parte do pressuposto que, por ser do sangue, né, como ela bem colocou, irmão, é para proteger.
09:24Então, são verdades que deveriam ser verdades absolutas, mas, infelizmente, isso não acontece.
09:29E é como a doutora bem colocou, assim, nos mínimos sinais, mesmo que seja dentro do contexto familiar,
09:36essa pessoa precisa ser, a gente precisa denunciar, então, esse tipo de violência precisa ser colocado,
09:42porque a gente não tem controle, né, sobre o que pode acontecer depois.
09:47Então, é uma pena, realmente deveria ser uma verdade, a família deveria ser um ambiente de proteção,
09:52irmãos deveriam se cuidar, cuidar uns dos outros, mas isso não é uma regra.
09:56E a gente precisa ficar muito mais sob controle da circunstância do que de uma regra, né?
10:00E, Camila, como que a gente age nessas horas?
10:03Porque a própria Fernanda já tinha feito, então, um boletim de ocorrência,
10:06que a gente está aqui falando que dificilmente a gente vê essa atitude de quem está sendo vítima de alguma
10:11ameaça,
10:12mas ali ela tinha feito. O que a gente faz? É o que a gente se pergunta.
10:16Eu queria saber, né, em que fim que tomou esse boletim, se foi levado adiante, se não foi, né, uma
10:20investigação ou não.
10:21Então, porque vias de fato, né, brigas que vão para as vias de fato acontecem corriqueiramente, né?
10:28Acho que todo mundo aí tem um histórico, às vezes até mesmo entre irmãos, você vai ali brigando e tal,
10:32já adolescente começa uma coisa ou outra, mas precisa ver o que aconteceu no caso dela específico,
10:39mas uma medida deveria ter sido tomada, né, para ele poder ao menos saber que estava sendo observado.
10:45Uma medida protetiva também cabe nessas horas?
10:47Cabe, cabe também. Se fosse, né, se ela se sentisse ameaçada, porque ela é...
10:51Quando você vai fazer a denúncia, né, a polícia pergunta se você deseja pela medida protetiva, né?
10:57Então, se ela se sente ameaçada nesse ponto, porque às vezes foi só algo pontual,
11:01então ela poderia dizer que não, que não seria necessário.
11:04Então, a gente não vai saber responder por ela hoje.
11:08Mas a gente precisa de fato, porque para além de sermos família, somos seres humanos.
11:13Então, a gente não sabe, né, a mente humana, o que ela é capaz de, num segundo, de uma hora
11:17para outra, numa ira via cometer.
11:20Então, poderia até ser que ele nunca tivesse nem agredido ela antes e chegado a esse crime mesmo assim, ou
11:25enfim.
11:26Mas a mãe já relatou, né, que ele tinha esse comportamento, a mãe dela.
11:29Então, assim, fica aí mais um alerta, né, Roberta?
11:33Enquanto familiares, a gente, por mais que a gente não acredite que, infelizmente, chegue a esse ponto,
11:41tentar paralisar de alguma forma antes, né, de precisar estar aqui, né, com esse sofrimento também posto.
11:48As meninas, por exemplo, né, da reportagem, aí, o que aconteceu com as irmãs.
11:52Essas irmãs de hoje.
11:52Caso trágico, né, também poderia ter sido finalizado por uma tragédia, um bebê envolvido, ou seja, a própria sobrinha sofreu
12:00ali, né,
12:00e outras matérias que passou agora antes daqui também.
12:03O prejuízo financeiro que se dá nessas horas.
12:05Isso, destruiu um lar, né, as meninas, a gente não sabe sobre os pais, mas, assim, aparenta estar ali meio
12:11que sozinhas.
12:12Então, como é que fica, né, a partir de agora essa estrutura familiar? É bem difícil.
12:16É possível, Letícia, restabelecer, restaurar uma família com esse histórico?
12:23Tudo é possível, eu acredito nisso. Tudo é possível, mas precisa haver investimento, precisa haver mudança de posicionamento,
12:32precisa haver diálogo, precisa haver perdão.
12:34Então, são muitas variáveis que contribuem para que a mudança de realidade aconteça.
12:39Muitas vezes, no ambiente familiar, Roberta, os problemas, eles são velados, eles são escondidos.
12:45E aí, quando esses problemas são escondidos, em algum momento eles explodem, né,
12:51de repente num momento de briga, num momento de discordância.
12:54Então, como restaurar? Restaurando o diálogo, restaurando o respeito, entendendo a diversidade dos elementos dessa família.
13:03Então, é possível sim, mas precisa haver uma mudança de posicionamento.
13:06Agora, não foi só com a vida da Fernanda, né, que ele tentou no caso ali, ele assassinou a Fernanda.
13:12Ele é o principal suspeito, mas também teve o tio, não é isso, Flaviane?
13:17Sim, que até então, quando eu tive o conhecimento que estava partindo para uma agressão diferenciada,
13:22eu a proibi de ir no sítio onde ele já tinha ido morar, que ele tomou essa decisão e foi
13:28morar no sítio.
13:29O sítio era um local onde ela tinha muitos momentos com o pai.
13:33Eu mesma tinha proibido ela de ir lá.
13:36E meu irmão mora em Maior Sul, ele chegou na sexta-feira e ela pediu a ele,
13:42tio, amanhã, bem cedo, vão comigo no sítio, a gente só vai passar lá.
13:47E eu falei, filho, eu não concordo com isso.
13:49Mãe, por favor, eu preciso de ir lá, eu quero ir lá um pouquinho.
13:53Vão comigo, a gente só passa e depois a gente vai para a Bahia Nova.
13:56Foi onde a gente, ela conseguiu me convencer e eu achei que eu estando junto com ela poderia fazer uma
14:07diferença.
14:08E a gente fomos, eu, meu irmão, minha cunhada e a Daniele, que era a namorada dela.
14:15E a gente fomos, fomos felizes, ela foi muito feliz, muito feliz.
14:20A gente chegou no sítio, todo mundo muito bem, ele já estava na varanda.
14:25Ele estava na varanda, a gente subiu, até então meu irmão ficou para trás com a namorada.
14:29E eu pedi a esposa para a minha cunhada ir ao banheiro.
14:34E aí a minha cunhada foi ao banheiro e começou aquela discussão,
14:39ela pediu para entrar no quarto dela, para pegar umas coisas, ele tinha trocado a chave.
14:42E quando ela voltou, ela questionou, isso ele.
14:45Aí começou a discussão ali.
14:47Foi onde ele se alterou, ele ficou falando muito alto e eu comecei a empurrar ela para a varanda.
14:53E aquela discussão começou, meu irmão, até então, eu acho que ele ficou assustado com os gritos deles,
14:59com a fala dele e subiu.
15:01Nisso que ele subiu, ele ficou assustado com o facão, ele retirou esse facão dele e jogou para longe.
15:07Nesse momento, ele só virou.
15:09E só virou, só deu um passo e já voltou com a arma.
15:13O primeiro tiro que ele deu foi nela.
15:15Foi o primeiro tiro que perfurou os órgãos dela.
15:19E eu entrei na frente, ela me empurrava e meu irmão gritou com ele.
15:23Na hora que o meu irmão partiu para cima dele, no primeiro tiro que ele tinha dado, ele atirou no
15:27meu irmão.
15:28Ele atirou na perna, onde meu irmão não conseguiu ficar de pé mais.
15:31E mesmo assim, ele efetuou mais três disparos.
15:34E nisso, a gente tentando ali, que a Fernanda já estava sangrando muito,
15:38tentando levantá-la e mesmo ela caída, ele voltou e deu mais quatro tiros nela.
15:46Gente, esse caso aconteceu em novembro do ano passado e, infelizmente, até hoje, ele está foragido.
15:53Você tem notícias? A polícia tem dado satisfações do acompanhamento desse caso, dona Flaviane?
15:59Eu fui lá em Guarapari, na delegacia.
16:04Eu vou lá, eu sempre vou, porque eu quero resposta, eu busco respostas.
16:09E eles falam que eles não têm notícia, eles não têm nenhum conhecimento onde ele pode estar,
16:17que ainda está em investigação.
16:21E a gente aproveita, então, esse espaço aqui no Fale Espírito Santo,
16:25já que a gente está falando desse assunto, a gente está sentindo, a gente está ouvindo a dor de uma
16:30mãe.
16:30E a gente espera que justiça seja feita para que possa amenizar o sentimento da Flaviane,
16:38porque nada vai trazer a Fernanda de volta, mas essa mãe precisa dessa paz.
16:43Essa mãe precisa.
16:45Flaviane, muito obrigada pela sua participação.
16:49Conte com a gente aqui no Fale Espírito Santo.
16:51Obrigada pela sua confiança, viu?
16:53E que você consiga acalmar seu coração e que essa resposta venha rápida.
16:57Em nome de Jesus.
16:58Amém.
16:58É tudo que eu espero.
16:59Obrigada, viu?
17:00Obrigada.
17:01Camila, obrigada também pela sua participação.
17:03E Letícia Santana também.
17:04Então, a gente está aqui falando sobre esses crimes de família,
17:08que a gente pode prevenir e de que forma.
17:11Pense quem é você nessas horas.
17:13Obrigada, viu, gente?
17:14Boa tarde.

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