- há 6 dias
Agro Business EP51
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NotíciasTranscrição
00:01Música
00:10Adubo de coco reduz em até 50% o uso de água e aumenta a produtividade em lavouras de pitai
00:18em Cariacica.
00:20Música
00:22Isso aqui ajuda o que? Ajuda a planta também para você evitar as ervas de aninha.
00:27Pesquisadores do Espírito Santo descobrem nova espécie de peixe.
00:33Música
00:34É um fascínio ver uma espécie tão bonitinha que estava lá e que não tinha nome científico ainda.
00:40Espírito Santo é o maior produtor de café do país. O setor movimenta a economia capixaba.
00:48Música
00:49O café está presente na maioria dos municípios como principal fonte de renda da agricultura.
00:56Clones de Rondônia estão sendo cada vez mais usados em lavouras do estado.
01:02Mas é preciso cuidado. Especialista dá as dicas.
01:08Música
01:08São materiais mais sensíveis a ataques de insetos.
01:13Acho que principalmente é broca do grão, broca da rama.
01:16O agroturismo na região do Caparaó.
01:20Hospedagem sensorial e café especial estão no roteiro.
01:24Música
01:27O café que a gente toma aqui na pousada é produzido em uma propriedade vizinha a 500 metros de distância.
01:35Música
01:38Técnica com adubo de coco desenvolvida por produtor de cariacica reduz em até 50% o uso de água e
01:45também aumenta a produtividade.
01:50Música
01:52Branca, vermelha, cheia de pontinhos e saborosa.
01:56O moacique é o maior produtor de pitaia do estado, cultiva a fruta há 5 anos.
02:00E logo percebeu que precisava fazer algo para economizar água.
02:04Daí surgiu a ideia que une sustentabilidade e benefícios para a plantação.
02:09Assim que eu comecei a plantar a pitaia, quando eu ia molhar eu observava que ficava muito seco.
02:16Então eu vi a necessidade de fazer uma cobertura nas raízes para evitar o gasto de água.
02:23Eu comecei a jogar folha e eu comecei a pesquisar sobre o coco que era jogado nas beiras da praia.
02:29Eu passei no lugar, tinha lixões com muito coco.
02:31Eu comecei a recolher aquele coco e assim também eu comprei um motor pequeno e comecei a triturar.
02:38O produtor teve alguns desafios no começo, como a máquina que era pequena para triturar a casca do coco.
02:45Ele conta que pediu ajuda para a Embrapa.
02:47A matéria-prima vem da Grande Vitória e chega a 6 mil cocos por mês.
02:51Na propriedade ele tem a fruta em diferentes fases de decomposição.
02:55Aqui está a matéria-prima usada pelo moacique, o coco verde que chegou recentemente.
03:00Ao lado está o coco que já tem duas semanas.
03:03Aqui do outro lado tem o coco que está aqui há dois meses.
03:06E atrás de mim o coco seco, quando ele está pronto para o adubo, depois de 90 dias.
03:11Ele pode usar esse coco seco ou misturado com o verde, que deixa a terra mais úmida.
03:22Após ser triturado na máquina, o coco que iria para o lixo ganha outras finalidades.
03:27Depois que ele sai da máquina, o adubo já está pronto.
03:30E o moacique vai mostrar o quanto ele fica úmido.
03:32É, esse adubo, depois que ele sai da máquina, só com a água da chuva, ele tem uma umidade muito
03:38boa.
03:39E olha só, observa aqui.
03:40Eu pego esse adubo aqui e observa que aqui, só entre a mão já tem a água.
03:47Isso aqui ajuda o que?
03:49Ajuda a planta também para você evitar a zerva daninha.
03:53Quando você coloca ele em volta da planta, ele ajuda no benefício da planta, do fósforo, tá?
03:59E também vai ajudar ele para evitar que a zerva daninha nasça em volta da planta.
04:03Para tirar os nutrientes da planta.
04:07Para quem não tem a máquina e quer utilizar o coco, Moacique sugere uma alternativa.
04:12Aqui está o coco verde.
04:14Ele chega para mim aqui toda semana.
04:15Agora, quem não tem a máquina para triturar, não tem problema.
04:19Observa que esse aqui, depois de 60, 90 dias, ele dissolve literalmente.
04:25Aqui dentro, os gongos já começam a triturar e viram esse pó.
04:29Aqui é o verdadeiro adubo que toda agricultura precisa.
04:33Olha como que fica.
04:36O coordenador de fruticultura orienta sobre os cuidados ao usar o coco como adubo.
04:41E para que culturas é indicado?
04:43Como uma fonte de nutrientes, se ele estiver decomposto, o material estiver decomposto, ele pode até se aproximar bem da
04:53planta com ele, que vai servir como nutriente.
04:56Agora, quando o coco está verde, não está decomposto ainda, ele não deve aproximar na planta, senão ele queimaria o
05:04colo da planta, eu diria.
05:06E reduz ainda a fertilidade do solo.
05:08E quais são as culturas que podem utilizar esse tipo de adubo com coco?
05:13Eu acredito que todas as culturas agrícolas podem utilizar sim.
05:18Como fonte de nutrientes, teria que fazer a compostagem.
05:22Mas pode usar desde a horticultura, na cafeicultura, a questão é o volume que se utiliza.
05:29Como matéria orgânica, a matéria orgânica utilizada como nutriente é mais volumosa.
05:34E tem que ver o custo-benefício de se utilizar.
05:38Para aumentar os nutrientes, o produtor também coloca esterco na plantação.
05:42Esse material aqui já vem misturado com feno, é aquele material que dá para os animais alimentarem.
05:48Esse aqui eu pego e faço a mistura com a paia de coco, que é orientado sempre a misturar com
05:54alguma coisa.
05:55E aí já fica os nutrientes que a planta precisa.
05:57Além da cobertura, ela também me faz a vez do adubo, do esterco.
06:02E aí você coloca quantas vezes esse esterco na sua plantação?
06:06Então, esse esterco aqui a gente coloca aí três vezes por ano.
06:10É uma média muito boa para se colocar esse esterco na terra, que dissolve bem e ajuda 100%.
06:18O cultivo da pitai é baseado na agricultura familiar.
06:21A fruta chegou ao estado no início dos anos 2000.
06:24Ela chegou no Brasil na década de 90, no estado de São Paulo.
06:28E lá irradiou para o Paraná, Santa Catarina e veio para o estado.
06:31O estado, então, temos aí 20 anos aproximadamente que existe, que ouviu-se dizer em pitaias.
06:37E no ano de 2021, tinha 27 hectares, só que ela aumentou aí 48% em um ano.
06:44Em 2022, já estava em 40 hectares.
06:47Tem mais de 100 produtores rurais cultivando pitaias aqui no nosso estado.
06:52Além da cor, há outras diferenças entre pitaias brancas e vermelhas.
06:57No nosso estado, as pitaias vermelhas são as mais aceitas no mercado.
07:02A pitai branca é uma pitai mais produtiva, eu diria.
07:05Mais produtiva, mais rústica, mais bela, até mais saborosa.
07:09Mas a pitai vermelha caiu no gosto do consumidor.
07:15Ederaldo, que diz que a fruta lembra um kiwi, também destaca que há um longo caminho para a produção capixaba.
07:20A produtividade, ela varia em função da uniformidade da plantação.
07:25Como aqui no estado nós temos diversas variedades iniciando a produção,
07:30não se chegou ainda nas variedades produtivas selecionadas.
07:34A nossa produtividade média é em torno de 7 toneladas por hectare,
07:38podendo chegar a 35 toneladas por hectare.
07:41A partir do momento que se selecione plantas mais adaptadas e se melhore os tratos culturais.
07:46Então temos um longo caminho ainda para trilhar, para termos produtividade no cultivo da pitai.
07:57Moacir planeja exportar a fruta no fim do ano.
07:59Por enquanto a produção é vendida na Grande Vitória e tem rápida saída.
08:03Então vou aproveitar que estou aqui para experimentar.
08:07E chegou o momento da melhor parte, experimentar.
08:15Delícia!
08:26Chegou a hora do quadro Especialista Responde.
08:29E hoje eu estou em Aracruz com o agrônomo Breno Vieira
08:32e vamos falar sobre materiais novos que tem chegado no estado.
08:36Muita gente já ouviu que tem clone de Rondônia por aqui.
08:39Mas Breno, como é que está esse mercado?
08:42Então, são clones recentes chegados no estado, né?
08:44Então a gente tem relatos de lavouras mais antigas com 5, 6 safras.
08:48É o que a gente vem acompanhando mais próximo.
08:50E de lá para cá vem aumentando em grande quantidade a demanda.
08:54Então muitas lavouras com 1 ano, 2 de idade.
08:56E o que a gente tem visto tem agradado.
08:59O que a gente prega é prudência.
09:00Se o produtor tem um material e já gosta, o exemplo mais claro do estado é o clone chamado A1,
09:07então continua plantando ele e abre espaço para 10, 15% da lavoura nova ser implantada a testar esses materiais.
09:13E aí com o tempo eles vão dizer se você se adapta a ele ou não.
09:16O que você tem observado na importância do manejo nesse tipo de clone?
09:20São vários clones.
09:21Então tem diferença, mesmo sendo todos de Rondônia, tem diferença de um para o outro.
09:24Mas de forma geral, o que a gente tem notado são materiais mais sensíveis a ataques de insetos.
09:32Principalmente é próca do grão, broca da rama, bicho mineiro.
09:36Um problema que a gente tem notado com frequência nas áreas de robusta.
09:39São plantas que vegetam mais, aparentemente as avaliações estão apontando que tem maior capacidade de produção.
09:45Então com isso exige mais, extrai mais nutrientes do solo, bebe mais água.
09:50Então com isso acabam os níveis de exigência subindo também.
09:54E o produtor tem que se adaptar e se atentar a isso.
09:56Nos produtos a gente tem uma diversidade muito grande de solos.
09:58A gente pega do litoral, as montanhas e é arenoso para argiloso em questões de quilômetros.
10:04Então a gente tem que ter cuidado quais materiais vão se adaptar a quais regiões.
10:09E principalmente o olho técnico dentro da lavoura.
10:11Como é coisa nova, a resposta é muito no olho, muito individual de cada região e cada cone.
10:18Breno, muito obrigada por tirar as dúvidas.
10:20Em breve a gente volta a trazer mais dúvidas que os produtores rurais colocaram para a gente.
10:24E se você de casa tiver alguma dúvida, manda para o meu e-mail
10:27que a gente responde aqui no nosso programa.
10:34Uma nova espécie de peixe foi descoberta por pesquisadores capixabas na Ilha da Trindade.
10:41Foram anos de estudo até o reconhecimento da comunidade acadêmica.
10:47Ele é bem pequeno, tem cerca de 2 centímetros de comprimento e possui hábitos noturnos.
10:52Esse peixinho é uma nova espécie de peixe ventosa descoberta por pesquisadores capixabas na Ilha da Trindade,
10:58que fica a mais de 1.100 quilômetros de Vitória.
11:01Eu encontrei esses peixes, coletei alguns indivíduos.
11:05Então, eu discuti com alguns colegas lá da UFSS.
11:09Eu descobri, a gente descobriu que um outro colega já tinha encontrado ele em uma outra visita.
11:14Então, a gente começou a trabalhar juntos para tentar entender o quanto diferente é esse peixinho,
11:22se ele era realmente uma espécie nova.
11:24O peixe foi encontrado pela primeira vez na ilha há quase 30 anos.
11:28Em 1995, de lá para cá, foram 27 anos de estudos,
11:33desde a retirada da primeira amostra até o reconhecimento da comunidade científica.
11:38Participaram da pesquisa cientistas da UFSS, da Universidade Federal do Rio de Janeiro
11:42e da Academia de Ciências da Califórnia, nos Estados Unidos.
11:46É um peixe pequeno, ocorre em águas muito rasas, até 10 metros de profundidade.
11:51Sempre associado ao substrato, sempre nas cavidades do recife de coral,
11:57associado a ouriços, esponjas.
11:59É um fascínio ver uma espécie tão bonitinha que estava lá e que não tinha nome científico ainda.
12:05Os pesquisadores ficaram animados com a descoberta de uma nova espécie.
12:09Mas qual a importância dessa em especial?
12:11A importância é a biodiversidade.
12:14Então, locais que têm uma alta diversidade de espécies, uma alta riqueza de espécies,
12:20são locais mais importantes para a conservação.
12:24E acaba que um exemplar desse, uma espécie pequenininha,
12:27você põe um olho a mais também nessas ilhas.
12:31Ilhas oceânicas são muito singulares.
12:34O peixinho ganhou o nome de Acirto Simon,
12:37em homenagem a um pesquisador da UFIS que faleceu há 7 anos, o Chony Simon.
12:42O trabalho dos pesquisadores começou na ilha,
12:45depois o peixe foi levado para a coleção da UFIS.
12:48O laboratório liderou a maioria das expedições para a cadeia Vitória Trindade.
12:52Então, grande parte das espécies que são descobertas em Trindade e nos montes bimarinos,
12:59teve uma grande atuação do laboratório nessa descoberta.
13:04Foi feito um comparativo com as espécies já conhecidas.
13:07E a diferença genética foi de aproximadamente 2% de divergência com a mais próxima,
13:13o que configura a diferença suficiente para descrever a espécie capixaba.
13:17De uma forma geral, o peixe ventosa tem um corpo pequeno
13:20e as nadadeiras adaptadas para se fixar ao fundo do mar, como uma ventosa.
13:25Os pesquisadores acreditam que esse peixe surgiu de algum ancestral que vivia na costa,
13:30ficou isolado na ilha e passou a evoluir separadamente.
13:33Tudo isso em mais de 900 mil anos, o que para a história evolutiva é considerado recente.
13:40Além de contribuir para a formação de novas espécies,
13:44esses montes submarinos formam a cadeia Vitória Trindade,
13:47que é importante para a pesca no Espírito Santo.
13:50É uma área imensa, com vários bancos e é muito importante para a pesca,
13:56principalmente no litoral sul do Espírito Santo.
13:59E que tipo de peixe é encontrado nesses lugares?
14:02Então, tem principalmente peixes oceânicos, né?
14:05Cavala empim, o meca, né? Que é o espadarte, dourado.
14:10Várias espécies oceânicas e também espécies de fundo, né?
14:14Badé de piragica, garopa gostosa, garopa mármore.
14:17Tem várias espécies.
14:19E a UFIS estuda essas cadeias?
14:21Então, a UFIS acaba monitorando, né?
14:24A gente está fazendo o trabalho de mergulho,
14:26mas é um trabalho formiguinha para estudar os peixes que se faz menores
14:29e que a gente faz também esse inventário,
14:32esse acompanhamento da pesca no Espírito Santo como um todo.
14:36E a pesca no litoral sul, vem muitas espécies,
14:40vem muitos barcos e tem muitos barcos que trabalham nos bancos da cadeia Vitória Trindade.
14:46Para chegar até a ilha, a viagem de navio dura pelo menos três dias,
14:50mas não é qualquer visitante que pode desembarcar.
14:53A entrada precisa de autorização da marinha.
14:56O arquipélago pertence a uma cadeia de montanhas submarinas do Atlântico,
15:00que vai do Espírito Santo em direção à África.
15:02Na ilha tem uma instalação, como se fosse um mini quartel da marinha,
15:08que mantém 40 oficiais e suboficiais e mantém quatro pesquisadores,
15:15até oito pesquisadores, tem uma base científica também lá.
15:18E é importante até para estudos da meteorologia do Atlântico,
15:23porque lá tem uma base da marinha também, do DHN,
15:26Diretoria de Navegação, Hidrografia e Navegação,
15:29que mantém solturas de balões meteorológicos todos os dias
15:34e que, junto com a rede de Santa Helena e outras ilhas oceânicas,
15:38conseguem ter previsão cada vez mais acurada do tempo no Atlântico Sul.
15:45A Ilha da Trindade é mesmo um tesouro da natureza.
15:48E que orgulho dos pesquisadores capixabas!
15:56Dia 14 de abril é comemorado o Dia Mundial do Café,
16:01uma das bebidas mais consumidas no mundo.
16:04Por isso, preparamos uma matéria especial com um panorama desta cultura
16:09e sua importância para a economia capixaba.
16:13Seja conilon ou arábica, pingado, caputino, americano ou expresso,
16:20o café é uma paixão mundial.
16:25Além de ser a segunda bebida mais consumida do mundo,
16:29só perde para a água.
16:31O café é importante para muitos produtores do Estado,
16:36como o seu Ângelo.
16:38É desse grãozinho que ele tira o sustento da família.
16:42Através do café eu consegui criar noções de ter os filhos e formar os filhos.
16:48E aí, através do café, a gente conseguiu sobreviver aqui e ter o conforto também,
16:53ter o carro, ter as coisas em casa que a gente precisa.
16:57O cafeicultor tem 5 hectares de terra plantada em Guarapari.
17:02Já são 40 anos produzindo conilon.
17:05Durante essas 4 décadas, seu Ângelo viu a evolução da cultura.
17:10A tecnologia surgiu.
17:12E hoje ele sabe como pode produzir quantidade e qualidade.
17:18Hoje eu tenho 10 mil peças.
17:20E consigo colher até 1.500 sacos de café, 1.700 sacos.
17:23Cheguei a tirar alguns anos.
17:24Porque a tecnologia veio para facilitar para a gente, até nisso, a área.
17:30Então você diminui o monte de obra, diminui o gasto com a cultura,
17:33porque aí você gasta menos adubo, já que tem uma planta mais produtiva.
17:37Então você não precisa ter uma área tão grande.
17:40Uma cultura que traz renda para as famílias e desenvolvimento para o Estado.
17:47Segundo o Incapé, a cafeicultura é a principal atividade agrícola do Espírito Santo.
17:52Está presente em quase todos os municípios capixabas.
17:57Só não tem plantação de café na capital Vitória.
18:01São aproximadamente 60 mil propriedades rurais com o grão.
18:0673% delas são de agricultura familiar.
18:10O café está presente na maioria dos municípios,
18:13como principal fonte de renda da agricultura,
18:17gerando renda para os municípios.
18:19E também é uma função social,
18:23principal fonte de emprego para a agricultura.
18:28Uma cultura que gera em torno de 400 empregos diretos e indiretos.
18:34Só em 2022 foram produzidas 16,7 milhões de sacas de café no Espírito Santo.
18:41Aqui são cultivados cófia arábica e cófia canéfra, que é o conilon.
18:46O Estado é o segundo maior produtor brasileiro de café,
18:50com expressiva produção de arábica e conilon.
18:54É responsável por mais de 30% da produção brasileira.
18:58O café conilon, que é o mais produzido aqui no Estado,
19:0375%, ele está indo, a maior parte, para o mercado interno.
19:08A indústria do torrado e do ruído consome em torno de 80% do café conilon.
19:14De 75% a 80% do café que se encontra na prateleira do mercado é café conilon.
19:20E a grande maioria vem do nosso Estado.
19:26A produção de muitos cafeicultores passa por cooperativas,
19:30que fazem armazenagem, comercialização e acompanham o produtor na lavoura.
19:36A Coabriel, maior cooperativa de café conilon do Brasil,
19:40tem hoje mais de 5.500 cooperados.
19:43Recebeu só em 2022, mais de 2 milhões de sacas de café.
19:49Nós nos sentimos responsáveis pela implantação e pelo crescimento da cultura do conilon
19:56na região norte e noroeste do Estado do Espírito Santo.
19:59As cooperativas atuam diretamente na base, que é o seu produtor,
20:04melhorando, orientando, educando, para que ele consiga conduzir a sua atividade
20:10com melhores ganhos, com profissionalização e resultados ao final.
20:17Há alguns anos, o café é produzido em solo capixaba com sustentabilidade,
20:23um fator que ajuda na imagem do café brasileiro lá fora.
20:28O mercado valoriza a sustentabilidade e a rastreadibilidade do produto,
20:34porque o consumidor quer saber cada vez mais a origem do café que está tomando.
20:40A demanda lá fora, no mundo inteiro hoje, é principalmente essa questão de rastreadibilidade,
20:46sustentabilidade, ESG.
20:48E eles sabem que, olhando todas as origens produtoras,
20:51aquele que está mais à frente do que os demais,
20:54obviamente é o Brasil.
20:55fruto de investimento em ciência, tecnologia, pesquisa e o apoio ao produtor.
21:02Mas para aumentar as exportações capixabas, existem desafios.
21:08Para se ter uma ideia, as exportações brasileiras de café em 2022
21:12obtiveram receita recorde de mais de 9 bilhões de dólares,
21:17um crescimento de 46,9%.
21:21Infelizmente, o Espírito Santo não acompanha mais esse crescimento.
21:26Os cafeicultores esbarram em problemas logísticos,
21:30especialmente a falta de infraestrutura portuária para escoamento de grão.
21:34O custo nosso a mais, por não termos um porto que consiga escoar a nossa produção,
21:41é em torno de 15 reais por saca.
21:44Em torno de 1.200 dólares por container,
21:47a gente tem um custo a mais por embarcar no café do Espírito Santo.
21:51E isso já está fazendo com que grande parte dos cafés produzidos aqui no Estado
21:56já sejam embarcados em outros portos.
22:00Como os portos do Espírito Santo não têm capacidade para receber navios de grande porte,
22:05parte das mercadorias acaba sendo exportada por Santos ou pelo Rio de Janeiro.
22:11O café sai aqui do Espírito Santo por via terrestre e vai direto para o porto do Rio de Janeiro.
22:17Nós exportamos em 2020 6 milhões de sacas de café,
22:234,8 mil de conilão e 1.200 mil de arábica aqui pelo Espírito Santo.
22:28E em 2022, 1,8 milhão, 1,2 milhão de conilão e 600 mil de arábica.
22:36Então, uma queda de 70% em dois anos.
22:40E para esse ano também a gente não tem uma perspectiva boa de embarque de café aqui no Estado.
22:46O Estado que é o segundo maior produtor de café do Brasil
22:50e infelizmente não temos capacidade de fazer o escoamento pelo porto de Vitória.
22:57Na última semana, foi comemorado o Dia Mundial do Café, data que marca a importância do grão
23:04e chama atenção para a necessidade de mais estrutura para o Estado.
23:09Mas você sabia que tem outros dois aniversários?
23:1324 de maio foi instituída pela BIC, Associação Brasileira da Indústria do Café,
23:18é exatamente também para simbolizar o início da colheita da nossa produção.
23:24E temos o dia 1º de outubro, que é o Dia Internacional do Café.
23:29Esse dia foi instituído pela OIC, Organização Internacional do Café,
23:35e ela foi feita, essa data, para os amantes do café do mundo, globalizado,
23:41porque o café é tomado no mundo inteiro.
23:45O café é um dos ouros capixabas, riqueza que movimenta a economia,
23:51traz sustento para famílias e sabor para a mesa.
23:55É bom em qualquer momento, seja em crise ou seja em comemoração,
24:00sempre vai bem um cafezinho.
24:02Ele é o único que oferece produto para todos os consumidores.
24:05É um prazer, você vê uma lavoura assim, bem cuidada, formada,
24:10produzindo ainda, tirando o sustento da família.
24:12E ter uma lavoura bonita, né?
24:15Para mim é o que mais me incentiva, é ver a lavoura bonita.
24:24Confira agora o Giro de Notícias da semana.
24:33A safra brasileira de cereais leguminosas e oleaginosas deve alcançar novo recorde em 2023,
24:41chegando a quase 300 milhões de toneladas, de acordo com a estimativa de março do IBGE,
24:48divulgada na última quinta-feira.
24:49Se confirmada, a safra desse ano será 13,9% maior do que a obtida em 2022,
24:57um crescimento de 36,5 milhões de toneladas.
25:01Em relação a fevereiro, a estimativa registrou alta de 0,5%.
25:06A expectativa é de recorde nas produções de soja e milho.
25:11A produção de leite está em queda no Espírito Santo,
25:15o que afeta a fabricação de laticínios.
25:17As agroindústrias capixabas acabam perdendo venda,
25:21já que não conseguem atender ao volume de consumo de lácteos da população,
25:26segundo a avaliação da SEAG.
25:28Atualmente, o Espírito Santo produz cerca de 1 milhão de litros de leite por dia,
25:34a partir de 10 mil produtores, números que poderiam ser bem maiores.
25:39A Secretaria de Agricultura iniciou o diálogo sobre a estruturação do Programa de Desenvolvimento
25:45da Cadeia de Leite do Espírito Santo.
25:47O encontro foi realizado no Sebrae na última quarta-feira.
25:52Os produtores de Conilon estão preocupados com o ataque de uma praga
25:56chamada Broca da Aste, que vem causando prejuízo para lavouras do Espírito Santo.
26:02A Broca da Aste provoca queda na produtividade.
26:06A colheita desse ano não chegou a ser afetada,
26:09mas a safra de 2024 pode ser comprometida.
26:13Para minimizar a situação na próxima safra,
26:16os técnicos do Incapé recomendam a retirada dos galhos atacados pelo besouro
26:21para evitar que a praga se espalhe ainda mais pelo cafezal.
26:26O agrobusiness participa de uma das maiores feiras de agro do país,
26:31a Expo Londrina, no Paraná.
26:34Realizado há 61 anos, o evento aquece o agronegócio brasileiro.
26:38Na última edição, recebeu mais de 500 mil visitantes,
26:43movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão em negócios
26:46e gerou 7 mil empregos diretos e indiretos.
26:49Entre os temas abordados durante a feira neste ano,
26:53tecnologia de ponta, modernização e soluções inovadoras e sustentáveis.
26:58Esperamos trazer boas novidades para as terras capixabas.
27:03Um paraíso no Espírito Santo.
27:06O lado Capixaba do Caparaó é composto por 11 municípios.
27:10E nossa equipe foi até de Vino São Lourenço conhecer o agroturismo da região.
27:16Hospedagem sensorial e café especial estão no roteiro.
27:24Beleza para todos os lados.
27:26O verde encanta na mata e na água.
27:34O Caparaó é um convite para se aproximar da natureza.
27:37Em Divino de São Lourenço, que fica a 239 quilômetros de distância de Vitória,
27:42está um dos destinos mais procurados.
27:44O Distrito de Patrimônio da Penha.
27:46Aqui você vai comer bem e se hospedar em meio à mata.
27:53A proposta da pousada é proporcionar uma experiência sensorial.
27:57E já começa no café da manhã.
27:59Exatamente.
28:00O nosso grande objetivo da Odeia Alegria é trazer para os visitantes
28:05o realçar dos sentidos básicos.
28:08E entre eles, o paladar.
28:09E aqui a gente trabalha com uma mesa onde a gente consegue envolver
28:13cinco a seis famílias que trabalham conosco.
28:16É a família que nos traz o pão, é a família que nos traz o queijo,
28:20a mandioca, a banana, o café especial.
28:23E a partir do momento que a gente consegue envolver toda essa comunidade
28:26e a produção desses produtos com muito amor,
28:31eu acho que isso faz toda a diferença para os nossos visitantes.
28:35Por mês, Marcius compra 20 quilos de queijo
28:38e 30 pacotes de café de produtores locais para atender aos hóspedes.
28:42Ele conta com a ajuda de três funcionários fixos.
28:44A pousada tem uma taxa de ocupação de 100% aos fins de semana.
28:48Para conseguir vaga, é necessário agendar com dois a três meses de antecedência.
28:53A gente tem turistas de várias regiões, né?
28:55No final de semana sempre é mais forte a grande vitória.
28:59Acho também pelo fato do Espírito Santo estar descobrindo um pouco mais o Caparaó agora.
29:04Então a gente tem um público muito forte no final de semana
29:06e um público regional.
29:08A gente tem que entender que a gente está aqui numa tríplice fronteira.
29:13Aqui a 20 quilômetros eu estou no estado de Minas,
29:16as outras 20 quilômetros eu estou no estado do Rio de Janeiro.
29:19Você tinha comentado comigo que veio um casal, acho que da Noruega para cá,
29:22passar um tempo, uma temporada?
29:24A gente sempre tem turistas estrangeiros, né?
29:28A gente, principalmente, que gosta mais de natureza.
29:33E como a nossa região é muito rica,
29:35Então a gente sempre tem esse público de fora.
29:40Márcio comprou o terreno há 25 anos,
29:42mora no local há 14 e tem a pousada há 5 anos.
29:45O terreno da família tem 30 mil metros quadrados,
29:49sendo um terço parte do Parque Nacional do Caparaó.
29:52Nesse paraíso, a paisagem da pousada se mistura com a do parque
29:56e a sustentabilidade tem tudo a ver com o projeto.
29:59Todos esses projetos de construção,
30:01ele tem a pegada de ser com materiais alternativos
30:04e materiais em abundância na região.
30:06O bambu que eu trabalho aqui,
30:09para o meu vizinho,
30:11servia só para fazer cerca, até um tempo atrás.
30:13E a gente mostrou para ele que tem uma viabilidade econômica
30:17daquele material,
30:18inclusive para poder virar construção civil.
30:21Então, é um pouco disso.
30:23A gente mostrar
30:24quanta possibilidade que existe
30:26de se trabalhar com a floresta em pé.
30:35É, o Caparaó Capixaba tem várias pousadas em meio à natureza.
30:40E você sabia que a região também se destaca na cafeicultura?
30:44Por lá, tem café especial premiado.
30:48No próximo bloco, eu te mostro.
30:50E agora, falando desse grão tão importante para a nossa região,
30:54vamos conferir como fechou o mercado de café da semana.
30:57O café Conilon Tipo 7
30:59abriu a semana, sendo negociado a R$ 620.
31:03Foi subindo
31:04e na sexta estava em R$ 635 a saca.
31:08Uma alta de 2,41% na semana.
31:12O Conilon Tipo 7,8
31:14na segunda-feira estava em R$ 615.
31:17Também subiu.
31:19Sexta foi cotado a R$ 630 a saca.
31:22Uma alta de 2,43% na semana.
31:26A pimenta do Reino Preta B1, de acordo com o levantamento da Coabriel,
31:31se manteve estável em R$ 12,50.
31:37Intervalo e no próximo bloco, a gente mostra uma família que produz café especial no Caparaó.
31:43O grão já recebeu até prêmio.
31:45Até já!
31:48Música
31:56De volta com o Agrobusiness e a gente continua nosso passeio pelo Caparaó Capixaba,
32:02conhecido pela natureza, cachoeiras e Pico da Bandeira.
32:07Mas naquela região também tem produção rural.
32:13O Caparaó Capixaba vem se destacando na cafeicultura.
32:16O foco dos produtores está nos cafés especiais.
32:19Olha que interessante.
32:20O café que a gente toma aqui na pousada é produzido em uma propriedade vizinha a 500 metros de distância.
32:26E nós vamos até lá mostrar como é feita essa produção desse café que foi eleito o melhor do município.
32:32E eu já vou experimentar.
32:34Hum, delícia!
32:38Há três anos, na propriedade de 10 hectares do seu Isidoro, a família começou a trabalhar com o café especial.
32:45Hoje, eles colhem 10 sacas de café especial por ano e 15 de café gourmet.
32:49Cada saca tem 60 quilos.
32:51O principal tipo cultivado na região é o arábica.
32:55De acordo com o IBGE, 53% do café arábica do Espírito Santo são produzidos no Caparaó.
33:00A gente põe o café lá na roça, eu sou responsável por ele lá na roça, trazer, chega aqui, a
33:05gente joga ele numa caixa ali,
33:07tira o boia dele, joga ele em cima de uma estufa, aí vão selecionar.
33:10Só o café madurinho, aqui é café mesmo, não pode ter defeito nenhum, o café madurinho, aí joga ele, depois
33:16que ele seleciona ele todo madurinho, joga ele na estufa.
33:19Eu não sabia que a lavoura tinha o café especial.
33:22Para mim o café era todo, eu queria apanhado lá, jogado no chão, estava chovendo, aquilo virava aquele barro para
33:28lá, secava, jogava na máquina e vendia.
33:31O responsável por iniciar essa mudança de pensamento na família foi o José Elias, que se formou no IFJ Alegre
33:37e virou degustador internacional de cafés especiais.
33:41Desde o primeiro dia que eu fui para a faculdade, eu fui para um laboratório de degustação, que fica dentro
33:45do instituto.
33:46E eu comecei, a partir da empresa Juno, que é a Caparola Juno, a conhecer um pouco mais de qualidade
33:52e provar café.
33:54Então eu fui pegando um pouco daquilo que eu tinha, fui conhecendo o dia a dia na parte de laboratório,
34:00na parte de campo e fui trazendo aqui para a propriedade.
34:03E depois que a gente viu que dava certo, que os cafés realmente traziam as notas sensoriais, que remetiam o
34:09terroir aqui do município e que tinha café muito bom aqui na localidade, a gente começou a investir mais.
34:19Sabe o que me chamou a atenção? Que o café tem aquele cheirinho gostoso quando ele é torrado, mas o
34:24café especial antes mesmo da torra, já tem um cheiro maravilhoso.
34:31Toda a família está envolvida na produção. A dona Glorinha conta com o orgulho da qualidade do café do município.
34:37Os outros diziam assim, divino de São Lourenço não produz café especial. E eu tenho aqui como prova que tem
34:45café especial, produz café especial e muito bons cafés.
34:50Dona Glorinha, qual o sentimento de ter o melhor café da cidade e o 16º melhor café do Brasil?
34:57É uma satisfação muito grande.
34:59O café especial para mim não é uma competição. Para mim é uma união dos produtores para produzir café especial.
35:09Quem quiser experimentar o café é só chegar na propriedade. O produto é empacotado aqui mesmo para ser vendido.
35:16Com certeza o visitante será recebido com carinho dos produtores.
35:29Nada melhor que um cafezinho pela manhã, né? E se for café especial como o do seu exidório num paraíso
35:37como esse, melhor ainda.
35:39A região do Caparaó é mesmo cheia de riquezas e delícias, além da produção rural.
35:45Eu espero voltar aí junto com vocês.
35:48O AgroBusiness fica por aqui. E eu queria agradecer sua companhia em mais um domingo com a gente.
35:54Semana que vem eu te espero. Tenha um ótimo dia.
35:57Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna AgroBusiness no folhavitoria.com.br
36:05E no nosso canal no YouTube e Instagram, arroba FolhaBusiness.
36:09E também no meu Instagram pessoal.
36:11Eu espero vocês nas redes sociais.
36:13E aí