- há 2 semanas
Uma onde cor-de-rosa tomou conta das redes sociais e do comércio com a estreia do filme. A boneca é sonho de consumo de muita gente desde a década de cinquenta. Barbie já passou por muitas críticas por ter um esteríotipo diferente da maioria das mulheres. No nosso estúdio Tati Reis, Laila Campos e a psicóloga Elza Leite conversam sobre todas as criticas e sobre o que esperar da produção fílmica.
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Mas o que faz a Barbie ter tanto sucesso?
00:03Não é de hoje, são mais de 60 anos entre as bonecas mais vendidas do mundo.
00:08Ela já passou por muitas críticas, por trazer um estereótipo muito diferente da maioria das mulheres.
00:15Agora, será que isso foi superado?
00:18Nós vamos conhecer histórias de quem curte muito a Barbie e entender essa paixão pela boneca.
00:23Aqui no estúdio eu recebo a Layla Campos, recebo também a Tati dos Reis
00:29e a psicóloga Elza Leite.
00:32Meninas, boa tarde.
00:33Boa tarde.
00:34Olha só pelo figurino.
00:36Será que elas são Barbie maníacas ou não?
00:39Eu quero saber como é que a Barbie entrou na vida de vocês primeiro.
00:43Boa tarde.
00:44Boa tarde.
00:46A Barbie entrou na minha vida desde a infância, né?
00:50Eu brinquei de Barbie até meus 14 anos.
00:52E assim, eu sempre fui apaixonada por esse mundo da Barbie e pelo rosa.
00:58Tanto que eu fiz o meu aniversário com o tema Barbie, antes mesmo de pensar em lançar
01:05um filme.
01:05Então assim, eu sempre amei o rosa, sempre amei a Barbie e trago isso pra minha vida.
01:12Gente, e assim, até suas filhas também, sua filha também curte.
01:17Você passou isso pra ela?
01:18Sim, minha filha também ama a rosa.
01:20A gente fez até um desfile no centro de convenções.
01:24Pois nós duas entramos de rosa.
01:25Ah, imagina!
01:26Então a mãe tua filha...
01:28Imagina a cena.
01:29Aham, ficou a coisa mais linda.
01:31Ela gosta muito, mas eu acho que não o tanto quanto eu, porque eu sou apaixonada.
01:36E eu tento passar isso pra ela também.
01:38E ela gosta.
01:39Não, maravilha.
01:41Agora eu quero mostrar uma coisa pra vocês que está aqui na mesa.
01:45Olha só.
01:45É uma bolsa, mas é uma bolsa diferente.
01:50A princípio parece comum, né?
01:52Tem a alcinha, tá vendo aqui?
01:55Mas não é uma bolsa.
01:58Acreditem se quiser.
01:59Eu quero saber o que é isso.
02:02Me conta.
02:02Pode falar?
02:03Pode falar logo.
02:04É um bolo.
02:06Um bolo?
02:07Um bolo.
02:07Não é possível.
02:08É um bolo.
02:09Menina, como é que você fez um bolo assim, tão perfeito, parecendo uma bolsa?
02:13Vontade de ter a bolsa da Barbie e as minhas duas paixões.
02:16A bolsa da Barbie e o bolo.
02:18Gente, que maravilha.
02:20E tem até umas...
02:22Os ganchinhos.
02:22Os ganchinhos azedinhos aqui que eu adoro.
02:25Já estou reconhecendo.
02:27Como é uma bolsa.
02:28Essa barinha de gelatina, né?
02:29Exatamente.
02:30Como é um doce, é incluir aí o fine doce pra dar o toque final.
02:36Laila, e o que a Barbie representa pra você?
02:39Hum, assim, desde a infância, né?
02:43Eu sempre gostei muito da Barbie, como a maioria, né?
02:46E, assim, o que me representa muito é a cor rosa, porque eu sou confeiteira já há
02:50mais de 15 anos.
02:51E a confeitaria, o rosa é muito marcante, né?
02:55Na confeitaria.
02:57Eu adoro.
02:58Remete o morango, que eu adoro.
02:59Exatamente.
03:00A cor rosa, assim.
03:01Então, eu gosto bastante.
03:03E você, como confeiteira, faz muitos bolos, assim, rosas e temáticos da Barbie também?
03:09Agora com essa moda?
03:10Agora com a moda, mas sim.
03:12Imagino.
03:13E esse aqui é de quê?
03:15Esse é de chocolate.
03:17Chocolate.
03:17O cheio dele tem chocolate.
03:18E a minha produção falou que você também tem na sua família, a sua filha, que ela também
03:23gosta de Barbie?
03:24Gosta, mais ou menos.
03:26A mãe gosta mais.
03:27Eu acho que a mãe gosta mais.
03:28A mãe gosta mais, olha só.
03:30Mas tanto que quando ela era criança, ela tinha um média de 6 anos, eu dei pra ela
03:34uma Barbie e ela jogou fora.
03:36Mas a mãe, até hoje, tá amando, não para.
03:39É, não, não parei.
03:41Sempre de rosa.
03:43É, eu queria, agora vamos começar com a Elza, porque eu quero entender como é que
03:48pode, né?
03:48Uma boneca, transpassar gerações, que no início representava o estereótipo de uma mulher que
03:55não existe e tá aí até hoje.
03:59A Barbie, ela é o símbolo da perfeição.
04:03Começou com uma mulher linda, loura, magra, rica, que tinha um cara gato, que era rico
04:08também, que tinha um carrão.
04:09É.
04:10Tinha um carrão, uma mansão.
04:12Então, todo mundo quer entrar nesse padrão.
04:15Só que, na verdade, esse padrão é um padrão inalcançável.
04:19E aí, depois, a boneca acabou recebendo algumas críticas, né?
04:22Porque as pessoas comuns, mulheres gordinhas, negras, de cabelo cacheado, com suas imperfeições
04:31corporais, não se viam representadas naquela boneca.
04:34Foi aí que a marca, né?
04:36De forma estratégica, foi e colocou bonecas que pudessem representar as mulheres normais.
04:41Porque uma mulher perfeita é cheia de defeitos.
04:45Essa é a verdade.
04:47Com certeza.
04:48E assim, não só as mulheres, mas qualquer um.
04:51O quem também não existe.
04:53Vamos combinar.
04:53Não existe.
04:54De jeito nenhum.
04:56Pode existir na cabeça das pessoas, desse homem perfeito.
05:00Vai nascer ainda.
05:02Só se for pra profetizar, porque não existe, né, Elza?
05:05Não.
05:06Meu tio falava assim que o homem perfeito nasce morto.
05:09E é verdade.
05:12Filha, não acredita porque o homem perfeito nasce morto.
05:15Não existe ninguém perfeito.
05:16Todos nós temos problemas e complexidades em todas as nossas áreas.
05:21Na área física, no campo das emoções, na área financeira, na área profissional.
05:26Nós vamos envelhecer.
05:27O envelhecimento é inexorável, né?
05:29A Barbie envelheceu, tá com 60 anos, mas ainda não tem aí, eu acho, uma boneca idosa.
05:34É verdade.
05:35Salve engano.
05:36Tá na hora.
05:37Tá na hora.
05:38É porque, assim, a Matel, que é a empresa que faz a Barbie, né?
05:44Ela criou, juntamente com a Barbie tradicional, a Barbie negra.
05:50Tem a Barbie gordinha, tem a Barbie deficiente, né?
05:53Com cadeirante.
05:53Com vitíligo.
05:54Com vitíligo.
05:55Então, quer dizer, eles inovaram nisso, né?
05:57Qual que é a importância, Elza, da gente ver essa nova geração crescendo, com essa
06:02nova geração de Barbies também, mais inclusiva e diferentes?
06:06É, a gente precisa trabalhar muito com o aspecto da aceitação de quem a gente é.
06:10A diversidade existe, ela precisa ser falada, ela precisa ser considerada, colhida e, acima
06:16de tudo, respeitada.
06:18Existem pessoas diferentes em todas as áreas, não só do estereótipo, né?
06:22Na questão da aparência, mas na questão também da personalidade.
06:25Então, quando a gente trabalha esses aspectos, a gente estimula a aceitação social e diminui
06:31a intolerância, porque isso provoca muita intolerância.
06:35Se eu sou diferente daquilo que foi idealizado na sociedade, eu me sinto marginalizado, eu me
06:40sinto excluído.
06:41Isso provoca muita violência, inclusive muitos problemas do cunho emocional.
06:46Depressão, ansiedade, sentimento de rejeição, de não pertencimento.
06:51Então, isso tudo precisa ser muito bem abordado e com muita consciência, para que a cada
06:57dia a questão da intolerância de todos os aspectos seja diminuída.
07:02Perfeito.
07:02Ô, Tati, que tipo de... quando você mostra a barba para a sua filha, que tipo de ensinamento
07:08você acha que a barba pode passar de positivo?
07:11E o que você explica para a sua filha que não é bem assim, igual quando a gente fala
07:16de uma mulher perfeita, com cinturinha, aquela coisa toda, né?
07:20Como é que você passa isso para a sua filha?
07:23É, porque hoje não é como ela disse, né?
07:25Hoje em dia não existe ninguém perfeito.
07:28Então, a barba, antigamente ela passava isso, essa coisa de perfeição.
07:33Então, eu sempre tento passar isso para a minha filha, né?
07:35Porque às vezes a pessoa, ela vai crescendo e com aquilo na cabeça, de ter uma cinturinha
07:40fina, de... e não é bem assim.
07:43Eu tento passar para ela que hoje já mudou muita coisa no mundo cor-de-roça, né?
07:50No mundo da barba.
07:51É isso aí.
07:52Nós vamos conhecer agora a Leila.
07:55Gente, ela tem uma coleção de barbs com itens raríssimos.
08:00A coluna do Pedro Permui mostrou em primeira mão.
08:04Olha só, fala aí, Pedro.
08:07A bolsa da barba, a gente ainda vai descobrir onde é que fica.
08:10Mas eu estou, assim, no closet dela.
08:13Mais ou menos.
08:13No armário dela.
08:14Uma coisa diferente, que olha aqui, tem uma coleção enorme.
08:19São quantas barbs?
08:20Mais de trezentas.
08:21Mais de trezentas barbs.
08:23Trezentos e vinte e poucas.
08:25Todas de coleções especiais.
08:28Todas edições especiais.
08:29Leila, conta um pouquinho como é que começou.
08:31Qual foi a primeira, você lembra?
08:33E como é que começou a história?
08:34Começou, sim.
08:35Eu sempre gostei muito de boneca.
08:37Mas a gente casa, na época que a gente é mais nova também, era difícil.
08:43Não tinha essa quantidade de bonecas que hoje tem esse mundo de brinquedos, né?
08:48E eu guardei várias bonecas minhas, antigas e tudo.
08:52Um belo dia, eu fui numa loja e vi uma boneca Barbie, 40 anos.
08:58Me encantei.
08:59E dali pra frente foi só comprando, colecionando, vendo onde tinha.
09:04Essa daí tem história?
09:05Essa tem, porque ela faz parte um pouco da minha vida, né?
09:09É a boneca Amonet, que tem as ninféias, a roupa dela, olha.
09:15É toda com os desenhos, os quadros de Amonet.
09:19E Amonet foi muito importante numa época de uma fase da minha parte de pintura.
09:24Aqui é 45 anos.
09:27Lindíssima também.
09:28Aí vem essa, 50, 60, 75 anos da Mattel, olha atrás.
09:37Uhum.
09:38A de vermelho.
09:39E essas aqui, elas foram lançadas quando a Barbie fez 50 anos.
09:43Então vários modelos que eram antigos, eles relançaram.
09:49Aí tem os modelos emblemáticos, né?
09:50Tem o Jack Sparrow.
09:52Ah, sim.
09:52E a parte do cinema.
09:55A Noviça Rebelde.
09:57Isso.
09:58A Gina é um gênio.
10:00A Scarlet, do Vento e o Voo.
10:03É.
10:04E elas têm uma riqueza de detalhes impressionante.
10:09Gente, a Barbie de Jack Sparrow é a primeira vez que eu vejo em que coleção.
10:14Tati, o que você achou?
10:16Ficou com vontade de ter também as bonecas dessas?
10:18Eu dou vontade até de brincar.
10:20Voltar a ser criança.
10:21Voltar a ser criança.
10:22Que você sente, né?
10:22Que você brincou até tarde.
10:23Até 14 anos.
10:25Você tinha muitos, assim, tipos diferentes?
10:27Muitos não.
10:28Mas eu tinha umas cinco bonecas da Barbie.
10:30Nossa, é muito.
10:30E meu pai é macineiro.
10:32Ele fazia sofazinho, fazia mesinha.
10:34Aí eu tinha uma caixa.
10:35Eu deixava no cantinho da minha cama.
10:38Eu sempre brincava no cantinho.
10:41Oi, Mariana.
10:42Massa.
10:42Ô, Laila, me conta um pouquinho.
10:43Como é que era quando você era criança?
10:45Você também tinha várias?
10:46Tinha casinha?
10:48Tinha umas meninas que tinham uns carrinhos também da Barbie.
10:52Era muito chique.
10:52Eu não tinha.
10:53Eu tinha a Suzy, que é uma genérica.
10:56A Suzy!
10:57Colégica.
10:57Da Barbie, né?
10:59Ou aquela de 1,99, pela condição financeira.
11:02Você sabe que na minha época de escola, tinha uma brincadeira assim da menina, a Patricinha?
11:06Ah, porque eu sou a Barbie.
11:07Não, você não é Barbie, você é a Suzy.
11:10Mas é porque a Suzy diz que é genérica, né?
11:12É genérica.
11:13Mas enfim.
11:14Mas enfim.
11:14A boneca.
11:15É uma boneca.
11:15E eu ficava muito feliz com a minha boneca do mesmo jeito que ela era.
11:20O que você queria mostrar dessa bolsa barra bolo?
11:23Ah, minha bolsa.
11:24Muito igual.
11:24Com licença.
11:24Com licença.
11:25Fica à vontade, a casa é sua.
11:26Eu tô aqui, ó, assim, curiosíssimo.
11:30Pra carregar o meu bolo.
11:31Você tá brincando?
11:33Dá.
11:33Mas cuidado, olha, segura bem esse bolo aqui.
11:36Dependendo de quem estiver perto.
11:38Dá pra carregar o bolo.
11:39Olha só que legal.
11:40É uma bolsa mesmo real.
11:42É uma bolsa mesmo real.
11:44E o recheio é de quê?
11:45De chocolate.
11:46Chocolate.
11:47Massa de baunilha, massa de chocolate e recheio de chocolate.
11:50Nossa, quero.
11:52Daqui a pouco, daqui a pouco, a gente continua falando agora.
11:55Vou chamar a Bianca Queiroz.
11:57Ela é influenciadora.
11:58E ela conta que a boneca acompanhou e foi pioneira, se tornando mais inclusiva conforme o tempo foi passando.
12:05Vamos ver o relato dela.
12:09Tudo fala, Espírito Santo?
12:10Sim, eu, Bianca Queiroz, também sou fã de Barbie.
12:14Também tive Barbie na infância.
12:16Não posso dizer que sou aquela que coleciona as Barbies, porque eu não tenho mais nenhuma.
12:19Mas eu tenho amigas que têm suas Barbies da infância até hoje.
12:23E eu acho isso o máximo.
12:24Mas eu queria aproveitar esse momento, né?
12:26Do lançamento do filme, que todo mundo só fala de Barbie.
12:30Pra gente tentar olhar pelo lado do poder feminino.
12:33Que a Barbie trouxe pra gente ao longo desses 64 anos.
12:36A Barbie, se você parar pra analisar lá atrás, foi a primeira presidenta mulher.
12:41Foi a primeira mulher que foi à lua.
12:43E tudo bem que foi no mundo fictício.
12:44Mas ela, lá atrás, já vinha trazendo sinais de como seria uma transformação das mulheres no mundo.
12:51No quesito representatividade de beleza, a gente ainda precisa conversar um pouco.
12:56Afinal, a Barbie é aquela padrão.
12:59Lisa, loira e magra.
13:01Mas e as outras Barbies, né?
13:03Que somos nós, as nossas diferenças.
13:07A primeira Barbie preta, por exemplo, foi lançada em 1980.
13:10Mas ela teve a mesma ascensão, né?
13:13O mesmo brilho que a outra.
13:15Tem?
13:16Acho que não.
13:17E é uma coisa que tem que ser conversada.
13:19E aproveitar esse momento, né?
13:20Do lançamento do filme.
13:21Pra falar sobre isso, é muito importante.
13:24Todos nós somos belos.
13:26Nas nossas individualidades.
13:28Nas nossas características.
13:30Na nossa aparência.
13:31E não é só a Barbie loira, lisa e magra que é bonita.
13:34A Barbie preta, cacheada, crespa, gordinha, sarada.
13:38Todo mundo dentro dos seus padrões.
13:39São belos.
13:40E aproveitar esse momento é interessante pra gente criar mais uma vez, né?
13:45O questionamento de que estereótipos devem ser quebrados.
13:48Eu me enxergo no quesito profissional e na ascensão ao longo desses 64 anos.
13:53Mas ainda falta me enxergar um pouquinho na aparência.
13:56E é por isso que eu criei a minha própria Barbie.
13:58Hoje eu tô de Barbie.
14:00Tô bonita?
14:02Tá linda, Bianca.
14:04Cada um é a sua própria Barbie, né?
14:06Elza, o que você acha dessa questão que a Bianca falou?
14:11Bianca foi perfeita na colocação dela.
14:13E realmente você tá linda, Bianca.
14:15É isso aí.
14:16A gente tem que se aceitar.
14:18Não dá pra criar uma referência num personagem, né?
14:22Que tem todo um cunho comercial e financeiro por trás.
14:26E nos comparar ao ponto de idealizar que a gente seja aquilo dali.
14:33Nós somos quem somos com as nossas dores, imperfeições físicas, emocionais.
14:40E a gente precisa aceitar quem a gente é.
14:43Porque quando isso não acontece, a gente começa a se comparar com esse padrão irreal.
14:49A nossa autoestima fica cada vez mais comprometida.
14:53O filme é muito interessante porque ele traz uma crítica.
14:57E ele é um convite também a gente encarar a realidade nua e crua, como ela é.
15:02Então, ela vai mostrar lá as questões, né?
15:05Das dificuldades que ela enfrenta no mercado de trabalho, com o cansaço.
15:10Tem a questão do machismo, tem a questão dos ganhos com o feminismo.
15:14Então, esse filme, como a gente tinha falado nos bastidores, ele não é pra criança.
15:18Ele é um filme que traz uma reflexão e vale a gente assistir.
15:22Inclusive, quem tem filho, senta com as filhas, com os filhos.
15:25E faz essa análise social pra que as crianças enxerguem que aquilo dali é só um padrão irreal.
15:33Que a realidade é bem, bem diferente.
15:35E o filme mesmo faz piada, faz uma autocrítica da própria história da Barbie, né?
15:41Então, isso é muito importante.
15:42Não é um filme infantil, mas isso não quer dizer que o senhor ou a senhora pode levar a sua
15:46filha, seu filho,
15:47pra acompanhar, assim que a Elza falou, explicando, ponto a ponto, levando as cenas pra nossa realidade
15:54e pra que as crianças possam crescer entendendo que cada um é bonito da sua forma individual.
16:00Vocês vão assistir o filme?
16:01Sim, com certeza.
16:03Já comprei meus ingressos.
16:04A Tati já comprou ingressos, gente.
16:06Vocês têm noção disso?
16:07Pra mim e pra minha filha.
16:08Ela vai junto comigo.
16:09Bom assistir todo mundo.
16:10Tati, Laila, Elza, obrigado, gente, pela participação aqui no Fala Espírito Santo.
16:14Muito legal bater esse papo com vocês.