00:00Repare a vidraça dessa loja de noivas.
00:03Esse homem de camisa vermelha joga algo que parece uma pedra e o vidro fica todo trincado.
00:09O criminoso vai embora.
00:11Cerca de cinco minutos depois, ele retorna, termina de quebrar a vidraça,
00:16entra no estabelecimento e foge com uma televisão.
00:19O furto foi na madrugada dessa terça-feira.
00:22Já nessa segunda-feira, outro crime.
00:25Dessa vez, uma oficina de ar-condicionado foi invadida.
00:28O bandido olha por um pequeno espaço para ver se alguém na rua havia percebido o arrombamento.
00:34Com a ajuda de um isqueiro, ele procura itens para furtar e enche sacolas com fios de cobre.
00:41Segundo o proprietário, o crime gerou um prejuízo de cerca de 10 mil reais.
00:46Furadeira, maleta de ferramenta, parafusadeira, esmerilhadeira, serra tico-tico, maquita.
00:57A nossa furadeira que a gente usa é de impacto, é uma furadeira cara, profissional.
01:01Então, levaram bastante coisas, fora a quantidade de cobre, que é nosso ganha-pão,
01:07que é muito difícil de comprar, porque é muito caro.
01:10Então, gerar estoque é difícil.
01:12No final de semana, um laboratório de exames também foi alvo de um criminoso.
01:16O homem entra, furta uma televisão e foge na sequência.
01:20Além dos prejuízos e da revolta gerada nos comerciantes, esses crimes que nós vimos têm outro ponto em comum.
01:28O endereço.
01:30É que todos eles aconteceram bem aqui, na região do centro de Vila Velha.
01:35A líder comunitária da região falou que assaltos e arrombamentos são comuns na área.
01:41De umas semanas para cá, tem sido bem pior a situação.
01:44Nós estamos tendo episódios quase que toda noite de arrombamentos, furtos, né?
01:50E também assaltos, pequenos assaltos, assaltos.
01:53Furto em geral no comércio da pessoa entrar e furtar em farmácia, lojas de cosméticos,
01:59essas coisas assim, aqui aumentou bastante, principalmente nas últimas semanas.
02:04Segundo a mulher, o policiamento existe, mas não é suficiente.
02:08Principalmente porque, de acordo com ela, a população de rua aumentou.
02:13Suficiente nunca é, né?
02:14Ainda mais com esse aumento da população de rua, que tem sido vertiginosamente percebido pela gente aqui no entorno,
02:24a gente vê que o policiamento não é suficiente.
02:27Mas acredito que, mesmo a gente tendo o apoio da polícia militar e exploraticamente da guarda municipal,
02:34a gente vê que não é suficiente.
02:37A gente não se sente seguro.
02:40É visível essa quantidade de população de rua.
02:43A gente vive inseguro.
02:45Você vai na padaria, você vai no supermercado, em todos os lugares tem sempre algum te abordando, te pedindo.
02:51A Maíra também é comerciante.
02:53Tem uma loja de aquários no centro de Vila Velha.
02:55Ela contou que o estabelecimento já foi alvo de criminosos várias vezes.
03:00Minha loja já foi arrombada quatro vezes, entendeu?
03:04Já sofremos assalto, a mão armada também.
03:07Mas isso já tem algum tempo.
03:09Mas o medo já fica na gente, já, né?
03:13Porque a gente começa a tomar medidas para não ser assaltado, não ser furtado,
03:17mas nunca passa.
03:19Essa sensação de insegurança é muito ruim.
03:21Na sua grande maioria são pessoas que moram em situação de rua.
03:25usuários de droga, eles usam o foco aqui do centro, né?
03:30Porque nós temos também no nosso entorno muito locais onde eles podem comprar esses entorpecentes deles, né?
03:36Então acaba que facilita para eles essa situação, né?
03:40Para a mulher, a sensação de impunidade gera revolta entre moradores e comerciantes.
03:47Dói no coração de nós, comerciantes e moradores.
03:50É que a gente, através do monitoramento das lojas, das empresas, a gente vê quem são
03:55e a gente vê essas pessoas soltas na rua, a gente vê essas pessoas que nos furtam diariamente.
04:02Então a gente meio que é obrigada a conviver com essas pessoas, porque a impunidade é muito grande.
04:07Então através dessa impunidade cria esse ciclo vicioso que a gente não tem como, ficamos refém dessa situação.
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