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  • há 9 minutos
Entrevista com Maely Coelho - ValorES #2

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Transcrição
00:00Começa agora, começa agora, na Pan News, Vitória, Valores, com Edu Copernic.
00:07Olá, seja bem-vindo ao programa Valores, um espaço de discussão sobre o desenvolvimento do Espírito Santo,
00:14sobre como pensam os principais agentes que movem a nossa economia.
00:19E hoje, aqui com a gente, o empresário Maeli Coelho.
00:23Ele começou há mais de 60 anos no negócio de mídia out of home.
00:27Isso significa que são aqueles outdoors que a gente vê pela rua, né?
00:31Então, ele cresceu, acompanhou novas tecnologias e viu o Espírito Santo se desenvolver.
00:37E sempre esteve de olho em novas oportunidades.
00:41Tanto que criou uma operadora de saúde voltada para pacientes um pouco mais velhos, a MedSenior,
00:47que cresceu e se espalhou pelo país, com a meta de chegar a um milhão de clientes até 2030.
00:54E os negócios não param por aí, não.
00:58O grupo de Maeli agora aposta em investimentos imobiliários.
01:03E, recentemente, houve muita repercussão em, pelo menos, duas grandes aquisições.
01:08A de uma área na região de Buenos Aires, em Guarapari, que deve abrigar um resort,
01:12e também a do Siribeira Clube, um clube tradicional, também na Cidade Saúde.
01:18Seja bem-vindo ao programa Valores. Maeli, tudo bom?
01:22Muito obrigado, Edu, pelo convite. Aqui estamos para poder tentar, de alguma forma...
01:27Falar sobre tudo isso, esse universo todo, né?
01:30Esse universo todo, né?
01:32Agradecer a oportunidade de você estar dando esse espaço, que, aliás, estava faltando para a gente expor as ideias,
01:39aquilo que a gente propõe a fazer, não só a gente de diversos segmentos que carente nesse Estado.
01:44Parabéns pela iniciativa.
01:45Legal, Maeli. Do ponto de vista de ambiente de negócios, o que te faz ter segurança para procurar novos investimentos
01:54aqui no Estado?
01:54Você acha que falta alguma coisa ainda para impulsionar mais esses investimentos?
01:59Você que está atento às oportunidades, a gente vê pelo seu histórico?
02:04Edu, o Estado é um Estado seguro.
02:07É um governo que tem as contas saneadas, né?
02:10A gente não vê, como o nosso vizinho aqui do Rio, que os últimos cinco, seis governadores foram presos, né?
02:17Então, o nosso Estado, o Estado que tem, além de ser pujante, ele tem uma segurança nesse sentido político, né?
02:25Mas falta alguma coisa?
02:26Falta em muitas áreas, muitos segmentos faltam.
02:29Mas o que eu mais acho que está faltando é uma atenção para o turismo do Estado.
02:33Eu estou falando assim com uma certa consciência, porque eu fui presidente do Convention Visito Mirô, do Espírito Santo, por
02:42dois mandatos.
02:43E a gente, desde aquela época, a gente sentia a necessidade de ter uma atenção mais voltada do poder político
02:51para esse segmento turismo.
02:54Você vê possibilidades nesse segmento.
02:56É excepcional, por quê?
02:58Além de ser, imagina você que quando nós largamos lá o Convention, nós fazíamos, porque é captar o turismo de
03:08negócio.
03:09O último ano, nós fizemos 102 eventos aqui.
03:13Caramba, 102.
03:14Isso quer dizer que se o ano tem 52 semanas, nós fazíamos quase que duas por semana, dois eventos por
03:20semana.
03:20É verdade.
03:21E o turismo de negócio é muito interessante, ele é muito rentável para o Estado.
03:28O turismo de lazer é um outro turismo fantástico, mas que também não tem a atenção devida.
03:37Esse dias até eu estive lendo, é uma matéria, parece-me que cortou pela metade os recursos da Secretaria de
03:45Turismo.
03:46Foi na ocasião da divulgação da peça orçamentária do governo do Estado.
03:50E foi encaminhada para a Assembleia, exatamente.
03:53E eu fiquei triste, porque quando você teria que triplicar, você cortou um pouco, um dia pela metade.
03:58E a gente tem uma posição muito privilegiada.
04:03Além dos recursos naturais que nós temos, nós estamos muito bem posicionados.
04:09Por quê?
04:09Nós temos 40 minutos do Rio, 40 minutos de Belo Horizonte, uma hora e vinte em Salvador, uma hora e
04:16vinte em Brasília, uma hora e vinte em São Paulo,
04:18que são os polos principais de missão de turismo.
04:21Se não bastasse, Vitória, Porto Alegre, Vitória, Fortaleza, a distância é a mesma.
04:26Então, nós estamos muito bem centralizados.
04:28Então, eu acho que falta um pouco mais de atenção nesse sentido, nessa questão do turismo, tanto de negócio como
04:34de lazer.
04:35Legal. E do que o empresário precisa para alavancar a economia do Estado, na sua opinião?
04:41Do ponto de vista do empresário mesmo.
04:44Você é empresário aí, o que você precisa para criar, alavancar a economia?
04:49Então, é uma oportunidade.
04:50Por exemplo, nessa casa, você está falando agora há pouco com a questão do Seribeira, com a questão do...
04:58Buenos Aires, isso, exatamente.
05:01Nós acreditamos que vai acontecer, de alguma forma.
05:05O que é que nós...
05:06Todo mundo fica perguntando o que é que você vai fazer no Seribeira.
05:09Isso.
05:10Né?
05:10É o que todo mundo quer saber.
05:11Quer saber que você está curioso.
05:12Então, o que é que nós imaginamos?
05:14Estamos contratando uma empresa até de São Paulo para fazer o estudo de viabilidade.
05:17Imaginemos qual é o nosso propósito.
05:21É explorar o turismo de lazer, o turismo de negócio, o turismo de saúde e o turismo da questão marítima,
05:29da marinha,
05:30que é a marinha mais rica que tem na costa brasileira, a costa de Guarapari.
05:35Tanto que aquele navio que fizeram lá com o celeiro...
05:38O Victorio 8B, é.
05:38Por que não foi em qualquer outro lugar para a parte do Brasil?
05:40Foi logo em Guarapari, exatamente pela variedade de barinda que tem na região.
05:46Até conversando com um pessoal agora recente, do período de maio ao outubro, que é o período das baleias,
05:53não tem a menor chance de você sair a poucos metros de Guarapari para você não encontrar com baleia, golfinhos.
06:01Então, é muito rico isso aí.
06:03Tem um potencial grande.
06:04É um potencial muito grande.
06:05Se não bastasse, você tem um aeroporto que ele é executivo, tem abastecimento.
06:13Só falta ter instrumento, mas daí esse não é o problema.
06:17As duas rodovias que têm acesso são duplicadas, tanto que veste de um rodossol.
06:23Então, está faltando pouca coisa.
06:25É só a vontade política de fazer acontecer e resgatar o que Guarapari já teve.
06:31Buenos Aires.
06:32A gente tem uma ideia de fazer alguma coisa em Buenos Aires, uma área que a gente tem lá,
06:37que a parte mais alta do Guarapari são 550 metros de altitude e são 19 minutos de ir lá na
06:44praia.
06:45Impressionante, né?
06:46Aonde que você tem isso?
06:48É uma parte do Brasil que você consegue ter, onde você está a 550 metros de altitude e 19 minutos
06:54depois você está na praia.
06:55Sem contar a visão, você tem uma visão fantástica.
06:58À noite, a gente vai lá, vem Guarapari e parece um presépio.
07:02Chega a vista, está ali Beahípe, Chieta, essa coisa toda.
07:05Então, oportunidade, se o governo deixar, o governo que eu digo não é o governo capixaba, é o governo que
07:12é o governo geral.
07:12Aí é municipal, estadual, federal.
07:14Deixar como, Mairi?
07:16Deixar, facilitar de alguma forma.
07:18Ninguém quer ajuda de nenhuma, não.
07:19É só facilitar no sentido de...
07:22Você vai, por exemplo, você há pouco antes de entrar no ar, você estava perguntando como fazer, fazer uma marinha.
07:29Isso.
07:30Entendeu?
07:31Lá no Silvio Ribeira já tem, já é.
07:34Porque fazer uma marinha é demanda de muitos investimentos, licenciamento, esse tipo de coisa, que é o mais difícil.
07:41Você está entendendo?
07:42Então, são essas facilidades que eram necessárias para a gente poder deixar as coisas andarem.
07:47Como em outros países tem, não que seja, ninguém tem nada de graça.
07:52Não é isso, não.
07:53É ter um facilitador.
07:54Agora, semana atrasada, a gente está nos Estados Unidos, lá vem os negócios.
07:58Então, você pega o investimento lá, o elemento, compra o terreno, faz uma casa, vende, tudo isso é o nome.
08:06E entrega o dinheiro que você investiu, daquilo que você...
08:11Seis meses.
08:12Seis meses para nós daqui, não dá para a gente tirar a documentação para fazer na prefeitura a viabilidade do
08:18negócio.
08:19Quanto mais comprar o terreno, construir, vender e receber.
08:22Você está entendendo?
08:23É isso que é um país que tem uma condição diferenciada, dá oportunidade para o desenvolvimento.
08:31E isso vai gerar riqueza para o próprio país.
08:33Mas é claro que uma coisa vai puxar a outra.
08:36Mairi, a gente tem aqui no Valores alguns quadros.
08:39E agora a gente vai para o primeiro deles, que é Dica de Valor.
08:47Mairi, para você, qual é o ativo do Estado que tende a dar um bom retorno?
08:55Muitos.
08:56São muitos? Não tem um só?
08:58Não.
08:59Logística, por exemplo.
09:02Um baita retorno.
09:04A construção civil, é um Estado que cresce.
09:08Onde que tem um metro quadrado melhor pelo tamanho, pela posição?
09:13A construção civil.
09:15Se você tivesse que dar uma dica, então, de retorno garantido para um empresário, qual dica que você daria?
09:21É isso aí?
09:21Isso aí, logística.
09:22Logística, hoje, é um negócio...
09:24Você vê aqui.
09:27Aqui, para você ter ideia da puxância, hoje está mais ou menos uma base de seis a oito aviões por
09:36semana.
09:37Não importa o Belém, não sei de onde, mas vem nacionalizar aqui em Vitória.
09:42Isso.
09:42Ok?
09:43Aí você tem a questão da logística, tudo de um modo geral.
09:47Está agora, mesmo a Vianca aí, transportando mamão e gengibre para os Estados Unidos, um voo por semana.
09:54Mas tem uma série de fatores nesse sentido.
09:57Você viu, quando sobrevoa Vitória, eu vejo o tanto de galpões que tem construído e cada dia mais construído mais.
10:04Com essa vinda aí da Sudene, chegando até Aracruz...
10:09Com as EPNs.
10:09E deu um gás legal.
10:13Eu, inclusive, comprei, rebatei do caso, onde era Movelar, lá em Linhares, né, são...
10:21Uma planta muito grande, inclusive.
10:22Muito grande lá, muito grande.
10:23São 78 mil metros quadrados e tem 40 e poucos mil metros de galpões.
10:28Aí a gente está transformando aquilo num condomínio de logística.
10:32É mesmo?
10:33É, está reformando tudo lá.
10:35Mais um investimento.
10:36Mais um investimento.
10:36Então, as oportunidades, entendeu?
10:40Quando eu falo de logística, porque se você vai...
10:42Quem era Viana, quem era Cariacica, nem falava.
10:44Cerra nem se fala, porque sempre foi ao concurso.
10:48Mas se dá logística em Viana e Cariacica, ninguém falava em Galpões, ninguém falava em...
10:55E agora está cheio, né?
10:56Está cheio.
10:57E o Brasil inteiro vem para cá.
10:59Então, é uma oportunidade.
11:00Legal.
11:01Então, está aí a dica de valor.
11:03Maile, o Espírito Santo tem empresas antigas com características familiares.
11:08Você deve conhecer muito bem, você está aqui há bastante tempo.
11:11Como é que foi para você entrar nesse ambiente, quando você começou os seus negócios?
11:17É tudo...
11:18Depende muito do início, da forma que eu vou fazer.
11:20É como uma casa, o alicerce, né?
11:21E a questão familiar em casa, a gente...
11:26É igual trouxer para time, né?
11:28Eles podem trouxer para o time, o que quiser, nem que seja o meu.
11:31Entendeu?
11:32Está certo.
11:34Então, no caso, trabalha lá comigo, filho, todos...
11:38Tem três filhos que trabalham comigo.
11:40Eram duas noras, uma sei, agora tem uma nora que trabalha também.
11:43Então, é tudo...
11:44Família, tudo dentro de casa.
11:46Você acha que isso é melhor ou pior para o negócio?
11:49Você acha que isso faz bem para o negócio?
11:51Se souber levar, faz muito bem.
11:54Porque são sucessores.
11:55Aquilo a gente está fazendo, para eles, na verdade.
11:58São eles filhos, são eles netos.
12:01Assim como tantas outras.
12:02Agora mesmo, eu estive lá com a Votorantim, com o João, que hoje é o CEO da Votorantim.
12:08E ele foi o primeiro CEO fora da família.
12:12Porque depois que o menino morreu, o Antônio Hermídio de Moraes,
12:16ele, a família, achou por bem trazer alguém de fora, levou ele para lá...
12:21Profissionalizar a gestão.
12:22É profissionalizar.
12:23São 105 anos gerados pela mesma família.
12:27Então, você vê, é muito comum.
12:30Mas você achou difícil entrar nesse ambiente?
12:32Porque aqui no Espírito Santo, a gente tem também algumas famílias muito tradicionais de negócios.
12:37Principalmente negócios relacionados ao café, por exemplo.
12:40Alguns negócios de impulsos.
12:42Exatamente.
12:42Tem muitos automóveis que são familiares.
12:44Isso, exatamente.
12:45Diversas famílias.
12:46Tem uns que vão, vão, vão, vão, depois caem.
12:49Mas eu acho que tem um exemplo para isso aí.
12:52Tem o Cape, por exemplo, Águia Branca, que são familiares.
12:55E a gente vê a cada dia que passa, eles estão fortalecendo mais ainda.
12:59Agora, a gente estava vendo aí, uma projeção para logo ali na frente, faturamento de 30 bilhões de reais.
13:06É um bom dinheiro.
13:07É um bom dinheiro.
13:08E você vê que é sempre, são a própria família que está tocando.
13:13Essas aí são gestões familiares.
13:17Como tem tantas outras também.
13:19E aí a gente tira como exemplo, os bons exemplos que tem com uma família Cape, com a Águia Branca.
13:24Legal.
13:25Como é que você acha que o meio empresarial pode orientar e fazer com que empresas escolham o Espírito Santo
13:32para investir?
13:34Comunicação foi sua área inicial de investimento.
13:37Ainda é um setor que pode render bons investimentos?
13:40Ah, não tenho dúvida.
13:42Todo segmento tem oportunidades.
13:44Nós, por exemplo, quando entramos no setor saúde, eu já via de operadora.
13:51Fiquei 12 anos com uma outra operadora, com sócios, mas...
13:54Aprendendo o negócio?
13:56Aprendendo em parte, porque da forma que estava vindo, não me interessava tanto que eu cheguei para eles,
14:02depois de 12 anos, eu disse, se eu tem alguma coisa aí, eu estou saindo e tal.
14:06Não teve briga, não teve nada, mas só porque patinava.
14:12Então, a gente pegou e surgiu essa oportunidade de criar uma operadora, nem melhor, nem pior do que ninguém, só
14:21diferente.
14:22E essa diferença é que faz a diferença.
14:23Então, como em todos os outros segmentos, não importa se é comunicação, se é teste, se é um depósito de
14:28madeira, se é qualquer que seja o serviço ou produto.
14:32Você faz algo diferente e que as coisas fluem.
14:35Não quer dizer porque você está fazendo de uma forma só que está dando certo.
14:38Na comunicação, por exemplo, há quanto tempo?
14:40Cadê o jornal?
14:41Impresso.
14:42Está desaparecendo, né?
14:43Entendeu?
14:43Desapareceu.
14:44O jornal impresso?
14:44Exatamente.
14:45Desapareceu.
14:45Cadê a revista?
14:46Desapareceu.
14:46É, isso aí.
14:47Cadê a xerox?
14:48Como é que foi para acompanhar isso, Maíli?
14:50Porque você é dessa área de comunicação, né?
14:52Como é que foi para acompanhar isso?
14:53Você previu isso lá atrás?
14:55Que isso ia desaparecer?
14:56Mas estava escrito.
14:58É.
14:59Estava escrito.
15:00Assim como tantos outros que estão por vir.
15:03Cadê?
15:04Você pega, por exemplo, cadê a xerox?
15:06Era um produto que o sinônimo era xerox.
15:10Exatamente.
15:11Xerox, cadê?
15:12Entendeu?
15:12É, a própria Kodak que acabou, né?
15:15O celular absorveu tudo isso.
15:17E estava escrito que estava vindo isso aí, né?
15:19O celular acabou com audiência de televisão, audiência de rádio, audiência de leitura
15:28de jornais e escritos, que acabou com jornal, com revista.
15:31A informação, então, isso aí você para para pensar que as coisas, você fala assim,
15:37peraí, tem algo novo acontecendo.
15:39Mas a gente aprende.
15:40Por exemplo, audiência de rádio, a gente está voltando com ela agora aqui, ó.
15:44Estamos no rádio.
15:44É o produto.
15:45É isso aí.
15:46Então, mas por que você está fazendo um negócio diferente?
15:48É isso aí.
15:49Agora vai fazer um programinha, pô, senhoras e senhoras e tal, bom dia e tal.
15:52Acabou, né?
15:52Acabou, meu amigo.
15:53Você por quê?
15:54Você está inventando, está criando, está inovando.
15:56É diferente.
15:57É isso aí.
15:57Então, são todos os segmentos.
15:58Então, você faz a diferença para fazer ficar a diferença.
16:02Então, nesse caso aqui, o rádio, você está fazendo, dando uma roupa diferente,
16:07uma maquiais diferente daquilo que já existe.
16:09Legal.
16:11Vamos para mais um quadro agora.
16:12É o quadro valores ino...
16:15De novo.
16:16Vamos ao quadro valores inegociáveis.
16:21Valores inegociáveis.
16:24Mairi, na sua forma de ver, do seu ponto de vista, quais são os valores que um executivo
16:29precisa ter e sustentar, independente do momento, conjunturas e movimentos de mercado?
16:36Aqueles que vão determinar sucesso e desenvolvimento no futuro.
16:40Índole.
16:42Não dá para abrir mão dele?
16:43Ah, não tem negócio.
16:45É.
16:46Você já se deparou com alguma situação?
16:48Isso foi colocado à prova?
16:50Já.
16:50Já.
16:51Diversas vezes.
16:52Já.
16:52Diversas vezes.
16:53É deprimente.
16:54É.
16:54É deprimente.
16:55Como é que acontece?
16:56Acontece que, às vezes, a pessoa julga as pessoas, ou, para ter algum interesse,
17:03começa a provocar alguma coisa.
17:05Por muito que você tenha uma linha reta de comportamento, mas, por dentro, sofre-se muito.
17:12Eu já passei por isso.
17:13É?
17:13É.
17:14Agora, não abro mão.
17:15É aquilo que a gente tem.
17:17São valores que você não pode negociar.
17:20Então, quer que seja o segmento.
17:21Aí, independe.
17:23Ser humano.
17:24Você quer ser o Edu, então, a primeira coisa que você tem de ser é ser uma pessoa que
17:28tem a postura, tem a palavra, tem a índole, tem uma condição diferente.
17:33Se é bom, se é ruim, é outra história.
17:34O certo é que isso aí, da minha concepção, é inegociado.
17:38E você é provado sobre isso e a respeito disso o tempo todo?
17:43Toda hora.
17:44É?
17:44É.
17:45Toda hora.
17:46Isso aí, meio que comumente se fala de inveja, inventa alguma coisa, que fulano é isso,
17:53fulano é aquilo, fulano é aquilo outro.
17:55E, de alguma forma, isso aí fere um pouco os princípios da gente.
18:00Como você não deve, você fica, puxa vida, não era assim que não foi, não foi legal,
18:05não foi isso.
18:06Entendeu?
18:07Então, isso aí, eu acho que isso aí, empresário, e ter um ser humano, de um modo geral, não
18:11pode abrir mão.
18:12Acho que é duro você, alguém botar o dedo no seu nariz e do lado da família, do filho,
18:18da esposa.
18:19Então, isso aí, para mim, isso aí não tem preço nenhum.
18:24Legal.
18:25Como é que um jovem baiano chega ao Estado e se torna referência em comunicação visual?
18:30Como é que foi sua chegada aqui no Espírito Santo?
18:33Cheguei em 62.
18:35Bastante tempo, né?
18:3662, lá em Vieiros.
18:4061 anos, né?
18:41Hã?
18:41É.
18:4261, 61 anos.
18:4462, eu cheguei.
18:45Então, você chegou em 62, de lá para cá são...
18:48É, exatamente.
18:49São 61 anos.
18:50E como eu sou de 49, então, se eu esteja aqui, eu estava com 13 anos, 12 para 13 anos.
18:56Aí, em seguida, em 65, 66, meus pais com minha família, para o Belém.
19:02Todo mundo foi para o Belém?
19:03Todo mundo foi para o Belém.
19:04E eu falei, não vou, vou ficar aqui, porque meu lugar é aqui.
19:08Aquilo, você cheira, entendeu?
19:10Eu falei, é aqui, moleque, rapaz, nesse pódio, não fui.
19:15E fiquei só, passei um perrengue danado, porque...
19:17É mesmo?
19:18Passei um perrengue, pá...
19:19Bom, o negócio não foi legal, não foi legal, né?
19:22Mas foi o perrengue o quê?
19:23De dinheiro?
19:24Isso.
19:24Faltou dinheiro?
19:25Faltou trabalho?
19:26Faltou trabalho.
19:26Falei, comer, dormir, tudo isso.
19:27É mesmo?
19:28Era tudo.
19:29Mas eu falei, mas não vou.
19:31Meu negócio é aqui.
19:32Legal.
19:32Teimoso.
19:33Então, aí de Pinheiro eu vim para a Golatina, que trabalhava na loja de tecido.
19:37Aí da loja de tecido, quando foi início de 69, eu falei, meu negócio também não é esse.
19:43Eu tenho de sair para o mundo.
19:45Aí de Golatina eu peguei e vim para cá e aqui quebrei a cara para danar.
19:51E ali, estava na época construindo aqui Vila Rubim, fazendo saneamento de Vila Rubim, muita
19:56bandilha, dormi muitas vezes ali.
19:57Foi a época que mudou, inclusive porque a gente está com a reforma do mercado da Capixaba
20:01no centro de Vitória.
20:02Foi essa época que migrou o mercado do centro de Vitória para Vila Rubim.
20:07Para Vila Rubim.
20:07É, exatamente.
20:07E estava transformando aquilo lá.
20:09Exatamente.
20:10Foi nesse período.
20:11E aí, fiquei lá e depois aí comecei a pintar, fazendo, já pintava, mas foi...
20:19Pintava o quê?
20:19Cartaz?
20:20Fazia cartaz?
20:20Cartaz, faixa, tecidos, faixa de tecido, né, fachadas, muro, fazia tudo.
20:26Aí você descobriu a comunicação visual, né?
20:28Aí foi começando a ideia e agora foi só aumentando depois de...
20:31Como é que você teve o estalo da comunicação visual do outdoor, da comunicação externa?
20:35Como é que foi esse estalo?
20:37A gente vai sentir a necessidade de ampliar, assim como hoje a inovação, naquela época
20:41não deixava de ser inovação também, que foi placa, foi faixa, de faixa para placa,
20:47de placa para outdoor, que hoje já deixou de ser outdoor, hoje são LEDs, né?
20:51Exatamente.
20:51Que a gente continuou com a empresa de LEDs.
20:54Então, você tem que estar acompanhando para não ficar para trás, né?
20:58Então, aí veio acontecendo.
20:59Mas depois disso aí também, eu já tive supermercado em 91, 94, eu e o baiano também, o Aníbal,
21:06a gente, nós criamos o primeiro atacarejo do país, foi nosso.
21:13A gente fazia barulho...
21:14Como é que era o nome?
21:15Como é que era o nome?
21:16Estoque.
21:17Estoque.
21:17Estoque atacado.
21:18E naquela época teve vitória, deu um plus para a gente, tremendo, né?
21:23E depois a gente começou a ficar um pouco maior e começou para as outras redes, patrocinando
21:27futebol, naquela época era muito forte, né?
21:29Futebol e tal, da outra emissora.
21:33E com isso a gente foi, ficamos, depois vendemos, né?
21:37Vendemos, depois disso aí a gente foi, eu fui, no caso, para a operadora de saúde,
21:44empresa de urgência e emergência que temos até hoje, ambulâncias e tal.
21:50A Eco-101, quando implantou, nós ficamos oito anos aqui com todas as ambulâncias,
21:54tudo isso era tudo nosso, a Rua do Sol também era nosso.
21:57Depois a gente foi vendo que acertamos lá, saímos e tal, mas mantemos a empresa até hoje.
22:02Legal.
22:03E como é que você reconheceu a oportunidade de investir no negócio de saúde?
22:08Você falou que esteve lá, esteve numa operadora de plano de saúde, esteve nas ambulâncias e tal,
22:13porque é completamente diferente da sua área original, que é a comunicação visual, né?
22:17Como é que você reconheceu essa oportunidade naquele momento?
22:21Gestão.
22:22A gente vê que qualquer segmento depende de gestão, né?
22:27Não importa.
22:27E a gestão, ela cabe, seja o segmento que for.
22:32E senti, na época, quando eu falei que saí de lá, vendi minha parte.
22:36Do plano de saúde.
22:37Do plano de saúde.
22:38E voltei, continuei com a empresa de ambulância, urgência de emergência.
22:45E depois, então, veio a Medicênio.
22:49A Medicênio, nós começamos também com sócios.
22:51E depois, lá, nós começamos, a empresa começou em 2010, 2012, 2014.
22:58Aí, senti também que não estava dando.
23:00Foi quando, falei, ó, eu compro vendo.
23:03Aí, ficou, não mandei, agora, com uma coisa, se eu sair, vou montar outra igual.
23:08Entendeu?
23:09E aí, eu comprei.
23:10Fiquei só.
23:11Entendeu?
23:11E aí, deixou a gente com liberdade para poder fazer o que a gente fez.
23:15Está dando certo, graças a Deus, andando pelo país.
23:17Isso aí.
23:18Já está em várias capitais do país.
23:21Nós estamos aí em Vitória, estamos em Belo Horizonte, Brasília, Rio, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
23:26Só falta agora que a gente vai entrar em Florianópolis para fechar Sul e Sudeste.
23:32E aí, a gente está numa fase de estudo.
23:35Se a gente, para fechar Sul e Sudeste, a gente entra para Florianópolis, ou se a gente abre com Norte
23:43e Nordeste, entre Goiânia e Recife.
23:46Porque são públicos diferentes.
23:48Sul e Sudeste tem público e renda.
23:49Sul e Norte e Nordeste tem público, mas não tem renda.
23:52Então, a gente tem de ter um produto mais ou menos equivalente com as condições.
23:56Mas o que fez você olhar para o negócio e falar assim, esse negócio rende, mas do jeito que eu
24:05quero?
24:07A intuição.
24:08A intuição, isso?
24:09Porque você pega e vê, enxerga lá na frente o que está faltando, o que não está fazendo.
24:16Em razão disso aí, você vê, tem mercado.
24:20As pessoas estão precisando.
24:22Já tem, mas estão maltratados.
24:25Então, quando você chega e dá uma condição diferenciada na questão de custos, de valores,
24:30você diminui o valor que ele está pagando e aumenta o que ele está recebendo em termos de serviço,
24:37então tem pouca coisa para dar errado.
24:38Foi o que a gente fez.
24:40E é possível? Você viu que era possível fazer isso?
24:42Tinha tanta certeza disso.
24:43Tinha tanta certeza que larguei tudo, fiz isso e está dando certo.
24:47Entendeu?
24:48Está ampliando aí o Brasil em todo.
24:50Hoje a gente tem muito assédio.
24:55Pegamos há um ano e meio atrás.
24:59Receberam um aporte.
25:02Teve umas 3 ou 14 fundos querendo.
25:06E a gente tinha o privilégio de escolher.
25:09Porque quando eles chegavam sempre, o pessoal, o Banco Mundial, os pessoal todos vinham,
25:14você estava...
25:15A primeira coisa que eu falava, meu amigo, olha, muito obrigado, teve a presença,
25:19mas nós não estamos precisando de sócio, não precisamos de dinheiro, muito menos ensinamento.
25:24Está bom?
25:25Aí, o que eu vim fazer aqui?
25:26Você que pediu, você que pediu.
25:28Entendeu?
25:29E começava, mas eu falava de verdade.
25:32E é para a gente poder escolher.
25:34Uns não davam em razão de quem queria majoritário, outros queriam comprar empresas todas.
25:38E aí nós fechamos com o Fundo Soberano de Singapura.
25:43E só 15% da empresa.
25:45Esse negócio de IPO, o que eles falam, para aí e tal, não tem...
25:49Então, você puxado para o outro, não é crescer.
25:52É fazer, é servir, é entregar.
25:55Entendeu?
25:56Porque você bate para um fundo, IPO, essa coisa toda, o negócio desse é resultado.
26:00Claro que toda empresa tem de ter resultado.
26:03Entretanto, não é ter por ter.
26:06Você tem de primeiro entregar para depois sair, então, fazer acontecer o resultado.
26:11E por essa razão, a gente está aí com o pessoal do Fundo Soberano de Singapura.
26:22Fantástico ensinamento.
26:23Eles não cobram a gente nada, no sentido de que a gente dá na telha para fazer.
26:28E eles estão vendo porque se a gente está errando, mas está dando certo, então, deixa fazer sozinho.
26:34Maeli, agora a gente faz uma pausa rapidinho no programa Valores.
26:37Daqui a pouquinho, a gente volta com mais Maeli Coelho.
26:53Estamos de volta com o programa Valores, que hoje recebe Maeli Coelho, mega empresário baiano,
27:00mas radicado, apaixonado pelo Espírito Santo, já falou aqui, né?
27:03Maeli, o que essa sua nova onda de investimentos diz sobre o seu lado empreendedor?
27:11A gente está vendo você investir principalmente agora no setor imobiliário.
27:14Você falou também do turismo aqui hoje.
27:18O que esses investimentos todos dizem sobre o seu lado empreendedor?
27:23É o lado inquieto de fazer as coisas.
27:25Para você gerar riqueza, gerar emprego, gerar renda, né?
27:31Deixar um legado.
27:33Eu imagino, é a forma de retribuir tudo que esse Estado me deu.
27:37Cheguei aqui puxando a cachorrinha, igual a gente falou, né?
27:40E hoje a gente está dando para comer três vezes por dia, sem problema.
27:43Então, a gente não pode partir, que não sei quando é que o garoto lá em cima vai chamar.
27:47Eu espero que tenha mais um bocado de anos pela frente.
27:50Mas, de qualquer forma, quando a gente partir, pelo menos deixa o legado.
27:54E nisso a gente está pensando nas pessoas, está pensando na família,
27:58está pensando naquilo que você pode contribuir para ajudar o desenvolvimento do Estado.
28:03E o que você reconheceu de oportunidade para querer investir nesse setor imobiliário?
28:09O setor imobiliário é consequência, né?
28:12Ele... a gente tem um fim e tem um meio.
28:15No caso aí, por exemplo, do imobiliário eu vejo mais o que vai acontecer lá em Buenos Aires, em Guarapari.
28:23É, né?
28:24É, eu vejo... hoje eu estou falando hoje, nós estamos em 2003.
28:302023.
28:33É, exatamente.
28:34Você vê o seguinte, daqui uns cinco anos vai ser o ícone do turismo do Estado.
28:40Mas aí, como é que você faz para ter essa visão?
28:43Porque eu estou falando porque eu estive lá em Buenos Aires há pouco tempo.
28:46A estrutura não tem.
28:47Não.
28:48Não tem acesso a... não tem pousadas.
28:50Não.
28:50Não tem hotéis.
28:51Não.
28:51Os acessos são horrorosos.
28:52Não.
28:53É tudo estrada de chão.
28:54É.
28:54Tem cachoeiras que são muito legais.
28:57É.
28:57Mas você não consegue chegar direito na cachoeira.
28:59Você tem que ir pelo barro.
29:00É.
29:01Tem que seguir a estradinha.
29:02Quando você chega na cachoeira, tem lá um improviso de um bambu que o cara colocou
29:07lá para você poder usar de corrimão para não cair.
29:09Então, quando você tem essa visão hoje de Buenos Aires, como é que você consegue projetar
29:14isso daqui a cinco anos?
29:16É, tinha uma pessoa que ele vendia sapato.
29:20Então...
29:20Na Vila Rubim?
29:21Não.
29:22E eu vou vender e chegou na fábrica e falou assim, eu não quero mais para aquela região
29:27porque lá ninguém calça.
29:30Aí o outro vendedor falou assim, é para lá que eu quero ir.
29:33E foi e mudou a história da região.
29:35Todo mundo vendeu muito sapato.
29:37Ficou rico vender sapato lá.
29:38Então, o que tem é você enxergar a oportunidade que tem.
29:42Porque se você fizer, se você venha fazer exatamente o que os outros estão fazendo,
29:47aí você fala, qual a expectativa?
29:49A expectativa é o cheiro.
29:50O cheiro lá.
29:52Lá eu tenho certeza.
29:55Absoluta.
29:56Quem...
29:56Cadê a minha câmera?
29:57Aquela ali?
29:58É que é essa aqui.
29:58Quem viver, verá.
30:00Quem viver, verá.
30:01Aqui, no máximo, estourando, estourando para ser qualquer luxo de Espírito Santo.
30:05Dez anos, mas com cinco anos, o Buenos Aires já passa a ser o ícone do turismo do Estado.
30:10Pode ter certeza.
30:11E hoje não tem nada.
30:12Você está falando pura verdade.
30:13Não tem.
30:14É.
30:14Mas vai acontecer.
30:16Já está...
30:17Estou fazendo o primeiro mall lá.
30:20Estamos fazendo lá.
30:21Vamos inaugurar agora em maio.
30:23Não tem nada.
30:24Só tem mato em volta.
30:25Eu tenho certeza absoluta que lá vai acontecer.
30:30Mais que cinco, cinco são dez.
30:33Mas aí, nesse caso de Buenos Aires, por exemplo, você não depende muito?
30:36Não depende muito do poder público, por exemplo?
30:38Depende.
30:39Mas a Prefeitura está fazendo.
30:40Vai depender do Estado.
30:42Porque a Prefeitura está fazendo uma parte dela que é um pedaço do desenvolvimento lá.
30:47Agora, o acesso de ônibus, até chegar lá, quem só pode o Estado fazer porque é uma
30:52estrada que é aquele caminho do campo.
30:54Isso.
30:55Caminhos do campo, exatamente.
30:56E aquele ali, ele, o Estado, tem de fazer.
30:58E aí que entra aquela coisa da oportunidade.
31:01Eles têm de fazer.
31:02Eu, inclusive, já tive algumas conversas com o vice-governador Ricardo.
31:07Já falei uma vez com o governador sobre essa questão de pegar amplia...
31:12Fazendo esse pedacinho que o Estado tem que fazer, é o suficiente.
31:16Mas parece que já está fazendo projeto, já está estudando.
31:20Mas aí tem aquela coisa da lentidão, do projeto para começar a obra.
31:25Tem, mas você cobra todo dia, se você sair da porta, eles fazem.
31:29Entendeu?
31:31Eles fazem.
31:32Então, é por isso.
31:34Entendeu?
31:34O que você falou, a questão que tem de oportunidade.
31:38Tem diversas oportunidades.
31:40Então, é só você antecipar o que vai acontecer.
31:44O que você acha que a sua trajetória pode ajudar no sentido de criar caminhos para o crescimento
31:51econômico do Espírito Santo?
31:53É difícil de gente pegar e dar uma definição.
31:58Falar assim, faz o que eu fiz e que dá certo.
32:00Porque depende muito de cada um.
32:02Acreditar.
32:03E diz que quem tem medo de perder não tem condições de ganhar.
32:05Então, eu sou muito amante dessa coisa de ficar fazendo muito estudo para ver se vai.
32:12Eu posso fazer o estudo que fosse ou foi.
32:14O cheiro não está legal.
32:15Mas que história é essa de cheiro, cara?
32:17Não sei, cara.
32:18Eu não sei que é alguma coisa.
32:19É igual as pessoas.
32:21Eu não preciso de conversar com as pessoas para saber quem ele é.
32:24No andar, eu sabendo aqui, o corpo fala.
32:27Não adianta.
32:28Você tem isso?
32:29É esse tipo de sensibilidade?
32:31Não sei.
32:31Não sei explicar.
32:32Por isso que eu falo.
32:34Nunca eu contratei uma funcionária, a secretária, para trabalhar comigo.
32:38Quando ela abre a porta, eu sei se vai ou não.
32:40Se vai, eu continuo a conversa.
32:42Se não vai, sentou, eu falo assim, foi bom, você gostou.
32:47Dois minutos, três minutos, vai.
32:48Porque não vai.
32:49Na hora que entra, a gente sabe.
32:51Você acha que isso fez diferença na sua trajetória?
32:54Esse sentimento, essa coisa de sentimento mesmo?
32:57Porque, normalmente, a gente coloca em lados opostos.
33:01A questão do negócio, da coisa racional, do sentimento.
33:04Você está falando do sentimento aí, né?
33:06É, ele é muito emocional do negócio.
33:09É muita percepção que vai ter.
33:11Agora, como é que ensina?
33:13Não sei.
33:14Eu não aprendi.
33:15Entendeu?
33:16Então, só que, sei lá, eu acho que não está certo.
33:19Porque eu saí da Vila Rubim, entendeu?
33:23É verdade.
33:23Parece que está dando certo.
33:25Parece que está dando certo.
33:26Agora, vamos para o quadro Busca de Valores.
33:29Busca de Valores.
33:34Maili, na sua opinião, quais são as características de um executivo de valor?
33:39E o que a dinâmica atual do mercado exige de profissionais que querem ser ou que sejam bem-sucedidos?
33:48Fazer o que gosta.
33:49E acreditar.
33:52Simples assim?
33:53Simples assim.
33:54Porque não adianta você inventar a roda.
33:58Não adianta.
33:59A gente, hoje, nós temos um grau de aceitação na medicina fantástico, reconhecido pela própria
34:08INS.
34:10E, exatamente, a gente tem um critério muito grande na admissão das pessoas trabalharem
34:14para entregar.
34:15Porque, quando você trabalha com gente, tem que contratar gente que gosta de gente.
34:20Então, já começa por aí.
34:21Para você tocar um negócio, você tem de gostar do que faz.
34:25Ou, se você não gostar, tenta aprender a gostar para poder as coisas fluir.
34:29Porque, então, não flui.
34:31Então, não tem como dar certo.
34:33Assim que a gente pensa.
34:35Se você for para a psicologia, qualquer outro estudo científico, mais ou menos, tem
34:40outros formatos que vão.
34:42Mas, a gente do Beabá, então, você tem de fazer o mais simples possível.
34:47Porque é aí que mora a história.
34:49Diz que o difícil é fazer o fácil.
34:51Então, aí, quando a gente vai por aí, você diminui a distância.
34:56Então, eu acho que uma delas é isso aí.
34:59Se você acredita, se você gosta e você tem uma determinação, um comprometimento
35:06com aquilo que você propõe a fazer, tem pouca coisa para dar errado.
35:09E como é que você faz para gerenciar isso?
35:11Porque você lida com negócios imobiliários, você lida com um plano de saúde, você lida
35:17com comunicação.
35:19Como é que você faz para colocar os pensamentos em ordem?
35:22Porque você tem que pensar diferente em todos, não?
35:24Ou você pensa igual para todos?
35:26A única coisa que eu penso igual é contratar pessoas que gostam do que faz.
35:32Confiável.
35:33Na questão da índole, que nós falamos há pouco.
35:35Isso.
35:36Ele sabe fazer, sabe entregar, tem o propósito que a gente tem, do comprometimento da entrega,
35:44da qualidade, fazer o máximo para errar o mínimo.
35:47Então, não importa qual é o segmento.
35:49Não importa se for contratar um pintor de placa, como contratar um médico cirurgião.
35:55Então, tem que fazer o que gosta para poder entregar.
35:59Mas não basta só isso.
36:00Tem que ser um profissional onde você, na entrega, você tem felicidade na espista do
36:08seu rosto de que você está fazendo o melhor para aquela pessoa.
36:10Então, é simples assim.
36:12E para você ver, o pintor de placa hoje contrata o cirurgião, né?
36:15Exatamente.
36:16Para você ver, mas tudo é possível.
36:18É verdade.
36:19E como é que você vê as iniciativas do governo para impulsionar o desenvolvimento
36:24de negócios no Espírito Santo?
36:26A gente está falando aqui da necessidade de cuidar de infraestrutura, a necessidade
36:31de cuidar de políticas públicas que favoreçam o empresariado ou o empresário de uma forma
36:36geral.
36:36E como é que você vê as iniciativas do governo hoje?
36:40A gente, no nosso estado, a gente está muito bem.
36:44A gente vê, não importa, a gente tem coisa de partido, essa coisa, não sou muito envolvido
36:49com essa coisa partidária.
36:50Mas o envolvimento, o comprometimento da parte governamental com o mundo empresarial, ele,
36:59boa parte, não deixa fazer mais em função da máquina.
37:02A máquina é uma coisa pesada.
37:04Tanto municipal, estadual como federal, de qualquer forma, tem.
37:08Agora, eu acho que, como falei lá no início, eu acho que o nosso estado é um estado, ele
37:14é pujante porque foi saneado.
37:17A gente não vê maiores escândalos, você não vê pessoas envolvidas com outras coisas
37:23que não são legais.
37:25Agora, precisava de mudar o sistema, mas o sistema não se muda, não é o prefeito
37:29nem o governador que muda.
37:30Seria, primeiro, comportamento nosso.
37:32Nós somos um povo mais educado, a gente costa no chão, a gente fura fila, não é?
37:36Então, não é legal.
37:38A gente precisava de dar uma mudada um pouco nessa coisa, comportamento nosso, para poder
37:44ajudar essa questão da mudança governamental, para ter um facilitador.
37:52Votar direito.
37:53É, votar direito.
37:54Exato.
37:54Votar, escolher os melhores.
37:55Exatamente, exatamente, para aquelas que estão envolvidas e imbuídas com o pensamento
38:00de fazer o melhor para a gente, ajudar a gente, nos transformar.
38:03Que nós somos mal educados.
38:05É verdade.
38:06Nós somos mal criados.
38:08Nós temos um comportamento, como eu disse, nós furamos fila, nós jogamos papel no chão
38:13e tal.
38:14Isso aí é comportamento.
38:16E aí você, é o governo, somos nós, é nossos filhos.
38:22Então, você pensa que a educação vai na escola, quando na verdade é em casa.
38:27Então, tem muita coisa aí que precisava de dar uma mudada para a gente ter um critério
38:31diferente no sentido empresarial, que isso faz parte.
38:35Falando de iniciativas de governo, o que você acha dos incentivos que o governo oferece
38:41hoje para empreendimentos, para o empresário, a gente cita aqui dois, pelo menos, o Investe
38:48e o Compete, que são dois incentivos que a gente conhece aqui do governo do Estado.
38:52A gente já viveu uma era de incentivos, que era do Fundap, na época, que movimentou
38:57bastante a economia, trouxe muitas empresas, mas na hora que acabou, as empresas também
39:01foram embora.
39:01O que você acha desse tipo de incentivo?
39:04Isso é fantástico.
39:05Como o Tio Fundap, com o Tio Sudene, são facilitadores que a gente tem, que precisava ser ampliados,
39:12como esses do governo, por exemplo, ampliados.
39:14E as pessoas valorizam um pouco mais isso aí, porque isso aí gera renda, isso gera emprego,
39:21gera uma série de fatores que agregam muito o crescimento do desenvolvimento do Estado, do
39:27município, até para a própria cultura até.
39:29Mas precisava de ter mais ainda, a máquina ser menos engessada, que às vezes, por muito
39:36que um governo quer, uma hipótese municipal, Estado ou Federal, mas é engessada, não pode
39:41isso, não pode aquilo.
39:42As leis, quer dizer, essas leis, lei trabalhista, por exemplo, por que os Estados Unidos é o que
39:47é?
39:47Porque a lei trabalhista, lá você, quem faz seu salário é você, entendeu?
39:51Não tem essa força do sindicalismo que aqui tem, que atrapalha.
39:57Essas coisas de que ele vai, Bolsa Família, essa coisa toda, não acho que isso sem ser
40:01legal, você dá oportunidade, não ajuda a alimentar, você está entendendo?
40:06Cria situações para poder, a situação da região tal, com essas condições, então
40:12vamos criar um formato para poder fazer as pessoas, por si só, se desenvolverem e não
40:19ficar habituado ali com aquela migalha para fazer a feira no final do mês e se dar com
40:24satisfeito.
40:25É possível gerar muito mais riqueza?
40:28Muito mais.
40:29Porque riqueza gera riqueza.
40:32E aí é o crescimento de cada um, é o crescimento da pessoa, você ensina para o teu filho como
40:39que deve fazer, deve se trabalhar, você só consegue ganhando, trabalhando.
40:45Ah, mas é difícil.
40:47Eu nunca vi dizer que você vence uma guerra sem luta.
40:50Então você tem que ter passado por isso aí, como eu disse lá atrás, não importa
40:54como começa, o importante é como termina.
40:56Entendeu?
40:57É isso aí.
40:58Qual é o ponto de maior atenção no momento da economia do Estado?
41:02E como é que a classe empresarial pode e deve planejar ações para que os resultados
41:07sejam colhidos em médio prazo, em longo prazo?
41:10Como é que você vê esse momento nosso da economia do Estado?
41:12Eu acho que o momento é muito promissor.
41:16Ele é muito promissor.
41:17Porque a cada dia a gente está vendo que são exatamente o título do programa aqui.
41:23A cada dia você está vendo valores sendo acrescidos a mais.
41:28Exatamente pela cultura que se implanta no Estado, que é um Estado saneado.
41:32Qual a esperança que você tem no Rio de Janeiro de criar qualquer tipo?
41:35Hoje nenhuma.
41:36Nenhuma.
41:37Você está entendendo?
41:38Hoje nenhuma.
41:39Aí você vai para o Sul, você já tem uma geração de esperança diferente.
41:44Você vem aqui no nosso, por exemplo, a gente tem uma expectativa tremenda.
41:49Ah, mas tem mil oportunidades.
41:51Mil oportunidades.
41:53Basta você fazer o que já se faz de forma diferente.
41:56E é oportunidade.
41:58Porque tem um governo que está justo com suas contas públicas, né?
42:04São sérios, a gente não vê escândalo.
42:07Você está falando de intermunicipal, estadual.
42:10Então, eu acho que isso aí agrega muito valor e a esperança de gente ter uma condição diferente,
42:15uma perspectiva de vida diferente e acreditar de fazer as coisas diferentes, se é o caso.
42:21Legal.
42:22Maíli, agora a gente vai para o quadro Valores do Futuro.
42:26Valores, Valores de Futuro.
42:30Maíli, no quadro Valores de Futuro, qual que você acha que é um investimento que, realizado agora,
42:35na sua forma de pensar, que vai dar resultado real em qualidade de vida para as pessoas,
42:40para quem está no Espírito Santo?
42:43Turismo.
42:45Turismo é um valor de futuro para você?
42:47Para o Estado, exatamente pelo que eu já falei lá atrás, em razão da localização, tá?
42:53De todas as oportunidades de exploração e de explorar o turismo do Estado em razão da situação que nós vivemos.
43:04Eu acho que hoje, se a gente tivesse, assim, uma forma de oferecer o nosso governador, nossos governantes,
43:13falando de prefeitos, de governadores, para poder olhar com outros olhos para o turismo,
43:19é uma indústria sem chaminé.
43:21Entendeu?
43:22Isso tem muito valor, se agrega valor e é imediato.
43:26É imediato.
43:28Você vai aqui no sul do país, o que eles fazem lá?
43:33Não tem nada.
43:35Mas tem uma receita fantástica, né?
43:38Você vai em qualquer parte do mundo que explora o turismo, tá?
43:42É o negócio que o investimento é pequeno.
43:45Estou falando isso que faz o investimento.
43:46Não estou falando de indústria, porque depende.
43:49O turismo só depende de ideias.
43:51Mais nada.
43:52Mais nada.
43:53Você ganha dinheiro com o dinheiro dos outros.
43:55Entendeu?
43:57Então, é isso que eu falo.
43:59E pelas oportunidades que tem aqui de gente explorar os valores naturais que a gente tem,
44:04as praias, montanhas, olha que coisa.
44:07Quem era Pedra Azul a semana passada, hoje como estão?
44:10Todas as montanhas, né?
44:11Domingo Martins, Pedra Azul, Santa Tereza.
44:14Vê que esse pessoal vive e eles fazem com seus próprios recursos.
44:18Não tem ninguém fazendo nada para poder atrair mais coisas, mais equipamentos para lá,
44:24mais o turismo.
44:24Não tem.
44:25Você não vende lá fora o que é que tem.
44:28Uma coisa que eu acho que a gente vai conseguir, por exemplo, quando eu falei lá no caso de Ciribeira,
44:33o turismo de saúde, o que é?
44:35Não é medicina, não é não.
44:36É a área monazítica.
44:38Como que não explora a maior área monazítica?
44:41Porque, cientificamente, ela tem as propriedades que são as melhores do mundo.
44:45Onde a Segunda Guerra Mundial, o americano veio buscar aqui para fazer boba atômica e fez.
44:50Atrás, o Davi e os Vindos, o Japão, para buscar a areia monazítica aqui e levou.
44:55Depois foi uma confusão danada para poder...
44:57Entendeu?
44:58As propriedades dela é um negócio incrível que a gente vai...
45:01Se você entra no Google, entra vocês aí no Google para ver.
45:04Tem uma série de fatores que agrega para a saúde das pessoas.
45:10Vamos lá, por exemplo, câncer de mama.
45:13É o menor índice de câncer de mama do país, é Guarapari.
45:19Em razão da radioatividade da área monazítica.
45:21Por que a gente não explora isso?
45:24Vai explorar?
45:26Claro que vou, vamos lá, agora, rapaz.
45:29Claro que vamos.
45:30Você quer ver alguma coisa?
45:32A cidade de saúde.
45:33Não era?
45:33Você lembra que era a cidade de saúde?
45:34Sempre foi cidade de saúde.
45:35Cidade de saúde.
45:36Mas fica tudo aí com você.
45:37Cidade de saúde aqui.
45:39Nós tivemos que vender isso lá fora.
45:41Trazer os estrangeiros ricos para cá.
45:44Para gastar o dinheiro aqui.
45:45Para gastar o dinheiro aqui.
45:47Está aposentando?
45:48Vem para Guarapari, que é a terra do aposentado rico.
45:51Você está entendendo?
45:52Então, é isso que eu acho que falta.
45:55Essa expertise.
45:58Um olhar diferente para essas coisas.
46:01São oportunidades.
46:02Amanhã, se alguém faz e dá certo,
46:04que coisa aqui.
46:06É isso.
46:06É isso que vai acontecer com a Médicênica.
46:09Vai acontecer com o Enusares.
46:11Vai acontecer com o Silvio.
46:13Você está entendendo?
46:14Não, é exatamente você pegar e olhar com outros olhos
46:17aquilo que está deixando de lado.
46:19E fala para mim,
46:21quanto do menino baiano, Maeli,
46:24que chegou aqui no Espírito Santo na década de 60,
46:28que ainda está nesse empresário bem sucedido de hoje.
46:32Quanto daquele menininho ainda está nesse empresário hoje?
46:35Eu acho que ele só vai sair no dia que o garoto lhe se vai levar.
46:39É?
46:39Está ainda?
46:41Fazer muito bom, Edu.
46:44Fazer muito bom.
46:46Eu acho que a pior doença que tem é o ócio.
46:51Se você parar de trabalhar,
46:56logo pode ser ter que é caixão.
46:59Para as pessoas que gostam de trabalhar.
47:01Quantos que aposentados,
47:03aposentados de uma vitalidade tremenda,
47:05depois de dois, três, quatro, cinco anos,
47:06acabou, o homem morreu.
47:08Entendeu?
47:09Porque ficou sem fazer nada,
47:11não ocupou a mente.
47:13Então, a criança,
47:15ou a vontade de fazer,
47:16eu acho que só vai sair mesmo
47:18quando o garoto lá levar,
47:20esse criador aí.
47:21Mas ele vai,
47:21já combinamos que vai deixar muito tempo aí.
47:23E qual o conselho que esse marido de hoje
47:25daria para aquele garoto que estava lá atrás,
47:28passando perrengue, como você falou?
47:30Se tivesse que começar,
47:31começaria tudo outra vez da mesma forma.
47:35Tudo de novo?
47:36Tudo de novo.
47:36Do mesmo jeitinho?
47:37Do mesmo jeitinho.
47:39E vou dizer,
47:39porque não importa como começa,
47:41o importante é como termina.
47:43Você está entendendo?
47:44Então, aí,
47:44agora já tem uma situação bem diferenciada
47:47de tudo que aconteceu.
47:47Legal.
47:48Agora, para a gente,
47:50encerrávamos para o quadro
47:51Valor Pessoal.
47:53Valor.
47:54Pessoal.
47:55Pessoal.
47:57Maili,
47:58qual é o aspecto da sua vida pessoal
48:00que é essencial
48:02para que você tome
48:03as melhores decisões para o futuro?
48:05A família.
48:07Por quê?
48:09Para você fazer,
48:10você tem que pensar na família.
48:11O que você vai deixar?
48:13Qual legado você vai deixar para a família?
48:15É nisso que você pensa?
48:17É nisso que eu penso.
48:19Eu não importo o que eu vou levar,
48:20porque você nasce sem nada
48:22e sem nada você vai.
48:23Não é assim?
48:24É isso aí.
48:25Então, o que você fazer
48:26tem que servir,
48:27pelo menos,
48:28como exemplo para a família.
48:29Se não bastasse,
48:30por que todo mundo fica ao redor?
48:33A gente conversa muito,
48:34todos eles,
48:35mulher,
48:35filhos e tal,
48:36para poder ajudar a gente a errar menos.
48:40Mas nem sempre a gente ouve,
48:41Domingos,
48:41sou bem cabeça dura.
48:45Mas errar faz parte também, né?
48:46Faz parte.
48:47Faz parte.
48:48A gente, às vezes,
48:49fica rouco de tanto ouvir,
48:52morrendo de saber que não vai fazer nada daquilo.
48:54Mas você dá atenção.
48:57Mas, de qualquer forma,
48:59a gente,
48:59tudo que eu faço,
49:00eu fico pensando,
49:01porque amanhã,
49:02a gente partindo,
49:05deixa aí um legado,
49:06que fala assim,
49:07olha,
49:08quanto aqui esteve,
49:09fez por onde ia fazer acontecer.
49:11então,
49:11eu penso sempre na família,
49:13penso sempre na entrega,
49:15vamos entregar o melhor,
49:16vamos fazer o melhor,
49:17vamos fazer o máximo,
49:18para a gente poder errar o mínimo,
49:20para ter uma condição diferente,
49:22naqueles que também,
49:23os netos,
49:24vem bisnetos,
49:24vem pessoal,
49:25para poder ter como referência.
49:27Além de pensar na família,
49:28dá para pensar em um legado também,
49:30para o Espírito Santo,
49:31uma terra que te acolheu,
49:32quando você chegou lá atrás,
49:33na década de 60?
49:35Mas é o que a gente faz,
49:36porque dentro daquilo que eu estou fazendo,
49:38eu estou nesse segmento aqui,
49:40eu tenho como fazer mais por essa aqui?
49:44Tem,
49:44mas é aquilo do inglês,
49:46step by step,
49:48vamos passo a passo.
49:49Eu tenho condições de fazer o outro de cá também,
49:51por que eu não faço o outro de cá também?
49:53Por que eu não faço mais o outro de lá?
49:55Por que eu não faço mais o outro de lá?
49:56Então a gente vai,
49:57você vai ajustando as coisas,
49:59para poder dar oportunidade a outros,
50:01aí está gerando emprego,
50:02está gerando renda,
50:03está gerando conhecimentos,
50:05você está entendendo?
50:06E fica sempre na parte gerencial,
50:09de tudo que está acontecendo no seu entorno.
50:11Maíli Coelho,
50:12muito obrigado pela conversa,
50:13muito obrigado pelos ensinamentos,
50:16tomara que quem esteja em casa,
50:18quem esteja ouvindo a gente agora na Pan News,
50:21e também quem está na internet com a gente,
50:23tenha aproveitado essas dicas todas muito valiosas
50:26e tenha conhecido um pouco mais da visão do empresário,
50:29Maíli Coelho.
50:30Muito obrigado.
50:31Edu,
50:31sob o resto de zé,
50:32obrigado pela oportunidade,
50:33são raras as vezes que a gente tem o convite
50:37ou a oportunidade de falar,
50:39não que a gente vai ensinar quem sou eu,
50:41para poder estar aqui ensinando,
50:43mas de qualquer forma,
50:45fazer como que aconteceu,
50:46para onde a gente está,
50:48onde estamos hoje,
50:49da forma que o fumo,
50:50e a avaliação fica de cada um aí,
50:52que sabe se dá certo arriscar ou não,
50:55como deve fazer isso aí,
50:56fica a critério de cada um.
50:57Muito obrigado aí pela oportunidade.
50:59Legal, Maíli,
51:00muito obrigado,
51:00muito obrigado a você que acompanhou o programa Valores.
51:03Continue com a gente,
51:04a gente também está no Folha Vitória,
51:06a gente está distribuído aí pelas redes sociais,
51:09e até o próximo programa Valores.
51:13Você ouviu
51:14Valores,
51:14Valores com Edu Copernic.
51:17Até o próximo.
51:20E aí
51:20E aí
51:20E aí

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