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  • há 16 minutos

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00:13Muito bom dia, bem você está no ar. Obrigada pela sua companhia, pela sua audiência. Nessa manhã
00:20fica com a gente porque você vai ouvir a gente conversar sobre um assunto bem importante que
00:27pode estar acontecendo aí na sua família. Tem um cansaço que não se resolve com uma noite de sono,
00:33é o cansaço de quem cuida. Mães atípicas, filhos de idosos dependentes, cuidadores de pessoas com
00:40doenças crônicas, são pessoas que vivem em função do outro, muitas vezes sem tempo para cuidar de si
00:47mesmas e que acabam adoecendo em silêncio. Esse esgotamento físico e emocional tem nome e já é
00:54estudado pela ciência chamada fadiga do cuidador, que pode trazer ansiedade, exaustão e até depressão
01:01para quem dedica a vida a cuidar de alguém. Para falar sobre os impactos dessa rotina no cérebro e
01:06na saúde mental de quem cuida e como é possível buscar esse equilíbrio, recebemos a neurocientista
01:13Vanessa Vieira. Bom dia, Vanessa, tudo bem? Bom dia, tudo bom, prazer estar aqui. Olha, sempre em alguma
01:20família tem essa pessoa que exerce o papel de cuidador, né? Seja o cuidador da pessoa típica,
01:27seja o cuidador dos pais idosos, geralmente, né, Dola? Tem oito irmãos, geralmente é um dos que cuida do pai
01:34idoso, né? Geralmente é assim. E isso leva a uma exaustão, né? Esse trabalho invisível leva a uma
01:45exaustão, né? E a possibilidade de desenvolver doenças como ansiedade e depressão. Exatamente.
01:51Como é que primeiro a pessoa vai se reconhecer nesse papel de que é um cuidador cansado, exausto e como
01:58ela faz para encontrar esse equilíbrio? A gente fala muito sobre burnout no ambiente de trabalho, mas o
02:03burnout é excesso de preocupação. Seu cérebro, ele fica com um alerta. As sinapses, elas ficam lá jogando um
02:10alerta que você sempre está preocupado com alguma coisa. Então, a auto-percepção é piorar noite de
02:16sono. É aquela pessoa que acorda às três da manhã preocupada com detergente que está para acabar.
02:22Isso é uma ansiedade. Aquela pessoa que acorda o dia cansada, com o corpo pesado. São pequenos sinais que a
02:29gente começou a estudar no ambiente de trabalho, mas na família típica passa por essa exaustão, que é uma
02:34preocupação intensa. Então, isso influencia o bem-estar da pessoa. Então, a pessoa tem que perceber esses sinais,
02:40assim, né? De estar muito exausto, estar muito cansado, estar muito irritado, né? Chorando
02:46muito, porque é uma dor, muitas vezes silenciosa, né? A mãe de uma criança típica tem que
02:51aguentar ali, né? Você vê, às vezes aparecem alguns vídeos na internet, né? Da mãe com a criança típica
02:56no ônibus, né? Que está ali esgotada, sentada, sabe? Sentada no chão. Então, precisa primeiro entender
03:05esses sinais, reconhecer essa exaustão, para daí, então, partir para uma outra situação,
03:11que é encontrar um equilíbrio. Como encontrar esse equilíbrio, né? Então, às vezes, a mãe, muitas vezes, a mãe
03:17atípica, ela também é mãe solo, né? Porque o pai, né? O pai geralmente costuma abandonar a família, né?
03:25Com as crianças típicas, digamos assim. Criança típica, tem muito pai que é ausente mesmo. Como encontrar esse equilíbrio, né?
03:32Como encontrar essa solução?
03:33E tem até uma porcentagem, 80% dos pais atípicos abandonam. Então, é uma porcentagem muito grande.
03:41Então, tem dois pontos aí da tua fala. O primeiro ponto é se perceber a mãe atípica. Eu falo muito
03:48para a mãe atípica
03:49de que sentido? É uma mãe que está preocupada não só com a maternidade, o cérebro, ela muda na maternidade,
03:55mas a gente...
03:56O que é bom para o cérebro? Ter uma esperança, ter um objetivo final. Na mãe atípica, esse objetivo final,
04:02ele se
04:02perpetua por mais tempo. Eu, como mãe, eu sei que meu filho, com dois anos, ele vai estar pedindo pela
04:07água.
04:08Então, eu tenho uma meta que, com dois anos, meu filho vai estar pedindo pela água, com três anos, ele
04:11vai estar
04:11desfraudado. Para a mãe atípica, ela tem que lutar para ele pedir para a água. Então, ela vai ter que
04:16fazer
04:16as leis se fazerem valer dentro da escola, por conta da inclusão. Vai ter que se fazer as leis valerem
04:22para
04:22ter o tratamento adequado. Então, ela não tem aquela meta final. Então, isso traz uma exaustão.
04:29Aquela mãe que não pode adoecer, aquela mãe que não pode morrer. Pode adoecer, exatamente.
04:33E quando a gente fala de auto-percepção é, eu preciso estar bem para poder cuidar do
04:37meu filho. Eu uso uma frase que eu gosto muito, que meu filho, ele é o barco e eu sou
04:42o mar.
04:43O mar precisa estar calmo para o meu filho fluir. Então, quando eu atendo uma criança, tendo
04:50a ver a mãe, se a mãe é ansiosa, se a mãe está bem com ela mesmo, para o filho
04:55evoluir.
04:56E o último ponto é, a gente estuda muito sobre qualidade de vida, sobre o que a gente
05:03precisa fazer para poder nos tratar bem. E quando a gente vai ler no Google ou ler em
05:08pessoas não científicas, o que a gente lê? Autocuidado é se maquiar, autocuidado
05:13é fazer exercício físico. Autocuidado é...
05:16Skincare.
05:17Skincare. É um dia no spa. Uma mãe atípica, ela nunca vai ter isso. Uma pessoa que cuida de
05:22um idoso, muitas vezes ela não vai ter isso. Ou por questões financeiras ou por questões
05:25do tempo. Então, isso é um autocuidado fantasioso. O verdadeiro autocuidado vem com os nãos.
05:32Eu sou uma mãe atípica, eu não consigo ter um dia de skincare, mas eu consigo dar um
05:35não para o refrigerante e um não para o brigadeiro? Porque isso já vai estar melhorando
05:38minha saúde sem tempo e sem questões financeiras. Para uma pessoa que cuida do cuidador, eu posso
05:45dormir na mesma hora que ele for dormir uma hora antes? Porque muitas vezes a gente tenta dar
05:49conta de outras coisas externas. Então, é ter metas futuras como nosso objetivo e
05:56limitar as coisas extras.
05:58Isso que você falou é muito importante. Muitas vezes a gente tenta dar conta de coisas externas,
06:04né? Já não basta o furacão que a gente vive aqui, a gente ainda quer dar conta de ajudar
06:09os outros, né? Então, eu li uma frase essa semana na internet que diz assim, se está pesado
06:14para você é porque está leve para alguém, tá? Então, primeiro, se concentra nos teus
06:19problemas, né? Se foca nos teus problemas. Não vai querer dar uma de super-heróis, super-heroína
06:25e querer ajudar outras pessoas que muitas vezes nem podem se resolver sozinhas, né?
06:31Tem gente que tem essa síndrome do salvador, né? Que precisa estar ajudando as outras pessoas,
06:36né? Que precisa estar ali resolvendo o problema das outras pessoas quando as pessoas deveriam
06:40resolver esses problemas sozinhas, né? Porque já não basta o fardo que você carrega,
06:46né? Todo esse trabalho que você carrega. Então, começa a descartar aí o que não é
06:51da tua alçada, tá? Começa a focar nos teus problemas. E você desenvolveu um aplicativo
06:57que ele vem ajudar as famílias que demoram muito, né? Passam muito tempo na fila de espera
07:04de um profissional que vai dar o diagnóstico de autismo, se for autismo, TDAH, né?
07:09Alguma situação atípica, neurodivergente.
07:13Quando eu me aprofundei nos estudos da neurociência e a gente começa a entender
07:16o cérebro, é muito injusto uma família ter que esperar por três anos para ter um
07:20tratamento adequado. E esse tratamento adequado ou vem com recursos financeiros ou quando a
07:26mãe entra numa fila de espera muito longo. Então, o aplicativo UNI, ele vem otimizar.
07:30Eu consigo baixar ele e fazer o rastreio de sinais de TEA, TDAH. Não é laudado, eu preciso
07:37ir no médico, mas enquanto eu tô na fila do médico, eu consigo ver os sinais de alerta
07:41e estimular as habilidades faltantes. Então, se meu filho tem três anos e ele precisa
07:46estar montando frases de quatro palavras e a escola ou a creche já me alertou, eu consigo
07:51baixar a área da comunicação e ir estimulando em casa. O vídeo, ele veio com base nos meus
07:57estudos em Harvard e numa pesquisa que tem de mestrado que foi feito na África. Lá na África
08:03falta profissionais. Então, qual foi a pesquisa que a gente viu, tanto nesse estudo de Harvard
08:08quanto nessa pesquisa na África? Vídeos e modelações de 10 segundos, 15 segundos
08:12para a mãe olhar, replicar, sem precisar aprender novas habilidades, palavras difíceis
08:18como mando e tato, que é da nossa área, ela consegue olhar o vídeo e replicar em 10 segundos.
08:23Não necessariamente essa criança, ela vai ter um diagnóstico de uma criança atípica,
08:28neurodivergente, né? Possa ser que você percebeu ali que nos dois anos, nos três anos,
08:33ela não atingiu uma média no desenvolvimento que é esperado para essa criança.
08:38criança, aí você começa a estimular essa criança, né? Quando você conseguir ir para
08:44o profissional que vai dar o diagnóstico, né? Que essa fila em média de 8 meses, 1 ano
08:50para uma consulta particular e aí até 2 anos e meio para o SUS, se houver o diagnóstico,
08:56você já começou a estimular ali muito antes, né? Caso o diagnóstico seja negativo, você estimulou
09:02sua criança de outra maneira ou por alguma outra perda, né? Que ela tem, que aí você vai descobrir
09:08de outra maneira. Muito interessante esse aplicativo, né? Acho que tudo que vem para ajudar, né?
09:14Famílias que têm criança atípica é muito válido. Eu queria saber como é que a pessoa faz para ter acesso
09:20a esse aplicativo. Neste mês, ela baixa no Android, mas no próximo mês já vai ter Android e iOS,
09:26mas nesse mês, especificamente, é só Android. Só escrever UNIR, vai baixar e ali já vai fazer o cadastro
09:31e já vai conseguir partir para a anamnese e depois para as estimulações.
09:36Maravilha! Olha, bem importante isso aqui que a gente está falando, tá?
09:40Muito importante esse assunto, né? Mães estão exaustas de cuidar de não só, digo mais, Júlio Dola,
09:47não só mães atípicas não, mães solo, mães às vezes casadas com marido em casa, mas que está cansada
09:53do mesmo jeito, que a sobrecarga é da mulher. Então, é importante essa reflexão aí desse autocuidado, né?
10:00De você ter, estar bem, como ela falou, você ser um mar calmo para que o seu filho possa
10:06navegar com mais tranquilidade. Vanessa, muito obrigada pela sua participação aqui no programa.
10:12Viu sucesso e volte sempre!
10:13Obrigada!
10:15E olha, agora a gente faz um rápido intervalo e daqui a pouco a gente volta falando sobre o que
10:19você,
10:19que é empreendedor e está super endividado, deve fazer para fugir aí do vermelho, para sair do vermelho.
10:27Já, já!
10:37Bem, você de volta e a gente fala agora sobre o super endividamento das microempresas.
10:43Juros altos, falta de capital de giro e finanças misturadas com as contas pessoais empurram
10:49muitos pequenos negócios para o vermelho.
10:51Estou aqui com o contador Paulo de Tarso, que vai explicar para a gente como reorganizar
10:56aí essas finanças e tentar começar a sair dessa situação.
11:01Paulo, bom dia! Tudo bem? Seja bem-vindo!
11:03Olha, 2026 não está para brincadeira para as microempresas, né?
11:06Só os fortes sobrevivendo nesse ano bem difícil.
11:11Bom dia, bom dia, Thaís.
11:13Na realidade, é uma situação que a gente está vivendo desde a pandemia, né,
11:19que a gente já vem sofrendo com alguns setores passando por dificuldades
11:24e agora em função do déficit que não está equacionado do país como um todo,
11:32a gente acaba refletindo no empresário, nas pessoas, em modo geral.
11:39Então, assim, hoje quem paga a maior conta são os pequenos e médios empreendedores, né,
11:45os microempreendedores que sofrem, primeiro, por não ter acesso ao crédito, né?
11:50Você acaba não tendo muita oportunidade de ter acesso ao crédito,
11:53por não ter um faturamento exorbitante, alguma coisa nesse sentido.
11:58Então, isso não só está atingindo também os pequenos, claro que é a grande massa,
12:02mas a gente está vivendo muito aí também, empresas grandes como Marabás, Casa Bahia,
12:08mais de 100 mil empresas entrando em recuperação judicial e extrajudicial.
12:13Então, a taxa de juros alta, ela não estimula ninguém a obter algum tipo de crédito empréstimo
12:20e isso também ocasiona também de quando você toma, você acaba não conseguindo pagar.
12:26Então, dá essa bola de neve, você deixa de pagar imposto, deixa de pagar fornecedor e deixa de pagar e
12:32mistura tudo.
12:35Muitas das microempresas, né, dos pequenos empreendedores, dos MEIs, são empresas familiares?
12:41Ou é a empresa da pessoa sozinha que nunca teve uma orientação sobre administração, sobre finança,
12:48porque realmente é uma questão difícil, né?
12:51E as pessoas misturam tudo numa conta só.
12:55A conta que o cliente paga é a conta que eu pago a escola do menino, que é a conta
12:58que eu vou pagar o imposto.
12:59Como é que primeiro a gente se resolve nessa administração financeira?
13:04É, esse é um ponto bastante importante e eu costumo enfatizar isso muito pelo seguinte.
13:10Desde a reforma trabalhista que houve em 2016 no governo Temer, né, houve uma pejotização muito grande.
13:18Então, assim, encerraram-se muitos contratos de trabalho e as pessoas passaram a empreender,
13:24abrir suas empresas para passar a empreender.
13:26Com isso, não havia uma educação empresarial, não há na realidade, e isso é muito importante a gente tratar aqui,
13:33que é o seguinte, quando você está dentro do seu negócio, onde você tem que separar exatamente,
13:39que o maior conceito é tenta organizar a tua empresa sabendo que faturamento não é lucro, né?
13:45O que você recebe, você sabe que ali você tem que pagar imposto, ali você tem que pagar suas despesas,
13:52o aluguel do escritório, enfim, funcionário quando tiver, e isso tem um reflexo muito grande quando você passa a misturar.
14:01Você paga da empresa o teu combustível, você paga da empresa o colégio dos meninos,
14:08você paga da empresa a feira de casa.
14:10Então, isso acaba causando, na linguagem popular, um rebuíço na tua vida financeira e empresarial
14:18que acaba desorganizando também o teu negócio.
14:21Então, assim, um grande detalhe que não pode deixar faltar é você separar bem o que é da empresa da
14:28empresa
14:28e o que é teu é teu.
14:29Duas contas.
14:30Duas contas completamente separadas.
14:32Duas contas, uma conta PJ da empresa e uma conta pessoa física da pessoa, né?
14:37Que ela vai administrar ali as contas do dia a dia, primeira coisa, né?
14:41As pessoas que já estão endividadas.
14:43Muita gente pegou Pronamp nesses últimos anos, né?
14:47Muita gente tá pagando ali uma prestação mensal de dívida.
14:51Tem como negociar essas dívidas que estão com juros altos?
14:54A pessoa atrasou três, quatro, cinco, seis parcelas.
14:57É possível negociar e de que maneira?
14:59É, o governo às vezes estimula quem tá devendo tributos ou quem tá super endividado, né?
15:06Há um estímulo de diminuição de juros e multas nunca do valor principal, né?
15:12Em alguns casos, principalmente dívida bancária, que há uma renegociação junto ao banco.
15:21Esse, assim, o empresário tem mania de dizer que é melhor dever ao banco do que dever a outros.
15:29Tem uma certa lógica, mas não é o mais indicado.
15:33Porque o banco, em algum momento, vai querer receber.
15:35E acaba abrindo mão de alguns valores ali envolvidos.
15:40Nessa questão do PRONAMP, muita gente pegou pra troca de carro.
15:44Muita gente pegou pra um uso pessoal e esqueceu...
15:48Do capital de giro da empresa, né?
15:50Do capital de giro da empresa.
15:51Então, assim, uma das dicas fundamentais, nesse caso, que você já está dentro desse dado estatístico
15:57de mais de nove milhões de empresas estão em situação de inadimplência severa, né?
16:03O que é importante dizer.
16:04Então, assim, dentro desse contexto, é importante que, ao renegociar, cuidado com a pegadinha.
16:11Porque algumas renegociações, se você não botar na ponta do lápis,
16:16você pode estar pagando três vezes aquilo que você está devendo.
16:19Nossa!
16:20É importante isso.
16:21A pessoa, o banco vai lá e baixa a parcela e tu fica,
16:24eita, vou pagar mil reais agora de parcela.
16:25Mas mil reais em 96 meses, né?
16:29A pessoa nem se dá conta, acha que diminuiu ali a parcela, tem que fazer essa conta, né?
16:34Mas existe alguma maneira, assim, porque a gente vai pro banco, né?
16:39O banco, ele ali, ele bota a negociação que ele quer, né?
16:41Existe alguma maneira de levar pro PROCON, de levar pra alguma coisa assim,
16:45pra ter essa negociação que seja justa pra ambas, tanto pra empresa quanto pro banco?
16:51É, nesse caso, quando a gente tem que utilizar um serviço do PROCON ou alguma,
16:56tem que saber se tem alguma situação de juros abusivos naquela questão, né?
17:01Não havendo, independentemente, depende muito também do contrato que você assinou.
17:06Sim.
17:06Naturalmente, você recebe aqueles contratos de banco, com aquelas letrinhas mil dicas.
17:10É.
17:10Eu não conheço um que tenha lido aquele contrato.
17:13Mas, assim, é importante isso, você ler, pra saber se você, efetivamente,
17:17tá concordando, de fato, com aquilo.
17:19Tá entendendo?
17:19Então, assim, às vezes, o fato de você estar assinando e não, verificando se tem
17:27ou não alguma questão de juros abusivos, que acontece em alguns casos de contrato
17:33de empréstimo, financiamento, ou a compra de um carro, uma renegociação.
17:38Existe essa questão.
17:39Então, assim, o PROCON ou algum advogado, alguma questão nesse sentido do consumo,
17:48nesse caso específico, pode avaliar junto com um profissional de finanças, um contador,
17:54pra saber se ali tem ou não juros abusivos que você tem uma condição de melhorar aquela sua parcela, né?
18:01Mas, assim, o que a gente costuma dizer e costuma orientar é, na maioria dos casos,
18:07pega tudo que, efetivamente, você tá devendo ali, vê o que é que você pode negociar,
18:13ou diretamente, ou de alguma forma, que te torne confortável aquela parcela e que caiba.
18:19Antes de tudo, faça um planejamento, se você vai poder pagar aquilo ou não.
18:24Porque não adianta você, na emoção, ir lá e renegociar e dizer, não, eu vou conseguir,
18:30mas numa condição adversa ali na frente, três meses depois, você volta a estaca zero.
18:34Então, assim, a maior sugestão que eu posso dar aqui é, antes de mais nada,
18:40coloca tudo que você tá devendo e começa a equalizar aquilo que tá mais fácil
18:45e que você, de fato, tenha certeza que vai honrar.
18:48A partir daí, você vai ver as coisas mais urgentes, aquilo que pode te prejudicar,
18:53aquilo que pode te conceder, novamente, um acesso ao crédito,
18:56pra que você volte ao jogo, né? Vamos chamar assim.
19:00Então, o melhor caminho que eu posso dizer é, você planeja, antes de tudo,
19:06pra não cair na emoção e acabar se endividando ainda mais.
19:09Ainda mais, né? O sufoco pra situação de muitos microempreendedores, né?
19:14Estão passando por uma situação muito difícil.
19:17Muitas pessoas que foram empreender já foram porque foram demitidas, né?
19:22Não criam mais CLT e tudo, mas chega, vê essa situação no país, né?
19:27Desse recesso aí, da recessão econômica e acabaram se endividando, né?
19:34Com relação a isso.
19:35E imposto? Imposto que tá devendo, né?
19:39O imposto que paga ali a receita.
19:42É possível negociar também?
19:44É possível dividir em parcelas?
19:46Sim.
19:47Hoje, o imposto, a gente costuma dizer que é o dinheiro mais fácil que você pode tomar
19:54e emprestar do governo sem ter que estar pedindo aval de alguém.
19:57Porque você toma decisão, até a reforma tributária, né?
20:00Que muita coisa vai mudar, mas você toma decisão de pagar naquele momento ou não.
20:05E aí você vai...
20:08Porque os juros não são muito altos do imposto.
20:10Não, hoje com a taxa de juros, qualquer...
20:14Hoje com a taxa de juros de 14%, que a gente tá vivendo uma situação totalmente, assim,
20:23que não consegue em função do desequilíbrio financeiro, da balança comercial do nosso
20:29país especificamente, né?
20:30Uma dívida PIB de 82%, uma taxa de juros de 14%.
20:34Então, assim, nesse contexto, o imposto é atualizado pela Selic,
20:38que seria os 14%.
20:40Então, assim, é um juros efetivamente alto.
20:43Mas é um dinheiro que é mais fácil da gente tomar, né?
20:46Por algum momento.
20:47Então, assim, havendo a dívida por mais de dois a três meses, você tem uma condição
20:53a depender do valor da parcela de dividir em até 60 meses.
20:58daquilo que você tá devendo.
20:59Não esquecendo que no outro mês você vai ter imposto.
21:02Novamente, né?
21:03Sobre o imposto corrente do que você vai pagar.
21:05Então, é importante também, antes de tomar essa decisão de não pagar, avaliar se
21:10você também vai ter condições de honrar aquilo.
21:13Olha, imposto, imposto, eu vou dizer, né?
21:16Eu sei que é necessário pro funcionamento do Estado, da coisa pública, mas é a taxa
21:22mais dolorosa de pagar, é o tal do imposto.
21:26Mas, enfim, é isso.
21:27Muito obrigada, Paulo, pela sua participação aqui no programa, pelos esclarecimentos.
21:32Eu que agradeço, Thais.
21:34E, olha, obrigada pelo carinho da sua audiência.
21:36Eu te espero amanhã, aqui na TV Tribuna, às 8h35 da manhã, hein?
21:41Cheiro!

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