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  • há 5 horas
“Não sou terrorista, sou apenas jornalista”: fazer jornalismo sobre a Rússia e Bielorrússia no exílio

Alina Koushyk e Maxim Katz, dois jornalistas da oposição a viver no exílio após fugirem, respetivamente, da Bielorrússia e da Rússia, explicam como prosseguem o seu trabalho a partir do estrangeiro.

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Transcrição
00:00Alina Koshik e Máxim Kats, dois jornalistas de oposição que vivem no Isidu e que fugiram
00:07respectivamente da Bielorrússia e da Rússia, prosseguem o seu trabalho longe de casa.
00:12O regime de Lukashenko classificou Koshik como terrorista e extremista, enquanto Moscou
00:18designou Kats como agente estrangeiro e condenou-o à rebelia a oito anos de prisão.
00:35Koshik é a editora-chefe da Belsat TV, um canal sediado na Polónia que tem como objetivo
00:41transmitir notícias independentes para a vizinha Bielorrússia.
00:45Apesar da distância, Koshik afirma que tenta manter o contato com a Bielorrússia tanto
00:50quanto possível, consultando fontes oficiais, o site das autoridades, mas também canais
00:55do Telegram e do TikTok.
00:57No entanto, não pode entrevistar Bielorrússios por telefone, uma vez que Minsk classificou
01:02a Belsat como uma organização extremista em 2021, com jornalistas e telespectadores
01:08a enfrentarem penas de até sete anos de prisão.
01:11Embora as autoridades russas tenham bloqueado o acesso ao YouTube, este continua acessível
01:16através de uma VPN.
01:18Máxim Kats acredita que esta é a melhor forma de chegar aos telespectadores russos e adaptar
01:23a linguagem é fundamental.
01:49Os jornalistas salientam que é a melhor forma de desconstruir a propaganda de Minsk e de
01:55Moscovo a informar o público com base em factos.
01:58Ambos esperam regressar ao seu país natal um dia.

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