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  • há 2 dias
Esse é o quadro Corrente do Bem do Balanço Geral

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Transcrição
00:01Olá, amiguinho! Para garoto! Começando mais um Corrente do Bem, hoje aqui em Nova Brasília,
00:07Cariacica, e a gente vai contar uma história emocionante. É uma história que fala de amor,
00:11um amor entre um casal, tem um amor entre família também, enfim, é uma história de superação,
00:18tem um incêndio no meio dessa história. Vocês vão ver, gente, que história, tá? E quem escreveu
00:23pra gente foi a Gessiana que tá aqui. Para garota! Maravilhosa! Ela escreveu, mas não é pra ela, não.
00:31Ele é seu primo, no caso, casado com a sua prima, né? Exatamente, ele é casado com a minha prima.
00:35E é o Bira, você tava me contando aqui, parece que é uma figura muito especial.
00:39Ele é uma pessoa maravilhosa, muito conhecida aqui na comunidade, muito gentil.
00:45Sempre ajudou todo mundo, sempre foi aquele tiozão, né? Sempre.
00:48Você fica emocionada quando começa a falar dele, né?
00:51Eu fico emocionada porque ele é a melhor pessoa que eu conheço.
00:56E ele sofre muito, ele vem sofrendo muito com a situação da minha prima.
01:02Ele é muito trabalhador, ele é um exemplo de ser humano.
01:06Antes da surpresa, vamos conhecer mais dessa história.
01:09A professora Sayonara de Souza, de 47 anos, estava feliz e realizada.
01:16Trabalhava com educação infantil, sua grande paixão.
01:19Até que teve dois AVCs e ficou totalmente dependente dos cuidados da família.
01:26Ela vive acamada.
01:27O casal só teve um filho.
01:29Prazer em te conhecer pessoalmente, tá?
01:32Prazer.
01:33Esse aqui é o filhão.
01:34Chega aqui, filhão.
01:35Ó, o filho aqui que mora.
01:36Você mora com seus pais, então, né?
01:37Moro, moro aqui com eles.
01:39É isso, vocês estão enfrentando aí essa batalha, mas juntos, unidos, né?
01:42Com certeza, sempre unidos.
01:44Hoje, né?
01:45Hoje, a renda de vocês, né?
01:47Pelo que eu entendi, teu pai é catador de material reciclado, né?
01:51E vocês contam com a ajuda dos familiares, alguns ajudam.
01:54E você com seu salário de professor, né?
01:56Exatamente.
01:57Assim, é uma renda pouca, né?
01:59Porque ela também, como professora também, mas tem muito, tem muitas outras, empréstimo
02:05que já fez, muitos outros...
02:07Descontos.
02:07Ah, ela era professora.
02:09Ela era professora.
02:09Então, o salário que cai na conta dela não é nem mil reais.
02:13Não é nem mil reais, não sobra nem mil, né?
02:15E aí, fralda, alimentação, remédio.
02:19É quase 500 reais de fralda por mês.
02:22Então, mais remédio, mais muitas outras coisas que tem que comprar pra ela, né?
02:27Comida.
02:28Aquele ali é o Bira?
02:29É o Bira.
02:29Ó o Bira!
02:31Ó o Bira!
02:32Ó o Bira!
02:33Vem cá, deixa eu te dar um abraço, rapaz.
02:36Você tá bem?
02:37Esse é o famoso Bira, então, rapaz?
02:41É o seu Bira, né?
02:42É.
02:42Quem escreveu pra gente é a Gessiana.
02:45Eu chamo ela de Jax, né?
02:46A Gessiana.
02:46Nossa prima.
02:47E ela falou muito bem de você.
02:49Ela falou que você é mais do que um primo, é um irmão.
02:52Que você sempre ajudou muito a família dela.
02:54É padrinho, vocês são compadres, né?
02:57São compadres, né?
02:58Quase, né?
02:58Quase, né, amigas?
02:59Sayonara, madrinha do filho.
03:01E a gente veio aqui contar um pouquinho da história de vocês.
03:04Tudo bem?
03:04Tudo bem.
03:05Tudo bem?
03:06Tudo bem.
03:21E até aquele famoso quebra-garra.
03:23Faz tudo.
03:23Gira em túlio, joga o guarda-roupa fora.
03:26É isso aí que é o meu serviço.
03:27Pra trazer aquela renda, né?
03:28É, por quê?
03:29Pra trazer a renda porque tem ela na situação e eu tenho minha mãe também.
03:32Minha mãe tem diabetes, tem problema cardíaco e é cega.
03:36Aí eu fico com a minha mãe e tem ela também.
03:39Aí sua mãe mora onde?
03:41Minha mãe mora aqui na rua, no mesmo bairro que minha rua atrás lá.
03:44Entendi.
03:44Então você dá assistência lá, dá assistência aqui.
03:46Lá, aqui, entendeu?
03:47O meu filho começou a trabalhar agora, ele não pode.
03:50Você só pode na parte da tarde que ele fica com ela.
03:52E é isso que é a vida da gente.
03:53Eu corri atrás na prefeitura.
03:56Se eu não me engano, deve ter uns oito meses de fralda descartável.
03:59Até hoje eu não tive resposta.
04:01Ambulância pra ela.
04:02Até hoje eu não tive resposta.
04:04Pra levar e trazer pro hospital quando precisa?
04:07É, porque ela não tem, nós não temos condições de descer com ela.
04:10Ela é acamada e ela precisa de marca.
04:12Fisioterapeuta, falaram pra mim dar entrada também.
04:14O senhor também deu entrada e nada?
04:16Nada.
04:16Tem oito meses, só que ela tá ficando, o braço dela tá travado, tá vendo?
04:21Travou, as pernas estavam travadas.
04:23A única solução que nós conseguimos é pagar particular.
04:27Aí vocês imaginem, né?
04:28Eles têm que pagar as contas da casa todas, que você aí sabe.
04:32Energia, água, alimentação, fralda.
04:36A fisioterapeuta são 300 por semana, 4 semanas por mês.
04:39Me ajuda aí que o jornalista precisa fazer conta, não.
04:411.200 reais por mês, gente.
04:44Só com fisioterapia, hein?
04:50Gente, olha só.
04:51E pra completar essa luta toda deles aí, meu Deus do céu,
04:54teve um incêndio aqui nessa casa em janeiro do ano passado.
04:58A gente tem algumas fotos aí, eu tô colocando aí,
05:00o nosso agitor vai colocar pra vocês terem ideia.
05:02Rapaz, foi sinistro esse incêndio, hein?
05:04Foi, foi sinistro.
05:05E você estava em casa?
05:06Eu tava na casa da minha mãe.
05:08Isso era umas 4, 3 e meia, 4 horas da manhã.
05:11Aí me ligaram e eu vim pra cá correndo.
05:14E ela estava aqui, a Sayonara, a sua esposa?
05:16Ela estava aqui.
05:16Estava dentro de casa?
05:17Ela dentro de casa.
05:18E como é que vocês fizeram pra retirá-la?
05:19Meu filho me ligou, aí eu corri aqui, vim aqui, aí nós começamos a jogar água e abafar o fogo,
05:25mas pegou fogo no guarda-roupa, pegou fogo nas roupas, tudo, e nós conseguimos botar ela na varanda.
05:29Sim.
05:30Botamos na varanda ali, aí ela desceu e apagamos o fogo.
05:34Quando o bombeiro chegou, o fogo praticamente já estava tudo apagado, mas já tinha queimado tudo.
05:38E aí vocês perderam um pouco que tinha dentro de casa, né?
05:41Foi, foi, foi.
05:42Geladeira, foi fogão, guarda-roupa, cama.
05:47O forro, a gente está vendo que perdeu o forro todo, teve que tirar.
05:50Essas telhas estão todas assim, eu não sei nem como é que fala, mas o fogo foi tão quente que
05:55elas se contorceram.
06:00Hoje, seu Bira, qual seria a principal necessidade de vocês, assim, aquela coisa que iria ajudar?
06:06Claro, fralda, pelo que eu entendi, a questão da alimentação, claro, se puder, né, ter uma cesta básica aí boa,
06:13uma compra boa para vocês ficarem um tempo tranquilo, né?
06:16É.
06:17O que puder, né, na verdade.
06:18O que puder, o que puder, na verdade.
06:20Ela está precisando de fazer um tratamento dentário, que a gente não tem condições e não tem locomoção para levá
06:25-la.
06:25Sim, sim.
06:26Então, a gente precisa resolver essa questão com a prefeitura, porque ele já deu entrada lá até agora nada.
06:32Três pedidos até hoje.
06:34Com todo o respeito, tá, gente?
06:35Mas se isso aqui não é necessidade, eu não sei o que que é.
06:38Então, você vê que ele fez toda a solicitação corretamente.
06:42E aí, ninguém te ligou até agora.
06:43Ninguém ligou.
06:43Quando o senhor procura também, eles falam, ah, tem que esperar.
06:46É, que é aquele detalhe, você vai procurar, fica naquele jogo de empurra e empurra e eu não posso.
06:51Eu não tenho tempo para ficar procurando, entendeu?
06:54A história já foi contada.
06:57Tem muita lágrima, sofrimento, mas já está na hora de mudar o rumo dessa prosa, né?
07:02Segura aí, que tem um super-herói chegando.

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