- há 19 horas
Entrevista com Fábio Junger
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NotíciasTranscrição
00:00Começa agora, na Pan News, Vitória, Valores, com Edu Copernic.
00:07Olá, seja muito bem-vindo ao programa Valores, um espaço de discussão sobre o desenvolvimento do Espírito Santo,
00:14sobre como pensam os principais agentes que movem a nossa economia.
00:19E nada melhor para a economia do que a união de esforços, pelo menos, esse é o princípio e o
00:24pensamento que permeia a associação dos empresários da serra.
00:28E a Asis tem planos audaciosos para os próximos dois anos.
00:32Entre eles, chegaram aos 600 associados entre empresas de todos os portes.
00:38Hoje, nomes de peso fazem parte da associação, como empresas dos setores como metalurgia, siderurgia, até serviços e indústrias de
00:48transformação.
00:49ArcelorMittal, Vale, Viminas, Biancogrez estão no grupo,
00:54que também conta com um hub de inovação, sediado dentro da casa do empresário, em conjunto com a rede empresarial
01:01Espírito Santo em Ação.
01:03E à frente da Asis, com a missão de alcançar objetivos comuns, está o Fábio Junger,
01:09nascido e criado em Jacaraípe, formado em administração e pós-graduado em gestão empresarial,
01:15aos 21 anos, começou a trabalhar na empresa da família.
01:19Atualmente, é CEO do grupo Emec, com negócios em serviços, incorporações e também no agro.
01:26Fábio, seja muito bem-vindo ao programa Valores.
01:29Obrigado, Edu. Satisfação estar aqui com vocês, falando um pouco da Asis.
01:32Legal.
01:33Fábio, como é que é o ambiente para empreender na serra hoje?
01:36É diferente do restante do estado? Como é que a serra é diferente?
01:39O município da serra é um ambiente de negócios muito favorável.
01:46Temos hoje facilidade na emissão de licenças ambientais, licenças de implantação de um novo negócio.
01:54Isso veio de uma reforma com apoio da Asis junto à Prefeitura,
01:58que trouxe uma fusão de secretarias de desenvolvimento urbano com a de meio ambiente.
02:04Facilita bastante isso.
02:05A serra hoje é o município que mais polos empresariais tem aqui no estado.
02:11Hoje temos mais de nove polos empresariais aptos a receber qualquer tipo de empresa.
02:17Temos uma diversificação muito grande, como você disse na sua abertura,
02:21de negócios na serra, na área de turismo, serviços, indústrias, logística, o agro.
02:30Então, em todos esses ambientes, todos esses segmentos, tem oportunidade de negócio.
02:36Que grandes empresas estão na serra. E a grana, o dinheiro, está na serra, né?
02:39Está na serra. Está na serra.
02:41Temos aí a Vale, a Arcelor, como você disse, a Bianco Grace, Forte Leve,
02:47entre várias outras empresas aqui de grande porte, com grande capacidade de geração de emprego e renda.
02:53O grande parte do PIB do Espírito Santo está na serra, né?
02:58Não é pouca coisa.
02:58Não é pouca coisa. Tem uma centralização grande aí no município da serra.
03:02Legal. O Fábio, existe um segmento mais promissor ou mais associado à vocação da serra?
03:08Você identifica um segmento?
03:10Como eu disse, a serra tem esse diferencial dos demais municípios.
03:14Ela tem uma diversificação muito grande.
03:16Então, eleger um segmento só seria muito de petulância minha aqui querer falar de um segmento único.
03:26Tem um ambiente de...
03:31Mas aí você falou que são vários segmentos, né?
03:36A gente recebe aqui muita gente no Valores que cita alguns segmentos como muito promissores.
03:41Por exemplo, logística.
03:43A construção de galpões logísticos para abrigar o movimento que vem dos portos.
03:49Um futuro breve que vai ter o porto da Imetame, que vai fazer uma movimentação diferente.
03:53Então, muita gente já está mirando isso.
03:55Muita gente fala de turismo também.
03:57Você citou o turismo.
03:58Você acha que são dois segmentos para ficar de olho na serra?
04:01Como é que a serra está se movimentando em relação a isso?
04:03Essa facilidade que eu te disse de licenças para implantação conta muito para essa questão de logística.
04:12Como é que isso faz diferença?
04:13Todo mundo fala de licença ambiental, licenciamento é um problema, demora muito.
04:17A burocracia, de um modo geral, é um problema em todo o Brasil, né?
04:21E a serra realmente fez o dever de casa quanto a isso.
04:24Hoje temos processos aí de licenciamentos, até de autolicenciamentos para alguns setores.
04:29Por exemplo, hoje é digitalizado os processos, vários online.
04:35E tem uma redução considerável entre o pedido de licença e a concessão da licença para a implantação.
04:43Isso faz toda a diferença num setor como o de logística, que depende de construção rápida.
04:50Já tem essa particularidade de ser uma construção rápida para poder atender de imediato aí a sua demanda, né?
04:55E como é que você vê esses dois setores, logística e turismo, na serra?
04:59Logística é um... nós viemos crescendo cada vez mais na logística.
05:03Acredito que hoje somos o município que tem uma maior metragem quadrada de galpões logísticos à disposição.
05:13Temos espaços nesses polos empresariais que eu citei anteriormente.
05:19Então, temos toda a capacidade aí de crescer nesse setor.
05:24Somos vizinhos da capital Vitória, do porto de Vitória.
05:28Como você disse, o porto Imetame saindo também, estamos no meio ali, sem dúvida nenhuma.
05:33Vamos trabalhar para ser um corredor logístico para atender a demanda desse porto.
05:42Tem uma expectativa grande para ele.
05:43Tem uma expectativa grande.
05:44Nossa proximidade com a capital nos faz...
05:47A proximidade com a capital e a capacidade de espaço físico para poder crescer.
05:52Então, temos toda a capacidade aí de receber.
05:55Eu acho que a logística vem crescendo, vai crescer ainda mais.
05:59O turismo.
06:00Temos o turismo de business, de negócios, que a cidade, pelo crescimento dela, ela vem comportando cada vez mais.
06:08E temos o turismo de aventura.
06:11A serra tem lagoas maravilhosas, tem o mestre Álvaro, tem vários espaços aí a ser explorados no turismo de aventura,
06:21no agroturismo.
06:23Então, tem muita coisa a ser desenvolvida aí ainda.
06:26Legal.
06:26E o que o empresário da serra tem de diferente dos demais empresários?
06:31Não só o empresário da serra, mas o empresário que escolhe a serra para empreender.
06:35Eu não diria diferente, mas o empresariado da serra tem uma cultura que eu poderia destacar aí, que é de
06:44resiliência e de busca por inovação.
06:47Nós sabemos das nossas limitações, se comparada a grandes centros, como São Paulo.
06:54E isso fez com que o empresariado da serra buscasse desenvolver, desenvolver uma cultura de inovação, uma cultura de processos,
07:04que faz toda a diferença na hora da competitividade.
07:08Você assumiu a empresa da família, acabou diversificando os negócios, hoje está em pelo menos três áreas diferentes.
07:14E como é que você faz para conciliar as empresas, as suas empresas, a empresa da família, com a atividade
07:21da ASSIS?
07:22Esse é um trabalho conjunto que a gente, na sociedade, a disponibilidade de tempo para o associativismo, para se doar
07:31um pouco para uma causa, ela tem que ser compartilhada aí com toda a nossa equipe.
07:37Então, hoje eu tiro algumas horas da semana para poder dar essa atenção para a ASSIS.
07:42Tem uma diretoria na ASSIS muito competente, muito forte também, que nos ajuda a desenvolver os projetos planejados aí para
07:51os próximos dois anos.
07:52E o mais importante, a ASSIS também, ela tem uma cultura de passagem de bastão.
08:00Então, eu não vou deixar tudo pronto aí na ASSIS, como eu também, o que me antecedeu não deixou tudo
08:06pronto, e a gente vai dando continuidade no trabalho um do outro,
08:11criando novas para outros, dando continuidade depois, e a gente conseguir alcançar um resultado lá na frente.
08:18Agora mesmo eu tenho alcançado alguns resultados nessa parte de inovação mesmo, que começou há dois mandatos atrás, e a
08:23gente foi dando continuidade aí.
08:25Que resultados são esses?
08:26Exatamente.
08:27Que resultados são esses?
08:28Ah, o resultado é o da inovação.
08:31Nós temos hoje uma diretoria de inovação, fazemos parte do Inova Serra, que é um hub apoiado pela Prefeitura da
08:37Serra,
08:38apoiado pela educação por algumas empresas de educação do Estado, como a UCL.
08:46Temos o próprio IFES Federal participando com a gente também desse hub de inovação.
08:51E, como eu disse, faz toda a diferença aí para a gente buscar a competitividade do empresariado aí.
08:57Legal, Fábio.
08:58Temos alguns quadros aqui no programa Valores.
09:00Vamos ao primeiro dele, o quadro Dica de Valor.
09:04Dica de Valor.
09:08Fábio, na sua opinião, qual investimento tende a dar o melhor retorno aqui no Estado?
09:14Pode falar aí, pode liberar aí.
09:16Deixa eu pensar aqui.
09:18Qual o investimento que tende a dar o melhor resultado aqui no Estado?
09:26Eu acho que nós temos uma pegada forte aí nessa área de logística, metal mecânica,
09:32as empresas de transformações aí que dependem da indústria de metal mecânica.
09:37O agro é uma realidade hoje, pequenas propriedades estão conseguindo ter uma rentabilidade através de tecnologia e de inovação também,
09:51que trazem ela para um novo cenário que não familiar apenas, mesmo não tendo grandes extensões de terra.
09:59Então, eu acho que nós estamos prontos para uma diversificação, como eu já disse,
10:04uma diversificação de segmentos aí que nós temos capacidade e conhecimento para se desenvolver.
10:13Legal.
10:13Fábio, quais são os maiores obstáculos hoje?
10:16Quais são as maiores dores do empresário?
10:19Não só da serra, mas também do Espírito Santo.
10:22As nossas dores, nossos obstáculos, eu acho que é de um modo geral do Brasil todo, né?
10:27É a burocracia, é a carga tributária elevada e complexa, é a falta de recursos financeiros,
10:37há taxas convidativas para o crescimento.
10:40Está faltando isso, senhor Sérgio?
10:41Está faltando isso, está faltando muito isso, financiamento, né?
10:44Nós estamos aí com uma, mesmo de anos aí, sem uma nova, novos apoios aí para um segmento em geral,
10:51né?
10:51Alguns segmentos concentrados aí possuem essa, alguma linha mais específica e mais competitiva aí.
11:01Você acha que tinha que ter para todo mundo?
11:02Ah, sem dúvida nenhuma, né?
11:04Sem dúvida nenhuma faz falta esse dinheiro, os bancos, as estatais aí já tiveram um papel fundamental
11:10em várias fases da nossa história do empreendedorismo no Brasil e, ultimamente, nós estamos sem essas linhas aí que nos
11:20ajudam a crescer.
11:22Pegando esse gancho, o que você acha que a ASES, a Associação ou empresários associados podem fazer para ajudar a
11:29resolver esses problemas?
11:31E o que a ASES tem feito? Que pleitos tem tentado, conseguido, negociado?
11:36A gente tem sido a voz do empresário junto aos governadores, aos governantes do nosso estado.
11:45O governador Renato Casagrande, o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, tem sido, tem tido uma proximidade muito grande com a
11:52gente, buscando.
11:53Eles sabem que o setor empresarial é o que desenvolve emprego, é o que desenvolve riqueza, que desenvolve renda.
12:01E a gente tem conseguido ter uma troca de expectativas, de experiências muito grande nessa pegada.
12:12Estamos participando agora do planejamento estratégico da Serra, estamos desenvolvendo o planejamento estratégico em uma coordenação junto com a Prefeitura,
12:19pensando a Serra em 2024 a 2044.
12:2420 anos.
12:2520 anos, não podemos não programar esse crescimento, senão ele vem de forma desorganizada, vem de forma desordenada.
12:35A responsabilidade, a gente preza pela responsabilidade do município em si, não só do gestor que ali está hoje.
12:43Por isso, essa coordenação da Asas, apresentando um planejamento e tendo a Serra como parceira desse setor, o atual governo
12:54como parceiro,
12:55mas num dever de casa que vai ficar aí para os próximos gestores também.
12:59E como é que é essa interlocução?
13:01Como é que é a recepção da classe empresarial em relação ao governo municipal, governo estadual?
13:06Como é que é isso?
13:07É muito boa. Hoje está muito boa. Hoje está muito boa. A Prefeitura da Serra vem desenvolvendo alguns projetos de
13:17infraestrutura no município,
13:19sempre escutando a Asas, do que precisa, do que não precisa.
13:23Temos conseguido colocar alguns projetos de lei na Câmara da Serra que beneficiam a ambiência empresarial no município.
13:32Temos tido participação do governo do Estado nos nossos canegues, nos nossos cafés da manhã, exatamente, debatendo essas nossas necessidades.
13:41É uma característica da Asas, isso, né?
13:43É uma característica da Asas.
13:44Como é que funciona?
13:45O café da manhã, ele é uma vez por mês, quase sempre nas quartas-feiras, de início de mês, na
13:52primeira dezena do mês.
13:54Agora, a próxima nossa é no dia 8 do 5, estão todos convidados.
13:59Aonde a gente consegue juntar o empresariado, sempre temos convidados, seja do setor público, do setor empresarial mesmo, do setor
14:09tributário, jurídico,
14:11para que a gente debata uma dor, uma solução do empresariado e faça aquele network que é saudável no ambiente.
14:21Na prática, dá resultado?
14:22Muito resultado, muito resultado.
14:24É onde a gente consegue parar um tempinho, sair de dentro das nossas empresas, dos nossos problemas e compartilhar ali
14:33juntos, em duas horas de café da manhã,
14:36e compartilhar, buscar uma solução, buscar uma experiência que o outro viveu, que é muito parecida com a nossa.
14:43O empresariado tem essa característica, né?
14:45Os problemas, as soluções, independente do tipo de empresa, elas são muito parecidas.
14:50E a gente tem conseguido fazer isso com... nós estamos indo para o canegue de número 215.
14:56Bastante coisa já, né?
14:57Bastante coisa. Então, é uma marca de sucesso aí da ASES.
15:01Ô, Fábio, qual o papel da Associação para o Desenvolvimento Econômico do Estado e da Serra?
15:07O papel da ASES é de ser a voz do empresariado, junto aos governadores, junto ao governo, junto ao município.
15:18Estamos participando desse planejamento estratégico, que eu já citei aqui, onde vamos planejar as necessidades da ambiência empresarial aí para
15:28os próximos 20 anos,
15:30com a participação exatamente do setor que demanda.
15:34Temos feito, temos nosso planejamento aí, feito alguns encontros de treinamento para equipes empresariais, para...
15:44Treinamento voltado para o empresário.
15:46Treinamento voltado para o empresário.
15:48Quanto à economia, temos discutido aí as mudanças da reforma tributária, trazendo apoio jurídico, apoio tributário,
15:59para que a gente esteja preparado para esses novos tempos que virão aí.
16:05Exatamente.
16:05Ô, Fábio, tem dinheiro no município para investir?
16:09Tem dinheiro nos bancos para dar invasão ao que o empresário precisa na Serra hoje?
16:18A questão de recursos hoje bancários estão escassos, estão caras.
16:26Para um segmento aí, um tamanho de empresário, do médio para o grande empresário.
16:33Tem muito desses lá na Serra, né?
16:34Tem muito desses.
16:36Tem mudado a cultura desse empresariado também na busca desses recursos.
16:43Antigamente se buscava um banco de desenvolvimento, um banco de fomento.
16:49E hoje se fala muito em fundos de investimentos, buscar parceria junto com fundos de investimentos,
16:57com sociedades, com trocas de ações, para poder desenvolver isso.
17:03Isso já está acontecendo na Serra?
17:04Isso já está acontecendo.
17:05Está acontecendo na Serra como no Brasil, de modo geral.
17:07Mas aí a ASIS tem um movimento de trazer esses fundos de investimentos para conversar, né?
17:12Como é que está isso?
17:13A ASIS tem tentado trabalhar sempre com um elo de ligação, trazendo o problema, a demanda do empresário e a
17:22solução.
17:23Então a gente tem funcionado como esse elo.
17:26Estamos iniciando essas conversas com alguns fundos para poder conseguir desenvolver isso aí e trazer para o empresariado.
17:34E o que deixa as empresas da Serra atraentes para fundos de investimento?
17:39Eu acho que é a segurança, é a capacidade de implantar um projeto de forma rápida,
17:48a segurança da ambiência empresarial no município de uma forma geral
17:54e o histórico que nós já temos aí das grandes empresas, das grandes indústrias que fazem parte do nosso histórico
18:02de empresários, né?
18:05Legal. Fábio, vamos ao quadro Valores Inegociáveis.
18:14Quais são os valores que um executivo precisa sustentar independente do momento, Fábio?
18:21Eu acredito sempre na ética, capacidade de manter a sua ética, de manter a sua resiliência a qualquer caminho que
18:31não seja o caminho apoiado pelas boas condutas.
18:37Acho que esse é o principal.
18:39Não dá para abrir mão.
18:40Esse não dá para abrir mão.
18:43E essa capacidade de inovar, capacidade de pensar o seu negócio, de adequar o seu negócio para a realidade atual.
18:53A vida empresarial é uma vida dinâmica de mudanças, de necessidade de mudanças, de caminhos a toda hora.
19:01E quem está apoiando, pensando e fazendo do seu dia a dia a inovação como uma ferramenta tem conseguido superar
19:12esses desafios.
19:14Fábio, a segurança pública assusta o empreendedor da Serra.
19:18A gente sabe que a Serra passou por momentos muito difíceis.
19:23Isso pode ser um fator preponderante na hora de investir na Serra.
19:27E qual o papel da ASIS em relação à segurança, em relação a esse debate da segurança no município?
19:34O problema da segurança é um problema social.
19:37É um problema social, acreditamos nisso, em todo o Brasil.
19:41A Serra já esteve numa colocação desconfortável no ranking estadual e até no ranking nacional.
19:50Vem fazendo o seu dever de casa, vem tendo um apoio não só no combate corretivo, mas também no preventivo.
20:05O empresariado da Serra sabe da sua responsabilidade com isso, através de apoios a trabalhos sociais, junto às comunidades locais.
20:17Temos conseguido como associação o apoio da polícia militar, da polícia civil, em projetos, em ações pontuais para poder diminuir
20:29essa insegurança.
20:31Mas eu acredito que o ambiente hoje do município, num quadro estadual, ela está bem confortável, bem apta ao recebimento
20:44de novos empresários.
20:45Você acha que a atuação do empresariado tem feito diferença em relação à segurança no município?
20:50Acredito que sim.
20:51Acredito que sim.
20:51De que forma?
20:51Através de projetos sociais. O problema de segurança é um problema social.
20:57E os empresários, de um modo geral, têm colocado no seu dever social o apoio a comunidades locais, como eu
21:09falei, a projetos sociais que desenvolvam ser humanos melhores,
21:16que desenvolvem uma comunidade melhor. E eu acho que a gente está colhendo o fruto disso, sim.
21:21Fábio, vamos a um pequeno intervalo agora no programa Valores. Daqui a pouquinho a gente volta com mais informações e
21:28com mais o Fábio Junge, presidente da Asis.
21:32Não sai daí, a gente já volta.
21:46Estamos de volta com o programa Valores, que hoje recebe aqui o empresário Fábio Junge, presidente da Associação dos Empresários
21:53da Serra.
21:55Fábio, a gente já falou mais ou menos ao longo da entrevista, mas o empresário teme a reforma tributária?
22:03Eu acho que todo brasileiro que empreende teme um pouco dessa reforma tributária.
22:07Teme o que vem por aí, né?
22:08O que vem por aí. Eu acho que nós estamos exatamente numa lacuna aí entre a reforma em si e
22:16as dúvidas.
22:18Eu acho também quando mostrar o caminho certo, a gente vai conseguir se estruturar para segui-lo.
22:26A reforma tributária é uma reforma que vai ter aí até 2032, nesse processo de transição entre a atual e
22:35a outra.
22:35Se a gente conseguir nessa reforma simplificar o processo, que é o grande... a gente sonha com uma redução de
22:42carga tributária aí, mas não acredito que não seja dessa vez ainda.
22:46Pelo menos no primeiro momento não.
22:47Nesse primeiro momento. Mas só de simplificar o processo, ele seria muito bem-vindo.
22:53Vamos estar acompanhando de perto, vamos estar apoiando aí o empresariado a buscar respostas para que ele possa se capacitar
23:02e se preparar para essa reforma.
23:04E como é que a ASS está se preparando para apoiar o empresário?
23:08Tem um movimento dentro da ASS para isso?
23:10Tem um movimento. A ASS está preocupada principalmente com pequeno e médio empresário, esse que tem maior dificuldade de buscar
23:19uma consulta, uma consultoria jurídica e tributária aí.
23:23Fica mais caro para ele.
23:24Fica mais caro para ele, fica mais difícil de se estruturar para receber esse apoio.
23:33Então a ASS tem pensado nessa classe empresarial através de apoio jurídico, apoio tributário aí para poder dirimir essas dúvidas
23:45deles.
23:45Legal. E a associação em si, ela já está se movimentando em relação à reforma tributária?
23:54Porque a gente vê que agora começa a fase das regulamentações.
23:59Cada setor vai ter uma regulamentação diferente. Como é que a ASS vai acompanhar isso? Tem que ser em cima
24:05do lance, né?
24:05Tem que ser em cima do lance. Estamos acompanhando já de perto.
24:09Temos feito também um dever de casa. Estamos com apoio das federações, do FINDES, da FEComércio,
24:18para que a gente possa juntar um time de força aí para poder ter voz nesse cenário nacional também nessa
24:26discussão.
24:26Pode ser uma ameaça para esse empresário que está na serra hoje, a reforma tributária?
24:30Eu acredito que não. Ameaça não. Sem dúvida nenhuma, há uma necessidade de adequação.
24:38Mas ameaça a ponto de tirá-lo do mercado, eu acredito que não.
24:43Acredito que isso vai ser pensado, vai ser discutido.
24:46Nós temos um longo dever de casa para ser feito aí no acompanhamento disso aí
24:51e nos fazer escutar lá para que isso não ocorra. Mas eu não temeria isso, não.
24:57Legal. Vamos ao nosso próximo quadro do programa, o quadro Busca de Valores.
25:03Busca de Valores.
25:06O Fábio, na sua opinião, o que a dinâmica atual do mercado exige de profissionais bem-sucedidos?
25:15Exige uma qualificação de mercado, exige uma capacidade de buscar informações, de buscar...
25:31Você acha que a informação faz diferença para o empresário?
25:33Sem dúvida nenhuma. Informação, eu acho que seria o maior ativo hoje do empresário, seria informações.
25:38Por que, Fábio?
25:39Exatamente por aquilo que eu falei, a vida empresarial, de um modo geral, o exercício do empresariado, da vida empresarial,
25:50ela é de constante necessidade, de constante mudança de rumo.
25:59E através da informação, você se preparando antes, você se preparando para onde você pode ir, para onde não deve
26:05ir,
26:05e, sem dúvida nenhuma, faz toda a diferença entre a ação por tentativa e a ação por informação.
26:16E aí, você já tem...
26:17Na verdade, você consegue proporcionar uns atalhos aí nesse meio caminho.
26:21Exatamente. Os atalhos, se preparar melhor, saber qual o caminho que você tem que seguir,
26:27pelo menos que já foi testado por outros,
26:30para que você não tenha que passar pela experiência de errar primeiro para depois empreender de forma correta.
26:36Com certeza. Isso aí pelo lado do empresário.
26:38E pelo lado do funcionário, do trabalhador, você acha que tem mão de obra disponível na serra?
26:44E o que a associação dos empresários tem feito para manter esse fluxo de pessoas qualificadas no mercado?
26:52O problema de mão de obra é um problema mundial.
26:55Achei até que fosse nacional, mas conversando com empresários de outras partes do mundo aí,
27:01é um problema mundial.
27:02Há uma nova geração aí que pensa em algumas máximas que não a do trabalho.
27:14Se preocupa mais com qualidade de vida, se preocupa mais com imediatismo,
27:21e isso tem refletido nos cargos, na ocupação dos cargos que estão sendo disponibilizados.
27:29Entendeu?
27:30Então, hoje nós temos um problema que não é só de mão de obra qualificada.
27:34A mão de obra também, chamada chão de fábrica, tem tido uma rotatividade muito grande.
27:41E isso nos preocupa.
27:43É necessário planos de ações para isso.
27:48Temos buscado alguns apoios junto a instituições de educação do município,
27:55para que a gente possa debater, capacitar essa mão de obra, mudar essa cultura,
28:02mostrando que o trabalho inobrece, que o trabalho é fundamental para o crescimento de uma família,
28:10para a estruturação de uma família, e temos feito esse trabalho junto a esses departamentos de educação aí,
28:19para poder nos ajudar com isso.
28:20Esse é um trabalho que a ASIS já está fazendo?
28:23Isso é um papel da ASIS, você acha?
28:24É um trabalho de todos, mas que faz parte, como eu disse, a ASIS é a voz do empresário.
28:31Então, coisas que estão sendo feitas dentro de algumas empresas, também reflete na ASIS,
28:38e nós estamos fazendo isso aí, está no nosso planejamento dos próximos dois anos de gestão da ASIS,
28:46conseguir desenvolver esse trabalho de forma que a gente consiga multiplicar a mão de obra na serra.
28:54Tem vaga.
28:55Tem vaga, tem vaga. Tem sempre vaga.
28:57A vaga, a vaga, nós estamos pensando nos dois setores aí,
29:03esse chão de fábrica com essa mudança da cultura,
29:06e a mão de obra qualificada, buscando sempre a qualificação desse profissional,
29:13através também de treinamentos, de gestão de modo geral.
29:16Não é só oferecer um salário melhor, Fábio?
29:19Não, não é. Hoje, os estudos mostram isso hoje, que o salário sempre é um diferencial,
29:27mas essa geração está preocupada com outras questões que não é só o salário, entendeu?
29:37Como eu disse aí, qualidade de vida, a ambiência que ele está vivendo,
29:42é muito do imediatismo também, então o salário em si só não está sendo suficiente para poder manter essa mão
29:51de obra.
29:52E você acha que, além de fornecer esse treinamento, além de qualificar melhor,
29:58você acha que o empresário, como é que você acha que o empresário se movimenta para adaptar
30:03a realidade da fábrica dele, do negócio dele, a essa realidade da mão de obra?
30:08Você acha que o empresário está mudando também? A empresa está ficando com a cara diferente?
30:11Sem dúvida. A empresa está buscando, através da inovação que nós já falamos aqui,
30:16a mecanização dos seus processos, para que ela possa diminuir a necessidade daquela mão de obra.
30:25A mão de obra, você diminui num setor, acaba demandando em outros setores, em outros segmentos,
30:31então eu não vejo a mecanização como a eliminação da mão de obra.
30:37Ela se adequa em outros segmentos, em outros setores, entendeu?
30:43Mas o empresariado tem se preocupado com isso através,
30:45tem investido nessa questão de mecanização e inovação aí,
30:50para fazer com menos pessoas, conseguir fazer mais,
30:53com mecanização, ocupar algumas linhas de produção,
30:59que antigamente eram feitas de forma manual,
31:01até na busca da competitividade, né?
31:05Mas o fator humano, por enquanto, é insubstituível?
31:08O fator humano, eu acredito que vai ser sempre substituível, né?
31:12Ele vai haver uma recolocação aí no decorrer do tempo,
31:16nós estamos vivendo aí a fase da inteligência artificial,
31:20melhora muito, mas até para a inteligência artificial,
31:24você tem que fazer a pergunta de forma correta, né?
31:26Então você depende da mão de obra para isso.
31:29O empresário da Serra já está usando a inteligência artificial?
31:31Já estamos, já estamos usando a inteligência artificial,
31:34é uma ferramenta de inovação aí que faz parte,
31:37da grande parte do empresariado hoje.
31:40E como é que usa a inteligência artificial?
31:43Pois é, a inteligência artificial, você tem que saber usá-la também, né?
31:47Tem que saber utilizá-la.
31:48Ela vem utilizar não para substituir, mas para diminuir o tempo
31:57entre a solução de um problema, a estruturação de um processo.
32:02Então, dessa forma que hoje a inteligência artificial tem sido utilizada.
32:06Muito mais na estruturação e na diminuição de prazo da formação desses processos
32:12do que na substituição completamente da mão de obra.
32:16Fábio, que recado você daria ao empreendedor,
32:20àquele empresário que quer se instalar na Serra?
32:26Venha, venha para a Serra.
32:28A Serra tem uma ambiência muito favorável para o seu empreendimento.
32:33Procure a ASIS para que ela possa te ajudar a servir de elo aí
32:39entre as entidades que podem te ajudar com o planejamento,
32:44com uma estruturação do seu negócio para que você também não entre de forma
32:51apaixonada simplesmente, mas entre estruturado com processos bem pensados
32:58para que você obtenha sucesso aí e saia desses indicadores que nós temos
33:06de empresas que fecham, 76% das empresas abertas fecham no mesmo ano de abertura.
33:11Mas tem que ter um pouquinho de paixão também, né?
33:13Tem que ter muita paixão.
33:14A vida empresarial é uma vida de paixão, né?
33:16Mas a paixão você não pode esquecer da razão também em nada na vida, né?
33:21Tem que saber dividir.
33:22Tem que saber dividir.
33:23Sou apaixonado por aquilo, quero desenvolver.
33:26Aí vai a paixão.
33:27Agora, como fazer, né?
33:30Como, quais são os passos que eu tenho que tomar?
33:32O que eu tenho que me planejar?
33:33Quais as dificuldades que eu vou encontrar?
33:35Isso tem que ser na razão, porque senão a paixão você fica falando sozinho depois.
33:41Vamos para mais um quadro agora, Fábio?
33:43Vamos para o quadro Valores do Futuro.
33:48Valores, Valores de Futuro.
33:51Ô, Fábio, qual o investimento realizado agora que vai dar resultado real no ambiente de negócios daqui a 25 anos?
34:01A Serra tem que pensar e está pensando.
34:03Faz parte do seu planejamento aí de 2000 a 2024.
34:07E o de 2024 que nós estamos desenhando aí para 2044.
34:11A Serra pensa muito em infraestrutura.
34:14A vinda de indústrias, a vinda de empresas para o município, ela demanda esse crescimento viário na Serra.
34:23Ele demanda o pensamento de novos bairros para que esses funcionários morem perto do seu ambiente de trabalho.
34:32Isso demanda escola, isso demanda saúde.
34:37Então, a Serra está pensando, tem pensado em infraestrutura, na sua estruturação dessa infraestrutura,
34:45para que ela seja feita concomitante ao crescimento populacional e ao crescimento empresarial do município.
34:53Você acha que isso já está funcionando?
34:54Porque a gente viu a entrega do contorno do Mestre Álvaro, né?
34:57Melhorou já essa situação?
34:59Melhorou muito. O Mestre Álvaro é um bom exemplo de uma obra que estava planejada nesse planejamento da Serra de
35:072000 a 2024.
35:08Ele foi pensado lá atrás e, graças a Deus, conseguimos executá-la aí num esforço conjunto entre o governo estadual
35:16e o federal.
35:18E é exatamente isso que nós temos que pensar.
35:20Hoje, o novo contorno desafogou as rodovias ali que cortam carapina no município, exatamente dessa frota que passa por dentro
35:36da Serra aqui para seguir outro caminho,
35:38que vem de fora e passa dentro da Serra para seguir outro caminho.
35:41Mas a Serra precisa melhorar, continuar melhorando a sua infraestrutura agora para fazer o escoamento da sua própria produção para
35:50as BRs, BR-262, BR-101 aí, que corta o nosso município.
35:56Qual é o papel do empresário da ASIS na hora de reivindicar e promover essas mudanças de infraestrutura que a
36:06Serra precisa?
36:07O papel é exatamente esse, de, através da associação, se fazer escutar, trazer o que ele pensa, o que a
36:15sua indústria, o seu mercado de atuação vai precisar daqui a alguns anos
36:23e trazer para a discussão presente aqui para que, através desse planejamento que nós estamos fazendo agora, a gente consiga
36:30pautar isso aí no dia a dia dos investimentos a vire.
36:36E como é que essa experiência da ASIS na Serra pode ser transportada para o Estado inteiro?
36:42O que dessa interlocução com os governos, dessa necessidade de infraestrutura, dessa necessidade de planejamento e dessa formação de planejamento,
36:51pensando no futuro,
36:52o que é que essa experiência da associação dos empresários da Serra pode ser transportado para o Estado inteiro?
36:58Acredito que a própria ASIS é um grande modelo de associação que deu certo nos seus 46 anos aí.
37:08Ela foi pioneira nessa união dos empresários através do associativismo.
37:15Isso é um caso, é um case que tem que ser repetido, já vem sendo repetido em alguns municípios,
37:24Vila Velha, Cadeacica, Linhares, Aracruz, tem estruturadas as suas associações de empresários para que busque força,
37:36para que busque uma voz mais atuante aí.
37:39E sem dúvida nenhuma, eu acho que o melhor exemplo que nós temos que exportar para o resto do Estado
37:45é exatamente a desburocratização dos licenciamentos que a Serra promoveu nesses últimos anos.
37:53Isso traz agilidade, isso traz um diferencial competitivo na hora de implantar uma indústria,
37:59porque uma indústria, uma empresa, porque todo mundo começa através de um projeto.
38:10Projeto tem quando e como.
38:14E quando esse quando você fica dependendo de uma burocracia que atrasa as demais fases de um planejamento,
38:27você passa a perder competitividade.
38:30Então a Serra fez esse dever de casa, hoje nós estamos caminhando aí para autolicenciamento,
38:41uma coisa que a gente viu em país de primeiro mundo e que a gente achava que estava longe da
38:44gente,
38:45a gente está caminhando já para alguns segmentos esse autolicenciamento,
38:48onde o empresário se responsabiliza por aquilo que ele está colocando no projeto.
38:55Então acho que esses seriam os melhores fatores a serem exportados para os municípios vizinhos.
39:07Legal.
39:08Ô Fábio, o que que tem do Fábio Junge no comando da ASS?
39:15O que que tem daquele cara que abriu lá a loja de bicicleta quando era moleque ainda,
39:21depois assumiu o negócio da família, depois diversificou,
39:24hoje tem empresas em ramos diferentes.
39:26O que que tem desse Fábio no comando da Associação dos Empresários da Serra?
39:31Eu acredito que o principal Fábio que ali está é o Fábio que está preocupado em entregar,
39:42em ter resultado através de um planejamento bem feito e a execução desse planejamento.
39:49Foi assim que eu balizei a minha vida empresarial aí nos últimos 30 anos,
39:55comecei cedo e usei o planejamento sempre como uma ferramenta balizadora das minhas ações.
40:03Consegui levar isso para a ASS através de uma diretoria muito competente,
40:09muito bem formada, porque também sozinho você não faz nada.
40:15E estou com esse propósito e esse compromisso de entregar, de entregar resultados.
40:21Eu acho que esse é o melhor, é a melhor característica do Fábio aí,
40:26que eu estou tentando implantar e tenho conseguido com sucesso na ASS.
40:31Como presidente da ASS, isso não deixa de ser um cargo político, né?
40:35Você precisa fazer política.
40:37Você acha que a política pode atrapalhar os negócios?
40:41Eu acho que a gente não consegue separar a política do nosso dia a dia.
40:44Ninguém consegue separar a política do dia a dia.
40:47A vida empresarial depende da política.
40:49A ASS é uma entidade apartidária, ela não faz política partidária,
40:57mas a partir do momento que nós temos uma liderança, um gestor ocupando um cargo
41:01numa prefeitura, num governo do Estado, independente de quem for,
41:05nós temos que estar aptos a conversar, a se fazer ouvir, a levar os nossos pleitos,
41:11a apresentar muitas vezes uma mão para ajudá-los na implantação de uma gestão mais moderna
41:23no governo, na prefeitura.
41:26E eu acho que a ASS tem feito isso de forma correta nos decorreres da sua história.
41:33Qual a marca que você quer deixar como gestor de uma entidade tão representativa
41:38no desenvolvimento de negócios do maior município do Estado?
41:42A nossa principal meta no nosso planejamento estratégico é transformar a ASS em autossustentável
41:51para que ela se preocupe muito mais com a causa, muito mais com a sua necessidade de fazer para o
42:00empresário
42:00do que propriamente com a sua permanência financeira para que consiga ficar aberta.
42:13Temos conseguido fazer alguns deveres de casa, estamos com a casa do empresário construída,
42:19pretendemos fazer uma casa de cultura ao lado da nossa casa, da nossa sede.
42:27Estamos querendo fazer a vila do empresário na outra parte de um terreno que nós temos
42:31para trazer secretarias, trazer conselhos, bancos, que já são parceiros do nosso dia a dia
42:40para fazer parte de uma ambiência coletiva, um ecossistema, vamos dizer assim.
42:48Tudo voltado para o negócio.
42:49Tudo voltado para o negócio.
42:50Isso vai gerar receita para a gente, que a gente vai conseguir ter uma autossustentação
42:57da nossa vida associativista.
43:01Outra pegada forte nossa é exatamente na inovação.
43:05É conseguir apoiar o empresariado, ter uma diretoria de inovação dentro da ASSIS,
43:13pensando exatamente nessa expansão e desmistificação do que é a inovação.
43:21Hoje a gente pensa em inovação, pensa muito em startups, né?
43:26Inovação é muito mais do que isso.
43:27Inovação é a mudança de um processo dentro da sua empresa, da forma de fazer,
43:34que traga maior produtividade, menos custo.
43:37Isso já é inovação.
43:38Então, esse seria o principal legado da nossa gestão.
43:48Legal, vamos para o último quadro do programa, o quadro Valor Pessoal.
43:53Valor Pessoal
43:57Ô Fábio, que aspecto da sua vida pessoal é essencial para que você tome as melhores decisões para o futuro?
44:07Eu acho que é ter uma...
44:09Como na vida empresarial a gente precisa ter uma ambiência favorável,
44:14a gente também precisa, na nossa vida particular, ter uma ambiência familiar,
44:21de lazer, de trato com a saúde,
44:27favorável também para que a gente consiga,
44:30sendo um ser humano melhor, tendo paz de espírito,
44:34conseguir desenvolver as etapas aí da vida empresarial.
44:37Tudo funciona melhor.
44:38Tudo funciona melhor.
44:39É um conjunto aí que a gente precisa tocar eles todos juntinhos,
44:43porque se faltar um, acaba trazendo descontrole aí em alguma área.
44:49Legal.
44:49Fábio Junger, presidente da Associação dos Empresários da Serra,
44:52muito obrigado pela sua presença aqui no programa Valores.
44:55Obrigado a você, Edu, estou à disposição aí,
44:57e chamo todos para fazer parte da nossa associação.
45:00Legal.
45:01E a você que nos acompanhou até agora, muito obrigado pela sua companhia,
45:04até a próxima, tchau.
45:08Você ouviu Valores com Edu Copernic.
45:12Até o próximo.
45:13Tchau.