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  • há 2 semanas
Carla Gobi Fabretti, uma jovem comerciante de 25 anos, foi brutalmente assassinada em sua loja na Glória, Vila Velha, onde foi atacada por um suposto cliente. A câmera de segurança do estabelecimento registrou seus últimos momentos de vida, e apesar de ter sido levada ao hospital, não resistiu aos ferimentos. A família, especialmente seu marido […]

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Transcrição
00:00Os dias passam, mas o tempo não é capaz de apagar as lembranças.
00:05O legado que ela deixa para mim é de uma pessoa maravilhosa, a Preta era maravilhosa.
00:10Era uma mãe exemplar, uma esposa, uma mãe, uma filha, quer dizer, ela tinha uma paz no olhar, ela era
00:21tensa, né?
00:23Ela tinha os projetos, ela era uma moça muito visionária, ela sempre queria poder agradar a família dela, o marido
00:33dela.
00:34Heloísa é cunhada de Carla Gobi Fabretti, a jovem comerciante que só tinha 25 anos.
00:39Carla levou várias facadas dentro da própria loja aqui na Glória, em Vila Velha.
00:44Uma câmera do estabelecimento flagrou os últimos minutos de vida da moça, que foi abordada por um suposto cliente.
00:52Em seguida, longe da gravação, ela foi atacada.
00:55A vítima foi levada para o hospital, mas não resistiu.
00:59Oito dias após o crime, a família sofre.
01:03Está difícil retomar a rotina, principalmente para o marido e a filha da vítima, uma menina que tem pouco mais
01:09de dois anos.
01:10Ele está muito abalado ainda, ele não consegue seguir, sabe?
01:17Não consegue fazer as coisas dele, não voltou para o trabalho ainda.
01:21A minha sobrinha está com a irmã da minha cunhada.
01:24Como desde o ocorrido, ela não voltou mais para casa, então talvez na cabecinha dela, a mãe dela esteja em
01:31casa, né?
01:32Mas ela fica muito chorosa, enjoadinha, é assim.
01:37Heloísa, que também trabalha com vendas e perto de onde a cunhada foi assassinada, passou a viver sempre em alerta.
01:45Para sair para trabalhar está muito difícil, porque qualquer pessoa que chega perto de mim, eu já tenho a impressão
01:52de que vai me fazer mal, que vai...
01:54Até porque com ela foi do nada, ela não fez nada para receber o que ela recebeu.
01:59Então eu fico pensando nisso, que qualquer pessoa vai fazer a mesma coisa.
02:03Eu não tenho mais sossego dentro de um ônibus, dentro de um terminal, na rua.
02:08Eu não consigo mais ir para o ponto de ônibus sozinha.
02:10Então, assim, ele destruiu a nossa família.
02:15Só para você ter ideia, essa é a loja que a Carla era sócia, foi assassinada e está assim, ó,
02:22de portas fechadas, uma semana depois da morte desta mulher.
02:27Um alívio para quem amava essa mulher foi a prisão de um Anderson Rodrigues, de 30 anos, apontado pela polícia
02:34como um homem que matou Carla.
02:36Ele saiu do hospital e foi direto para o presídio.
02:39Estava internado porque depois de cometer o assassinato, tentou se matar, mas foi contido por agentes da guarda municipal.
02:47A prisão dele representa que a justiça, ela está sendo feita e eu acredito tanto na do homem quanto na
02:53justiça divina.
02:54Ele vai pagar pelo que ele fez.
02:56Ele vai pagar pelo que ele fez.

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