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  • há 2 dias
Uma bebê de um ano e seis meses, Agatha Esther Santos Barbosa, foi levada ao hospital pelo padrasto, José Wilson Guimarães Júnior, após apresentar quadro de desmaio. A equipe médica constatou que a criança estava cianótica e com pupilas dilatadas, indicando graves lesões. Apesar dos esforços para ressuscitá-la, Agatha não sobreviveu, e a morte foi […]

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Transcrição
00:00Gente, olha só. Exame do Departamento Médico Legal concluiu que uma bebezinha de um ano e meio foi levada para
00:07a unidade de saúde pelo padrasto, não morreu de infecção ou de queda.
00:12Vocês vão ver agora o que realmente aconteceu com essa criança.
00:15Esses daqui, ó, a mãe e o padrasto. Balança.
00:2148 horas depois da morte, o que restou foi apenas a foto de uma menina que partiu cedo demais.
00:27A Agatha Esther Santos Barbosa, de um ano e seis meses, foi vítima da covardia de quem deveria protegê-la.
00:35No último sábado, foi levada para a UPA de Riviera da Barra, em Vila Velha, pelo padrasto.
00:41José Wilson Guimarães Júnior, de 38 anos, foi preso logo depois, junto com Paula Nazaré dos Santos Barbosa, de 31
00:50anos, mãe da bebê.
00:52Pacientes que estavam na unidade relataram que passava pouco do meio-dia quando o padrasto de Agatha Esther entrou com
01:00as meninas nos braços.
01:02Ela já estava desacordada.
01:04A mãe da bebê chegou logo depois, gritando por socorro e clamando por Deus.
01:10A menina foi levada pela equipe médica para dentro da unidade, onde foi montada uma verdadeira operação.
01:16Quando ela entrou, segundo os médicos, apresentava quadros de midriase bilateral e já estava cianótica.
01:25Midriase bilateral significa que ela já estava com as pupilas dilatadas e que ela não respondia a estímulos de luz,
01:33indicando uma grave lesão.
01:35O quadro de cianótica, como foi documentado, indicava que ela já estava com uma coloração acinzentada, azulada na boca e
01:44extremidades, mais um indício de graves lesões.
01:48A equipe médica conseguiu fazer algumas manobras e a Agatha chegou a respirar sozinha, mas foram apenas alguns segundos.
01:58Logo depois, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória.
02:02Os médicos trabalharam por mais 14 minutos, segundo o que foi documentado no histórico da paciente.
02:11Foram 14 minutos de manobras de ressuscitação, mas infelizmente, a Agatha não resistiu.
02:18A morte foi confirmada às 14 horas e 25 minutos de sábado.
02:24O corpo de Agatha Ster foi levado para o DML de Vitória e foi lá que a história virou um
02:31caso de polícia.
02:32O legista atestou morte por ação de terceiros.
02:35A conclusão foi de que a menina morreu por causa de graves lesões pelo corpo.
02:40Foi excluída qualquer possibilidade, como infecção ou queda.
02:45O laudo emitido pelo médico legista derruba a versão apresentada pelo padrasto e pela mãe da bebê.
02:53Quando eles foram ouvidos pela equipe da polícia, que já acompanhava o caso,
02:58alegaram que a menina estava brincando quando caiu e desmaiou.
03:03E por isso, ela havia sido levada para a mesma unidade, onde dias antes tinha sido encaminhada para tratar um
03:10caso de infecção urinária.
03:12No dia 3 de maio, Agatha recebeu o diagnóstico na mesma unidade e passou a fazer o tratamento.
03:20No depoimento, a mãe e o padrasto também tentaram indicar que ela poderia ter sido vítima de um quadro agravado
03:29dessa infecção.
03:30Mas com a conclusão médica de que a menina apresentava ferimentos graves por todo o corpo,
03:36a polícia entendeu que o que tinha acontecido não era um acidente ou uma fatalidade, mas sim uma ação criminosa.
03:45Padrasto e mãe passaram então a trocar acusações.
03:50Ele alegava que era a mãe quem agredia a menina constantemente.
03:54Ela alegava que era o companheiro com quem ela estava há apenas quatro meses, que batia na menina.
04:02Os depoimentos eram conflitantes, mas indicavam a mesma coisa.
04:07Agatha Ster era violentada dentro da própria casa.
04:11José e Paula foram presos em flagrante e autuados por homicídio qualificado com emprego de meio cruel.
04:18Se condenados, podem pegar até 30 anos de prisão.

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