00:00Nós vamos ver agora a reportagem especial completa sobre o mistério do túmulo que chora
00:05lá no cemitério de Santa Leopoldina, região serrana aqui do estado.
00:10Gente, tá sepultado lá o corpo de uma garotinha, de uma criança que morreu há mais de 100 anos,
00:16afogada em uma bacia.
00:18E aí, meus amigos, que mistério é esse?
00:21O túmulo dessa criança chora água, até hoje.
00:25Será que tem um encanamento, tem uma nascente nesse local?
00:28Que mistério é esse?
00:30Nós fomos até a cidade.
00:31É especial, é balanço geral.
00:42Uma lenda centenária que atrai os olhares do mundo inteiro.
00:49A história de um túmulo que chora, mexe com o imaginário popular há mais de um século.
00:58Mas e você, já ouviu essa história?
01:05É de dentro desse antigo túmulo que sai toda essa água.
01:08Algo que desafia a lógica.
01:12O túmulo que chora, como é mundialmente conhecido, fica aqui no cemitério municipal de Santa Leopoldina,
01:19na região serrana do Espírito Santo.
01:21Em 1923, em janeiro de 1923, foi enterrado aqui o corpo de Maria Gilda, na época, com apenas cinco meses.
01:30O que se conta, aqui na cidade, é que a menina morreu afogada em uma bacia.
01:36E no dia do enterro, a mãe dela trouxe a tal bacia para o cemitério.
01:41Revoltada, a mulher jogou toda a água dentro do túmulo de Maria Gilda.
01:47E desde essa atitude dela, essa lenda começou a circular pela cidade, até os dias de hoje.
01:54Maria Gilda veio se afogar em uma banheira, quando tomava banho.
02:01E aí, ela veio se enterrar no cemitério local.
02:05Dizem que a mãe, quando ela veio fazer esse enterro, esse velório, jogou uma água, um balde de água, enfim,
02:12num túmulo dessa criança.
02:14E é um túmulo que até hoje jorra água, né?
02:18A gente, às vezes, está na seca, no bastante chuva, mas nunca deixou de ter água.
02:24Ele sempre, às vezes, dá dois dedinhos, às vezes ele enche.
02:27A gente nunca teve casos que transbordou.
02:30Maria Gilda era filha do farmacêutico Silvestre e de uma dona chamada Lúcia.
02:34Quando a bebê morreu, em 1923, a família ficou muito abalada e ficou reclusa na cidade até a morte.
02:45A água que passou a brotar do túmulo assombra a cidade de pouco mais de 13 mil habitantes.
02:50O mistério intriga até quem já contou várias vezes a mesma história.
02:55Jefferson já apresentou a lenda do túmulo que chora para turistas de todo o Brasil.
03:00E, ainda assim, sempre se surpreende.
03:03A água, ela está nessa caixa aqui, numa espécie de reservatório, certo?
03:07E aqui você tem uma barra de concreto, né?
03:09Como se fosse uma laje.
03:11E o caixão está embaixo aqui, né?
03:13Alguns palmos lá para baixo.
03:14Isso, alguns palmos para baixo dessa estrutura da terra, né?
03:18Então você imagina.
03:19Ah, é uma nascente? Beleza.
03:21Como que a nascente ia perforar uma barra de concreto e brotar aqui dentro?
03:26Aí você vê a curiosidade, né?
03:28Você acha que é uma nascente?
03:30O que você acha que é?
03:34O seu alvarenga trabalhou durante muito tempo no cemitério como auxiliar de limpeza.
03:39Hoje, aposentado, parou de contar quantas vezes já tentou solucionar o mistério.
03:44Ele nunca conseguiu.
03:45Tinha água, nós tiramos tudo em água, enxugamos com pano, enxugamos, deixamos sequinho.
03:51No outro dia, nós chegamos aqui e estava cheio de água outra vez.
03:53Nós escavamos desde lá de cima até aqui embaixo para ver se tinha alguma nascente, mas não achamos nada.
03:58Moradores contaram para a gente que não teve um dia sequer que o túmulo de Mariajuda estivesse totalmente seco.
04:05O nível da água até muda, como por exemplo hoje.
04:09Aqui nós temos pouco mais de quatro dedinhos de água.
04:13Mas tem dias que a água, ela chega no limite do reservatório.
04:17Aí, para quem tem curiosidade de saber, a água é realmente cristalina.
04:33Ainda não existe um estudo sobre o que pode explicar a água brotando do túmulo de Mariajuda.
04:39A prefeitura de Santa Leopoldina também não realizou testes para saber se a água é potável.
04:44O monitoramento é feito pela nossa vigilância sanitária, que acompanha para evitar que venha a ter desenvolver lavas de mosquito,
04:53da dengue e tudo mais.
04:54E o que não acontece é que a água está sempre, como ela é uma água renovável, ela está sempre
04:59uma água atualizada.
05:01Atualmente, nenhum familiar de Mariajuda mora na cidade.
05:04Na garotinha afogada, só sobrou o túmulo e a casa onde morreu.
05:08Hoje, tombada como patrimônio histórico.
05:15A história de Mariajuda e o túmulo que chora pode ter uma explicação científica?
05:20Até pode.
05:21Um lençol freático, um cano velho estourado, um poço artesiano.
05:26Mas ninguém quer mexer no descanso final da menina afogada.
05:30Uns por respeito, outros por medo.
05:33Primeiro, a gente está falando de fé.
05:35E segundo, na curiosidade.
05:38São duas linhas de pensamento e visão que você atrai muito o turista, que é a curiosidade.
05:44Nem todo mundo tem a fé nesse sentido, mas tem aquela curiosidade de ver de fato como que nasce.
05:50E pela história que foi contada.
05:51Nossos avós, nossas mães, pais, nossa família contou essa história para a gente.
05:58E a gente também vai contar para os próximos gerações.
06:08Valeu, meu Deus.
06:10Valeu, meu Deus.
06:11Gente, vocês entenderam?
06:13Que história, que história.