- há 2 semanas
Casos recentes de crianças que foram abusadas ou tiveram o conteúdo pornográfico exposto levantam o debate.
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NotíciasTranscrição
00:00Gente, agora a gente vai mudar de assunto. Eu chamo muito a sua atenção. Senta aí na sua casa, onde
00:04você estiver, presta atenção.
00:06O caso do ator José Dumont, flagrado com pornografia infantil, foi um baita susto, um verdadeiro susto pra todo mundo,
00:14né?
00:14Um ator premiado, de sucesso. Gente, ele ia ser homenageado agora. Ninguém esperava, na verdade.
00:20A polícia descobriu durante as investigações que José Dumont pagou mil reais para abusar sexualmente de um adolescente de 12
00:28anos.
00:29Ele foi filmado, beijando esse menino. A polícia encontrou na casa do ator, escuta aí, ó, comprovante de transferência bancária
00:37e outros recibos.
00:39Essa criança, segundo a polícia, vivia uma situação de vulnerabilidade financeira.
00:45Também na casa do ator, tá? Foram encontradas 240 imagens de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes.
00:55Causa até uma repulsa na gente, né? Mas é muito importante a gente falar sobre isso, por quê?
01:00A gente precisa fazer um alerta pras crianças. Mas, pra isso, a gente também precisa orientar quem?
01:06Os pais. Então, a gente vai bater um papo sobre isso.
01:09Aqui no nosso estúdio, eu recebo a psicóloga Aline Hessel e também o delegado Marcelo Nolasco,
01:16que por muitos anos comandou, gente, a delegacia da criança e do adolescente.
01:21Tem uma baita experiência nesse nicho. Vai conversar com a gente. Obrigada pela participação de vocês.
01:27E a gente jamais imaginava que o perigo poderia estar ali, né?
01:34São exatamente casos assim que o senhor atendeu por muitos anos, Marcelo.
01:39Obrigada pela sua participação.
01:41Sempre.
01:43Roberta, a gente, quando lida com essa área, você não tem realmente estrela na testa de ninguém.
01:49Nós vemos abusadores de criança em todos os níveis sócio e econômicos.
01:56Então, realmente ninguém tem estrela, não.
01:59É surpresa, não chega a ser, porque eu já vi isso muito na minha vida.
02:03Então, é de onde menos se espera.
02:06E Aline, seja no contexto familiar ou seja fora também desse contexto,
02:12são pessoas que a gente imagina assim, ou deveriam dar um bom exemplo, né?
02:17Que é o caso de um ator que ia ser homenageado agora, sabe?
02:21Tem vários prêmios.
02:22Ou então, quando acontece dentro de casa, né?
02:25São pessoas que também poderiam, eram para estar ali na proteção daquela criança.
02:30Isso corresponde o quê?
02:31A 80% dos casos, né?
02:33Essas pessoas próximas.
02:34Boa tarde.
02:35Boa tarde.
02:36Realmente, infelizmente, a gente tem essa informação, né?
02:39De que as pessoas que geralmente cometem algum abuso, algum assédio nesse sentido,
02:44podem e muitas vezes são pessoas próximas e da própria família.
02:48Isso chama muito a atenção, principalmente para os pais e para toda a sociedade,
02:53no cuidado que a gente tem que ter com as crianças.
02:57Infelizmente, o excesso de zelo nesse momento não vai ser prejudicial.
03:02A gente tem, sim, que ficar muito atento, ficar atento com quem a gente deixa nossos filhos,
03:07quem vai cuidar dos nossos filhos.
03:09É uma forma que a gente tem de tentar prevenir isso.
03:13Infelizmente, eu falo isso porque, na verdade, a gente muitas vezes quer deixar com um parente,
03:18quer deixar com um amigo, pensando no bem-estar da criança,
03:21mas a gente tem que preservar aí muito mais nesse cuidado, uma vez que a gente não sabe,
03:26como o colega aqui falou, quem é que pode abusar dessas crianças.
03:30Não, não tem estrelinha e, sim, a gente tem que desconfiar de todo mundo.
03:33E, doutor, quais foram os casos mais chocantes que o senhor atendeu?
03:36Porque esse, por exemplo, ninguém imaginava, até o próprio meio artístico se manifestou, né?
03:42Como uma grande decepção que, né, se realmente tudo for comprovado,
03:46de tudo que está sendo colhido como prova.
03:49Quais foram os casos mais chocantes que o senhor já atendeu?
03:52Roberto, eu só vou acabar de pegar o gancho da psicóloga.
03:55De fato, nós temos a imensa maioria dos casos com pessoas próximas,
04:00familiares até, padrastos e pais até, infelizmente, avós, tios, irmãos.
04:06Então, realmente, a maior parte dos casos é, quanto mais próximo o acesso da criança,
04:13maior o número de casos.
04:14Aí, depois, vem professores, pessoas de escola, treinador de escolinha,
04:19todo mundo que tem algum acesso à criança.
04:21E 98% dos casos são homens, né?
04:25Você tem muito pouco abuso sexual de crianças e adolescentes feito por mulheres,
04:30imensa maioria homens.
04:31O abusador, geralmente, é um homem.
04:33O abusador, geralmente, é um homem.
04:36Casos graves que eu peguei na DPSA foram 4 anos e 2 meses,
04:40com todo dia atendendo esses casos.
04:43Então, os mais graves, os mais chocantes,
04:46era quando a gente via o próprio pai que abusava de criança.
04:51E isso aí dura anos, tá, Roberta?
04:53Porque, geralmente, esses abusos começam quando a criança tem uns 8 anos de idade.
04:58Isso aí a literatura explica, a questão de feromônios, etc.
05:02E ele vai até uns 12, 13 de oculto, que é quando a criança passa a ter um certo discernimento
05:08para contar para alguém da confiança dela.
05:11Então, ela passa aí uns 4, 5 anos sendo abusada sexualmente.
05:14Vamos parar para pensar na cabecinha dessas crianças.
05:17Aquela pessoa, como o senhor bem disse, doutor Marcelo,
05:20o pai, nesse caso, né, trazendo esse relato do doutor Marcelo,
05:25era quem deveria proteger, é quem deveria dar a mão para a criança, dar o colo,
05:30vem cá, meu filho, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo, vamos brincar, vamos jogar bola,
05:33vamos no parquinho, mas não.
05:35Como é que fica a cabecinha de uma criança numa hora dessa,
05:38a partir dessa idade aí, 8 anos, até os 13, como disse o doutor Marcelo, Aline?
05:42Olha, Roberta, é bem delicado, a gente pode pensar em quase irreparável os danos causados nesse momento.
05:51Então, pensando que é o pai, uma pessoa de confiança, por que fica tanto tempo oculto?
05:57Porque a criança tem uma relação ali de confiança, né?
06:00Então, por isso que ela não relata, e ela acaba normalizando esse tipo de relação de abuso.
06:05Então, é uma criança que tem que ter um acompanhamento pela sociedade, de uma maneira geral,
06:10principalmente, óbvio, com cuidados na saúde,
06:13porque as chances dela reproduzir esse tipo de comportamento, quando adulta, é muito grande.
06:18E aí, o ciclo de abuso continuar, né?
06:22Então, eu acho que esse é o principal, a principal atenção e cuidado que a gente tem que ter
06:26para a gente tentar, de alguma forma, interromper esse ciclo de abuso.
06:30Agora, é importante a gente ressaltar, no caso aí, do ator José Dumont,
06:35essa criança é uma criança em situação de vulnerabilidade,
06:39o que a gente também sabe que isso faz parte da nossa realidade,
06:42a maior parte dos casos é esse tipo de criança?
06:46Nesse caso do ator, nós vemos duas situações.
06:50Foi uma situação de exploração sexual, onde ele pagava para ter relação,
06:55mas, concretamente, a gente falando em termos de crime,
06:58isso caracteriza como estupro de vulnerável, pela idade da criança.
07:02Então, se ela tivesse entre 14 e 18 anos e tivesse recebendo dinheiro para fazer o sexo,
07:10mesmo que fosse profissional nisso, até que seja, seria exploração sexual.
07:15Mas, como ela tinha 12 anos, aí é considerado estupro,
07:18porque, abaixo de 14 anos, qualquer coisa é estupro de vulnerável, tá?
07:23Isso é bom a gente falar.
07:24Entre 14 e 18 anos, envolvendo pagamento, né?
07:29Ou alguma outra coisa, alguma outra compensação de caráter financeiro,
07:34caracteriza exploração sexual.
07:36Então, sim, é claro que pessoas em uma situação de vulnerabilidade econômica
07:41estão mais propensas a serem vítimas.
07:43Agora, o que muda, até mesmo criminalmente, doutor, o fato de ser 12 anos,
07:51então, é considerado estupro?
07:53De que forma que ele responde?
07:55E de que forma, também, que ele já tem um processo anterior?
07:58De um caso que aconteceu em 2009, veio à tona em 2013, isso lá na Paraíba,
08:04e de que forma que isso também pode contribuir para esse novo processo?
08:08Ele, se ele abusou de uma criança de 12 anos,
08:12certamente ele está respondendo por um estupro de vulnerável.
08:15A pena é reclusão de 8 a 15 anos.
08:18Esse novo crime, agora, que descobriram ao fazer uma busca na casa dele
08:22para investigar o crime anterior,
08:24acharam na casa dele arquivos pornográficos envolvendo criança e adolescente.
08:30Então, isso aí é um crime previsto já no Estatuto da Criança e Adolescente,
08:34241B, se não me falha a memória,
08:36que a pena é reclusão de 1 a 4.
08:40Então, meramente por ele ter os arquivos, já é 1 a 4 anos.
08:43O que já é um processo, né?
08:44Já é outro processo, já é outro crime independente.
08:47Sendo que, se for descoberto que quem produziu esse material foi ele,
08:53aí a pena é bem maior.
08:54A pena já vai até há 8 anos, é 4 a 8 anos, se foi ele quem produziu.
09:00E é muito interessante, Roberto, a gente aproveitar esse momento aqui
09:04que a TV Vitória está proporcionando de educação,
09:07que é falar para as pessoas que navegam na internet,
09:11que se ela compartilhar qualquer vídeo desses,
09:16entre amigos, ela pega, bota lá num grupinho, bota em qualquer coisa,
09:20ela já vai estar cometendo um crime com uma pena de 3 a 6 anos de reclusão.
09:26Mesmo que ela recebeu e deu um clique e compartilhou.
09:29Se isso aí chegar ao conhecimento da Polícia e da Justiça,
09:33ela vai responder um crime com pena de 3 a 6 anos.
09:36Muito bem lembrado, até porque a gente vai resgatar uma outra história, gente.
09:40Não sei se você se recorda agora, recente, no mês de julho,
09:43uma mulher foi presa aqui em Vitória por produzir e vender vídeos de abuso sexual.
09:49Sabe de quem?
09:50Da própria sobrinha.
09:52Olha isso, que chocante.
09:53A criança tem apenas 9 anos.
09:56A tia confessou o crime e não demonstrou nenhum arrependimento, segundo a polícia.
10:02Pelo menos 10 homens, olha aí, teria comprado o material por 30 reais
10:08e ela repassava 2 reais para a criança comprar bala.
10:14Dois desses homens também foram identificados e presos.
10:18E aí a gente volta aqui no assunto de crianças que vivem em situação de vulnerabilidade,
10:23porque são atraídas mais facilmente.
10:262 reais para essa criança comprar bala é uma isca, não é verdade, Aline?
10:31Sim, a gente acaba vendo aí uma oportunidade para esses criminosos conseguirem, de alguma
10:38forma, ter fonte dessas imagens e tudo mais.
10:42Por isso, a importância de a gente ter um trabalho nas escolas de educação sexual.
10:47Mais uma vez, eu insisto nesse assunto, onde as pessoas muitas vezes têm um certo receio quando a gente fala
10:52educação sexual,
10:53mas educação sexual nas escolas, a gente fala de informar para as crianças, respeitando a idade delas e a compreensão
11:01delas do que é possível ou não fazer, por exemplo, com o corpinho delas.
11:04O que é uma parte íntima, quem que pode tocar nas partes íntimas.
11:09E esse é o momento que muitas vezes a gente vê o relato, Roberta, de crianças manifestando ou denunciando situações
11:18de abuso.
11:19Agora, já que a gente está aqui falando de pessoas que não nascem com estrela na testa, não dá para
11:25a gente saber.
11:26Eu, como mãe, eu tenho uma menina e um menino em casa, eu morro de medo.
11:31A gente tem, às vezes, tem amigos, tem família, a gente não sabe, né?
11:35Mas será que existe, Aline, alguns sinais que a gente pode identificar em possíveis adultos de que está passando do
11:42limite, sabe?
11:44Naquela relação muito carinhosa, às vezes, um excesso de carinho com os nossos filhos, mas também sem querer julgar essa
11:50pessoa, que ela pode também estar demonstrando muito amor.
11:52São perguntas que nós, pais, a gente se faz a todo instante.
11:56Olha, Roberta, esse é um desejo, acho que de todo pai, também sou mãe, né?
12:02Em querer que isso fosse mais claro para a gente saber.
12:06Mas, infelizmente, é um grande desafio.
12:07O que a gente percebe e o que a gente pode ficar atento, por exemplo, são adultos que têm um
12:13grande interesse pelo mundo infantil.
12:16Então, por exemplo, se a gente está num churrasco ou numa ocasião de família, o adulto prefere estar entre as
12:22crianças e não com os adultos.
12:24O que não é comum, o que não é frequente.
12:27Geralmente, a gente tem um momento ali de querer compartilhar com os nossos iguais.
12:30Então, isso é algo que a gente pode começar a pensar ou não suspeitar necessariamente, mas puxa seu filho para
12:38perto de você.
12:39É um leve sinal.
12:41Mas, claro, que existem pessoas, professoras, existem pessoas que são educadores infantis, que são recriadores, que estão inseridos nesse mundo
12:49profissionalmente.
12:50Então, talvez isso possa ser um pequeno sinalzinho, mas ainda assim, o mais importante é orientar as crianças sobre o
12:59que é íntimo e o que não é.
13:01E os pais tentarem manter o máximo possível essas crianças sob seus olhares.
13:06Interessante essa orientação que a gente tem que repassar para as crianças.
13:09A gente vê muitos vovós, muitos pais trabalhando apelidos, né?
13:14É, ah, vou botar um apelido na pepeca, um biscoitinho, não sei o quê.
13:19Quais são os cuidados que a gente tem que ter com esses apelidos?
13:22Olha, Roberta, o ideal, vivendo no mundo ideal, a gente não deveria dar apelido.
13:27Teria que chamar pelo nome do órgão como ele é.
13:30Então, é pênis ou vagina, né?
13:32Mas a gente sabe que muitas vezes no mundo lúdico, eu mesmo, sendo profissional dessa área,
13:37eu falo perereca, eu falo peru, né?
13:41Não é o ideal, né?
13:43O ideal seria a gente tratar pelo nome técnico mesmo,
13:47para tanto criar naturalidade com relação a isso,
13:49como também para poder orientar as crianças do que pode ou não ser feito.
13:52Mas, mais importante do que nomear da forma correta,
13:56é orientá-los que essas são partes íntimas,
13:58que se alguém quiser encostar ou ver, que venha falar com a mamãe ou com o papai,
14:03sempre reforçar com as crianças,
14:06ó, pode confiar no papai e na mamãe, o papai e a mamãe sempre vão acreditar em você.
14:10Não é só a questão dos órgãos sexuais em si,
14:13porque os abusadores, eles tendem a falar para as crianças que os pais não vão acreditar neles,
14:18que os pais não vão dar ouvidos a ele.
14:20Então, a gente precisa reforçar com essas crianças que elas podem confiar na gente.
14:25Pode falar com a mamãe, a mamãe vai sempre acreditar em você,
14:28sempre que você tiver uma dúvida, vem falar com a mamãe ou com o papai,
14:31que a gente vai te orientar da forma correta.
14:33Agora, doutor Marcelo, você trouxe uma informação que eu confesso que eu fiquei muito triste
14:36da gente parar para pensar, o senhor disse que praticamente todo dia você recebia casos assim.
14:42E a gente traz à tona, né, esses de grande expressão.
14:46E parar para pensar que todo dia ter uma criança que ela é abusada sexualmente ou ela é estuprada,
14:52isso dói demais na gente.
14:54Qual é a importância dos vizinhos denunciarem?
14:57Por que essa criança de 12 anos, que esse ator estaria abusando dela, estuprando,
15:03isso também chegou até a polícia graças a denúncias de vizinhos?
15:08Sempre é denúncia.
15:10Sempre começa com a denúncia de alguém.
15:12Eu já tive casos que a própria irmã denunciou o irmão,
15:15porque não suportava ver o que ele vinha fazendo.
15:18A maior parte das denúncias chegam até a polícia, responsável por apurar,
15:23por meio de escolas.
15:25A escola está sempre com a criança, então a escola recebe muita denúncia.
15:29Conselhos tutelares também recebem, porque eles ficam fiscalizando denúncias.
15:34Então, a própria delegacia de portas abertas recebe também muitas denúncias.
15:39181 é um grande canal de denúncia.
15:42181, nós temos o Disque 100 de Direitos Humanos também.
15:45A gente trabalha muito com base em denúncia,
15:47porque nós estamos lidando com crimes que acontecem dentro de casa, na maioria das vezes.
15:52E na dúvida, tem vizinhos agora que se perguntam assim,
15:56doutor, eu tenho dúvida, eu não sei, gente.
15:58Eu acho que sim, eu acho que não.
16:00Tem horas que dá a entender que tem alguma coisa acontecendo de errado.
16:03Aí fica com medo, né, de denunciar e não ser nada que acontece,
16:07nada daquilo que realmente aparenta ser, não ser o que acontece dentro de casa.
16:11Na dúvida, o que a gente faz?
16:13A gente tem muito caso de denúncia de vizinhos em relação à violência física, né?
16:20Porque eles ouvem a gritaria, veem a situação que aquela família vive.
16:24No caso do abuso, vai ser mais uma desconfiança mesmo.
16:28Mas eu acredito que o melhor caminho seria sim denunciar.
16:31Não é uma denunciação caluniosa que você sabe que a pessoa é inocente e está denunciando.
16:36É alguma coisa assim, olha, eu tenho uma suspeita.
16:39Verifique aí, por favor.
16:40E aí cabe a polícia, né, fazer depois todo o trabalho de investigação.
16:43Então, na dúvida, gente, entre em contato com a polícia, denuncie.
16:46Deixa pra gente o contato, doutor.
16:49Aqui no Espírito Santo, a gente tem o 181, diz que denuncia.
16:52Pode fazer que vai chegar até a delegacia.
16:55Nós temos o Disque 100, que é o Disque Denuncia de Direitos Humanos,
16:58que também vai chegar.
17:00Na verdade, ele tem um trâmite um pouquinho mais demorado,
17:03porque é Brasília e depois Espírito Santo.
17:05Tem o próprio balcão da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente,
17:10que fica aqui em Jucutuara, em frente à praça.
17:13Ou em qualquer unidade, a pessoa pode procurar denunciar que vai ser encaminhada.
17:17Tá certo. Obrigada, viu, gente, pela participação de vocês aqui no programa,
17:21levando essa informação pra dentro dos lares capixabas.
17:24Obrigada.