00:00Era por volta de uma e pouca da madrugada que a gente escutou o pedido de socorro, né?
00:05Socorro, socorro!
00:06A gente ficou tudo assustado porque a rua é bem calma, tranquila, né?
00:12Então a gente ficou bem assustado, minha cachorra sempre latindo e tal.
00:17Então a gente procurou saber o que estava acontecendo, socorro.
00:20Esse é o relato da vizinha que ouviu toda a agressão, sofrida por uma mulher de 39 anos.
00:26Auxiliar de Serviços Gerais, dona de casa e mãe.
00:31Esse caso de agressão à mulher aconteceu aqui, no bairro Ibis, em Vila Velha.
00:37A polícia civil já está investigando o caso e a polícia militar foi quem atendeu essa ocorrência.
00:44Os policiais contaram o que viram quando chegaram aqui no Ibis.
00:50Para essa história há duas versões.
00:52Primeiro, a versão da mulher que foi agredida.
00:55Segundo informações do que a vítima contou para os policiais, parte das agressões aconteceram na pracinha aqui do Ibis.
01:03E tudo começou assim.
01:04Ela narra que eles estavam, né, na pracinha confraternizando e o marido começou com uma agressão verbal.
01:11Ele começou a xingar essa mulher, falando que ela era uma inútil, apontando o dedo na cara dela.
01:17E foi daí pra baixo, ladeira abaixo.
01:20Começou a xingar a mulher e constranger ela na frente de todo mundo.
01:24E o que estava ruim piorou ainda mais quando eles ficaram sozinhos em casa, entre quatro paredes.
01:30Sozinhos, vírgula.
01:31Porque eles estavam acompanhados de uma adolescente de 12 anos, que é filha do casal.
01:38Ou seja, segundo o relato da vítima dessa auxiliar de serviços gerais de 39 anos,
01:44o marido começou a xingar e começou a bater nela na frente da filha dos dois.
01:50A menina ficou desesperada vendo aquela situação toda.
01:53Aí, em casa, ele começou a bater nessa mulher.
01:57E foi tão forte o soco que ele começou a dar nela, ele bateu tão forte na cabeça que precisou
02:03dar três socos.
02:04Um, dois, três.
02:07No terceiro, ela percebeu, colocou a mão na cabeça e percebeu que estava sangrando.
02:13A testemunha que conversou com a nossa equipe ouviu o barulho dos socos.
02:19Não só ela, mas outros vizinhos que moram na rua já há algum tempo e conhecem o casal.
02:26Todos ficaram assustados por aqui.
02:30Barulho de... pela parede, né?
02:33Socos bem fortes, bem fortes.
02:37Então, ela alegou, e eu acredito sim, realmente, que foram os três socos na cabeça.
02:43E ela, quando ela saiu pra fora, que chegou a viatura, ela não conseguia nem andar.
02:47Os vizinhos disseram que a adolescente de 12 anos, filha do agressor e da vítima, teria ficado desesperada.
02:56Saiu correndo no meio da rua, pedindo ajuda aos vizinhos.
02:58A irmã da vítima esteve no local, segundo informações da polícia.
03:03E logo após, uma viatura chegou.
03:05Foi assim que o agressor parou de bater.
03:08Agora, a versão do suspeito, do que o homem de 42 anos contou pra polícia.
03:14Ele disse o seguinte, que ele...
03:17Primeiro, ele confessou.
03:19Ele falou, não, bati mesmo, bati nela mesmo.
03:22E aí, depois, ele tentou justificar, dizendo o seguinte, bati porque não aguento mais apanhar.
03:27Ele disse pros policiais que a mulher vive dia sim, dia não, arranhando o rosto dele, dá arranhão no braço,
03:36com ciúmes.
03:37E aí, ele falou que apanha sempre dela.
03:40E que, desta vez, ele usou esse termo.
03:43Eu não tenho sangue de barata.
03:46E por isso, na madrugada de sábado pra domingo, eu espanquei sim.
03:52Essas foram as palavras do suspeito de 42 anos pra polícia militar.
03:58O casal mora nesta região, próxima à pracinha do Ibis, há quatro anos.
04:03Ele trabalha, segundo os vizinhos, com bicos.
04:05E ela, como auxiliar de serviços gerais em uma academia na região.
04:10E também, vende doces para completar a renda.
04:14Todos que conhecem, descrevem essa mulher como guerreira, que corre atrás pra garantir o pão de cada dia.
04:20Os vizinhos são antigos e também disseram que ele, também corre atrás, que é um homem trabalhador.
04:27Mas que quando ingere bebida alcoólica, fica muito alterado.
04:31Fomos até o bairro na manhã desta segunda-feira.
04:35Procuramos pela vítima que estava em casa, mas preferiu não receber a nossa equipe.
04:40A vizinha que conversou com a gente, disse que ela também já foi vítima de violência doméstica,
04:46em um relacionamento anterior.
04:48E que entende o deserto que essa mulher está vivendo.
04:51Na primeira vez que você é agredida, tanto verbal como fisicamente,
04:56já é só piorar.
04:58Não tem, ah, não vou dar oportunidade, não, não tenho oportunidade.
05:02Já corto pelo raiz.
05:03No DPJ, ele foi ouvido pelo delegado de plantão,
05:06que entendeu que ele deveria pagar pelo crime que cometeu.
05:09E por isso, foi encaminhado ao centro de triagem de Viana,
05:14onde está nesse momento.
05:15Segundo a polícia militar, a vítima pediu medida protetiva.
05:19E aí
05:19E aí
05:19Obrigado.